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FC Porto [Táticas] – Será jogar sem trinco como fazer trapézio sem rede de segurança?

Qual é a razão da mudança estrutural/posicional do meio campo portista? Tem-se perdido, no futebol moderno, a posição de nº10; quer-se, sim, médios todo-o-terreno que aliem criatividade no desenvolvimento do jogo ofensivo a uma responsabilidade defensiva bastante abrangente (tanto vertical quanto horizontal). E se falhar essa intensidade/criatividade ofensiva? O jogo cai nas linhas, fica dependente de espontaneidade dos extremos e da envolvência ofensiva dos laterais (com a ajuda destes próprios todo-o-terreno e de avançados móveis). Tendo um homem no centro do movimento atacante da equipa com velocidade de execução, visão de jogo acutilante, e criatividade acima da média, haverá um melhor aproveitamento de todas as áreas de jogo. Este jogador (se existir ainda) pode parecer um de tarefas pouco responsáveis ou solidárias; é, no entanto, quem pensará o jogo no último terço do terreno. O que se lhe pede, além de insólitas magias, é que, antes receber a bola, já saiba exactamente o que lhe vai fazer, com uma total consciência dos movimentos dos demais colegas.
Posto isto, não tem o Porto um verdadeiro nº10 desde Anderson. Vimos inúmeros meios-campos, todos estruturalmente idênticos: Um nº6, âncora (desde há largos anos Fernando), e dois nºs8 (entre Lucho, Meireles, Guarin, Moutinho, etc…). Tem resultado, bastante bem aliás; mas em muitas ocasiões faltou espetacularidade ao jogo colectivo-ofensivo – mesmo com Villas-Boas! -, talvez relacionado com a falta de um médio que declaradamente tivesse estas missões. Belluschi, por exemplo, tinha estas características bem vincadas, mas sempre foi desaproveitado como box-to-box (nunca teve a intensidade que deve este tipo de médio ter; sempre mostrou uma visão e velocidade de execução fantásticas que de pouco lhe valiam com as missões que lhe eram atribuídas). Já passou, contingências da necessidade de um pêndulo defensivo.
Paulo Fonseca, arrojadamente, tem mostrado até agora um homem nessa posição, mais dois nºs 8 com 2/3 de missões de contenção e 1/3 de missões de construção (pivots-defensivos penso que lhes chamam agora). Quais são as implicações desta disposição do meio campo? Várias! Primeiro que tudo uma distância enormíssima entre os 2 e o 1 (ou por Lucho andar demasiado perto de Jackson; ou por estes médios não terem a liberdade para levar o jogo para a frente sem medo de a equipa ficar totalmente desposicionada); Mais, assim que haja jogos contra equipas com mais intensidade (já tem havido indícios), corre-se o grande risco de abrir uma clareira no centro do meio campo defensivo. Sobreviverá este Porto sem um tapa-buracos? Sem uma âncora como tem sido Fernando? Ter um 10 irá tornar a equipa mais espectacular? Ou apesar destes testes iniciais os próprios jogadores e as suas características vão obrigar Fonseca e adoptar o sistema que tem resultado nos últimos anos?

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Manuel Simões Lopes

20 Comentários

  • João Miguel
    Posted Agosto 4, 2013 at 10:38 am

    o FCP com esta táctica pode resultar, mas penso que o 10 não devia ser o Lucho. É o jogador com mais classe do campeonato mas joga há muitos anos a médio-centro, à frente do trinco. Penso que Josué ou Carlos Eduardo (não me parece que vão apostar neste) davam um bom 10.

  • André Lopes
    Posted Agosto 4, 2013 at 10:41 am

    Eu sinceramente acho que o porto deveria voltar ao anterior meio campo , apostar forte na renovação de fernando , preparar a sucessão , nem castro nem defour ou até mesmo reyes não me parecem com qualidade para assumir a posição e ficariamos com fernando , defour e herrerra lutariam por um lugar (o quanto eu gostava de aqui ver tiago rodrigues)e lucho.

  • joao artur
    Posted Agosto 4, 2013 at 10:46 am

    A verdade é que o Porto, não joga com um duplo Pivot, mas sim com num 4x3x3 com o triângulo do meio campo invertido, Lucho não é um 10, assim como Fernando e Defour/Josué não são um 6, mas também não são um 8. este sistema ja´tem sido utilizado pela Espanha (na conquista do Mundial e do Europeu) e pelo Arsenal (nos últimos 3 anos), a verdade é que como Xavi não é um 10 (se bem se lembram este jogava à frente de Xabi e Busquets) nem Wilshere (Joga à frente de Arteta e Diaby/Ramsey) ambos ocupam aquela posição da frente do triângulo, é verdade que em algumas partes se notou a existência de um fosso entre os dois médios da base e o médio da ponta do Triângulo, mas penso que isso seja facilmente explicado pelo grande carga de treino da pré-época , pois Lucho nas 2ª partes do jogo desaparece completamente do jogo, pois deixa de descer para vir apoiar o início da construção , quanto à defesa, não existe verdadeiramente o problema de não ter uma âncora pois é notório que um dos elementos do meio campo tem sempre uma preocupação de equilibrar a equipa, e mesmo quando este sobe o outro que joga ao seu lado passa a ter esta preocupação, acho sim que o problema do Porto passa mais por não ter verdadeiramente um médio para completar o meio-campo com Lucho e Fernando, pois Defour parece disposto a mudar o seu jogo e a correr frequentemente defesa ataque, mas Josué não é de todo um médio para jogar nessa posição, mas sim mais para jogar na posição de Lucho, Herrera seria perfeito pelas suas características, mas como não tem jogado, provavelmente por precisar de tempo de adaptação, penso que Defour terá que ser a escolha para o Porto sobreviver com este esquema tático, pois é o que apresenta mais equilíbrio entre as suas características Defensivas e atacantes, não é jogador mais atacante ou mais defensivo é os dois

    • Joao Goncalves
      Posted Agosto 4, 2013 at 11:33 am

      Isto não é um 4-3-3… é sim um 4-2-3-1.

      Contudo o que me parece é que os extremos não sabem o que ali andam a fazer… e digo isto de todos os que jogam naquela área posicional

      1º Jogam abertos mas depois, quando o lateral vem embalado, ficam à frente dele, provocando um congestionamento de jogadores na ala e isso é problemático.

      Anteriormente o VP, jogava com os extremos interiores para dar espaço aos laterais para subirem… o PF mete tudo na ala e estes paradoxos tem de ser resolvidos, pois depois falta gente a entrar.

      Vamos ver como isto evolui

    • Rodrigo
      Posted Agosto 4, 2013 at 11:59 am

      Se ele quer sempre os alas abertos terao que ser os laterais a entrar mais por dentro.

  • Anónimo
    Posted Agosto 4, 2013 at 11:12 am

    O Fonseca sempre disse ser admirador do Wenger. E nos últimos tempos o Arsenal joga com dois 8 e um 10 (Arteta; Ramsey; Cazorla)… por vezes entra Wilshere para um dos vértices do 8 ou até para 10… As dinâmicas são mais ofensivas… mas por vezes a equipa é apanhada em contra-pé….

    Carlos Vieira Pinto

  • Rabensandratana
    Posted Agosto 4, 2013 at 11:24 am

    Eu sou um defensor desta táctica, obriga e desenvolve certos jogadores como o próprio Josué, Castro e Fernando. Penso que nesta fase uma aposta em Fernando jpgador mais talhado a defender juntamente com o Josué/Defour seria a minha aposta.
    Já que Fernando como tem rotinas de trinco, tem um óptimo desarme, posiciona-se muito bem, aqui poderia aprimorar uma das suas debilidades que é o capítulo do passe.
    Defour/Josué são jogadores que têm mais técnica tanto no capítulo do passe, como no capítulo da criatividade, são jogadores que devido às suas características gostam muito de fazer passes de ruptura e Josué tem uma boa meia-distância.

    A questão que tem importunado alguns portistas é a seguinte, Lucho não tem e não terá capacidade física para jogar mais do 45/60 minutos logo os homens que desempenham a função de pivot terão de correr o dobro, já que o argentino desaparece completamente na etapa complementar. Logo uma aposta num jogador mais consistente e mais tecnicista como Herrera/ Quintero seriam as opções mais lógicas.
    O mexicano é um jogador todo terreno, desempenha qualquer posição do meio-campo é um jogador que gosta de rematar, não desiste da bola e faz da sua pressão uma das suas principais qualidades. O colombiano apesar de não correr muito, é o jogador com mais técnica e que gosta de ter a bola no pé, organiza o jogo e remata muito bem fora da área, é fortíssimo no capítulo do último passe e tem uma vantagem em relação aos de mais, nas bolas paradas coloca a bola onde quer, seja em situações de cantos/ livres directos.

    Paulo Fonseca esta temporada implementou um novo sistema no FCPORTO, os jogadores como é óbvio estavam habituados ao 4-3-3 e agora terão um determinado período (pode demorar mais umas semanas) para assimilar totalmente as ideias que o treinador deseja.
    Como PF é um grande motivador poder-se-à dizer, que os jogadores agora têm todos os condimentos para normalmente fazerem uma boa temporada. Todas as mudanças demoram o seu tempo, umas mais tempo do que outras. Atenção que estes jogos são de pré-temporada, logo o treinador pode e deve experimentar diversas nuances tácticas.

  • Rodrigo
    Posted Agosto 4, 2013 at 11:50 am

    Acho que esta tactica do FC Porto pode resultar, mas e preciso dar tempo porque os jogadores estavam habituados ao 4-3-3 a bastante tempo e uma mudança no meio campo acaba por originar uma mudança no modelo de jogo de toda a equipa. Parece-me que com ou sem duplo-pivot Fernado continuara a ser a ancora da equipa, ficando por saber quem o acompanhara uns metros mais a frente, ja que em todos os duplos-pivot ha um elemento que se solta mais. Esse elemento podera ser Defour, Herrera la mais para a frente, Josue ou o proprio Lucho. Creio ate que o argentino renderia mais nessa posiçao do que a 10, ja que a 10 joga muito de costas para a baliza, nao tendo a possibilidade de ver e organizar o jogo de frente como tanto gosta. Por fim, a ultima premissa para este novo sistema funcionar tem um nome, Quintero. Quintero parece-me o unico com verdadeira magia e criatividade para pegar no jogo do FC Porto a partir da posiçao 10, ja que Lucho ja nao tem condiçao fisica para isso, Carlos Eduardo parece nao contar e Josue tem sido utilizado a 8. Sendo assim, sera fundamental a integraçao do talento colombiano no 11 portista, embora agora ainda nao esteja suficientemente preparado para isso.

  • Anónimo
    Posted Agosto 4, 2013 at 12:05 pm

    na minha opinião o porto vái se prejudicar com este sistema tático pois o lucho não tem a intensidade necessaria para jogar a 10 a idade já pesa um pouco e o principal problema do porto não tá ai , acho que está mais nos extremos ai a situação é muito preocupante nem o iturbe nem o kelvin vão ter a consistencia que os dragoes estão habituados, o varela tem muitas oscilações de forma ao longo da epoca e vai ser ai que o porto vai sentir, se fosse ao pintinho pensava em contratar 1/2 extremos com capacidade e que consiga ser consistente ao longo da epoca,

    Dj

    • Fábio Teixeira
      Posted Agosto 4, 2013 at 1:00 pm

      Lucho não tem intensidade necessária para jogar a "8", por isso é que está a ser "arrastado" para a posição mais ofensiva do meio campo.

    • Peres
      Posted Agosto 4, 2013 at 2:01 pm

      Lucho a 10 ainda está pior que a 8, já desde o ano passado.

  • Fábio Teixeira
    Posted Agosto 4, 2013 at 12:07 pm

    A verdade é que o 4-3-3 do FC Porto era um sistema que favorecia a posse de bola, mas que retirava alguma criatividade e rendimento na ligação meio-campo ataque. O 4-2-3-1 (é o meu sistema tático preferido – não quer dizer que o queira no FC Porto, atenção) é um sistema que evoluiu na racionalização de espaços. Normalmente os alas ofensivos são encarregados de tarefas defensivas que no 4-3-3 eram atribuídas aos médios interiores (veja-se isso com Salvio e Ola John no Benfica).

    Quanto ao sistema do FC Porto, vamos ser francos: se é para jogar com um dito "10", Lucho não é esse jogador. Sempre foi médio centro e é aí onde joga melhor. O argentino só joga mais avançado porque a disponibilidade física, capacidade de pressing e as coberturas e compensações já não são o que eram antes (Moutinho é dos melhores do mundo neste mecanismos).

    Posto isto, dizer que o FC Porto jogar em 4-3-3 e 4-2-3-1 vai dar quase ao mesmo, porque durante o percorrer do jogo, os sistemas são adaptados ao tipo de jogo, e o FC Porto pode acabar até a jogar com 2 avançados, ou com 3 centrais. O futebol é assim.

    • André Lopes
      Posted Agosto 4, 2013 at 12:14 pm

      concordo , e na minha opinião este novo sistema será o melhor para o quintero evidenciar-se , mas como já referi sou mais apologista da anterior disposição táctica , o que não quer dizer que esta seja má e a outra perfeita como é óbvio.

    • Fábio Teixeira
      Posted Agosto 4, 2013 at 12:56 pm

      Eu estou na intransigência. Vamos dar tempo para ver como corre este novo projeto.

  • TiagoTeixeira'
    Posted Agosto 4, 2013 at 4:22 pm

    Com jogadores como Carlos Eduardo e Quintero acho que é racional usar um dez em campo.

    Para mim o problema não passa por ter dois 8 sem que nenhum deles ofereça tudo que um 8 deve ter, ou um 10 sem intensidade que nao aguenta 90 min. Então qual a posição desgasta mais, um todo-o-terreno (Lucho no ano passado) ou um 10 este ano? Se realmente o problema do desgaste se coloca acho que esta posição para o Lucho está melhor, pois penso que degasta menos.

    Para mim o problema passa por jogar com os dois médios "supostamente 8's" com funções semelhantes (parece confuso, mas eu já explico). Acho que está à vista de todos que Defour não é metade de Fernando a defender e que Fernando não é metade do Defour a atacar. Estamos de acordo aí?

    Então para mim a solução seria seria Fernando sozinho na posição 6, tal e qual no ano passado, pois preenche o campo naquela zona quer vertical quer horizontalmente e ter Defour (ou Herrera, whatever) na posição 8, o tal todo-o-terreno, box-to-box, sozinho pois atrás Fernando dá conta do recado, se não der Defour vai na compensação, como depois pode dar a primeira linha de passe ao Fernando ou à defesa, lançar o ataque e depois pode subir e dar ajuda no ataque.

    Acho que se isto for feito resolve-se o problema. Acho que não se pode pedir ao Fernando pra ter mais do Defour e ao Defour pra ter mais do Fernando, são trabalhos redobrados, e face à qualidade de todos acho que não é preciso. Mas acho que isso tem sido um pouco pedido, mal na minha opinião.

  • LuisRafaelSCP
    Posted Agosto 4, 2013 at 5:09 pm

    Sinceramente acho que é o maior erro do Paulo Fonseca até ao momento.. querer alterar a estrutura táctica que tantos frutos tem dado nos últimos anos pode criar-lhe algumas dificuldades ao longo da época.

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