Dragões mantêm-se na senda habitual e já são líderes isolados. A equipa de Farioli desta vez teve um domínio intenso do jogo, motivado por uma pressão fortíssima, e criaram chances suficientes para conseguir um triunfo confortável. A grande exibição de De Arruabarrena foi deixando a partida em aberto, mas há um grande mérito na forma como o FC Porto não baixou o ritmo até desbloquear o marcador, sendo que a partir viu-se o comportamento habitual da turma portista, baixando de imediato as linhas e explorando as transições para chegar ao 2-0 e matar o jogo. Gabri Veiga, que leva intervenções decisivas nos três triunfos na Liga, foi protagonista pelo golo, mas a jogada é toda de William Gomes, que até vinha fazendo um péssimo jogo. Outro que fica ligado ao resultado apesar da má exibição foi Pepê, a rubricar a assistência para Sainz. De resto, André Silva esforçou-se para combinar, mas foi inofensivo no ataque à baliza e Froholdt cresceu quando se aproximou da área adversária. Defensivamente, foi mais uma exibição imperial de todos, com especial foco para Kiwior. Do lado do Arouca, Vasco Seabra tentou defender-se com bola, mas sofreu com a pressão portista e não teve reação para se proteger dos ataques que chegavam de todos os lados. Arruabarrena foi adiando o golo com várias defesas, mas depois facilitou no 1-0. Javi Sánchez foi o mais calmo da defesa, oferecendo qualidade na saída de bola, enquanto Fukui pautou o jogo (inteligência muito acima da média), mas só Djouahra conseguiu dar alguma sequência.
FC Porto 2-0 Arouca (Gabri Veiga 67′ e Borja Sainz 86′)
O FC Porto isolou-se na liderança da I Liga ao bater o Arouca, em casa, por 2-0. Os Dragões, que continuam sem sofrer um golo em já quatro jogos oficiais esta época, dominaram o encontro, mas foram esbarrando em De Arruabarrena (várias defesas), até Gabri Veiga desbloquear num lance em que curiosamente o guarda-redes uruguaio ficou mal na fotografia. O Arouca também pouco fez para contrariar o rumo dos acontecimentos, acabando sem oportunidades de registo e apenas um remate à baliza, mas inofensivo. Perto do fim do jogo, Borja Sainz consumou o triunfo portista numa transição rápida assistida por Pepê.
XI FC Porto: Diogo Costa; Alberto, Bednarek, Kiwior, Zaidu; Rosario, Froholdt, Gabri Veiga; William Gomes, Pepê, André Silva. XI Arouca: De Arruabarrena; Tiago Esgaio, Javi Sánchez, Fontán, Lebedenko; Van Ee, Fukui; Trezza, Hyun-ju Lee, Djouahra; Barbero.
O Borja Sainz a fazer uma celebração do “falem agora” depois do falhanço que teve 1 minuto antes de marcar e depois de mesmo no golo ter rematado à figura é absolutamente de rir. O quão maus são os nossos extremos. Pepê voltou a fazer um jogado bárbaro. Aquela primeira parte então é capaz de ser das piores que já vi um jogador de futebol fazer.
Agora falando do jogo, alguma coisa tem de mudar. Não pode haver esta rigidez tática. Construir sempre igual, atacar sempre igual. Passamos metade do jogo a trocar a bola entre o Kiwior e o Bednarek. Os laterais SEMPRE por dentro. Porquê? Não pode um deles abrir de vez em quando para dar linha de passe? É obrigatório fazer sempre a mesma coisa que só torna fácil de travar a nossa construção?
Para além disso, é preciso fazer sempre esta tanga de começar a defender a seguir ao 1-0? Tem corrido bem que em contra ataques conseguimos fazer o 2-0, mas é uma questão de tempo até sofrermos o 1-1 ao dar a iniciativa assim ao adversário depois de marcarmos apenas 1 golo. E depois como vai ser?
E outra coisa, fazendo o 2-0 aos 86, no Dragão, frente ao Arouca, não dá para dar minutos ao Duarte Cunha ou ao Tiago Andrade? Até fazemos apenas 4 substituições agora para não pôr um miúdo da formação? Eu não percebo mesmo, o jogo estava resolvido.
–
Concluindo, já fizemos jogos bem piores, a equipa parece estar um pouco em crescendo, mas é necessário mudar muitas coisas ainda.
Kacal
Posted
Agosto 23, 2026 at
9:39 pm
Nem vou comentar por mim e sim dizer que concordo totalmente contigo e subscrevo tudo que disseste Gorlami, partilho da tua visão sobre o jogo de hoje e o geral. Embora hoje tenhamos sido muito superiores e o Arouca pouco fez porque não permitimos e tivemos várias oportunidades de golo. Hoje sim não demos hipótese e pecamos por falta de eficácia na frente. Gostei até. E contra um Arouca a jogar bem e em boa forma que venceu nas duas primeiras jornadas tendo goleado na anterior. Mas concordo contigo que podia haver mais versatilidade na forma de atacar e tudo que disseste. Subscrevo!
Um Jasomp
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Agosto 23, 2026 at
9:40 pm
É justamente isso que eu sempre digo. Se há liga que permita uma aposta na formação da parte dos grandes é em Portugal, há que, 90% dos jogos em casa, aos 70 minutos já estão resolvidos.
Mas faz-se precisamente o seu contrário.
O Farioli prefere até nem fazer a substituição a dar minutos à formação.
NCM77
Posted
Agosto 23, 2026 at
9:47 pm
Formação, formação, formação e…. formação. Que doença.
Art Vandelay
Posted
Agosto 23, 2026 at
9:39 pm
Grande exibição do Porto, resultado peca por escasso
O-melhor-ser-humano-de-todos-os-tempos
Posted
Agosto 23, 2026 at
9:43 pm
Alguém que tenha ido ao estádio e tenha por acaso filmado o lance que dá amarelo ao H. Inbeom?
É que como na Sportv só passaram uma repetição pelas costas dos jogadores gostava de saber se há por aí alguma que dê para ver bem os pés já que é aí que está a falta.
Fica de facto difícil marcar a este FCP e já na Supertaça se tinha visto um penalty poupado, no Arcos a expulsão poupada ao Gul e assim se constrói a confiança de uma equipa banal. Ontem foi ao Geny, hoje ao coreano. Se o Benfica apertar há de cair um isqueiro qualquer ao relvado que garanta mais um joguinho à porta fechada.
KingPin
Posted
Agosto 23, 2026 at
9:49 pm
Apagou o comentário a acabar de escrever outra vez. Na minha opinião melhor em campo o guarda redes do Arouca, apesar de cada vez mais se considerar Diogo Costa como dos melhores na sua posição hoje em dia, 4 jogos oficiais sem sofrer, 250 jogos pela equipa principal. Vender Mora foi melhor do que ficar sem ele. Laterais é despachar Moura e ir buscar um melhor tipo Souza ou o Nuno. Precisamos de contratar um português para ocupar todas as vagas da lista de inscrição de jogadores para a Champions. Ou então ir buscar o Diogo Leite, e ficar com Perez e Kiwior como titulares, tentar Pripic com número 6 neste momento parece ser melhor opção, senão empresta lo a uma equipa da nossa primeira liga. Varela deve estar a ser negociado espero eu e vai haver aqui uma truta de surpresa, estou mesmo com esse feeling. Com Rosário como joker, Froholdt vai melhorar e deverá ter Fofana como sombra, o sul coreano veio substituir o lugar de Mora como sombra de Gabri, breve irá voltar o Vasquinho. Extremos, ficamos com William e Oskar senão houver um batimento de cláusula espero. Entre Borja e Pepe um devera ser vendido. E ponta de lança por favor troquem o Gul por alguém, nem que seja pelo o Jamanca dos sub 19
Fiscal de Linha
Posted
Agosto 23, 2026 at
9:51 pm
Que grande segunda parte.
Asfixiante é a palavra certa! Embora isto de a nossa capacidade finaiizadora às vezes ser um horror, de jogarmos sem um avançado decente, dificulte o que podia ser fácil.
9 pontos, zero golos sofridos, é aguentar a liderança até aos Aliados.
Bayern de Monchique
Posted
Agosto 23, 2026 at
9:55 pm
O 443 de Farioli parece mais um 423 na fase ofensiva e um 541 na fase defensiva. Se somarem todos os números repararão que num dos casos falta um jogador.
A posição 6 continua a ser determinante em ambas as fases e se Pablo Rosário na linha de 5 reduz muito o espaço entre os defesas, na linha de “3” é um elemento estranho – muitas vezes de costas para o jogo, n combinações falhadas, etc. Juntando a ele, dois laterais sem expressão ofensiva, percebe se a dificuldade para a equipa sair a jogar. Imagine-se o que seria jogar com 3 médios… Com um 6 que possa dar o que o treinador quer no processo defensivo mas que não seja um empecilho no momento de construir. Por falar em empecilho: ainda dá para vender o Pepê?
De salientar a atitude após o intervalo e a pressão exercida até ao golo. William excelente na definição que origina o primeiro golo. Teve n ações ofensivas de qualidade e justifica-se o prémio de MVP. Gabri, solto entre-linhas tentou muitas vezes ser o desbloqueador de jogo. de Arruabarrena a ser ele próprio com n defesas que evitaram o escalar do resultado – também um dos homens do jogo.
Exibição menos cinzenta das 3 para o campeonato frente a uma equipa que pouco assustou e sempre pareceu confortável com o 0-0.
9 Comentários
Gorlami
O Borja Sainz a fazer uma celebração do “falem agora” depois do falhanço que teve 1 minuto antes de marcar e depois de mesmo no golo ter rematado à figura é absolutamente de rir. O quão maus são os nossos extremos. Pepê voltou a fazer um jogado bárbaro. Aquela primeira parte então é capaz de ser das piores que já vi um jogador de futebol fazer.
Agora falando do jogo, alguma coisa tem de mudar. Não pode haver esta rigidez tática. Construir sempre igual, atacar sempre igual. Passamos metade do jogo a trocar a bola entre o Kiwior e o Bednarek. Os laterais SEMPRE por dentro. Porquê? Não pode um deles abrir de vez em quando para dar linha de passe? É obrigatório fazer sempre a mesma coisa que só torna fácil de travar a nossa construção?
Para além disso, é preciso fazer sempre esta tanga de começar a defender a seguir ao 1-0? Tem corrido bem que em contra ataques conseguimos fazer o 2-0, mas é uma questão de tempo até sofrermos o 1-1 ao dar a iniciativa assim ao adversário depois de marcarmos apenas 1 golo. E depois como vai ser?
E outra coisa, fazendo o 2-0 aos 86, no Dragão, frente ao Arouca, não dá para dar minutos ao Duarte Cunha ou ao Tiago Andrade? Até fazemos apenas 4 substituições agora para não pôr um miúdo da formação? Eu não percebo mesmo, o jogo estava resolvido.
–
Concluindo, já fizemos jogos bem piores, a equipa parece estar um pouco em crescendo, mas é necessário mudar muitas coisas ainda.
Kacal
Nem vou comentar por mim e sim dizer que concordo totalmente contigo e subscrevo tudo que disseste Gorlami, partilho da tua visão sobre o jogo de hoje e o geral. Embora hoje tenhamos sido muito superiores e o Arouca pouco fez porque não permitimos e tivemos várias oportunidades de golo. Hoje sim não demos hipótese e pecamos por falta de eficácia na frente. Gostei até. E contra um Arouca a jogar bem e em boa forma que venceu nas duas primeiras jornadas tendo goleado na anterior. Mas concordo contigo que podia haver mais versatilidade na forma de atacar e tudo que disseste. Subscrevo!
Um Jasomp
É justamente isso que eu sempre digo. Se há liga que permita uma aposta na formação da parte dos grandes é em Portugal, há que, 90% dos jogos em casa, aos 70 minutos já estão resolvidos.
Mas faz-se precisamente o seu contrário.
O Farioli prefere até nem fazer a substituição a dar minutos à formação.
NCM77
Formação, formação, formação e…. formação. Que doença.
Art Vandelay
Grande exibição do Porto, resultado peca por escasso
O-melhor-ser-humano-de-todos-os-tempos
Alguém que tenha ido ao estádio e tenha por acaso filmado o lance que dá amarelo ao H. Inbeom?
É que como na Sportv só passaram uma repetição pelas costas dos jogadores gostava de saber se há por aí alguma que dê para ver bem os pés já que é aí que está a falta.
Fica de facto difícil marcar a este FCP e já na Supertaça se tinha visto um penalty poupado, no Arcos a expulsão poupada ao Gul e assim se constrói a confiança de uma equipa banal. Ontem foi ao Geny, hoje ao coreano. Se o Benfica apertar há de cair um isqueiro qualquer ao relvado que garanta mais um joguinho à porta fechada.
KingPin
Apagou o comentário a acabar de escrever outra vez. Na minha opinião melhor em campo o guarda redes do Arouca, apesar de cada vez mais se considerar Diogo Costa como dos melhores na sua posição hoje em dia, 4 jogos oficiais sem sofrer, 250 jogos pela equipa principal. Vender Mora foi melhor do que ficar sem ele. Laterais é despachar Moura e ir buscar um melhor tipo Souza ou o Nuno. Precisamos de contratar um português para ocupar todas as vagas da lista de inscrição de jogadores para a Champions. Ou então ir buscar o Diogo Leite, e ficar com Perez e Kiwior como titulares, tentar Pripic com número 6 neste momento parece ser melhor opção, senão empresta lo a uma equipa da nossa primeira liga. Varela deve estar a ser negociado espero eu e vai haver aqui uma truta de surpresa, estou mesmo com esse feeling. Com Rosário como joker, Froholdt vai melhorar e deverá ter Fofana como sombra, o sul coreano veio substituir o lugar de Mora como sombra de Gabri, breve irá voltar o Vasquinho. Extremos, ficamos com William e Oskar senão houver um batimento de cláusula espero. Entre Borja e Pepe um devera ser vendido. E ponta de lança por favor troquem o Gul por alguém, nem que seja pelo o Jamanca dos sub 19
Fiscal de Linha
Que grande segunda parte.
Asfixiante é a palavra certa! Embora isto de a nossa capacidade finaiizadora às vezes ser um horror, de jogarmos sem um avançado decente, dificulte o que podia ser fácil.
9 pontos, zero golos sofridos, é aguentar a liderança até aos Aliados.
Bayern de Monchique
O 443 de Farioli parece mais um 423 na fase ofensiva e um 541 na fase defensiva. Se somarem todos os números repararão que num dos casos falta um jogador.
A posição 6 continua a ser determinante em ambas as fases e se Pablo Rosário na linha de 5 reduz muito o espaço entre os defesas, na linha de “3” é um elemento estranho – muitas vezes de costas para o jogo, n combinações falhadas, etc. Juntando a ele, dois laterais sem expressão ofensiva, percebe se a dificuldade para a equipa sair a jogar. Imagine-se o que seria jogar com 3 médios… Com um 6 que possa dar o que o treinador quer no processo defensivo mas que não seja um empecilho no momento de construir. Por falar em empecilho: ainda dá para vender o Pepê?
De salientar a atitude após o intervalo e a pressão exercida até ao golo. William excelente na definição que origina o primeiro golo. Teve n ações ofensivas de qualidade e justifica-se o prémio de MVP. Gabri, solto entre-linhas tentou muitas vezes ser o desbloqueador de jogo. de Arruabarrena a ser ele próprio com n defesas que evitaram o escalar do resultado – também um dos homens do jogo.
Exibição menos cinzenta das 3 para o campeonato frente a uma equipa que pouco assustou e sempre pareceu confortável com o 0-0.