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Galatasaray garante Osimhen por 75 ME

O reforço que permite manter a hegemonia? É um investimento brutal para a realidade do futebol turco, mas o nigeriano garantiu o título na época passada e não há 10 pontas-de-lanças melhores. Neste capítulo do ranking, até surpreende que rume ao Gala já que tinha lugar em muitas equipas de topo Mundial.

Victor Osimhen está de regresso ao Galatasaray mas agora a título definitivo. Pelo avançado, que pertencia ao Nápoles, o Gala vai pagar 75 milhões de euros, um valor recorde no futebol turco. Recorde-se que o internacional nigeriano vem de uma época brutal na Turquia, com 37 golos e 7 assistências em 40 jogos.

35 Comentários

  • O Comendador
    Posted Julho 31, 2025 at 6:26 pm

    Agora sim, se Mourinho conseguir ser campeão na Turquia metece uma estátua!
    Já não bastam os favoritimos da terceira equipa em campo, que ainda têm plantel de fazer inveja a muita equipa grande a jogar nas Top 5 maiores ligas mundiais.
    O Gala tem tudo para ser feliz, basta ser competente.

    SL

  • fernando pimentel
    Posted Julho 31, 2025 at 9:39 am

    Nunca vi o Gala ou outro clube Turco no top 20 da Deloitte portanto esta transferencia mais os 12M net ano do Osimhen fazem lembrar os cowboys dos anos 90 com as falências ou problemas financeiros em muitos clubes. Felizmente aqui todos têm pelo menos o 4° ano. Quem ganha é o Nápoles que com um jogador e o Conte super difícil consegue um bom valor pelo atleta.

  • BatEagleVision
    Posted Julho 30, 2025 at 11:18 pm

    Osimhen fez birra para sair de um Nápoles em ascenção para focar-se num Galatasary, não se entende.
    Uma coisa é certa, este Galatasary na Champions não vai ser o bombo da festa.

  • Flavio Trindade
    Posted Julho 30, 2025 at 9:19 pm

    Sim Jay. Ainda coloco Portugal acima da Bélgica porque o nosso nível técnico e táctico é bem superior.

    Mas é um bom paralelismo.
    Portugal, Holanda e Bélgica são ligas semelhantes porque os mercados são também semelhantes.

    Países exportadores, com mercados na ordem dos 10M de pessoas, bons índices técnicos e tácticos e países com tradição de formação.

    A única diferença entre os 3 é que a Holanda e a Bélgica efetivamente apostam na sua formação e Portugal não. E mais do que a centralização (que existe na Holanda e Bélgica com um modelo sustentável) a diferença entre os pequenos e médios de Holanda e Bélgica face a Portugal é a capacidade desses clubes em venderem os seus ativos jovens por valores bastante razoáveis ao contrário de Portugal.

    Portugal e Holanda são em tudo semelhantes (3 grandes) já a Bélgica fez crescer os seus clubes médios a partir do momento em que (pasme-se…a tal discussão que não queremos ter aqui) mudaram os seus quadros competitivos, e puseram equipas médias como o Genk, Gent, Antwerp ou Union St Gilloise a jogarem contra os tubarões Anderlecht, Standard, Brugge. Isso fez com que o nível médio da liga belga subisse.

    Em Portugal não se quer ter essa discussão porque há muitas bocas para dar de comer, mas se quisermos realmente criar mais fatias e valorizar o bolo, para posteriormente avançarmos para a necessária centralização, isso será inevitável.

    A lógica é simples, se tiveres o dobro dos jogos “grandes” por ano (e aqui estou a incluir os 3 grandes mais os dois grandes minhotos) passas de um universo de 20 jogos (atuais) para o dobro (40) partindo do princípio que esses clubes (os que trazem mais visibilidade) estariam numa pseudo fase final à semelhança da Bélgica.

    Só por aí estaríamos a duplicar o interesse e a aumentar a visibilidade do mercado. Com a redução do quadro competitivo terias um bolo maior a dividir por menos clubes, o que significa mais receita para todos e maior competitividade.

    Aplicando a mesma fórmula a uma Segunda Liga e garantidamente o market pool dos clubes de Segunda Liga seria também maior do que é agora e o interesse nos direitos televisivos também.

    • Rodrigo 77
      Posted Agosto 1, 2025 at 12:28 am

      Anderlecht eliminado pelo Hacken da Liga Europa e o Charleroi da Liga Conferência pelo Hammarby, realmente o modelo dos playoff belga é melhor que o modelo da Suécia com 16 equipas.

      A ânsia de dizer mal do futebol português e elogiar o que está mais à mão é depois a realidade cai em cima.

      Adoro.

    • Valderrama
      Posted Julho 30, 2025 at 11:56 pm

      Nunca consigo concordar com os comentários que acham que o problema do futebol em Portugal está no modelo competitivo do campeonato.
      Qual o campeonato com 10-12 equipas na primeira divisão que tem tido sucesso, tanto ao nível de ser mais atrativo como ao nível dos resultados destas equipas a nível europeu?
      Haverá assim tanto interesse externo em que tenha passado a haver quatro Genk – Union St Gilloise por época em vez de dois? É que mesmo que falemos de clubes de outra nomeada, os clássicos são atrativos por serem dois, três, no máximo quatro por época (já contando com taças). Quando se tornam demasiado repetitivos perdem a sua magia, e isto pode ser aplicável no extremo ao Madrid – Barça.
      Por outro lado tornar a elite do futebol nacional cada vez mais exclusiva e para menos clubes diminui a dispersão de adeptos, as rivalidades regionais… é seguir os mesmos princípios questionáveis que estavam na génese da criação de Superligas europeias e afins.

      • GabCel
        Posted Julho 31, 2025 at 11:26 am

        Não vejo porque é que a alteração do quadro competitivo tem que passar pela redução de ±40% das equipas de uma 1ª liga… que tal pensarmos que as actuais são demasiadas e que reduzir 2 já poderia ser o ideal?
        Reconsiderar o formato da taça da liga também é importante: dar real palco aos jovens e equipas mais pequenas, deveria ser o objectivo em vez de ser mais uma competição martelada para ter uma final 4 com os 3 estarolas.

        é Imperioso reduzir a carga de jogos para as nossas equipas que jogam na europa… mas também é importantíssimo dar palco e rotação aos mais pequenos.

        • Valderrama
          Posted Julho 31, 2025 at 5:32 pm

          Subscrevo inteiramente, subverteu-se por completo a ideia original da taça da liga. A existir, devia ser nos moldes que propões

      • Flavio Trindade
        Posted Julho 31, 2025 at 8:12 am

        Percebo a lógica Valderrama. Os teus pontos são válidos.
        Contudo discordo dessa base e muita dessa discórdia parte deste processo bizarro de centralização que ainda ontem foi entregue mas que diz zero acerca do crescimento do bolo.

        São estudos de impacto, porque não se quis discutir a questão a sério.

        Portanto e seguindo a lógica que expuseste, se nada mudou até agora como é que o bolo pode crescer e como melhorar a visibilidade e competitividade do tugão? A pergunta é genuína e as pessoas da Liga também não encontraram resposta.

        Não mexendo nos quadros competitivos só vejo a venda do capital social a investidores como solução.
        E para existirem investidores o produto tem que ser atrativo, o que não é.

  • Flavio Trindade
    Posted Julho 30, 2025 at 7:52 pm

    O futebol turco é um caso raro no futebol europeu.
    Durante muitos anos e fruto de uma carga fiscal apelativa, era o destino de eleição de antigos craques em fim de carreira e em busca da reforma dourada.

    Mas…

    Durante esse período os responsáveis pelo futebol turco e os seus clubes o que fizeram foi:
    – Investir massivamente em infraestruturas (os estádios da primeira e segundas ligas turcas são maioritariamente novos e estádios espetaculares)
    – Redefiniram o modelo de estrangeiros no seu futebol. Era fechado, com limitação de inscrições, abriram a porta às regras Uefa, sem nunca esquecer a promoção do jogador nacional, onde o número mínimo de jogadores 4+4 tem que ser respeitado.
    – Venderam o seu produto internacionalmente e continuam a faze-lo, contratando treinadores de nomeada como Mourinho para ajudar a vender o produto
    – Começaram a comprar cada vez mais estrangeiros jovens e a fazer regressar os seus principais jogadores.
    – Começaram a investir na formação e a vender os seus jovens talentos (Guler por exemplo) por valores altos e que não estavam acostumados.

    Junte-se a isto o volume enorme de massa adepta dos 4 grandes, e a crescente competitividade do campeonato e é fácil perceber o seguinte.

    Fora das big 5 (Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e França) que são para além do apoeal os maiores mercados da Europa e por esse motivo os maiores do mundo (O Brasil segue essa tendência e está a exportar a sua liga e a aumentar a sua visibilidade e competitividade) , fora dos grandes mercados só há um país em condições de ter uma liga que chegue perto dessas e esse país é a Turquia.

    Este investimento de 75M em Oshimen por parte do Gala que se segue a outros já pujantes do Fener de Mourinho na época passada e do Besiktas já esta época, já são valores que são incomportáveis para a realidade dos maiores clubes em Portugal.

    Portanto a existir uma segunda divisão das ligas europeias com outros 5 países e tendo em conta que a Rússia (outro mega mercado não conta para já para o totobola), não olhando aos rankings atuais mas sim ao potencial de crescimento da liga, condições infraestruturais, e competitividade a ordem seria:
    – Turquia
    – Holanda
    – Portugal
    – Grécia
    – Bélgica

    E a este lote temos que acrescer Russia e Polónia que são mega mercados e cujas infraestruturas e o peso social já estão sedimentados.

    Ou seja, a nossa liga que chegou a ser há não muito tempo a quinta liga do mundo, não evoluiu um centímetro, não investiu em infraestruturas e seria a liga mais atrasada da Europa não fosse o Euro 2004 (há mais de 20 anos), tem jogadores e treinadores de enormíssima qualidade mas não os protege, tem das melhores formações do mundo mas ostraciza-a sendo um dos campeonatos com mais estrangeiros da Europa, tem uma arbitragem a saque, sem independência nem controle, uma justiça desportiva que castiga passados 3 meses, aceita recursos e só cumprem quase na época seguinte, um jornalismo desportivo segmentado em 3 clubes, e anda a discutir como se fosse a receita mágica, a divisão de um bolo que decresceu em valor e notoriedade em vez de fazer aumentar o bolo para partilhar mais por todos.

    Sim. Já fomos ultrapassados (largamente) pela Turquia (excepto qualidade dos jogadores e arbitragem que consegue ser ainda pior).

    • GabCel
      Posted Julho 31, 2025 at 11:29 am

      tudo dito.

    • Mantorras
      Posted Julho 31, 2025 at 10:46 am

      Dizes muitas coisas no teu comentario. Do meu ponto de vista, a Turquia é um mercado maior e com muito mais gente, e se calhar mais apaixonada, e essa é a grande diferenca, alem de que tem regimes legais de impostos diferentes para futebolistas. E acaba aqui, a meu ver, os pontos “mais positivos” deles. Tudo o resto nao me parece que seja melhor. Portugal nao vai crescer em massa adepta, nem me parece bem arranjar ai um regime manhoso para impulsionar o futebol. Portanto, esta bem assim.
      Em termos de infraestruturas nao creio que estejamos mal, embora nao conheca bem a realidade turca. É seguir cada vez mais o caminho de um Gil Vicente e esqueceram as grandezas que levaram a estadios como Aveiro ou Algarve a ficar as moscas. É virarem-se para academias, e acho que isso comeca a acontecer. Em termos de formacao somos bem superiores a turquia, como demonstra a seleccao.

      • Flavio Trindade
        Posted Julho 31, 2025 at 12:32 pm

        Tudo certo Mantorras.
        Contudo…
        Não fosse o investimento estatal (e de todos nós contribuintes) para o Euro 2004, e o parque de estádios em Portugal seria ainda pior do que é.
        O último estádio que me lembro de ver construido foi o da Madeira e esse teve incentivos do Governo Regional (belíssimo estádio por sinal), e infelizmente o exemplo do Gil Vicente é um oásis no deserto.
        O Moreirense por exemplo após o investimento recente vai construir um novo estádio e uma academia o que me parece incrível e um aproveitamento racional do dinheiro recebido. Estão a trabalhar no futuro do clube.
        De resto estamos completamente de acordo. A nossa formação é de nível superior mas infelizmente o contrassenso mantém-se. Formamos muito e bem mas depois contratam-se 18 estrangeiros…

        • Mantorras
          Posted Julho 31, 2025 at 2:02 pm

          Sim, ha falta muita adopcao deste paradigma novo de modernizacao e aposta mais clara na formacao, principalmente em clubes menores, mas acho que ja estao a perceber e a caminhar nesse sentido. Agora é dar tempo ao tempo, ha que calibrar as apostas e… la chegaremos.

    • lipe
      Posted Julho 31, 2025 at 8:16 am

      Tenho a sensação que a Turquia está para o futebol como a Argentina está para a economia: todas as condições para dar certo, e no entanto…
      A centralização dos direitos desportivos vai acontecer quer tu ou o Benfica queiram ou não. Sendo assim, o que sugeres para aumentar o valor do bolo? Pelo que pude ver o mais recente contrato da primeira e segunda liga turca foi fechado em 182 milhões de dólares por época.

      • Flavio Trindade
        Posted Julho 31, 2025 at 12:25 pm

        E espero que aconteça, porque de resto Lipe, essa é conversa fiada.
        Eu não quero que aconteça? O Benfica não quer que aconteça?
        A questão aqui não é quem quer ou não quer que aconteça. É aponta lá um estudo em que a receita da Liga Portuguesa tenha aumentado, ou que num modelo centralizado os clubes receberiam mais pelos direitos televisivos do que recebem agora?

        Um estudo…

        A resposta é não tens porque não há e o valor de mercado desceu. Logo vais dividir menos pelos mesmos clubes.
        Porque qualquer pessoa de bom senso percebe que a centralização é o futuro e o único caminho a seguir. Não pode é seguir como está… Se eu não faço crescer o bolo, ganho menos, e os clubes não são a Santa Casa da Misericórdia.

        O resto lá está é conversa fiada.
        É a mesma coisa que o teu empregador precisar de mais trabalhadores, mas não sabe como fazer crescer o volume de negócio. Então para fazer face aos pedidos, contrata mais gente e diz-te que vais receber menos para poderes pagar aos teus novos colegas, ignorando todos os factores de crescimento.

        E tu como bom samaritano aceitas porque acreditaste na narrativa

        • lipe
          Posted Julho 31, 2025 at 1:52 pm

          Penso que, inicialmente, todos os clubes à excepção dos 3 grandes receberão mais (o que não é difícil tendo em conta que a maioria recebe trocos).
          A lógica por trás do plano é dotar os clubes pequenos e médios de mais armas, encurtando distâncias entre os de cima e os de baixo, e aumentar a competitividade do campeonato, dessa forma levando à sua valorização e eventual aumento do “bolo” aquando da renegociação.
          Isto é algo que qualquer campeonato que se leve a sério fez, e aqui já devia ter sido feito há 20 anos. Tivéssemos feito isso no tempo certo e se calhar hoje teríamos a 5ª ou 6ª liga mais valiosa do mundo.

    • Rodrigo 77
      Posted Julho 31, 2025 at 12:54 am

      Não vale de tudo para falar mal o campeonato português e dizer que os clubes portugueses não vendem bem quando todas as épocas todos os clubes estão a bater recordes de transferências quer de vendas quer de compras.

      Era bom viver no regime do Erdogan não é? Onde dá umas abebias ao futebol e restantes modalidades depois manda prender os adversários políticos.

      Que sonho.

      Ainda agora o Besiktas leva 4 do Shakthar e dizes que é melhor que a Liga Portuguesa é preciso mesmo não gostar de Portugal.

      • Flavio Trindade
        Posted Julho 31, 2025 at 6:31 am

        Os clubes portugueses não vendem bem. Os 5 maiores clubes portugueses vendem bem. Uma árvore não faz a floresta.
        E o que é que o regime do Erdogan tem a ver com isto?
        A França tem um regime? Ou a Espanha?

        Estamos a falar de mercados. E sim o mercado turco é muito maior que o português porque eles são mais. Tão simples quanto isso.

        Tal como a Russia, tal como a Polónia. São mercados muito maiores.

    • filipe19
      Posted Julho 30, 2025 at 10:28 pm

      Ufa…uma opinião destas vindo por ti não esperava. Lendo isto até se podia pensar que está tudo bem na Turquia mas não está.
      Ainda há pouco estudos da UEFA revelaram que a maior parte dos clubes, naquela altura eram 19 de 20 clubes, estavam altamente endividados. O Galatasaray recentemente vendeu terrenos por 50 milhões e enterraram tudo e mais ainda num jogador só. Isto é o espelho da política que se pratica na Turquia. Os grandes correm grandes riscos para ver se conseguem chegar aos tachos da UEFA, o que até ao dia de hoje raramente acontece. Não esquecendo que ambas as equipas na época passada nem passaram da fase de qualificação da liga dos campeões. O Galatasaray até perdeu contra o “colosso” do Young Boys Bern, isso depois ter arrasado o campeonato turco. Eles sempre tiveram bons jogadores mas não é por acaso que Portugal (ainda?) está a 11mil pontos à frente da Turquia. Dos jovens que estás a falar, é só UM que até agora chegou ao mais alto nível do futebol e esse até agora nem se afirmou no Real. Quantos jovens portugueses nós não temos nos maiores clubes da Europa? Não tivemos recentemente três jogadores no onze inicial do vencedor da liga dos campeões e além disso dois desses três no onze ideal da época passada? Aonde é que andam as seleções turcas nas fases finais dos campeonatos juniores? Não fomos agora campeão da Europa sub17? É esse o investimento da formação turca para vender UM jogador? Uau…
      Voltando ao clubes turcos: eu não acredito que esta estratégia do tudo ou nada seja sustentável. Os clubes fazem reestruturações de dívidas com bancos estatais e adiam pagamentos. Muitos clubes recebem apoio indireto do governo e de empresas estatais. Eles arriscam muito para obter sucesso desportivo imediato, mesmo com consequências financeiras futuras. Clubes como Galatasaray, Fenerbahçe e Beşiktaş têm dívidas que superam bilhões de liras turcas. País com uma super inflação, o Gala embora tenha alcançado bons resultados no marketing e na venda de merchandising (estudo atual da UEFA) não supera o volume de receitas de 200 milhões por ano. Acredito que p.ex. um Benfica esteja à frente. Não me apetece confirmar agora – sorry. Falando do Benfica, não tivemos agora dois clubes portugueses no mundial de clubes e quantas equipas turcas?
      Long story short: Essa abordagem é financeiramente perigosa e insustentável no longo prazo, mas muito comum no futebol turco. Se eles não tiverem sucesso na Europa isto não vai a lado nenhum. Nota-se também que a alteração da limitação de jogadores já foi invertida porque simplesmente não os levou longe a lado nenhum.
      Mas concordo com a tua parte sobre o estado do nosso futebol. Temos cada vez mais problemas graves e estamos sobretudo pelos mídias distraídos com historias de merda que não levam o nosso futebol a lado nenhum. Mais vale discutir os erros do Godinho pela milésima vez do que apresentar um plano estrutural que torna o nosso campeonato mais competitivo. Mais vale festejar a milésima transferência de um estrangeiro para o nosso campeonato em vez de apontar para os 68% de estrangeiros que andam se arrestar por cá. Mais vale discutir sobre como os nossos clubes grandes podem aumentar a sua capacidade nos seus estádios em vez de promover o futebol nos outro 33 clubes profissionais e tentar encher esses estádios. Enfim, a lista é longa. Eu gostava de ajudar a transformar o nosso futebol português para melhor, a sério, só não sei como mas a minha proposta seria: todas as equipas professionais têm que ter um centro de formação. Se houverem clubes com falta de capacidade de financiamento o estado devia entrar com créditos a longo prazo com juros acompanhar a inflação. Nada mais. Como a Turquia é um exemplo como falhou na implementação de uma taxa de jogadores nativos, ainda esperava de tomar aqui uma conclusão final. Mas cada plantel na primeira e segunda divisão deviam ter no mínimo um x de jogadores formado na própria casa, ou ao menos em Portugal. Seria assim mais ou menos as minhas propostas.
      Anyway, não, não fomos ultrapassado pela Turquia, mas sim temos graves problemas estruturais e um dia isso não pode custar caro como também TALVEZ a Turquia nos possa ultrapassar mas ainda estamos longe disso.

      • Flavio Trindade
        Posted Julho 31, 2025 at 6:41 am

        Filipe estamos a falar de mercados.
        Por exemplo, o Fenerbache que não é maior que o Benfica, longe disso, assinou um contrato com a mesma marca de equipamentos desportivos.

        O valor do contrato é o dobro do que o Benfica recebe e ainda tem ums extras.
        Porquê? Porque o mercado é maior. Não é pelo clube ser maior.

        O que atrasa de sobremaneira o futebol turco (e sempre atrasou) são os focos gigantescos de corrupção que acabam por ter impacto na arbitragem também ela corrupta e nas classificações do campeonato marteladas aqui e ali.
        Ou seja, não. Não está tudo bem na Turquia nem pode estar.

        Porque se estivesse já teríamos sido ultrapassados há muito. Precisamente porque o mercado turco é maior, e por esse motivo tem maior potencial de crescimento.

        • filipe19
          Posted Julho 31, 2025 at 10:02 am

          Ok, got it!
          Fugi um pouco ao tema, em termos de potencial de mercado à partida seria só lógico de eles terem um enorme potencial devido ao maior de habitantes no seu país. Só a cidade de Istambul deve ter mais habitantes do que Portugal inteiro.
          Seguindo os teus outros posts aqui na conversa, então uma sugestão seria a redução de equipas no nosso campeonato para 12, esperando assim o aumento da competitividade, e a centralização dos direitos televisivos, certo? Uma vez que mencionaste o número de brasileiros no Santa Clara também procuravas de introduzir regras que limitassem esse excesso de estrangeiros? Impor um número como limite p.ex.?

          • Flavio Trindade
            Posted Julho 31, 2025 at 12:18 pm

            Não era necessário complicar muito.

            A questão da redução para 10 ou 12 é demasiado divisivo e não há provas efetivas que resulte. Mas 18 equipas para o nosso mercado é demasiado. O ranking português teve alguns dos seus melhores resultados quando a liga tinha 16 clubes.

            Usando a Bélgica como referência acredito que funcionaria um sistema deste género:
            16 clubes com duas voltas (30 jogos)
            3 fases finais com 6 equipas cada
            Fase Campeão
            Fase Regular
            Fase Manutenção
            Estariam aqui mais 10 jogos. As ligas de topo têm 38. A belga tem os mesmos 40 num modelo semelhante. Mesmo extinguindo a Taça da Liga que nesta altura não tem qualquer relevância continuariamos com jogos a mais, mas esse “pormaior” também seria relevante para efeitos de market pool da Liga. Mais jogos, fase final com mais impacto, mais receita em direitos televisivos.

            Quanto à questão dos estrangeiros, nem é uma questão de limitar o número de estrangeiros ou as nacionalidades dos mesmos. Isso foi chão que já deu uvas.
            O que é imperativo é criar condições para que cada clube consiga respeitar as regras Uefa.
            4 jogadores formados no clube (sendo que aqui não é por regra Uefa necessário que sejam nacionais)
            4 jogadores formados no país
            Máximo de 25 inscrições no plantel senior (o restante terá que vir da formação)

            Quem não consegue formar 4 jogadores ou ter jogadores da sua formação no plantel, sinceramente não está a fazer absolutamente nada na Liga, sendo que lá está a nossa liga é e deveria assumir-se como exportadora e não o contrário.

            E é preocupante o número de clubes que não têm no seu plantel 8 jogadores portugueses no mínimo…

            • JJayy "Non Believer"
              Posted Julho 31, 2025 at 1:15 pm

              Concordo mais uma vez Flávio. E nesse tema é mesmo responsabilidade da UEFA. Não se pode nem devia se permitir que um plantel tenha mais de 25 jogadores. Não se devia permitir aquilo que o Chelsea está fazer, mas o dinheiro fala mais alto

            • filipe19
              Posted Julho 31, 2025 at 12:56 pm

              Concordo!

          • GabCel
            Posted Julho 31, 2025 at 11:35 am

            12 é um exagero… reduzir 2 equipas já teria um impacto grande… e 8 + 8 já daria até para fazer a ideia radical de playoff’s (nem sei se gosto da ideia).

      • BatEagleVision
        Posted Julho 30, 2025 at 11:33 pm

        Concordo com a visão do comentário. O Futebol Turco tem potencial, que já não é de agora, tem uma massa de adeptos fantástica, tem um mercado gigante, mas além de gastarem enormes quantidades de dinheiro em jogadores, ainda não deram passos significativos na Europa.
        Em termos de Formação, Portugal está anos luz à frente, já por isso temos uma selecção recheada de talentos nos melhores clubes do mundo. Já a Turquia ainda há meses tinha 2 dos melhores jogadores da sua nacionalidade, no Benfica..

        • Flavio Trindade
          Posted Julho 31, 2025 at 8:03 am

          Bat, também concordo com isso.
          É um dos pontos mais fortes do nosso futebol. Aliás aí até te diria orgulhosamente que temos das melhores formações do mundo.

          E como tal, sendo um ponto forte deveria ser ainda mais exponenciado com medidas que defendam e promovam a formação e o espaço para os jovens atletas.

          A introdução das equipas B na Segunda Liga foi uma medida extraordinária com resultados práticos e copiada noutras latitudes. O campeonato S23 também embora com impacto menor.

          Mas ainda assim e com uma das melhores formações do mundo, tens uma equipa a representar Portugal na Europa que tem 18 brasileiros no plantel…

          É um contrassenso gigante.

    • Tiago Silva
      Posted Julho 30, 2025 at 9:21 pm

      Totalmente de acordo, o campeonato turco já não é o que era apesar de continuar a ser um campeonato bastante apelativo para jogadores em final de carreira. Mas usam o dinheiro para desenvolver a sua formação que estava muito atrasada e estão também a cada vez mais tentar desenvolver jogadores mais jovens. Ainda acho que estão muito atrasados nesse aspecto, mas a melhorar nesse aspecto.
      *
      Em termos de potencial acredito que a Turquia possa estar nesse patamar e estão a seguir o caminho certo, mas não consigo considerar o campeonato turco superior ao nosso e ao neerlandês. Mesmo o campeonato belga e grego estão a trabalhar muito bem também, com os principais clubes a trabalharem muito bem nas suas redes de scouting e de formação. Junto aqui o campeonato dinamarquês também a esta lista, que também tem melhorado muito ao nível de infra-estruturas.
      *
      Quanto ao campeonato português, totalmente de acordo, 0 evolução do nosso campeonato. Não sei até que ponto seguirmos um modelo parecido ao belga e ao grego onde o campeonato fica partido a metade na última fase possa atrair mais investimento no campeonato, mas acho que o dinheiro já recebido pelos clubes tem que ser melhor utilizado. E a federação e a liga tem que olhar mais para as restantes equipas do campeonato e não para apenas 3 clubes e mesmo esses 3 clubes deveriam pensar mais no desenvolvimento do nosso campeonato e menos em tentar vencê-lo a todo o custo rebaixando o nível dos restantes. O pouco que crescemos deveu-se essencialmente a investimento externo como são os casos de clubes como o Famalicão ou do Moreirense que vão melhorar imenso as suas infraestruturas. A maior parte dos clubes nem tem estádio próprio, o que acho gravíssimo. É preciso termos dirigentes mais competentes e menos entrepostos de jogadores, para termos projetos desportivos. Para isso tem que haver dinheiro que deve ser distribuído pelos clubes. Só assim podemos crescer como campeonato.

    • JJayy "Non Believer"
      Posted Julho 30, 2025 at 8:53 pm

      Concordo com quase tudo Flávio. Mas colocas Portugal acima do Belga? A liga é bem mais interessante e não tem os estarolas do costume. Tens Antuérpia, Club Brugge, St Gilloise, Genk, Gent, Anderlecht e mesmo o Liege que caiu bastante nos últimos anos.

  • Nickles
    Posted Julho 30, 2025 at 5:37 pm

    Isto sim um investimento digno e equivalente a dimensão de uma equipa como o Benfica, mas insistem em jogadores de 25M

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