Foi com alguma surpresa quando se soube que Ryan Giggs, extremo lendário
do Manchester United, tinha prolongado a sua ligação contractual à sua equipa de sempre. O seu clube ao longo destes magníficos 21 anos em que o
serviu. Mas, se o não menos lendário emblema inglês precisava de uma
prova final de ter acertado na mouche com a decisão, ela foi dissipada
no jogo de terça que opôs o Manchester ao Chelsea. Depois de na 1ª volta ter “humilhado” Bosingwa e dado de bandeja o golo a Rooney, desta feita, o 11 do United elevou a fasquia e com duas assistências eliminou os Blues e colocou o United nas meias-finais.
do Manchester United, tinha prolongado a sua ligação contractual à sua equipa de sempre. O seu clube ao longo destes magníficos 21 anos em que o
serviu. Mas, se o não menos lendário emblema inglês precisava de uma
prova final de ter acertado na mouche com a decisão, ela foi dissipada
no jogo de terça que opôs o Manchester ao Chelsea. Depois de na 1ª volta ter “humilhado” Bosingwa e dado de bandeja o golo a Rooney, desta feita, o 11 do United elevou a fasquia e com duas assistências eliminou os Blues e colocou o United nas meias-finais.
Giggs é um
futebolista na verdadeira acepção da palavra: muito, muito completo,
deixando a idade penetrar num talento que hoje já não se mostra apenas
encostado à esquerda. Aos 37 anos, mantém-se tão potente e devastador
como quando assinou o seu primeiro contracto profissional. Vinte e um
anos. Ao mais alto nível. Giggs não é um jogador de serviços mínimos,
apesar da mãe natureza, juntamente com a lógica, insistirem que os seus
melhores anos já deveriam ter passado. Para que se tenha uma
ideia da longevidade do galês, Rafael, seu companheiro no United, nasceu
no mesmo ano em que Giggs se afiliou ao Manchester United com a sua
reputação de ser um jovem com uma aceleração mortífera e um jogo de pés
formidável. Essa aceleração poderá ter-se perdido ao mesmo tempo que
Giggs pretende preservar os seus agora frágeis músculos, mas continua
tão inteligente como sempre. Terça – e é um problema que o técnico
escocês terá que resolver quando Scholes se retirar – Ferguson
deparou-se com a necessidade de adicionar criatividade ao miolo
do terreno. Que fez então ele? Giggs foi a jogo, nesse mesmo meio-campo,
debatendo-se com forças físicas de poder superior como Essien, Ramires
ou Lampard. Ferguson voltava assim a confiar no jogador mais fiável que
pelas suas mãos lhe passaram ao longo desta autêntica epopeia que vem
sendo a sua carreira em Old Trafford. Como sempre aconteceu, Giggs não o
deixou ficar mal. Num piscar de olhos, recebeu uma bola rebatida pela defensiva do Chelsea
e descobriu Park sozinho dentro da área dos londrinos, permitindo ao
sul-coreano fazer o resto. Os jogadores do United correm sempre para ele
para celebrar o seu génio mas, como é de seu timbre e estilo, o galês
não perdeu muito tempo e mostrou-lhes que ainda havia trabalho a fazer,
que o jogo ainda não estava fechado. Isto é Ryan Giggs: um vencedor.
Está no seu ADN futebolístico, provando-o repetidamente ao longo destas
duas décadas.
futebolista na verdadeira acepção da palavra: muito, muito completo,
deixando a idade penetrar num talento que hoje já não se mostra apenas
encostado à esquerda. Aos 37 anos, mantém-se tão potente e devastador
como quando assinou o seu primeiro contracto profissional. Vinte e um
anos. Ao mais alto nível. Giggs não é um jogador de serviços mínimos,
apesar da mãe natureza, juntamente com a lógica, insistirem que os seus
melhores anos já deveriam ter passado. Para que se tenha uma
ideia da longevidade do galês, Rafael, seu companheiro no United, nasceu
no mesmo ano em que Giggs se afiliou ao Manchester United com a sua
reputação de ser um jovem com uma aceleração mortífera e um jogo de pés
formidável. Essa aceleração poderá ter-se perdido ao mesmo tempo que
Giggs pretende preservar os seus agora frágeis músculos, mas continua
tão inteligente como sempre. Terça – e é um problema que o técnico
escocês terá que resolver quando Scholes se retirar – Ferguson
deparou-se com a necessidade de adicionar criatividade ao miolo
do terreno. Que fez então ele? Giggs foi a jogo, nesse mesmo meio-campo,
debatendo-se com forças físicas de poder superior como Essien, Ramires
ou Lampard. Ferguson voltava assim a confiar no jogador mais fiável que
pelas suas mãos lhe passaram ao longo desta autêntica epopeia que vem
sendo a sua carreira em Old Trafford. Como sempre aconteceu, Giggs não o
deixou ficar mal. Num piscar de olhos, recebeu uma bola rebatida pela defensiva do Chelsea
e descobriu Park sozinho dentro da área dos londrinos, permitindo ao
sul-coreano fazer o resto. Os jogadores do United correm sempre para ele
para celebrar o seu génio mas, como é de seu timbre e estilo, o galês
não perdeu muito tempo e mostrou-lhes que ainda havia trabalho a fazer,
que o jogo ainda não estava fechado. Isto é Ryan Giggs: um vencedor.
Está no seu ADN futebolístico, provando-o repetidamente ao longo destas
duas décadas.
Até quando durará a longevididade de Ryan Giggs (completa 38 anos em Novembro) ao serviço do United? Se o Manchester for sensível a todas estas provas de genialidade,
sentar-se-ão com ele enquanto as memórias deste jogo estiverem frescas,
oferecendo-lhe o contracto que ele quiser, pelo tempo que ele quiser.
sentar-se-ão com ele enquanto as memórias deste jogo estiverem frescas,
oferecendo-lhe o contracto que ele quiser, pelo tempo que ele quiser.
António B.


