Skip to content Skip to sidebar Skip to footer

Gil Vicente: boas sensações

Não é caso virgem,
nem certamente será a última equipa que, após subir de
divisão, protagoniza um início de campeonato entusiasmante. É sobre esse
começo, essas boas sensações deixadas até aqui, que o Gil Vicente de
Paulo Alves assenta. Poderá escrever-se, em Maio, sobre esta mesma
equipa, pelos piores motivos (descida), mas a imagem que os de Barcelos
tem deixado transparecer é a de uma equipa que tudo fará para que a Liga
seja o seu escalão. Fazia falta, diga-se, numa mais que merecida
referência às boas casas que o seu estádio apresenta. Com um calendário
severo (já jogou frente a Benfica e Porto), importa reclamar e fazer-se
notar a boa imagem deixado pelos minhotos nesses encontros, aos quais se
soma a vitória caseira frente a outro conjunto que promete,
a Académica. Foi precisamente neste último jogo que o Gil traduziu em
resultados positivos aquilo que tinha feito nas jornadas anteriores. Com
uma dupla interessante a meio (Vilela e André Cunha), Paulo Alves tem
apresentado um esquema táctico que aproxima estes dois jogadores do trio
atacante, proporcionando um asfixiamento do quarteto defensivo
contrário na hora de sair do último terço do terreno. Foi assim frente
ao Benfica, o mesmo se verificando diante do Porto. Na hora de atacar,
em posse e com transições alucinantes, a verticalidade e vertigem de
processos são palavra de ordem. Poderá ser uma equipa particularmente
talhada para os jogos fora de portas (Hugo Vieira, Luis Carlos e
Laionel provam ter a lição bem estudada na hora de sair em
contra-ataque), pelo que será interessante ver como se comporta esta
equipa quando defrontar conjuntos mais fechados.
Como
o VM afirmou, ficam as boas sensações e a competividade demonstrada por
um plantel que se mantém practicamente intocado em relação àquele que
disputou a II Liga na última temporada.
A.Borges

Deixa um comentário