Legia 2-2 Sporting (Wawrzyniak 37´e Gol 79´; D. Carriço 60´e A. Santos 88´)
Os leões saíram da Polónia com um resultado positivo, construído pelos dois jogadores que saltaram do banco na 2ª parte. Apesar dos polacos terem criado as melhores ocasiões de golo, o Sporting de Sá Pinto mostrou uma outra identidade e ambição.
A partida começou com os leões a controlarem os acontecimentos e sem qualquer lance de perigo junto das balizas, contudo, à passagem dos 20 minutos, a pressão do Legia foi-se acentuando, os erros do meio campo e defensiva leonina foram demasiados e Rui Patrício foi obrigado a aplicar-se. O golo dos polacos acabaria por surgir na sequência de uma bola parada (continua a ser um grande problema em Alvalade), com o resultado a chegar ao intervalo em 1-0 para o Legia. No segundo tempo, Sá Pinto fez entrar Carriço e Pereirinha para o lugar dos inconsequentes Izmailov e Schaars, mas coube aos polacos novo lance de perigo. Ljuboja surgiu isolado perante Rui Patrício, mas o guarda-redes português levou a melhor. O Sporting ressurgiu com o golo de Daniel Carriço, após um livre bem marcado por Matias, controlando os acontecimentos até final do encontro. Apesar de ter ainda sofrido um golo, os leões estiveram melhor sob o terreno de jogo, faltando apenas maior intensidade no ataque. André Santos, a dois minutos do final, marcou um golo espectacular, que coloca os leões em boa posição para seguir em frente.
Destaques:
Sporting – Uma equipa lutadora, muito à imagem do seu treinador, mas ainda com muitos pontos a melhorar. Os leões entraram a controlar e dominaram durante a última meia hora, contudo, os períodos menos bons ficaram marcados por bastantes perdas de bola na defensiva e meio campo, tudo por culpa da tentativa de sair a jogar num terreno que não dava para isso. As bolas paradas continuam a ser motivo de preocupação (contudo, no ataque, os leões voltaram a criar muito perigo neste tipo de lances), bem como a falta de intensidade e alguma lentidão no processo ofensivo. De qualquer forma, uma boa estreia para Sá Pinto, que soube incutir confiança em jogadores como Pereirinha, Carriço e André Santos, que foram decisivos na partida de hoje.
Matias Fernandéz – O médio chileno voltou a exibir-se a bom nível, liderando o meio campo leonino.
Polga/Onyewu – Exibições bastante distintas dos dois centrais leoninos, pois enquanto que o brasileiro deixou muito a desejar (falhou cortes, deixou-se antecipar e foi apanhado muitas vezes em contrapé), o norte-americano não complicou e livrou os leões de maiores sustos.
Rui Patrício – Excelente exibição do guarda-redes leonino, essencialmente, porque soube travar por duas ocasiões, os avançados do Legia que surgiram completamente isolados.
Schaars/Izmailov – Duas unidades que passaram ao lado do jogo, apesar de terem tentado segurar o meio campo no 1º tempo.
Carriço/André Santos/Pereirinha – As três unidades que entraram no decorrer do segundo tempo tiveram papel decisivo na construção de um resultado positivo. Trouxeram outra agressividade ao meio campo leonino e marcaram mesmo os dois golos dos leões.
Rinaudo – Jogo de muita luta, sempre bem posicionado, mas com algumas dificuldades e seguir com a bola controlada para o ataque.
Carrillo/Van Wolfswinkel – O peruano esteve pouco em jogo, num terreno que não convidava às suas iniciativas, tal como o avançado holandês, bastante desamparado na frente de ataque.
Legia – Uma equipa bastante competitiva e lutadora, com capacidade de jogar mesmo em terrenos pouco praticáveis. Os polacos falharam apenas na finalização, mas deixaram a entender que a eliminatória não será fácil para os leões.


