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Gostava de ir à bola com o meu puto… mas a mulher não deixa.

É triste quando alguém se vê impedido de frequentar determinado local ou evento por medo. Portugal é, teoricamente, um país desenvolvido e tolerante, onde as meninas podem ir à escola sem receio que um qualquer extremista lhes aponte uma arma, e no qual o cidadão se passeia calmamente sem ter que apurar a audição em busca de rockets ou morteiros. No entanto, há quem pense duas vezes antes de ir a um jogo de futebol. Um simples jogo, uma festa, um ritual de iniciação em que os pais levam os filhos pelo braço. Um Domingo passado a ver a bola, 90 minutos sem pensar nas agruras da vida, apenas ver onze tipos que nem conhecemos de lado algum a defender um brasão que escolhemos, ou que nos escolheu a nós, como o indefectível adepto gosta de dizer. Mas hoje, ir à bola é quase como ir à guerra. Não sabemos o que pode acontecer, não sabemos se a nossa integridade física está garantida, e levar com uns apertões e insultos é quase um dado adquirido. Em certos locais do globo, um indivíduo é agredido por ter o tom de pele errado, em Portugal, corre bem o risco de o ser por usar um cachecol da cor errada. Futebol não é isto. Não devia ser isto. Futebol é cantar, gritar, rir e chorar, chamar uns nomes ao árbitro, aos jogadores, os nossos que são pernetas, e os deles que são sarrafeiros. Futebol não é levar com cadeiras, não é fugir de navalhas ou cacetetes. O futebol é hoje guerra. As claques organizadas são uma espécie de milícias, que sob controlo tácito, ou não, das Direcções dos Clubes, funcionam como braço armado das mesmas. Durante anos, os dirigentes usaram e abusaram dos grupos organizados, pois davam muito jeito, tanto para intimidar os adversários, como para impôr respeito dentro da própria estrutura. Por várias vezes, estes grupos colocaram na ordem jogadores que se portavam mal ou que não “dignificavam o emblema”, e ajudaram a silenciar vozes discordantes. A agressão física, a coacção psicológica, fazem parte do repertório destas trupes, com a conivência de quem de direito. Em troca do apoio incessante às equipas, ganharam um estatuto de intocabilidade, e muitas vezes a sua influência cresceu para lá do esperado, tornando-se uma espécie de estado dentro do estado. Mas quem pensa que a violência é culpa exclusiva das claques, desengane-se. Essa é a face organizada do exército, mas cada emblema não vive sem a sua tropa fandanga, cada vez mais numerosa. Aquele grupo de pessoas, não arregimentado, cada vez mais numeroso, que se aproxima do estádio como se de um campo de batalha se tratasse, e cuja principal preocupação é arrumar com o inimigo. Sendo este um qualquer meco que veste outras cores. Anos e anos de tricas, insultos, ameaças e confrontos verbais ajudaram a acicatar os ânimos das massas, que também anestesiadas por desilusões de Abril e sem grandes objectivos, vêem nesta situação quase que um desígnio, uma demanda sagrada. Por esta altura os mais críticos pensarão que ainda não chegámos ao Egipto. Ainda não houve invasões de campo em massa, ainda não morrem dezenas de pessoas num estádio. Ainda, é a palavra chave. Ainda. Porque irá acontecer, se nada for feito. Está mais que visto que os clubes nada farão. A Liga de Clubes, que organiza uma competição cada vez mais descredibilizada, não quer saber. Cânticos racistas, apelos á violência, confrontos dentro e fora do estádio, não lhes interessa. Estão mais virados para outros assuntos, que isto da importância do adepto está sobrevalorizada. O Governo não quer, nem nunca quis saber. O Estado tem o dever de proporcionar segurança aos cidadãos, em qualquer local, mas coloca-se fora de jogo. Que isto do futebol é bom quando se é para aparecer ao lado do Ronaldo, ou receber a Selecção em Belém. Quando é preciso sujar as mãos, defrontar os poderes instalados, colocar em causa fortes grupos de pressão, o melhor é mesmo ficar quieto, e esperar que ninguém dê pela sua ausência. Mas o problema tem de ser atacado, e de frente. Não vale a pena olhar para trás, usar o passado para desculpar o presente, utilizar um mau exemplo para justificar outro pior. As coisas são o que são, inocentes não os há, apontar o dedo ao vizinho é fácil, difícil é olhar para dentro de casa e ver o que está errado. Mas mais complicado ainda, é mudar. Fazer a diferença, porque alguém tem de o fazer. Sinceramente, e olhando para os debates neste espaço e não só, esperança é algo que já falta. Pouco ou nada vai mudar. Espero estar equivocado, até porque gostava ainda de levar o meu puto à bola.
PS: este texto contém zero referências a clubes ou pessoas em particular. Era bom que os comentários, a haver, seguissem esta linha.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): Nuno Ranito

0 Comentários

  • Spo. Intera.
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 12:28 am

    Concordo totalmente com tudo o que aqui foi referido. Primeiro acho que os clubes não precisam de claques para apoiarem o clube. Antigamente eram os próprios adeptos que iam para os estádios e com o tempo aprendiam as músicas. Depois acho uma total cobardia usar as suas estas para fazerem o trabalho sujo do clube como, ameaçar jogadores, atacar outras claques, enfim coisas que não teem cabimento nenhum.
    Se esses membros das claques dedicassem as suas vidas aos trabalhos e a estudar, assim sim o país mudava. Atenção eu já foi várias vezes para a claque do meu clube (mas não faço daquilo de emprego) muitos tentam fazer.

  • Anónimo
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 12:33 am

    Para mim em vez de multar os clubes que não tem culpa de haver adeptos estúpidos, Usavam se as mil e uma câmaras que existem pelo estádio para identificar os causadores, Multa-los e proibi los de ir aos jogos. Assim acabava se de vez com estes problemas
    Joel M

    • Oliveira
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 1:02 am

      Ao que soube por pessoas ligadas a essas operações de câmaras (posso estar estar errado), mas nos estádios modernos muitas vezes é efectuado o reconhecimento da pessoa, mas acaba por não adiantar de nada.

      Julgo que o problema passa mais pelos argumentos apresentados na publicação abaixo do "Tomas W"

    • Anónimo
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 12:58 pm

      Oliveira, o que se passa é que os Estádos, falo pelo Benfica, tem as camaras monotorizadas pela Prosegur. O que acontece é que apanhe quem apanhe, o Benfica não fornece as imagena a policia e por isso, e.muito raro acontecer algo. So mesmo quando a policia ve quem.lançou o engenho.

      Nuno

    • Oliveira
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 2:27 pm

      Obrigado pelo esclarecimento,Nuno. Não sabia que era (mais uma vez) uma protecção efectuada pelos clubes às claques que levava aos acontecimentos

    • Jasman
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 3:09 pm

      A proibição seria facilmente controlável, bastava para tal que o prevaricador se apresentasse na esquadra à hora do jogo.

  • Tomas W
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 12:33 am

    Não há solução para o crescendo de violência porque não há vontade. Em Inglaterra o problema era muito maior e foi resolvido.
    Quando vejo tirarem-se cidadãos, sem registo de violência em estádios ou noutros locais, do seu lugar no estádio para lá pôr uma claque estamos conversados. Quando vemos os clubes a dar preferência na compra de bilhetes às claque estamos também conversados. Quando vemos crianças de 6 anos a serem revistadas e o núcleo duro das claques não, temos que estar à espera de um mau resultado.
    O que vale é que os nosso brandos costume (ou será mais apatia) nos tem protegido de um desastre num campo de futebol, mas cuidado, pode não ser sempre.
    Tal com o Nuno também eu gostava muito de levar os meus filhos a ver um jogo grande…

    • Schmeichel
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 10:30 am

      Ter morrido alguém não é desastre suficiente?

      Infelizmente o que os nossos clubes puderam aprender com a organização do Euro 2004 demorou um mero par meses a esquecer.

    • António Gomes
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 12:53 pm

      Tomas, podes levar o miúdo a ver um jogo grande e não existe muito problema, tens é de evitar ficar perto da zona da claque visitante se fores adepto do clube visitado.

      Agora não te aconselho a levar crianças para um jogo fora, mas se for no meio de adeptos iguais e num jogo em que a maioria é da mesma cor (jogos em casa), as crianças estarão perfeitamente seguras.

    • Ulisses Lopes
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 3:28 pm

      Demasiados ses para um mero jogo da bola

  • m1950
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 12:48 am

    O meu caro Nuno sabe onde texto vai dar obviamente, e é inevitável.

    O que quero dizer é que quem for ao futebol tem de ser identificado , só pode ser essa a solução , na hora da emissão de bilhetes que se apresente o BI para saber quem é X ou quem é Y , isto para os não associados dos clubes e toda a gente ser responsabilizada pelo que faz dentro de um estádio.

    Isto não vai acabar com a insegurança mas certamente vai ajudar a reduzir o número de gangsters do minipreço nos estádios.

    • Anónimo
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 7:28 am

      Já fazem isso na Itália, os bilhetes vêm com o nome da pessoa…ajuda mas pouco…pois não há meios para verifcar se uma pessoa interditada entra com o B.I. de um "amigo"
      Outro ponto : há claques que até têm direito a um local dentro do estádio para guardar o material deles. Duvido que alguém vá lá verificar o material entreposto…E isso diz muito da influência dos líderes de certas claques…pois eles representam "milhares" de votos logo são protegidos pela direcção do respetivo clube.
      É um problema "político" antes de mais.
      Se a direcção quiser realmente acabar com violência nos estádios, a polícia será sempre a primeira a colaborar. Caso contrário, nunca vai dar

      J. Sousa

    • António Gomes
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 12:53 pm

      O bilhete que comprei no ultimo jogo vinha com o meu nome.

  • Kacal I
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 12:52 am

    Excelente post, gostei.

    É triste, os adeptos deviam ir ao estádio e entrar ordenadamente e apoiar a sua equipa e depois sair da mesma forma e irem à sua vida, o futebol deve ser uma alegria, eu falo por mim e não costumo ir ao estádio porque até nem gosto assim tanto, é verdade que vê-se o futebol de outra maneira e mais pormenorizado e estar ali com outros adeptos a conviver e a ver o nosso clube e os nossos jogadores em campo é diferente, agora eu prefiro ver em casa ou no café porque gosto de sentir os comentários da partida (estranhei no estádio quando fui a 1ª vez) e depois é muito mais seguro, eu não consigo compreender a violência no futebol e o facto de se agredir outra pessoa por ter uma preferência clubistica diferente da nossa, aliás, acho que roça o ridículo e é uma parvoíce, mas cada um sabe de si.

    PS: tenho pena de ti Nuno Ranito, coitado, é lixado quereres ir ver um jogo ao estádio e a tua mulher não te deixar, eheh, estou a brincar. :-)

  • Oliveira
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 12:55 am

    Concordo com o texto e o mesmo vai de encontro ao que afirmo há muito tempo: o bom que as claques dão ao futebol não supera em nada o mau que as mesmas trazem para este desporto.
    E não acredito que se não fossem estas não havia festa no futebol, é um argumento muito fraco este.

    Claro que o problema não é assim tão simples de resolver e não passa simplesmente pelas claques a resolução, mas é o principal problema.

    • José Miguel Mota Pinho
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 3:18 pm

      As claques são muito importantes para o fator casa nos clubes. Recordo me das queixas do Mourinho aos seus adeptos por não cantarem e, infelizmente, acredito que se não fossem as claques, o ambiente no estádio não seria o mesmo.
      Devem ser punidas claro, mas não concordo com a sua abolição.
      Pinho

    • Oliveira
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 9:50 pm

      Eu não digo que as claques não trazem coisas boas, no entanto, não suficientemente boas para suprimirem os aspectos negativos.
      A partir do momento que achamos que 4 detidos e uns poucos feridos num clássico é um bom resultado e tudo resultou pelo melhor não é normal. Já é tão banal para nós que nem ligamos. Normal seria acontecer de vez em quando (azares há sempre), não sistematicamente.

      Quanto à festa: eu pessoalmente, nunca vivi tão bom ambiente num estádio, e tanta espírito de festa, como quando há jogos de Selecção, onde não há claques, nem "cânticos" a insultar o adversário, só a apoiar a nossa equipa. E o mesmo se passa dos adeptos da Selecção contrária.

      Além disso, as claques, hoje em dia, têm todas "funções" que passam para lá da fronteira do futebol.

  • Frank Rijkaard
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 12:58 am

    Eu gosto de levar o meu filho a bola, desde pequeno que vamos e partilhamos uma enorme paixão pelo desporto rei. Somos adeptos de clubes diferentes (ele Belém e do Ajax, eu do Benfica e Feyenoord) , mas sabemos distinguir as coisas. O futebol é um espectáculo e não um fanatismo. O que me leva a conclusão que se deve tirar: o futebol, e o que nos fazemos dele. E adorar cada jogada, cada golo, apoiar na derrota, falar mal para nos próprios, e celebrar a vitória, espalhar aos 4 ventos! O futebol não é lutas e intervenções da polícia, não é fugir das bancadas com medo de morrer. o futebol e o que tu fazes dele. Enfim… O futebol somos nós! E enquanto não mudar mentalidades, o futebol não muda. Esta é a realidade crua e dura… e se nao desejam respostas, ameaças e insultos, não os promovam! Porque no fim paga o justo pelo pecador.

    Cumprimentos

  • Sombras
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 1:03 am

    A culpa é principalmente das autoridades e dos clubes. Já o referi aqui no blog mais que uma vez, estive em alvalade, bancada central no ultimo piso e "entrei" na mesma porta, na mesma altura que uma claque organizada do Sporting em que alguns elementos tentaram intimidar a minha namorada porque esta tinha um chachecol do Benfica, clube do qual somos adeptos, que só não aconteceu porque por mero acaso fomos defendidos por 2 elementos do corpo de intervenção da PSP. Mas mais gravoso que isso é que desde que saí do metro até que me sentei no lugar não fui alvo de UMA verificação que seja. É assim que se protegem 50 mil pessoas? Por sorte não aconteceu uma desgraça por parte dos adeptos do Benfica, mas há que dizê-lo que muita da culpa também é do Sporting e da organização do jogo que facilitaram demasiado.

  • Anónimo
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 1:13 am

    Entendo o ponto-de-vista de quem escreveu o texto. Mas, por experiência própria, tenho de discordar de grande parte do que foi escrito. Sou do Sporting, não faço oficialmente parte de nenhuma claque, mas já assisti a vários jogos junto a elas, inclusivé a jogos no Dragão (um dos jogos de maior tensão), e nunca tive qualquer problema. Ou melhor, a queixa maior que tenho curiosamente recai sobre a intervenção da polícia, que, em mais do que um caso, teve manifestações de agressividade e provocação para com os adeptos, sem que estes tenham inicialmente provocado fosse quem fosse. Quero eu dizer com isto que a presença, actividade e atitude das claques não é, de todo, má para o futebol. Não fossem as claques e o estado do futebol ainda seria pior, nomeadamente no apoio aos clubes e presença de espectadores num estádio. Porque eles, pela sua mentalidade (pelo menos no Sporting é assim), são aqueles que estão lá sempre no estádio a ganhar ou a perder, a apoiar o clube. Esta expressão faltou aí no texto. "Apoiar o clube" deveria ser o motivo principal para se ir ao futebol, e não ir ao futebol para deixar de pensar nas agruras da vida. Adiante, obviamente que não fecho os olhos a tudo o resto conectado com as claques, mas isso é o "resto" e não "tudo". Acho bem que se ponha em causa a segurança no futebol, mas que se pense que essa violência não é gerada apenas por esse nicho de adeptos que são as claques. Polícias em trabalho sob o efeito de drogas ou álcool (já assisti) ou deliberadamente a provocarem os adeptos, dirigentes corruptos e jogadores ou treinadores que promovem em campo a violência, têm tanto ou mais culpa desse estado do futebol que é relatado no texto quanto têm as claques.

  • Anónimo
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 1:51 am

    Eu sou suspeito falar em claques, porque adoro o ambiente que elas trazem. Sou portista, e conheço quase a maior parte das músicas que eles cantam, e todos os jogos canto para mim próprio o que eles no momento cantam.
    Mas é estranho, sendo eu portista, não gosto nada do Sporting e Benfica, no entanto sei muitas músicas deles, e que também canto.
    Para terminar, más pessoas, arruaceiros, cobardes,…. Há em todos os clubes e há que apurar esses tais marginais, para que isto termine de vez.
    Agora imaginem um jogo sem claque, sem aqueles cânticos , sem os incentivos, sem as bandeiras ?
    João

  • joana pereira
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 2:02 am

    Comentários sem conhecimento , primeiro é melhor investigar como funcionam os grupos organizados em Inglaterra e depois podem comentar .

    • João Lains
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 11:14 am

      Senão acrescentam nada à discussão porque é que não ficam calados. Aprendi ZERO com este comentário.

    • druyda
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 1:59 pm

      Não percebi o comentário da joana pereira. Em Inglaterra não existem grupos organizados. Apenas antes existiam as 'Firms' que era o mais perto de uma claque.

    • Anónimo
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 5:34 pm

      druyda, e essas firms ainda existem. Exprimenta ir ver um jogo em inglaterra entre Millwall e West Ham por exemplo. As firms continuam aactuar em inglaterra. Combinam encontros contra outras firms. Inglaterra não é exemplo.

      Nuno

  • nonameslb
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 2:48 am

    Voces fazem com cada filme.Ja muitas vezes a bola e nunca fui agredido.Eu levaria sem problemas a minha filha ao Estadio do Sport Lisboa e Benfica.

    • João Rodrigues
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 12:42 pm

      O problema que se refere tudo isto e´ que imagina que caiam tochas perto da tua filha ou que existi-se uma carga policial. Achas que ela nao podia ficar traumatizada ja nao digo por exemplo criancas no meio de apoiantes a serem excoltados pela policia… o problema está a vista.

    • Anónimo
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 1:02 pm

      Vindo de alguém que usa a imagem e nome dos No Name Boys, não seria de esperar outra coisa.

      Fausto

    • G
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 1:36 pm

      O problema maior coloca-se por norma nas deslocações. Imaginas te a levar a tua filha pela mão, os dois de cachecol do SLB a Alvalade ou ao dragão? Eu não me imagino a fazer isso com os meus filhos…na Luz ou no Dragão. E ISSO É TRISTE!

    • vitor Ribeiro
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 2:26 pm

      Há alguns estádios que não se pode ir ver futebol por causa da violência não só no interior como no exterior tipo. Há pessoal que não é apaixonado pelo clube, é obcecado.

    • José Miguel Mota Pinho
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 3:25 pm

      G, no caso de ires para a central é tranquilo nesses estádios cá fora, o problema está é na deslocação a Guimarães, então se ganhamos, no final do jogo bem podes correr.
      Pinho

    • G
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 4:18 pm

      Na central até pode ser tranquilo se tiveres uma atitude tb ela tranquila. Mas imaginas-te com um filho pequeno pela mão a passear pelas imediações do estádio do rival, sem problemas? Acho difícil…

  • Mega Badjeras
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 4:41 am

    Percebo o texto, no entanto não coloco Portugal nem o povo português num patamar preocupante.
    Se formos a olhar ao passado, excepção à morte de um adepto em 1996 (que por si só já é grave) não temos grandes casos de violência no futebol nem em seja o que for porque o povo português é um povo brando e preguiçoso para se manifestar.

    Felizmente, em Portugal, posso dizer com orgulho que vou a um recinto desportivo tranquilamente e que não temo pela minha segurança, algo que não sucederia num país da Europa de Leste ou nos Balcãs, por exemplo.

    • JM
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 11:40 am

      Praticamente todos os anos, nos jogos entre os grandes, há confusão. A morte desse adepto foi talvez o mais grave, mas toda a pancadaria que ocorre antes e depois dos jogos também é grave e afasta muitas famílias dos estádios.

    • Anónimo
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 12:18 pm

      Mas essa confusão é premeditada, esses adeptos sabem para o que vão! Esses vão à procura disso, mas são uma minoria energúmena. Se se matarem a eles é problema deles. O que não podem pôr em causa é a segurança dos restantes, nem dos espaços públicos. Isso é que é grave!

      JD

    • Anónimo
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 1:04 pm

      Mega Bajeras, Na luz, alvalade e dragão nao tenho muito conhecimento de causa. Mas experimente uma coisa. Um Vitoria-Braga ou vice-versa.

      Fausto

    • Mega Badjeras
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 2:10 pm

      JM e Fausto, mas ainda assim não é comparável com o que se passa noutros países. Experimentem ir à Grécia ou à Turquia ou à Sérvia ou à Bulgária e aí vêm o que é violência no futebol a sério, já para não falar no Egipto onde passados 3 anos após a tragédia de Port-Said abriram-se portas a cerca de 10 mil adeptos e o povo queria mais lotação e o resultado final foram 33 mortos, só para exemplificar.

      Eu sendo lisboeta, sinto-me mais seguro dentro de um estádio de futebol num clássico português do que a andar "fora d'horas" numa rua da cidade no centro da cidade…

  • Anónimo
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 5:30 am

    A mim incomoda-me muito que certas situações com que nos deparamos fora das quatro linhas (e não apenas em relação ao futebol) não sejam veementemente condenadas, repudiadas e castigadas pelos clubes dos elementos que as praticam. Banir transgressores dos estádios, castigar severamente os clubes envolvidos, tentar acabar com todo este clima de hostilidade em relação ao desporto português.

    Infelizmente estamos em Portugal, e só faz 'confusão' à malta o que os clubes 'adversários' e os seus adeptos fazem, ignorando alegremente o que o nosso(s) fazem.

    É uma vergonha.

    Cumprimentos,
    HR

  • Mike
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 9:34 am

    "Do Pai para o filho, é assim que o futebol deve evoluir" e no contexto atual é impossivel.
    um estádio não pode ser um cimena, mas tudo contra armas, policia e violencia no futebol!
    Mike, Ultras WA

  • G
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 9:41 am

    Não podia estar mais de acordo com o texto! Para mim é impensável ir ao futebol e pensar que os meus filhos podem ter de passar por situações como as descritas no texto (quando deveria ser um dia de emoções, de descoberta, um programa em família). Recordo -me num jogo Newcastle Sporting para a UEFA, um adepto português começou a imitar um macaco depois duma entrada mais dura dum jogador inglês que era de cor. Foi imediatamente identificado e posto fora do estádio. Por cá é a balda que se sabe, todos assobiam para o lado ou são coniventes com a violência. E o mais estúpido é que os dirigentes do futebol deviam tornar o futebol num espectáculo seguro, atraente para todos…..provavelmente até teriam mais retorno financeiro! O exemplo inglês com as necessárias adaptações à nossa cultura e hábitos deveria e poderia ser imitado

  • João Gonçalves
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 10:15 am

    Um reflexo natural de uma sociedade cada vez mais violenta. . Em alguns países a motivação para a violência gratuita é a religião, noutros a cor, em alguns a ideologia política e aqui o futebol (ou a cor do clube apesar de ser o futebol o principal, senão o único, capaz de gerar sentimento em Portugal ).. não sei se existe uma solução fácil para isto mas , tal como tantos outros problemas da nossa sociedade, deixar andar não vai resolver já que o ódio gera mais ódio e o ser humano adora generalizar e acabam por odiar pessoas que nada fizeram para o ser. . Um bom exemplo disso é o ódio que os adeptos do Braga ganharam nos últimos anos fruto das muitas demonstrações de barbaridade da nossa querida claque. . graças a isso corre o adepto comum o risco de levar com uma pedra quando quiser visitar um outro estádio qualquer. .

  • Awesome_Mark
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 10:36 am

    Excelente artigo e partilho contigo esta indignação por se insistir em retirar toda a espetacularidade do futebol através de atos bárbaros cada vez mais comuns e que vão contra aquela que é a essência do desporto-rei.

    Quanto às claques, para mim são simultaneamente o melhor e o pior tipo de adeptos. Se por um ladies carregam a equipa para todos os lugares e são o grande apoio vindo das bancadas durante os jogos, por outro mancham completamente a pintura através de atos que vão contra princípios básicos da moral humana.

  • Rui Miguel Ribeiro
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 11:15 am

    Post excelente e muito bem escrito. Eu confesso que sou a favor das claques: trazem vida e animação aos jogos e puxam pelas equipas quando os outros adeptos estão a esmorecer. O problema é quando, e são muitas vezes, as claques deixam de ser….claques. Em qualquer área da vida, as pessoas são penalizadas por ilegalidades, crimes e violência. Os membros das claques que o façam têm de ser tratados da mesma forma.
    Certo é que, como o Nuno Ranito, gosto de levar o meu filho ao futebol. Há dois anos ele disse-me que preferia não ir. Só queria ir quando fosse à Luz. Na época passada, fui ver o Benfica- Anderlecht e encontrei um senhor de idade meu conhecido que mora em Guimarães. Perguntei-lhe se ia ver o Vitória – Benfica uns dias depois ao que ele me respondeu que não, já não tinha idade para correr riscos e já só ia ver jogos à Luz.
    Um miúdo e um idoso com um sentimento comum: medo. Não pode ser.

  • PMG
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 11:17 am

    O cenário que o Nuno, de quem sou fã, aqui pinta é demasiado negro, e acho que um pouco exagerado. Rivalidades sempre existiram, o problema é que numa sociedade moderna os extremismos têm tendência a acentuar-se. O facto de termos receio apenas existe nos jogos grandes, e por culpa de meia dúzia de energúmenos que já deviam estar controlados há muito tempo. Clubes têm culpa por utilizar as suas claques como guardas pretorianos, governo tem culpa por não prender estes badamecos, e a liga tem culpa porque impávida e serena assiste a tudo isto de camarote sem se preocupar.

    Anormais existem em todo o lado. Pessoas más e sem carácter existem tanto no Sporting, como no Benfica, como no Porto. Imbecis que se aproveitam dos clubes e das claques para negócios menos escuros também. A grande questão aqui é até quando isto vai durar? Será que é preciso morrer mais alguém? Episódios como o de Faro há uns anos em que um adepto do Benfica foi esfaqueado num Farense-Sporting, episódios como outro há anos onde dois adeptos do Sporting foram esfaqueados no Rossio depois de um Benfica-Sporting, ou as míticas bolas de golfe no Dragão. Episódios como o de Proença no Colombo, entre outros. Até quando?

    E que medidas?

  • Diogo Palma
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 11:23 am

    De facto este tema da violência associada ao futebol e ao desporto em geral é lamentável e estraga por completo o espectáculo.
    Nos últimos dias assistimos a isto cá em Portugal nos dois derbys lisboetas (em futsal e futebol) tal como depois aconteceu no Egipto e no Brasil, é um problema à escala global e para se arranjar uma solução terá de haver diálogo entre todas as partes.

    Todos sabemos que ir ao futebol não é o mesmo do que ir ao cinema ou ao teatro, é normal quando passamos na rua e vemos uma pessoa vestida com as cores de um clube adversário fazermos uma pequena provocação em jeito de brincadeira mas mais do que isso já é condenável.
    Os palavrões, insultos e agressões a que podemos assistir nos estádio entre elementos adeptos de clubes adversários é inadmissível, incompreensível e injustificável … o mesmo se passa em relação aos árbitros (mas ai eu admito que também me excedo quando vejo incompetência da parte dos mesmos, se for pura competência é algo desculpável mas na maioria das vezes eles erram porque querem … mas isto já outra conversa e estou a divagar).

    Para estas situações se resolverem ou pelo menos acontecerem com menos gravidade e frequência deveriam ser tomadas medidas como a identificação de todos os adeptos na compra dos bilhetes e na entrada do ressinto de jogo. O reforço da segurança e as campanhas contra a violência também poderiam ajudar a acalmar os ânimos.

    O problema é quando as divergências começam entre jogadores, membros de equipas técnicas, elementos da direcção, etc.

  • Filipe M
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 11:25 am

    Texto altamente inflacionado pelos recentes acontecimentos.

    Vamos por partes.Toda e qualquer violência no futebol (e em todo o lado) tem que ser veementemente condenada e devem ser accionados os mecanismos necessários para que se tente que situações semelhantes não se voltem a repetir. Obviamente que o que se passou em Alvalade foi grave, muito grave. Com toda a certeza que o que aconteceu no Jamor em 96 foi uma tragédia incomensurável. Claro que o Estádio da Luz ter ardido foi péssimo. Um sportinguista foi esfaqueado em Guimarães há uns meses, horrível. E por aí em diante. Os "casuals" no Dragão, os elementos do Benfica que foram agredidos numa carrinha, a equipa do hóquei do Porto que também foi agredida por "adeptos" do Benfica há uns anos atrás, etc.

    No entanto, não é menos verdade que tarjas ofensivas, cânticos inqualificáveis ou engenhos pirotécnicos são situações que ninguém quer ver no futebol, mas a verdade é que existem em quase todo o lado. Há violência no futebol em todo o lado e Portugal não está na linha da frente. Não é um mal exclusivo português. Nem vou dar como exemplo o Egipto (onde morrem às dezenas de adeptos de cada vez), ou referir as realidades sul americanas, mas aqui na nossa vizinha Espanha faleceu um adepto que se atirou ao riu para fugir a quem lhe queria agredir. Na Bélgica, surgiu uma tarja gigantesca com a inscrição "Defour, ou vermelho ou morto". Todos conhecemos os Ultra Sur, e do que são capazes de fazer. Ou de outras tantas claques espalhadas por essa Europa fora, cuja existência serve basicamente para espalhar a violência, o medo e o terror. Há centenas, milhares de exemplos de violência no futebol europeu nas últimas décadas que nos dizem que Portugal, longe de ser um paraíso para o comum adepto de futebol, está longe de ser um campo de guerra.

    Portanto, não devemos tomar a parte pelo todo. Não confundemos o esporádico com o habitual, correndo o risco de fazer uma análise desvirtuada daquilo que é a realidade. Não obstante os problemas existirem (e terem obrigatoriamente de ser erradicados, na medida do possível), em Portugal ainda se pode ir à bola.

    • JM
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 1:12 pm

      Só uma reflexão: deste múltiplos exemplos de acidentes que tem acontecido nos últimos anos em Portugal, e se calhar, nem foi preciso pensar muito para os relembrar, e há sempre os menos graves/mediáticos ou outros que acontecem fora dos 3 grandes, mas que não nos vêem há memória, portanto, será assim tão esporádico?

    • Filipe M
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 3:05 pm

      Um já era demais, isso não está em causa. Agora, socorrendo-me de algo até nem gosto muito que é a estatística, continuo a dizer que são casos esporádicos. Na esmagadora maioria dos jogos em Portugal (nomeadamente nos derbies) não existem situações de uma gravidade que mereçam ser realçadas. Termino como comecei: um já era demais. Não estou a menosprezar as situações de violência que existiram, longe disso. Foram lamentáveis e nunca deveriam ter acontecido.

    • druyda
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 3:28 pm

      JM, o que é aconteceu fora dos 3 grandes? Além de Vitória e Braga, existem mais casos assim? Era bom que sim, significava que os outros também tinham adeptos.

    • Nuno R
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 3:45 pm

      Já me aconteceu ver umas pedradas num Academica- Guimaraes. Dirijo-me ao estacionamento, estava lá o autocarro do VG a trocar projecteis com pessoal da AAC.

  • Luis Sa
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 11:29 am

    Na minha opinião, resume-se a uma coisa: mentalidade. Não só de adeptos, como de claques, adeptos rivais, direccao e polícia.

    Fui à pouco tempo ao Emirates e fiquei espantado com a organização, tranquilidade q se vive dentro e fora do estádio. Na minha opinião, a mentalidade dos elementos ligados ao futebol foi amplamente aceite porque todos querem o mesmo: um bom espetáculo de futebol, nada mais.

    Para começar, o problema de claques/hooligans, todos sabemos o problema q houve em Inglaterra nos anos 90. Actualmente, pode haver escaramuça esporadicamente mas nada q se compare ao passado. A polícia anda por lá assim a orientar ambos os adeptos, mal se notam mas os adeptos sabem q ao mínimo deslize, a polícia não irá ter tolerancia para com eles e ao contrário do q se passa por vezes cá, um adepto inglês não quer perder o jogo ou ficar impossibilitado de ir ao estádio.

    Em seguida, os adeptos. O jogo q assisti, contra o Leicester é calminho sem grandes rivalidades. Tal como em Portugal, pelo menos em Alvalade, adeptos de clubes pequenos são raros e geralmente não se notam, costumam estar acompanhados ou ter como 2 clube o sporting. O problema está nos jogos grandes: sim, deve haver tolerância para com os outros, sim são livres de escolherem /pagarem o bilhete que entenderem mas também tem q perceber as consequências disso eis porque: dificilmente um adepto do tottenham irá para o meio dos sócios do arsenal, esse adepto escolherá sempre algo mais próximo dos adeptos da sua equipa (segurança nos números) e depois, quando em casa que não a nossa, devemos SEMPRE respeitar o anfitrião. Já levei a Alvalade amigos meus benfiquistas e disse lhes sempre, comportem-se e ninguém vos vai chatear. Já vi muitos adeptos benfiquistas, no meio de sócios sportinguistas a terem comportamentos q é só e apenas mandar mais lenha para a fogueira. Tanto condeno o adepto da juve que anda atrás dos cachecóis vermelhos para os queimar como o adepto benfiquista q não sabe ser convidado.

    Organização e direcção, o exemplo vem de cima. A Alvalade e gerido pelos sportinguistas e se quisermos destacar-nos comecemos por dar o exemplo. O Emirates abriu as portas 1:15h antes do jogo para meter 60mil, são imensos stwearts lá dentro a orientar e certificar q tudo corre bem. Há álcool dentro do estádio até ao apito inicial e no intervalo, não há cordões policiais muito menos cordões a 5metros da porta. A falta de coordenação entre direcção, polícia e segurança privada é evidente. Não falo das poucas portas, se aumentassem o anel de segurança no estádio, metade da confusão desaparecia. Da mesma forma, se a venda de cerveja com álcool fosse permitida no interior, aquela última cerveja na rolote, seria consumida dentro do estádio "forcando" os adeptos a entrar mais cedo e não há última da hora. A revista, infelizmente, tem q continuar (no Emirates perguntaram apenas se tinha algum saco/mochila) mas por amor de deus, eu considero me um adepto normal sem registo e sem problemas no entanto, para mostrar serviço, revistam me de alto a baixo enquanto a elementos da JL ficam com medo e depois apareceu petardos e multas.

    A mentalidade de um povo reflecte se em todos os aspectos do dia a dia. Se cada um faz por si, dificilmente poderemos ir a bola descansados

  • bruno vieira
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 12:02 pm

    Muito bom o texto. Mas ainda queria acrescentar algo, o facto de muitas das vezes dentro das próprias claques,e pessoas que estão ao lado, e até do mesmo clube, empurram-se, "atirando-se uns para cima dos outros", e magoando as pessoas que estão nas filas seguintes, e que normalmente com a inclinação levam a que caiam por cima de cadeiras, magoando-se seriamente! já aconteceu em dois jogos em que estive presente, Penafiel x SL Benfica do ano passado para a taça, e este ano para o campeonato em Paços de Ferrereira. O que para além de todas as atitudes deploráveis, que este fim de semana se verificaram, e acontecem em vários estádios, ainda são piores quando alguns selvagens, arranjam problemas com os adeptos do mesmo clube!

  • cmoreira.ft
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 12:10 pm

    Um texto interessante, mas na minha opinião algo exagerado. Não podemos generalizar este episódio e fazer de conta que isto é uma selva, porque não é. Da maior parte das vezes as coisas durante os jogos são tranquilos. Acho que desde há uns 20/30 anos para cá houve uma grande melhoria. Nem oito nem oitenta.

  • druyda
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 2:06 pm

    Ás vezes este tipo de discussão não passa da hipocrisia da imprensa para alimentar as cabecinhas do adepto tugão do café. Todos os dias a violência, escárnio e mal dizer é incitada pelo os dirigentes (veja-se as tiradas do pinto da costa, BdC, facebooks e etc). Depois, como esperam que sejam os comportamentos dos adeptos que são mais fervorosos?

    Sejam sérios, do princípio ao fim. Falam muito de Inglaterra, mas acham que os dirigentes em Inglaterra mandam boquinhas uns para os outros? Olhem para os vossos dirigentes e peçam, também que acabe-se com o circo nojento por eles criados e alimentados pela a CS.

  • Pedritxo
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 2:40 pm

    eu quando era pequeno, ia ver quase todos os jogos do meu clube, em casa ou fora, digo quase todos, porque o meu pai nao me levava aqueles que achava perigoso ou que poderia haver disturbios.
    Ja me convidaram muitas vezes para ir ver um jogo do meu clube contra o que e agora um rival, e eu nem ponho la os pes,em casa ainda va la, agora fora nao.

  • Anónimo
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 2:40 pm

    Em 99% dos jogos do nosso campeonato nada acontece e os estadios estao praticamente às moscas! A unica coisa que podia acontecer aos putos é o tedio.

    Ricardo Gomes

  • Nuno R
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 3:42 pm

    Obrigado pelos comentários

    O cenário não é negro nem deixa de ser. Sim, não temos um fenómeno de hooliganismo como existia na Inglaterra, nem isto é o Egipto. Os nossos estádios não são campos de batalha como os da America do Sul.
    Mas o facto é que há pessoas que pura e simplesmente não vão ao futebol porque têm receio do que possa acontecer. Muito mais quando levam crianças, pois não será certamente fácil de explicar a um petiz porque é que os senhores da farda resolveram mandar umas bordoadas nas pessoas que estavam na bancada em frente. Eu não penso duas vezes antes de ir ao cinema, ao teatro, ou ir correr na rua. O mesmo deveria valer para ir ao futebol.

  • Ultra
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 5:01 pm

    As claques mais violentas não são as dos três grandes e uma delas nem é de um clube de futebol.

    • Anónimo
      Posted Fevereiro 11, 2015 at 6:33 pm

      Ultra não são as dos 3 grandes?
      Dum clube que nem é de futebol, mas podia especificar p favor, qual é?
      É que lançar "bolas para o pinhal", isso é muito fácil

      Pedro Costa

  • Har Meghíd·dóhn
    Posted Fevereiro 11, 2015 at 9:13 pm

    Percebam que o problema não passa totalmente pelos clubes. Temos um governo para quê? Temo um Ministério do desporto para quê? Um Federação para quê?
    Como já disseram, o problema em Inglaterra era maior e foi resolvido. Aqui não há vontade, e a primeira desculpa é que não há meios, ou que os clubes têm de ser multados, ou sei lá.
    Um clube é multado, como esta semana. E depois? O gajo que atirou a tocha, ou que mandou cadeiras, ou que queimou uma bancada fica onde nisto? Em casa, na rua, onde ele quiser. Não é nem nunca será responsabilizado. E amanhã estara pronto a fazer o mesmo.
    Acabar com as claques? Para? Já viram o tamanho das "claques" na alemanha, a massa adepta que cada clube tem… há estragos? Não que me lembre. Até se riem de nós.
    Metam as culpas em quem de direito.
    Primeiro em quem pratica tudo isto de que se fala, e depois, igualmente as entidades goverantes deste país.

    Mas enfim, isto é apenas tinta gasta em jornais, palavras na tv, e ideias na internet. Daqui a uma semana ninguém se lembra.
    Assim como outras coisas que estão mal neste país.

  • Anónimo
    Posted Fevereiro 12, 2015 at 1:58 am

    Gostaria de dizer que esta foi, provavelmente, a melhor crónica que vi publicada neste blog. Muitas verdades, muita transparência, e uma crítica altamente directa e construtiva.
    Oxalá que tudo se concretizasse.

    Luís

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