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Guerrero contrastou com a desilusão James; Messi e ex-Setúbal entre o domínio do Chile

Terminou a Copa América 2015, uma competição cheia de emoção, espectáculo e competitividade que coroou o anfitrião Chile como vencedor, naquela que foi a primeira conquista internacional de vulto, a nível sénior, da La Roja. Dando sequência ao excelente trabalho de Bielsa (que pegou na equipa em 2007 depois de resultados recentes francamente maus e muniu-a de identidade e competitividade), o técnico Jorge Sampaoli confirma as boas indicações dadas no Mundial do Brasil, contando com uma geração de jogadores muito boa, que mesclam agressividade, técnica, vertigem em doses francamente admiráveis. Quem ficou novamente a chorar foi a Argentina, que nos últimos 11 anos perdeu 3 finais da Copa América, 1 da Taça das Confederações e 1 do Mundial, alargando o jejum de títulos a nível de Seleção principal, continuando esta fantástica geração de Messi sem um troféu pelo seu país que não seja em camadas jovens ou Jogos Olímpicos. Destaque positivo para o Paraguai e Perú, que tal como há 4 anos atingem as meias-finais, tendo a desilusão maior sido o Brasil, que após o trauma do Mundial surgiu com um futebol sem brilho, com Neymar (após um primeiro jogo excelente) a ser infantilmente afastado do torneio e acabando por cair aos pés do Paraguai, nos quartos-de-final. Claramente abaixo do que fez no Mundial esteve a Colômbia, sem apresentar a qualidade exibida no Brasil, com Pekerman a sofrer pelas baixas no meio-campo e pelo fraco rendimento de nomes como James (tendo em conta o rendimento ao longo do ano foi mesmo a maior desilusão individual da competição) ou Falcao, ao passo que o Uruguai (sem Suárez) fez uma Copa “normal”, perdendo num renhido duelo frente ao Chile que ficou marcado pela expulsão de Cavani. Quanto ao futuro, em Outubro começam as eliminatórias para o Mundial de 2018,as quais apurarão 4 equipas directamente para a Rússia, com uma quinta a disputar um Playoff intercontinental. Adivinha-se uma luta acessa, com Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Uruguai como equipas teoricamente mais fortes, mas com o Equador (que esteve no Mundial 2014) e o Peru e o Paraguai (que já haviam estado em destaque na última Copa América e depois falhado a presença no Mundial) a prometerem dar luta, sendo que, à partida, Bolívia e Venezuela terão poucas hipóteses. Já o maior torneio de seleções ao nível do continente Sul-Americano regressa já para o ano, numa edição comemorativa do Centenário, que para a geração de Messi poderá ser uma das últimas oportunidades para vencer um título, já que em 2018 nomes como Romero, Zabaleta, Garay, Otamendi, Mascherano, Biglia, Lavezzi, Di María, Higuaín, Tévez e o próprio Messi terão já 30 ou mais anos.

Melhor onze para o VM:
Claudio Bravo (Chile)  O último ano confirmou que o Chileno é um dos melhores ,guardiões do Mundo, e depois de ter sido determinante na conquista de La Liga por parte do Barcelona foi também um bastião na equipa que capitaneia, sendo um sinónimo de tranquilidade, segurança e qualidade no jogo com os pés. 
Luis Advíncula (Peru) – A surpresa da competição. Em Portugal o peruano, apesar de revelar potencial, não tinha apresentado esta qualidade. Fortíssimo fisicamente, com uma velocidade e potência invulgares, fartou-se de subir e descer pelo flanco direito, apresentando quer rigor defensivo quer capacidade para acrescentar verticalidade e desequilíbrio no plano ofensivo.
Gary Medel (Chile) – O “Pitbull”, que ao nível de clubes tem sido algo irregular, voltou a apresentar-se a altíssimo nível pela equipa Nacional, tal como havia feito no Brasil. Apesar da baixa estatura, a sua raça e abnegação permitem contornar esse handicap, sendo um defesa dificílimo de bater que deu um contributo essencial ao último reduto Chileno.
Nicolás Otamendi (Argentina) – “Otakaizer”, que promete agitar o Verão (já disse mesmo que quer abandonar o Valência), fez uma competição quase isenta de erros, destacando-se não só pela contundência defensiva como também pela qualidade com que efectua a saída de bola.
Juan Manuel Vargas (Peru) – Neste belo Perú de Gareca, o canhoto, que já vai a caminho dos 32 anos, conseguiu emprestar a qualidade do seu pé esquerdo ao conjunto, contribuindo para a posse e circulação de bola e fazendo uso da sua experiência no capítulo defensivo.
Javier Mascherano (Argentina) – “El Jefecito” é um exemplo de liderança, carácter e competitividade. Seja em que posição for, o seu espírito competitivo oferece um enorme contributo à equipa que tiver a sorte de contar com ele, e na Selecção, jogando a médio, acrescenta uma enorme agressividade ao meio-campo, recuperando imensas bolas e contribuindo de forma positiva na saída de bola, aspeto no qual melhorou (nomeadamente ao nível da precisão) em Barcelona.
Arturo Vidal (Chile) – Apesar do pouco dignificante episódio que envolveu um acidente de carro enquanto conduzia alcoolizado, o jogador da Juventus foi bastante influente na manobra da sua selecção (ao contrário do que sucedeu no Mundial, em que surgiu condicionado fisicamente), emprestado ao colectivo a sua agressividade e chegada à área, que lhe valeu a marcação de  3 golos. Foi o MVP da final.
Jorge Valdívia (Chile) – “El Mago” encantou tudo e todos ao longo da Copa América com a sua técnica e fantasia. Um elemento determinante na manobra do vencedor da prova devido à sua facilidade de definição dos lances no último terço. Vai para o Médio Oriente com a certeza que, se fosse mais regular e competitivo, poderia ter uma carreira bem diferente.
Lionel Messi (Argentina) – O melhor jogador do Mundo chegava ao Chile com a vontade (e o peso) de levar a Argentina ao título, e fez sempre sentir a sua influência ao longo do torneio. Apesar de só ter feito um golo (e de grande penalidade) a sua qualidade na tomada de decisão, transporte e último passe é um enorme contributo em qualquer partida, condicionando muito os adversários, não só pelos cartões que recebem como pela atenção que concentra em si. Vítima de marcações implicáveis, fica com a espinha de não ter tirado um coelho da cartola na final. 
Alexis Sanchez (Chile) – Não foi tão preponderante como no Mundial, mas a sua mobilidade e capacidade de agitar os jogos são uma grande arma para a sua equipa. Ganhou o lugar a Vargas por ter estado mais activo na final, marcando com classe a grande penalidade decisiva. 
Paolo Guerrero (Peru) – O melhor jogador da Copa América 2015. A par de Eduardo Vargas foi o melhor marcador da competição com 4 golos, voltando a destacar-se tal como há 4 anos na Argentina devido à sua presença física, agressividade, capacidade de segurar a bola e de jogar com apoios, mostrando ainda excelente cultura de movimentos e de remate. Apareceu na fase decisiva, com um hat-trick à Bolívia, um jogo memorável frente ao Chile (sozinho na frente fartou-se de ganhar bolas aos defesas, tendo depois critério para a soltar o esférico) e mais outro tento frente ao Perú. Antes do torneio comprometeu-se com o Flamengo, sendo certo que se tivesse aguardado até ao fim do certame seria cobiçado por diversas equipas de Champions 
Melhor jogador – Guerrero (Perú) – Medel e Messi também estiveram a bom nível, mas o melhor marcador da Copa foi o principal destaque. Incrível o rendimento que apresentou, principalmente numa equipa com muito menos potencial individual que o Chile ou Argentina.
Melhor jovem – Derlis González (Paraguai) – O grande destaque do 4.º classificado. Nem sempre foi titular mas acrescentou sempre algo diferente ao jogo em todas as partidas que participou. E com a sua técnica, velocidade e irreverência com o decorrer da competição assumiu o protagonismo nos Guaranis.
Surpresa – Luis Advíncula (Perú) – Em Portugal o peruano, apesar de revelar potencial, não tinha apresentado esta qualidade. Até começou a competição a levar uns “cabritos” de Neymar mas depois foi uma locomotiva no seu corredor, tendo juntado à qualidade no ataque uma capacidade defensiva invulgar (incrível a maneira como anulou Alexis nas meias-finais).
Revelação – Christian Cueva (Perú) – Pela esquerda, ou pelo meio, impressionou pela sua qualidade técnica e ao nível do poder de decisão. Ainda tinha poucas internacionalizações antes de começar a competição mas se continuar com este nível vai ser uma das figuras dos Incas.
Desilusão – James Rodríguez (Colômbia) – Falcao teve uma participação pobre, mas já ninguém esperava muito de “El Tigre”; David Luiz rapidamente passou de titular para suplente; Cavani também não fez esquecer Suárez, mas quem parecia que tinha tudo para “explodir” era o “El Bandido”, mas esteve muito longe de o conseguir. O craque do Real Madrid teve uma passagem muito discreta pelo Chile – um nível completamente distinto do que apresentou no Mundial’2014 – e não conseguiu fazer a diferença.

Pedro Barata

0 Comentários

  • Anónimo
    Posted Julho 5, 2015 at 11:32 pm

    O Bruno Valdez não terá sido melhor que o Advincula? Confesso que não vi nenhum jogo do Peru, mas vi os do Paraguai, em que o lateral se destacou bastante. Assim, apenas gostaria de saber se o Advincula acaba por ser uma decisão consensual ou não.

    Tomás

    • Rúben Gomes
      Posted Julho 5, 2015 at 11:38 pm

      Também poderia entrar no 11, tal como Isla e o proprio Maxi, que realizou um boa C. America apesar de ter saido numa fase precoce da competição.

    • Rodrigo
      Posted Julho 5, 2015 at 11:40 pm

      Por mim entraria Isla.

    • Rafael Vicente
      Posted Julho 5, 2015 at 11:42 pm

      Ruben Gomes, Maxi comparando com Advincula, Isla e Bruno Valdez não fez nada na Copa América. Ainda por cima quando o Uruguai foi talvez a pior equipa em prova.

    • Sombras
      Posted Julho 5, 2015 at 11:47 pm

      Também colocaria Isla.

    • Anónimo
      Posted Julho 5, 2015 at 11:50 pm

      Também não concordo que Maxi entre nestas contas. Quanto ao Isla, sim, esqueci-me completamente. Grande Copa América do chileno, que deve ter ganho algum mercado. Se calhar até concordo com o Rodrigo e colocaria também o Isla como lateral direito do meu onze da Copa América.

      Tomás

    • Rúben Gomes
      Posted Julho 5, 2015 at 11:52 pm

      Obviamente esteve num patamar abaixo dos outros, mas não é pelo Uruguai ter jogado mal que o Maxi também tenha estado mal, até porque esteve em bom plano. Para dar um exemplo, o Maxi meteu o Di Maria no bolso no Argentina – Uruguai. Mas o meu voto vai para o Isla, se bem que a defender acho que deixa um bocado a desejar. É aí que o Advincula marcou a diferença, foi igualmente forte a atacar, mas mais competente a defender.

    • Pedro Silva
      Posted Julho 5, 2015 at 11:53 pm

      Dos jogadores que reparei mais foi no Advincula, e so digo que o Alexis Sanchez parecia uma criança contra ele… Que pulmão durante aquele jogo todo contra o Chile. Se jogasse sempre assim era topo mundial a brincar. Mas em competições longas deve ser mais irregular.

    • Rafael Vicente
      Posted Julho 5, 2015 at 11:58 pm

      Não disse que esteve mal, mas comparando com os referidos ele esteve bastantes degraus abaixo.

    • Pedro Barata
      Posted Julho 6, 2015 at 12:40 am

      Sem dúvida que Isla seria uma opção, aliás é o único que pode discutir o posto de Advincula, mas o Peruano teve mais importância dentro do contexto da equipa e foi verdadeiramente impressionante.

  • Rodrigo
    Posted Julho 5, 2015 at 11:39 pm

    Vitoria claramente merecida do Chile, a primeira da sua historia, num titulo onde ha muito merito de Jorge Sampaoli. O "Jaime Pacheco" argentino tem dado continuidade ao trabalho de Bielsa e obteve finalmente os resultados que esta geraçao ja merecia. Fantastica a intensidade, a versatilidade tactica dos chilenos, a forma como conseguem pressionar alto e asfixiar o adversario, o facto de vencerem esta competiçao com uma equipa com tao poucos centimetros, nomeadamente no eixo defensivo, a capacidade que existe para libertar os criativos mantendo a equipa segura (dificilmente se ve este futebol intenso e solto de amarras tacticas hoje em dia) e, por fim, a qualidade na posse de bola. Posto isto, ninguem fez frente ao Chile (o Peru foi o que se comportou melhor), numa vitoria merecida em casa.

    Por outro lado, a Argentina teve grandes momentos de futebol, inspirada por Messi e Pastore sobretudo e na boa defesa, mas na final viveu apenas de rasgos individuais, teve um treinador que nao soube mexer bem na equipa (ou mexeu demasiado e cedo demais) e que sofreu com a vertigem do Chile. O Brasil e a Colombia sao as decepçoes, a Venezuela teve bons momentos, mas nao conseguiu passar a 1ª fase (merecia outra sorte nos grupos) e o Paraguai e, sobretudo, o Peru sao as grandes revelaçoes da prova (veremos o que fazem no apuramento para o Mundial 2018).

    Melhor 11:
    GR: Bravo
    DD: Isla
    DC: Medel
    DC: Murillo
    DE: Vargas
    MDF: Mascherano
    MO: Cueva
    MO: Valdivia
    EXT: Messi
    EXT: Eduardo Vargas
    AV: Paolo Guerreiro

    Melhor jogador: Paolo Guerrero
    Revelaçao: Cueva
    Surpresa: Advincula
    Confirmaçao: Murillo
    Melhor jovem: Derlis Gonzalez
    Desilusao: James Rodriguez/Brasil
    Melhor treinador: Jorge Sampaoli

    • Rodrigo
      Posted Julho 5, 2015 at 11:48 pm

      Dois medios ofensivos e excessivo, mas nao poderia tirar Cueva (a revelaçao da prova) ou Valdivia da equipa (que classe). Elementos como Advincula, Diaz, Pastore, Vidal, Alexis, Derlis, Otamendi, Vargas ou Benitez merecem tambem uma mençao honrosa e alguns deles poderiam perfeitamente estar no 11.

  • Rúben Gomes
    Posted Julho 5, 2015 at 11:43 pm

    Hoje saiu a noticia que o Messi recusou o prémio de MVP do torneio. Notou se que estava bastante desiludido, até retirou logo a medalha de vencido do pescoço… Mas ler comentarios de que ele é protegido e que não fez nada para o merecer irrita me profundamen te! Obviamente não fez uma grande final, mas " não fez nada em toda a competição"…? Como fiz o Kafka… Pela folha de excel talvez sim, mas o futebol é muito mais que isso. O jogo contra o Paraguai bastava para o catapultar para um dos 3 melhores, enfim…

    Concordo com 11, mas, talvez colocava o Vargas. O Alexis ( apesar de enorme admirador dele ) não esteve muito feliz ao longo da competição.

    • Kafka I
      Posted Julho 5, 2015 at 11:50 pm

      Recusou mesmo, e a CONMEBOL decidiu não atribuir o prémio a ninguém…ainda assim para mim foi o melhor jogador da Competição, mas compreendo que não tenha aceite devido à frustração da derrota, mais uma vez pode agradecer ao "amigalhaço" Higuain…se bem que a culpa não é do Higuain, mas sim de quem o prefere ter a jogar em detrimento do Tevez por exemplo

      Espero que o Martino seja despedido, senão vai ser mais uma grande geração Argentina que não vai ganhar título nenhum, e já não restam muito mais oportunidades, pois 2018 será a ultima oportunidade para esta geração, logo restam 2 competições para vencerem um título

    • Rúben Gomes
      Posted Julho 6, 2015 at 12:01 am

      O Higuain é um destruidor de sonhos por natureza, ja no Napoles é a mesma coisa.

      Tivemos que levar com o Tata no Barça e agora na Argentina, se o Messi não ganhar um titulo com a seleção ficarei sempre com um amargo de boca… Espero que seja ja para o proximo ano.

    • Anónimo
      Posted Julho 6, 2015 at 12:12 am

      Subscrevo o que vocês dizem por aqui, ainda acrescentar que a ser verdade o facto do Messi ter recusado o prémio de melhor jogador da Copa América , que na minha opinião foi, muito se deve ao facto de nao estar para ouvir outra chuva de criticas como no ano passado houve no mundial..em que mais uma vez foi eleito e com toda a justiça o melhor jogador!

      Cumprimentos,
      João Gonçalves

    • Filipe Ribeiro
      Posted Julho 6, 2015 at 12:38 am

      Agora a culpa é do Higuain?
      O Messi se também é tão ET e mais não sei o quê em 2 finais seguidas não aparece no jogo?
      Capitão melhor jogador mais responsabilidade tem.
      Que o Tata como treinador é fraquinho já todos sabemos.
      Ah e o melhor jogador do torneio foi claramente o Guerrero que levou o Peru às costas e não desapareceu em nenhum jogo.

    • K.Dot
      Posted Julho 6, 2015 at 1:09 pm

      O Messi na final tentou jogar, fartou-se foi de levar porrada

    • Filipe Ribeiro
      Posted Julho 6, 2015 at 1:51 pm

      Pois existe sempre desculpas.
      Ele não leva porrada quando joga pelo Barça?
      Também levou porrada o jogo todo contra a Alemanha?
      A verdade é que desapareceu o rapaz é o melhor mas não é perfeito.

    • K.Dot
      Posted Julho 6, 2015 at 4:56 pm

      Descobriste a pólvora … o que é certo é que se ele não tivesse levado placagens durante 120min porque ele joga futebol e não rugby teríamos tido mais Messi. E no resto do torneio, o que é que achaste dele ?

  • João Oliveira
    Posted Julho 5, 2015 at 11:43 pm

    4 equipas apuram-se diretamente para o Mundial 2018 e uma quinta disputa o play-off? No mundial do ano passado estavam 6 seleções presentes (Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Colômbia e Equador). Foi reduzido o número de seleções da CONMEBOL?

    • Anónimo
      Posted Julho 6, 2015 at 12:06 am

      O mundial foi no brasil, por isso penso que a CONMEBOL ganhou mais uma vaga.

      Tiago Vicente

    • Anónimo
      Posted Julho 6, 2015 at 12:14 am

      Penso que o número se mantém sempre das apuradas. Apenas varia a seleção organizadora não saindo beneficiada nem prejudicada nenhuma seleção da mesma região.

      Soul

    • João Oliveira
      Posted Julho 6, 2015 at 2:20 am

      Claro esqueci-me do pormenor de que o Brasil foi o anfitrião, burrice a minha. Obrigado aos dois.

  • João Lains
    Posted Julho 5, 2015 at 11:49 pm

    11 de Junho – Uma nação com 18 milhões de habitantes, ensanduichada entre o Oceano Pacífico e a maior cadeia montanhosa do mundo – a Cordilheira dos Andes-, cujo lema "Por la razón o la fuerza", tantas vezes se estende para o relvado, tal é a forma como os seus jogadores disputam cada bola dividida.

    Nas canchas, sobressaem o "melhor médio centro do mundo" – Re Arturo-; e um "Niño Maravilla", que descolou da sombra de Messi e Neymar para se confirmar como a melhor transferência do futebol internacional em 2014/15.

    Na retaguarda, um "Pitbull" com 1,71m, que se agiganta nos maiores palcos internacionais, e uma ave de rapina "Cóndor Chico", a quem a UEFA decidiu retirar a medalha de campeão europeu. Em contrapartida, acumulou mais clean-sheets do que qualquer outro guarda-redes, na última temporada: 23.

    No banco, um discípulo de Bielsa, louco como ele, que recorreu a mais de 1000 jogos de futebol para derrubar a Espanha, no último campeonato do mundo. E todos se recordam da forma histórica como os antigos campeões mundiais e bicampeões europeus caíram em Terras de Veracruz.

    5 de Julho – confirmou-se o desfecho por que tanto ansiei.

    Sublinho as premiações, já que quanto ao 11, não consigo ter uma opinião muito bem formada, em virtude dos jogos que infelizmente não pude acompanhar.

    Por fim, gostaria de destacar Isla, que ganhou muito mercado com as suas exibições. Gostava que lhe dessem uma segunda oportunidade na Juventus, embora a saída para o Sevilha seja o melhor destino para a sua carreira. Tendo em conta as expectativas que tinha sobre ele, Bobadilla acabou por ser a maior desilusão para mim.

    • Kafka I
      Posted Julho 5, 2015 at 11:55 pm

      João,

      Que história é essa dos mais de 1000 jogos para derrubar a Espanha? onde posso lê-la? agora fiquei curioso…obg

    • Pedro Barata
      Posted Julho 6, 2015 at 12:41 am

      Kafka, é algo típico dos "Bielsistas", a overdose de trabalho e observação de vídeos. Bielsa levou para o Mundial 2002 10 mil jogos de futebol em DVD.

    • Filipe Ribeiro
      Posted Julho 6, 2015 at 12:42 am

      Muito bom João parabéns.
      Seguindo o mestre é normal o Bielsa quando chega a qualquer equipa vê os jogos todos que a equipa fez na temporada anterior.

    • Awesome_Mark
      Posted Julho 6, 2015 at 2:46 am

      Já merece o salto para um clube europeu. Mas é sempre com algum ceticismo que se aposta num treinador sul-americano. Se formos a ver, o Simeone é o único de classe mundial e numa equipa de topo atualmente. Martino por exemplo falhou e Jose Luís Pinto não se valorizou nada apesar do milagre costa-riquenho. Se Emery eventualmente abandonasse o Sevilla, estaria aqui o substituto ideal. Perderiam em termos de equilíbrio defensivo, mas certamente entrariam no lote de equipas mais entusiasmentes a jogar em Espanha e mesmo no continente.

    • Filipe Ribeiro
      Posted Julho 6, 2015 at 10:59 am

      O Pellegrini também é sul americano.

    • Kafka I
      Posted Julho 6, 2015 at 12:25 pm

      Obrigado Filipe e Pedro pelo esclarecimento

    • Awesome_Mark
      Posted Julho 6, 2015 at 1:00 pm

      Exato Filipe.Mas eu também referi "de classe mundial", e não penso que o Pellegrini o seja.

    • Filipe Ribeiro
      Posted Julho 6, 2015 at 1:29 pm

      Ok para mim é porque já sigo a carreira dele há muito tempo mas li só clube de topo não reparei na parte do classe mundial.
      Mas olha que o Simeone também é só classe mundial no Atlético antes disso pouco registo tem.

  • Gonçalo Melo
    Posted Julho 6, 2015 at 12:11 am

    Fui so eu a achar o pablo aguilar um excelente central? Pra mim entraria no onze tal com isla na direita. No meio falta pastore!!! E trocava vidal por aranguiz e alexis por cueva.
    Revelação: Christian cueva
    Surpresa: Advincula
    Melhor jogador: Guerrero
    Desiludao: Falcao/ Brasil
    Confirmaçao: Aranguiz
    Melhor jovem: Derlis González

    • Rúben Gomes
      Posted Julho 6, 2015 at 12:28 am

      Ninguem estava a espera de outra coisa do Falcão, nao pode ter desiludido ninguem. A maior desilusão foi o James, de longe.

  • scp_fan
    Posted Julho 6, 2015 at 12:22 am

    Melhor onze para mim:
    Bravo; Isla, Medel, Murillo, Vargas; Diaz, Aranguiz, Vidal; Pastore; Vargas e Guerrero
    MVP: Charles Aranguiz
    SL

  • Anónimo
    Posted Julho 6, 2015 at 12:44 am

    Chile a vencer o torneio com justiça, após ter feito uma prova bastante competente e se ter superiorizado à temível Argentina na final.Copa com bastantes destaques individuais, começando no Chile onde vários jogadores brilharam,passando pela Argentina onde Messi mostrou a sua qualidade de jogo e Pastore,Otamendi e Mascherano também se exibiram a um alto nível e acabando nas surpresas Perú e Paraguai.
    11 da prova:
    GR:Bravo
    DD:Isla
    DE:Vargas
    DC:Medel
    DC:Otamandi
    MD:Mascherano
    MC:Vidal
    MO:Valdivia
    MO:Pastore
    SA:Messi
    PL:Guerrero

    Melhor jogador: Guerrero
    Revelação: Cuevas/ Perú
    Confirmação: Aránguiz/ Chile
    Melhor treinador: Sampaoli
    Desilusão: James Rodríguez/ Brasil
    Melhor jogo: Chile 3-3 México

    Pedro Pereira

  • André L.
    Posted Julho 6, 2015 at 12:53 am

    De quem mais gostei nesta Copa América foi, sem duvida, o Valdivia. Que visão de jogo! Que técnica! Que mago! O futebol ofensivo do Chile passava todo pelos seus pés.

  • Hoffbauer
    Posted Julho 6, 2015 at 12:57 am

    Bravo
    Isla
    Murillo
    Otamendi
    Vargas
    Aranguiz
    Vidal
    Valdivia
    Pastore
    Messi
    Guerrero

  • rl
    Posted Julho 6, 2015 at 12:59 am

    Gostei do texto do VM, e também das escolhas do mesmo. Sendo que apesar de também gostar da eleição de guerrero, penso que messi também caberia e bem nessa eleição. Foi um jogador que esteve sempre em destaque trazendo balanço da época assombrosa em camp nou, não marcou como é habitual, mas como venho defendendo a sociedade é que está mal ao pensar que o futebol são apenas golos. É verdade, habituou-nos a marcar, marcar e marcar, mas o futebol é bem mais que isso. E aliando a outras vertentes do jogo, a verdade é que continuou com a sua forma assombrosa (tirando a final) e é não esquecer que na América do Sul, as marcações são bem mais agressivas e apertadas e que claramente messi era sempre uma jogador que não se poderia deixar jogar, os treinadores certamente exigiram essa marcação a messi mais do que nunca. O estilo sul americano é mesmo assim, intenso. E messi fartou-se de levar porrada atrás de porrada e a verdade é que limitou-se a continuar a jogar. Fazendo na MINHA opinião, uma copa América fantástica.
    No entendo e fazendo-se confirmar a rejeição do messi em receber a distinção de melhor jogador da copa compreende-se. um ano após a desilusão de ter perdido a final de um mundial e ter sido eleito melhor jogador, foi alvo de muitas críticas, por essa mesma eleição. Um ano depois volta a perder uma final desta vez na copa América e a sua desilusão era a dobrar. Talvez sobe o possibilidade de haver os tais "invejosos" se é assim que se pode chamar, de o atacarem por ter vencido novamente um prêmio de uma competição que a sua seleção não ganhou talvez tenha pesado na hora de rejeitar essa mesma nomeação, claro que ter perdido também o deixa frustrado. Há muita gente que diz o prêmio deveria de ser atribuído a um jogador do Chile mas a eleição vai mais alem de apenas da equipa que ganha, já para não falar que na minha opinião não houve um jogador na seleção chilena que destacasse mais que os outros pois o coletivo em sí, já era fortíssimo.

    Renato Lopes

  • Pedro Fernandes
    Posted Julho 6, 2015 at 1:36 am

    O melhor onze da prova na minha opinião,contabilizando o desempenho individual ao serviço do colectivo foi:
    Gr- Ospina(aceito Bravo mas Ospina apresentou-se a um nível extraordinário em todos os jogos)
    DD- Isla ( pela consistência e pela qualidade em dar largura ao jogo chileno, muito critério nas suas acções, um jogador que merecia outro reconhecimento)
    DC-Murillo (Este jovem é enorme, grande qualidade, muito completo e irei acompanhar o inter na proxima epoca devido a ele)
    DC- Otamendi (uma continuação da grande epoca que este fez)
    DE- Vargas (excelente pé esquerdo)
    MDF- Diaz (critério em posse e sem ela)
    MC- Vidal (Monstro,super médio, box-to-box puro)
    MO- Valdivia (Tecnicamente é top, Mago)
    ED- Messi ( Desequilíbrios constantes pena na final ter estado um pouco ausente, mas é MESSI)
    EE-Vargas( Entre ele e Alexis, a diferença foi pouca, mas a minha escolha recaí sobre Vargas)
    PL- Paolo Guerrero (Soberbo, chega-me esta palavra para descrever a sua prova)
    MVP- PAOLO GUERRERO

  • Awesome_Mark
    Posted Julho 6, 2015 at 2:40 am

    Desilusões e surpresas são habitués de grandes competições, e aqui também marcaram lugar. Mas honestamente, esta é uma Copa que praticamente só valeu a pena pelo Chile. Pelo seu público, pelos jogadores que se transcenderam e não deixaram ser levados às costas pelas três estrelas mundiaias da equipa, pela proposta de jogo de Sampaoli, e sobretudo pelas melhores partidas de futebol da competição que tiveram o anfitrião como protagonista. O resto roçou quase sempre o fraquinho por mais que tenha havido raça e intensidade até dizer basta. Fui dos poucos a apostar neles à partida para a prova mas não me desiludiram nem um pouco. Dos outros candidatos, nem Argentina (apenas nas meias-finais), nem Brasil, nem Colombia e nem Uruguai chegaram ao máximo das suas capicidades e a verdade é que isto fez com que seleções de menor dimensão conseguissem alcançar o seu lugar ao sol. Neste âmbito, todo o destaque para o Peru e uma palavra especial para Guerrero. Aranguiz e Valdivia, são outros dos jogadores que guardarei com muito carinho na memória. Memória esta que inevitavelmente chora por este declínio cada vez mais acentuado do Escrete. Acho que nem é preciso falar de Dunga e do seu trabalho abaixo do medíocre, e neste momento chamar o Queiroz é o melhor que podem fazer. Apesar de duvidar e contrarem agora o Mano Menezes até nem me surpreenderia. Já tinha referido também as assistências inferiores (pouco mais de 20.000 é manifestamente pouco, ainda mais num continente que muitos consideram ser onde se vive o futebol da forma mais autêntica) relativamente a edições passadas e foi outras das coisas que não gostei tanto pois adoro ver estádios cheios ainda mais em grandes competições. Agora é esperar pelo próximo ano, algo que me parece estar a ser esquecido por grande parte das pessoas. Será a Copa Centenária e provavelmente até terá uma importância maior que edições regulares.

    Em suma, bom trabalho Pedro. Só acho que podias ter dado mais spotlight ao Chile no título eheh.

  • António Vilares
    Posted Julho 6, 2015 at 7:36 am

    Bom resumo Pedro Barata!
    O Chile foi um justo vencedor, pela ideia de jogo e pela forma como a preparou.
    Brasil já esperaria uma competição fraca, fruto do que tinha visto nos jogos anteriores. Má formação, mau futebol, más substituições, lances infantis, etc. Muito mau.
    Argentina, apesar da final, contava com uma equipa mais consolidada e não a desorganização que mostrou ser em campo. Acredito que seja complicado gerir aqueles egos e compor uma equipa estruturada com o aquele talento todo mas esse é o papel de um selecionador!
    Uruguai foi a grande desilusão para mim, apesar de faltar Suarez (e que grande ausência!), porque tenho em muito boa conta Oscar Tabarez (El Maestro) mas o que os uruguaios mostraram foi muito pouco, sem qualquer objectividade! Jogo demasiado agarrado, não gostei.
    Peru foi uma das surpresas, já que tinha pouco conhecimento da seleção enquanto equipa. Equipa objectiva, com muita velocidade…a utilizar bem as armas que têm.

    Onze:
    Bravo, Isla, Medel, Otamendi, Vargas (com estes dois centrais, a saída de bola está assegurada!)
    Aranguiz, Mascherano, Vidal (meio-campo muito combativo e pouco criativo, é verdade, gostaria de incluir o Valdivia talvez no lugar do Mascherano)
    Messi, Guerrero, Alexis (Cueva merecia mais mas aquele penalti ainda não me saiu da cabeça :) )

    MVP: Aranguiz, que qualidade e equilíbrio que oferece à equipa, tem qualidade mais que suficiente para dar o salto para a Europa

  • Rodolfo Trindade
    Posted Julho 6, 2015 at 9:08 am

    Sem dúvida surpreendente e merecida a inclusão de Advincula.

    No Vitória seria difícil mostrar mais pois a equipa estava um farrapo. Noutro contexto com uma equipa bem organizada poderá ser uma mais valia, para o Braga seria certamente um bom reforço, bem superior a Baiano.

    Ainda assim a minha escolha seria Isla!

    Outro jogador que cabia bem no onze seria Aranguiz.

  • jonathan teles
    Posted Julho 6, 2015 at 10:15 am

    Concordo com quase tudo, só falta para mim encaixar aí o Javier Pastore.

    Saudações

  • Pedritxo
    Posted Julho 6, 2015 at 11:18 am

    Concordo com as escolhas do VM, deixando algumas notas:

    GR: Ospina merece uma mençao

    DD:Advincula supreendeu toda a gente, mas isla e bruno valdez tambem fizeram uma boa copa america

    DC:Murillo tambem poderia entrar

    Medios:V.Caceres fez uma excelente copa america
    Pena nao da para por pastore, mas valdivia teve tambem bastante bem

    AV:Alexis pode nao ter as estatisticas, mas ajuda muito o chile com as suas movimentaçoes.

    A Jamaica supreendeu-me imenso, perdeu todos os jogos, mas demonstrou qualidade e organizaçao.
    A bolivia foi outra selecçao que nao dava nada.
    O Paraguai nao esperava que chegasse tao longe e a jogar bem, portanto tambem ressalvo os paraguaios.

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