A Itália chega a esta competição com legítimas aspirações a obter um grande resultado. Apesar de não estar no principal lote de favoritos à vitória final, a Squadra Azzurra realizou uma qualificação impressionante (10 vitórias em 10 desafios), além de ter feito o pleno nas primeiras rondas de qualificação para o Mundial, e é a principal favorita a seguir em frente no Grupo A, onde medirá forças com Turquia, na abertura do torneio, Suíça e País de Gales. Orientada por Roberto Mancini, o conjunto transalpino que, apesar de ser tetracampeão mundial, apenas venceu o Europeu uma vez (1968), é um dos principais outsiders presentes neste certame e quererá limpar a imagem deixada na última década, nomeadamente da ausência no Mundial’2018. Com um elenco experiente (8 elementos com 30 ou mais anos), perfeitamente ambientado a estas grandes competições e à pressão inerente aos maiores clubes do futebol europeu, La Nazionale irá, novamente, fazer da organização defensiva uma das suas principais forças. Ainda assim, há muito que o Catenaccio deixou de ser a imagem de marca da Itália, que apresenta hoje jogadores amplamente criativos e que deixam boas perspetivas de assistirmos a uma Itália com intenção de dominar os seus jogos. Por outro lado, o lote de 26 convocados continua a ser marcado por jogadores da Serie A (apenas quatro elementos alinham no estrangeiro), sendo que existe também a curiosidade de estarem presentes três naturalizados (Emerson Palmieri, Jorginho e Rafael Tolói).
Estrela: Lorenzo Insigne (Extremo, 29 anos, Nápoles) – Herdeiro do ‘10’ de Totti, Baggio, Antognoni ou Del Piero, o criativo dos Partenopei realizou uma grande temporada, onde marcou 19 golos e efetuou 11 assistências em 48 partidas, e chega amplamente motivado ao torneio. Técnica, qualidade no drible e facilidade no remate são alguns dos seus predicados.
Jogadores em Destaque: Marco Verrati (Médio, 28 anos, PSG) – Teve alguns problemas físicos esta temporada, mas continua a ser um centrocampista diferenciado, pela técnica, critério com bola e qualidade na pressão que oferece ao meio campo. Em condições físicas ideais, será um dos indiscutíveis de Mancini. Federico Chiesa (Extremo, 23 anos, Juventus) – Época de estreia bem conseguida em Turim, onde apontou 15 golos e efetuou 11 assistências em 46 desafios, quererá fazer melhor do que o pai e vencer uma grande prova pela sua seleção. Jogador objetivo, vertiginoso e com muito golo, podendo ser solução em ambos os flancos. Nicolò Barella (Médio, 24 anos, Inter) – Foi considerado o melhor médio na Serie A e, por isso, foi peça chave no Scudetto do seu clube. Mancini acreditou nele ainda no Cagliari, mas Barella cresceu imenso nas últimas duas temporadas e é hoje um dos principais jogadores do futebol italiano. Centrocampista muito rotativo, com chegada fácil a zonas de finalização, bom passe e remate.
XI Base: Donnarumma; Florenzi, Bonucci, Acerbi, Emerson; Jorginho, Barella, Verratti; Chiesa, Insigne, Immobile.
Jovem a Seguir: Giacomo Raspadori (Avançado, 21 anos, Sassuolo) – É a surpresa do lote de convocados, até pela forma como foi repescado depois da Itália ter sido eliminada no escalão sub-21, mas tem qualidade para dar coisas diferentes ao ataque. Dianteiro rápido, competitivo, móvel e com uma finalização interessante, tendo apontado 6 golos na época. Parte atrás de Immobile e Belotti, mas pode vir a ser opção durante o torneio.
Principal Ausência: Nicolò Zaniolo (Médio Ofensivo, 21 anos, Roma) – É um dos principais talentos transalpinos, mas sofreu mais uma lesão grave (rotura dos ligamentos cruzados) e perdeu toda a temporada 2020/21. Daria certamente uma qualidade extra ao elenco pela forma como conjuga técnica, velocidade, capacidade física e poder na finalização.
Convocatória: Guarda-redes: Gianluigi Donnarumma (Milan), Alex Meret (Napoli), Salvatore Sirigu (Torino); Defesas: Francesco Acerbi (Lazio), Alessandro Bastoni (Inter), Leonardo Bonucci (Juventus), Giorgio Chiellini (Juventus), Giovanni Di Lorenzo (Napoli), Emerson Palmieri (Chelsea), Alessandro Florenzi (Paris Saint Germain), Leonardo Spinazzola (Roma), Rafael Toloi (Atalanta); Médios: Nicolò Barella (Inter), Bryan Cristante (Roma), Jorginho (Chelsea), Manuel Locatelli (Sassuolo), Lorenzo Pellegrini (Roma), Pessina (Atalanta), Marco Verratti (Paris Saint Germain); Avançados: Andrea Belotti (Torino), Domenico Berardi (Sassuolo), Federico Bernardeschi (Juventus), Federico Chiesa (Juventus), Ciro Immobile (Lazio), Lorenzo Insigne (Napoli), Giacomo Raspadori (Sassuolo).
Selecionador: Roberto Mancini
Prognóstico VM: Quartos-de-Final
Rodrigo Ferreira


14 Comentários
MegaBadjeras
A meu ver o meio campo é o setor mais interessante desta seleção que é bastante equilibrada em todos os setores. O baixinho Sensi é uma super baixa quase ao nível de Zaniolo. Tonali também ficou de fora, não sei se por lesão ou opção técnica.
Para extremos ainda tinham dis que têm qualidade o Politano (que todos os adeptos italianos ficaram em choque com a sua exclusão para a ida de Bernardeschi), Sottil ou Orsolini.
É uma seleção que pode surpreender.
Aqui no futuro gostava de cer o craque Frattesi inserido. Mas a jogar no Monza na segunda divisão não será fácil.
Meu 11 titular:
Donnarumma
Florenzi
Bonucci
Mancini
Spinazzola
Verratti
Pessina ou Locatelli
Barella
Chiesa
Insigne
Immobile
Tiago Silva
Frattesi impressionou-me bastante no jogo contra nós nos sub-21, um médio muito intenso e completo. Pena que a minha Roma não o tenha aproveitado mais uma vez. Está nos quadros do Sassuolo tendo sido emprestado ao Monza na época passada, pode ser que ganhe o lugar na equipa na próxima época.
Quanto ao resto concordo, seleção muito forte, tendo os seus maiores problemas nas laterais, onde apenas o Florenzi tem nível para a equipa e talvez Di Lorenzo. E surpreendeu-me bastante a chamada de Raspadori no lugar do Moise Kean e tambem a chamada do Bernardeschi que mal jogou esta época. Também não percebo o porquê de chamar 3 centrais canhotos, a chamada de Toloi ainda percebo por poder alinhar como lateral também, mas a ausência de Mancini impressionou-me deveria estar no lugar de Acerbi ou do Chiellini a meu ver.
Quanto ao melhor XI, dos convocados seria: Donnarumma, Florenzi, Bonucci, Bastoni, Spinazzola, Jorginho, Verratti, Barella, Chiesa, Insigne e Immobile.
AndreChaves9
É um 11 forte e bastante perigoso
BAFANA BAFANA
Não deixa de ser um plantel sólido e essencialmente com um 11 forte!
Se há algo que o Euro 2016 nos relembrou é que descartar os Italianos é sempre um erro (ainda que tenham ficado pelos quartos).
O primeiro do A joga contra o segundo do B. O vencedor desse jogo jogará nos quartos com o vencedor do jogo 1B – 3A/D/E/F. Ou seja, até aos quartos, caso sejam competentes, chegam! Nos quartos podem apanhar Bélgica, ou mesmo o terceiro do nosso grupo.. Diria que ficam pelos quartos
Kacal
Embora Insigne seja mais experiente e já ande nisto há anos tendo mais nome, até já considero que a estrela é o Chiesa. É um craque, não sendo um jogador tão vistoso como outros ou assente na habilidade ou virtuosismo, tem imensas qualidades e para mim terá sido o melhor jogador da Juve este ano, dos poucos com CR7 nos golos que marcou, que realmente disseram presente. Depois sim vem Insigne, Verratti, Barella, Bonucci (caso apresente o seu melhor nível nesta competição a 1 mês a sua liderança será importante) e Immobile (dos melhores avançados da Serie A nos últimos anos) como destaques. Mas é uma selecção algo longe do que já foi claro, mas que tem jogadores com qualidade é um elenco equilibrado e que colectivamente será o seu forte, estão numa boa fase com Mancini no comando e acredito que farão um bom Europeu, não será fácil bate-los!
Af2711
É verdade. E ao Insigne para chegar a um nível de classe mundial, falta-lhe ser protagonista de uma conquista de Serie A para o Nápoles ou então saltar (improvável) e dar cartas numa equipa de nível superior (Inter, Juventus ou fora do país) algo que o Chiesa na última época pareceu não sentir pressão na Juventus e foi dos elementos em melhor forma em Itália.
Kacal
Concordo totalmente Af2711! E eu gosto imenso do Insigne e do seu estilo de jogo, dá gosto ver, mas Chiesa é a estrela para mim, o melhor jogador italiano da actualidade. Subscrevo!
BrunoAlves16
A Itália tem uma grande vantagem: ninguém espera nada deles e quando ninguém espera nada da Itália é quando vão longe. A qualidade é distante da lendaria squadra azurra de outros tempos em que só a presença de todos aqueles monstros no túnel metia medo aos adversários.
A força da selecção está no meio campo, e mesmo no ataque, não estando ao nivel da sua história, Chiesa, Insigne e Immobile inspirados fazem mossa a qualquer selecção. Fazem falta é opções viáveis para substituir estes três.
A Itália está em dívida para com o futebol após o terramoto do falhanço no apuramento para o Mundial 2018 (um mundial ou europeu sem a Itália não é a mesma coisa, nem que falhem estrondosamente). Tem também de aumentar o seu pecúlio a nivel de europeus, recorde-se que é a terceira melhor selecção de sempre em mundiais, so atrás do Brasil e Alemanha, tetracampeã e seis presenças na final no total, porém tem apenas um titulo europeu no já longínquo ano de 1968 e mais duas finais perdidas (2000 e 2012).
Arrisco numa squadra competente e rigorosa, a fazer jus à sua história, acredito que cheguem às meias finais.
JoaoMiguel96
Sim sim, não é a Itália dos tempos áureos, mas não são um um bando coxos.
Têm bastantes jogadores de classe mundial e conseguem formar um onze que impõe respeito.
Richrad
Coloco a Itália no top-4 para levar de conquista o próximo Europeu, e coloco-a mesmo à frente da Alemanha e Espanha.
O Mancini mudou o paradigma italiano, uma equipa mais capaz de ter a bola de forma objetiva, com um futebol mais vistoso e colocar o pragmatismo habitual dos italianos para segundo plano.
Existe matéria prima e principalmente jovens atletas nas posições mais cruciais a apresentar já, níveis competitivos muito elevados. Pode mesmo ser um Euro muito promissor para a Itália.
opiniaodeadepto
Desde que me lembro de ver futebol que me habituei a ter sempre em conta a Itália como uma equipa capaz de ganhar qualquer jogo. E quando se apresentam como underdog, parece que ainda se tornam mais perigosos.
Fizeram uma qualificação a roçar a perfeição e coloco-os no lote dos favoritos.
Daniel Alves
Sempre gostei da Itália e sempre gostei que fossem longe nas grandes competições. Espero que este ano voltem a mostrar-se em alto nível.
Sporting1906
GR, meio-campo e ataque de muita qualidade, defesa não tão forte individualmente mas com qualidade suficiente para ser sólida. Não são tão fortes individualmente como França, Alemanha, Espanha, Portugal, Bélgica ou Inglaterra, mas num dia bom podem eliminar qualquer selecção, logo podem sonhar com ganhar o Euro.
Kafka
É um dos meus Países favoritos, mas a Selecção é fraca que dói, devem ir cedo rápido, não devem passar no máximo dos 4os