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Hélio não esquece trabalho dos clubes

Este elenco teve a particularidade de ter na final jogadores de Arsenal, Sporting, SC Braga, Vitória, Wolverhampton, Sion, West Ham, Deportivo e Benfica, o clube mais representado, e que nos últimos anos, com o trabalho que tem feito, claramente aumentou o nível das selecções mais jovens (várias finais desde 2014), que passaram por um deserto durante uma fase.

Hélio Sousa levou Portugal a uma história conquista no Europeu sub-19, e no final não ignorou o papel dos clubes. “Esta é uma geração que tem tido quantidade na qualidade, devemos também muito aos clubes no investimento cada vez maior nas infraestruturas, nos recursos humanos, para ajudar estes jogadores a evoluírem e a serem mais fortes. E nós temos sido um parceiro ideal para potenciá-los e a desenvolver as suas capacidades, dando-lhes as melhores competições para mais tarde vermos, a cada geração que passa, chegar um ou dois jogadores à Seleção A. Essas são as nossas medalhas, é isso que nos enche o coração“, disse o seleccionador. O ex-médio destacou ainda que este triunfo também dos jogadores que fizeram parte desta caminhada mas que não puderam estar presentes: “Isto vem muito de trás, é uma vitória para todos. Os jogadores que estiveram connosco no ano passado mandaram-nos mensagens de apoio antes do jogo.a acreditarem em nós, em particular os colegas deles, isto é uma vitória para todos eles também. Esse apoio ajuda-nos a ficar mais fortes e estes são mais jogadores que têm excelentes condições para alcançar o sonho de serem profissionais de futebol. Já o são, mas daí a estabilizarem, a concretizarem o sonho deles gigante de serem significativos para Portugal ainda vai demorar tempo, ainda vai ser difícil e vão passar por situações mais complicadas e vão ter de vencê-las“.

12 Comentários

  • Angelberg 1
    Posted Julho 30, 2018 at 12:46 am

    Sou portista mas há que dar mérito ao benfica pela forte aposta na formação.

    • Sombras
      Posted Julho 30, 2018 at 9:17 am

      E eu sou Benfiquista e digo-te que, principalmente na produção de defesas, o Porto também tem sido muito importante. E acrescento o Braga e o Guimarães como poços de talentos, o Braga em virtude da sua excelente formação, e o Vitória por não ter receio em apostar nos melhores que consegue formar na equipa principal.

  • Antonio Clismo
    Posted Julho 29, 2018 at 11:21 pm

    Muito bons a produzir talento até aos sub19, mas ainda com muitos problemas a lançar os jogadores no futebol sénior.

    Numa liga com 18 clubes como é possível termos uma percentagem de estrangeiros de quase 70% e um Futebol sofrível do quinto lugar para baixo?

    A liga continua a assobiar para o lado.

    • Filipe__Santos
      Posted Julho 30, 2018 at 10:11 am

      A questão é relativamente simples de perceber. O Futebol Português enquanto produto não dá dinheiro – bilheteiras, direitos televisivos, publicidade. Então tem de ser encontrada outra forma de o tornar atrativo, para que o campeonato possa sobreviver neste equilíbrio muito suis generis que os portugueses tanto gostam: competição q.b. mas sem diminuir o poder e a influência dos 3 clubes com maior protagonismo.

      Não estou a dizer que gosto mais ou menos, mas sejamos sinceros: se a Liga, a FPF ou o Estado impusessem uma quota de portugueses que realmente fosse uma medida significativa (vamos dizer 70% dos inscritos na liga, num máximo de 30, e 70% na ficha de jogo) a qualidade dos plantéis de FCP, SLB e SCP ia diminuir drasticamente. Muito mais drasticamente que a dos outros clubes! E o seu poder de influenciar (empréstimos, cedências, compras só porque sim) a vida dos outros clubes seria também significativamente menor.

      Eu acho que todos queremos ver o Diogo Leite a dar cartas no Porto… Mas queremos que caso o miúdo comece a custar golos sofridos, estejam lá o Militão e o Felipe para resolver. E para o Porto ser suficientemente atrativo para ter Militão e Felipe já teve que gramar com 8 brasileiros de 20 anos que nunca vão fazer nada mais que tapar os miúdos da formação…

      • Antonio Clismo
        Posted Julho 30, 2018 at 12:18 pm

        Não acredito em quotas, nunca trouxeram vantagens e perde-se qualidade.

        É preciso, acima de tudo bom senso. O mínimo dos mínimos é cada clube ter um jogador por sector (pelo menos isso) abaixo dos 20 anos vindo da formação. O que vemos é uma falta de aposta brutal, Boavista, Feirense e tantos outros por exemplo têm os 3 GR do plantel principal jogadores estrangeiros e com qualidade duvidosa, não dando hipotese de colocar um jovem a treinar com eles para ir integrando a equipa aos poucos.

        O que acontece é que para os estrangeiros há sempre hipóteses e dinheiro. Talvez porque dão mais comissões aos presidentes e empresários.

    • Mantorras
      Posted Julho 30, 2018 at 6:22 am

      Certíssimo. Portugal sempre foi (pelo menos é visto assim, e na minha opinião, correctamente, embora seja uma generalização), um país de compadrios. Nada mais, senão os interesses/influências e favores, que gravitam à volta do futebol, podem explicar tanto estrangeiro e tanta transferência, numa(s) liga(s) onde não abunda o dinheiro.

      Os clubes estão em situações complicadas e deviam discutir soluções de forma séria. Esta é talvez a altura correcta (pela forma como o mundo do futebol evoluiu, pelo talento que temos, quer em treinadores quer em jogsdores, pelo retorno que traria aos clubes mesmo em dinheiro devido à valorização do jogador português, pelas condições de treino que começam a existir e pela necessidade de criar espaço para jovens poderem ser jogsdores profissionais sem emigrar, já basta em tudo o resto) para Portugal fazer ajustes nesse sentido. Não tem lógica nenhuma o que se passa actualmente.

    • Antonio Clismo
      Posted Julho 30, 2018 at 3:31 am

      Tudo muito bonito agora, mas daqui a 2 semanas volta tudo ao normal.

      Benjamin e o Correia voltam ao Deportivo B de onde são escolhas secundárias.. O Pina, que hoje toda a gente diz que é o novo Danilo, volta para a equipa secundária do Sion na Suiça. Thierry Correia, Miguel Luís e Elves Baldé voltam para a equipa sub23 do Sporting para fazer jogos entre amigos aos domingos, Romain Correia volta ao Guimarães para passar a época inteira no banco para jogar um sul-americano qualquer, o Carmo no Braga idem, os que estão nas equipas B do Porto e Benfica não vão passar disso mesmo, só irão apostar neles quando todos da sua posição nas equipas principais se lesionarem ao mesmo tempo, e só depois de fazerem adaptações e por fim só depois vão, a muito custo apostar neles.

      O Jorge Mendes que pegue neles e os meta em clubes de topo a evoluir, porque se estiverem à espera que os clubes nacionais apostem neles, mais vale pegarem numa cadeira e sentarem-se no chão.

      • Pedro Almeida
        Posted Julho 30, 2018 at 11:09 am

        Sim no Benfica até parece que os jovens da equipa B não têm tido oportunidades na equipa principal.

  • Joao D
    Posted Julho 29, 2018 at 10:40 pm

    Diogo Dalot, João Félix, Domingos Quina, Diogo Leite, Trincão, João Filipe, Rafael Leão, Gedson Fernandes, Florentino Luís, Rúben Vinagre, Diogo Queirós…

    Tamanha qualidade numa geração só.

    É muito bom ver o quanto progredimos nos últimos 5 anos na formação de talento em Portugal. Andámos 10 anos num autêntico deserto de formação para voltarmos a ser uma potência do futebol jovem.

    • Antonio Clismo
      Posted Julho 30, 2018 at 1:11 am

      Continuo a dizer que há imensos jogadores de 2000 que podem muito bem fazer parte desta selecção, como Pedro Neto por exemplo.

      Há ainda o Rafael Camacho a ser aposta na pré-época do Liverpool com apenas 18 anos.

      Amílcar Silva também é um valor seguro da formação do Mónaco para defesa esquerdo.

  • Judge_Dredd
    Posted Julho 29, 2018 at 10:15 pm

    Não esqueceu nem pode esquecer.
    São os clubes os principais motores da formação ainda que as diretrizes estruturais sejam da Federação.

    Apraz me saber que Hélio ressalva a importancia de uma geração plural, com elementos de várias equipas e não só pelo monopolio dos 3 grandes ou apenas de 1 clube.
    Esta geração é talvez a mais plural entre nascidos 1997 e 2001 e calculo que será a melhor.

    É sempre preocupante ter 1 equipa com 11 ou 12 convocados, significa que estruturalmente algo não está bem

    • Gus Ledes
      Posted Julho 30, 2018 at 8:12 am

      Esta mesma geraçao foi campeã europeia de sub 17 há 2 anos com os tais 11 convocados do Benfica e o resto era quase tudo do Porto principalmente defesas.
      E neste euro só não teve mais do Benfica porque o Gedson e o Félix tão a fazer a pré-época.

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