Holanda 2-1 Brasil (Felipe Melo p.b. 53´e Sneijder 68´; Robinho 10´)
A Holanda levou de vencida o Brasil e vingou assim as derrotas do Mundial de 94 e 98, naquele que foi o melhor jogo do Mundial até ao momento. O Brasil até começou melhor um encontro, com uma entrada forte e um golo logo a abrir a partida, dominando mesmo a primeira parte. Contudo, na segunda parte tudo mudou e um auto-golo de Felipe Melo foi o tónico para um segundo tempo de alto nível da laranja mecânica. Sneijder o elemento mais baixo em campo fez o 2-1 na sequência de um canto, e até final a Holanda dispôs de várias oportunidades para ampliar a vantagem, perante um Brasil apático que depois do 1-2 e da expulsão por agressão de Felipe Melo nada conseguiu fazer. Em suma, um resultado justo da melhor equipa em campo e da selecção que apresenta um colectivo e individualidades mais fortes neste momento.
Melhor em campo para a FIFA – Sneijder
Destaques
Ooijer/ Van Bommel / Robben / Sneijder – Por razões diferentes, tiveram hoje um papel determinante na vitória holandesa, sendo complicado destacar qual o melhor. O primeiro por aquilo que fez na defesa, o segundo pelo equilíbrio que deu ao meio campo, o terceiro pelo perigo à solta que foi, e o quarto pelo golo que marcou, merecem todos uma referência.
Felipe Melo – Um excelente passe a proporcionar o golo a Robinho, um auto-golo e uma expulsão por agressão, foi assim a exibição do pimbolim do Calcio.
Holanda – Uma selecção que tem os dois melhores jogadores da Champions desta época (Robben e Sneijder), tem todas as razões para sonhar, se juntarmos a isso a qualidade de Kuyt e Van Persie, e a solidez defensiva hoje demonstrada, estão reunidas todas as condições para termos uma Holanda na final.
Brasil – Dunga apresentou uma equipa pragmática, forte a defender, mas sem aquela magia e encanto que caracterizam as equipas brasileiras, acabou por se dar mal com os seus princípios de jogo, e de forma justa o escrete é eliminado, deixando a competição com pouco para recordar.


