Vai conseguir vencer os 5 monumentos? Na época passada demonstrou que era uma questão de tempo até vencer aqui, e Roubaix, apesar de não ter subidas, também está perfeitamente ao alcance. Veremos é se conseguirá a Milão-Sanremo, que tem um perfil mais complicado para si, a menos que faça uma grande diferença no Poggio.
Tadej Pogačar conquistou a Volta a Flandres, o 2.º monumento da época. O incrível ciclista esloveno, de 24 anos, que já venceu o Tour duas vezes, desfez-se da concorrência a 19km da meta, no Oude Kwaremont, a seguir a ter apanhado um grupo recheado de qualidade, quando estava a 3 minutos, e juntou mais um monumento à carreira, depois das vitórias na Liège–Bastogne–Liège (2021) e Giro di Lombardia (2021 e 2022). Mathieu van der Poel, que esta época venceu a Milão-Sanremo, ficou em 2.º, enquanto Mads Pedersen completou o pódio. Wout van Aert, Neilson Powless, Stefan Kung, Kasper Asgreen, Fred Wright, Matteo Jorgenson e Matteo Trentin fecharam o Top 10.
“It’s a corridor of noise, and Pogacar is the name they’re chanting!”
Watch now on @SBSVICELAND Or here on @SBSONDemand: https://t.co/9QfFOt7Cr7
Is this the winning move?#sbscycling #RVV23 #couchpeloton pic.twitter.com/LJ6n2kfNRL
— SBS Sport (@SBSSportau) April 2, 2023


4 Comentários
Ibagaza
Greatest of Our Times
Vai ser muito difícil ir buscar os dois que faltam. A MSR é uma corrida com muita imprevisibilidade e quem mais a conseguiu vencer nos últimos 20 anos foram dois sprinters (a melhor maneira de controlar a corrida é ter uma equipa para fazer chegar um grupo compacto onde ciclistas que subiam bem, como Freire ou Zabel conseguiam vencer. Para ciclistas ofensivos, os típicos punchers, é mais complicado.
Quanto ao Paris Roubaix é outra loiça. Ontem o Ivo Oliveira, o Berg e o Trentin ajudaram, mas para o inferno do Norte não chega. É preciso a equipa mudar, tecnica e taticamente. Mesmo em Grandes Voltas a UAE não é uma equipa particularmente bem organizada. Nas clássicas para além de lhes faltar experência faltam ciclistas com este perfil para a Flandres. O próprio Pogacar tem de evoluir nesse sentido o que pode levar a uma incompatibilidade com ser um contender ao Tour ou até a outras clássicas do estilo das Ardenas.
Por algum motivo os ciclistas que venceram os 5 monumentos ficaram todos nos anos 70. Nem o Hinault e o Sean Kelly conseguiram.
Boneco21
Tal como já disseram outros users, discordo completamente desse negrito, assim como a maioria dos especialistas. O Roubaix é provavelmente o monumento que Pogacar nunca ganhará, porque não se adequa minimamente às suas características, não há Paterbergs para deixar a concorrência para trás. Já a Milão-Sanremo, essa sim está perfeitamente ao alcance, visto que é uma corrida de sobe e desce, e mais ano menos ano será ganha pelo Pogacar.
João Ribeiro
Paris-Roubaix perfeitamente ao alcance do Pogacar? Discordo por completo. Aliás, já pensaram porque é que o Pogacar nunca participou num Paris-Roubaix? É uma corrida completamente à parte e a corrida mais física do calendário. Com a sua consitituição física atual está num patamar completamente inalcançável.
Pode, um dia, vir a vencer a prova, quando porventura ser o único monumento que lhe venha a faltar, mas até isso duvido muito que ele venha a querer fazer. Basicamente, teria de abdicar de algumas Grandes Voltas…
RuiMagas
Discordo totalmente que a Roubaix é mais fácil para Pogacar ganhar do que a Milano-Sanremo. Aliás, não vejo Pogacar a ganhar ela e o próprio no final da corrida disse que precisava de engordar uns quilos e pregar as mãos ao guiador para conseguir vencer.
Na Sanremo tem o Poggio que se continuar a ser um objetivo todos os anos, vejo ele a vencer pelo menos 1 vez (lembrar que tem 24 anos, é dificil mas pode estender até daqui a uns 10 anos esta forma), já Roubaix ao ganhar peso iria abdicar de muito objetivo por isso só o vejo a tentar já quando tiver batido recordes todos das GV e queira tentar completar o quintento de monumentos.