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Incrível! Suécia elimina campeãs do Mundo nas penalidades; A última foi decidida com recurso ao VAR

Imagem: FIFA

Emoção até ao fim no ‘duelo de Titãs’ entre as seleções n.º 1 e n.º 2 do Ranking. Era esperada a superioridade dos EUA e esta confirmou-se (domínio claro em todas as estatísticas), com as campeãs do Mundo a assumirem a iniciativa no 1.º tempo, apesar de algumas dificuldades em criar chances claras (Trinity Rodman teve as melhores), enquanto na 2.ª parte assistiu-se a um maior equilíbrio na posse, mas até foi quando as norte-americanas chegaram mais vezes a zonas de perigo. No entanto, a Suécia, que só acertou por uma vez na baliza adversária e tentou sempre levar o encontro para um estilo mais físico, apostando tudo nas bolas paradas, contou com uma enorme Musovic, com a guardiã a defender tudo e a fazer talvez a melhor exibição individual da prova até ao momento. Já os Países Baixos continuam sem encantar e, perante uma enérgica seleção sul-africana, passaram por dificuldades, mas tiveram a eficácia do seu lado e contaram também com alguma ajuda das borlas adversárias (Kgatlana falhou vários lances de golo e depois Swart deitou tudo a perder com um enorme ‘frango) para seguir em frente na prova.

A Suécia levou a melhor no jogo cabeça de cartaz dos oitavos-de-final do Mundial de futebol feminino, ao deixar pelo caminho os EUA nos penáltis, depois de um empate 0-0 durante 120 minutos. As bicampeãs mundiais, que nunca tinham feito pior que um 3.º lugar em Mundiais, dominaram o encontro, somaram muitas chances de golo, mas tiveram pela frente uma muralha chamada Musovic (a guarda-redes sueca fez a exibição de uma vida) e acabaram por sucumbir na lotaria das penalidades. Rapinoe, Sofia Smith e O’Hara falharam os seus remates, tendo Hurtig sido a heroína do lado da Suécia ao marcar o penálti decisivo, que necessitou do VAR para ser confirmado (Naeher defendeu, mas a bola esteve dentro por milímetros). O Japão será o próximo adversário do conjunto sueco. Já os Países Baixos superaram a África do Sul, por 2-0, e marcaram encontro com a Espanha nos quartos-de-final. As neerlandesas dominaram a posse, mas tiveram de se agarrar à sua guarda-redes para segurar a vantagem, tendo Van Domselaar sido a figura do encontro ao parar os muitos remates da seleção africana. Jill Roord, na sequência de um pontapé de canto, abriu o marcador aos 9′ e Beerensteyn, aos 68′, fez o 2-0 numa transição rápida que contou com uma preciosa ajuda da guarda-redes adversária.

 

XI Países Baixos: Van Domselaar; Janssen, Spitse, Van der Gragt; Roodr, Van de Donk, Groenen, Pelova, Brugts; Martens, Beerensteyn.
XI África do Sul: Swart; Ramalepe, Matlou, Dhlamini, Mbane; Gamede, Magaia, Motlhalo, Seoposenwe, Biyana; Kgatlana.

XI EUA: Naeher; Girma, Ertz, Dunn, Fox; Sonnett, Sullivan, Horan, Smith e Rodman; Alex Morgan.
XI Suécia: Musovic; Andersson, Eriksson, Ilestedt, Bjorn; Asllani, Angeldal, Rolfo, Kaneryd, Rubensson; Blackstenius.

VM-Desporto
Author: VM-Desporto

13 Comentários

  • DNowitzki
    Posted Agosto 6, 2023 at 1:55 pm

    Os EUA sofrem de algo que também afeta brasileiros, por exemplo: muito assunto paralelo ao futebol dentro de campo, vedetismo e distração.

    Enquanto isso, os outros países começam também a apostar no futebol feminino e o fosso vai-se reduzindo.

    Depois, há gente que foi e jogou por estatuto, como a Rap.

  • Francisco Parrinha Guerreiro
    Posted Agosto 6, 2023 at 1:27 pm

    Como alguns comentadores já disseram, a partir do momento em que se inicia uma aposta mais séria no futebol feminino em países com cultura de futebol, várias selecções de “paponas” iam começar a sentir mais dificuldades.
    Falando da selecção portuguesa em particular, e apesar de não ver, confesso, muitos jogos de futebol feminino, penso que, dentro de muito poucos anos será uma potência pronta a disputar títulos.
    O meu filho joga num clube onde, nos últimos anos, surgiram algumas miúdas que, em termos técnicos, e até mesmo de garra e intensidade, nada devem aos rapazes, pelo contrário, são bastante superiores à grande maioria deles, perdendo vantagem depois, como seria de esperar, quando o físico ganha mais importância. Ainda não são muitas miúdas, mas com a aposta que se vê por parte dos clubes, a juntar a um previsível boom com esta participação no Mundial, Portugal estará no topo em pouco tempo, fruto da sua acumulada experiência na formação.

    • Kafka
      Posted Agosto 6, 2023 at 2:26 pm

      “são bastante superiores à grande maioria deles”

      Não sejas Simp, ganha juizo. .. Seja em que faixa etária fôr, o futebol feminino está a anos luz do masculino em TODAS as componentes do jogo… Basta ver que miúdos amadores de clubes medíocres de 14 anos ganham tranquilamente às melhores jogadoras futebol sénior do Mundo… A selecção masculina de sub14 de Portugal/Brasil/Argentina/Alemanha/França ganharia este Mundial Sénior feminino com a maior das tranquilidades, com goleadas nos 7 jogos e tu vens dizer que miúdas são melhores tecnicamente que miúdos, quando miúdos ganham a mulheres adultas ?

      • AdeptoImparcial
        Posted Agosto 7, 2023 at 7:46 am

        Kafka,

        Comentário a roçar a misoginia. Que complexidade tremenda em admitir que algumas mulheres podem ser melhores que homens. O Francisco está a falar do clube do filho dele e apenas mencionou que existem *algumas* miúdas que, em *termos técnicos*, não devem nada aos rapazes. Admite a diferença física e tudo. E tu levas o comentário para uma generalidade ridícula e redutora do futebol feminino com uma comparação sem nexo: “ah putos de 14 anos de clubes medianos ganhavam este mundial sénior na boa”. Que estupidez. Deves achar que o “nível físico” engloba apenas e só o quão fortes são ou quantos músculos têm. E, mesmo assim, gostava de ver miúdos de 14 anos com o poder físico da maioria das mulheres desta seleção Sueca, por exemplo.

        Isso é assim tão surpreendente? Bolas, lembro-me de um jogo-treino dos juvenis do meu clube contra a equipa sénior do Clube de Albergaria – que tinha, tal como o clube do filho do Francisco, *algumas* miúdas bastante superiores aos rapazes – e o jogo foi extremamente renhido, com a equipa feminina a controlar muito mais o jogo. E, salvo erro, elas ganharam 3-1. Se isto significa que é sempre assim pelo mundo fora? Claro que não.

        Mas pensar que uma seleção sub-14 masculina ia ganhar um mundial sénior feminino com goleadas nos 7 jogos… meu Deus. Acho que é preciso começar a ver mais futebol feminino e, principalmente, mais futebol masculino de camadas jovens.

        • Kafka
          Posted Agosto 7, 2023 at 8:14 am

          A Selecção dos EUA no seu prime há 3/4 anos atrás foi humilhada pelos Sub14 e Zé Ninguéms dos Dallas… Já este ano o Brasil foi humilhado por uns Zé Ninguém sub 14 de uma terreola da Austrália… No mês passado a Holanda foi humilhada por um conjunto de Zé Ninguéms de sub 14 de uma terreola ao lado de Amesterdão

          E perante tudo isto, tu achas que a selecção sub14 masculina de Portugal, França Brasil Argentina, Alemanha etc que são os melhores sub14 do Mundo não ganhavam este mundial feminino em ritmo de passeio com 7 goleadas ??

          Vocês têm de deixar de ser SIMPs

      • Francisco Parrinha Guerreiro
        Posted Agosto 6, 2023 at 2:49 pm

        Sabes de que clube estou a falar? Sabes de que miúdas estou a falar? Sabes de que miúdos estou a falar? Sabes que metodologias de treino estão a ser aplicadas?
        Mais: leste em alguma parte do meu comentário que eu equiparo o futebol feminino ao futebol masculino? Leste em alguma parte que eu considero o futebol feminino ao mesmo nível de desenvolvimento do futebol masculino? Leste em alguma parte que considero que equipas de futebol feminino ganhariam fácil ou dificilmente a equipas de futebol masculino? Leste em alguma parte que eu acho que o futebol feminino vai chegar ao nível do futebol masculino com maior ou menor brevidade?
        Eu a ti não te digo que não sejas simplório, digo-te que não sejas burro e que aprendas a ler. Quer dizer, o deixar de ser burro já deve ser difícil com a tua idade, mas vamos sempre a tempo de aprender a ler e melhorar a nossa compreensão e análise de textos.
        Tens andado muito sossegado, a deixar outros brilhar sob os holofotes da parvoíce aqui no blog, mas é mais forte que tu, tens que largar sempre uma baboseira.

  • Lord Bendtner
    Posted Agosto 6, 2023 at 1:13 pm

    Nota-se a falta de qualidade deste plantel relativamente a edições diferentes do Mundial, pois as jogadoras que mais se destacavam na altura como a Carli Lloyd, a Alex Morgan (ainda foi titular neste mundial mas marcou 0 golos !) ou a Megan Rapinoe ou já se retiraram ou estão em claro declínio de carreira, sendo substituídas por jogadoras com menor qualidade.
    Fico contente com esta derrota por parte dos EUA pois não só eliminaram Portugal como também significa um novo vencedor da prova, que é sempre importante em qualquer desporto.
    Curioso para ver como fica a série da Netflix que estavam a gravar, certamente não esperavam ser eliminadas tão cedo.

  • Eusebio
    Posted Agosto 6, 2023 at 12:28 pm

    É incrivel o quao pouco jogam as americanas. Vivem claramente de estatuto porque jogar futebol é zero. Muito contente por finalmente irem para casa.

  • cards
    Posted Agosto 6, 2023 at 12:27 pm

    A eliminação dos EUA, para mim não é nada surpreendente. A UEFA apostou forte no futebol feminino este resultado mais dia ou menos dia acabaria por aparecer

  • Kafka
    Posted Agosto 6, 2023 at 12:10 pm

    EUA e Alemanha outrora as 2 maiores potências, hoje em dia já não metem medo… Gostava que este Mundial caísse para o Japão, vamos ver

    • Lima
      Posted Agosto 6, 2023 at 12:45 pm

      Apartir do momento que as federações começaram apostar no feminino de forma séria a qualidade subiu em flecha, equipas habituadas a dar goleadas nem fases finais levaram um reality check.

      • Kafka
        Posted Agosto 6, 2023 at 1:56 pm

        Certíssimo, sendo a Europa a zona com mais know-how a nível de treino e formação, assim que os clubes europeus começassem a apostar no futebol feminino era expectável que o mesmo ultrapassasse o futebol dos EUA ou da Ásia que são zonas com pouco know-how de treino e formação

        Nesse âmbito vai ser interessante ver para onde irá o futebol sul-americano, porque a América Sul é a 2ª zona do globo com mais know-how de treino e formação só atrás do futebol europeu, mas a nível masculino o futebol Sul Americano consegue equilibrar essa desvantagem formativa para a Europa em virtude de terem o futebol de rua, que é uma parte fundamental da formação de um jogador (especialmente dos 5 aos 12/13 anos), e que a Europa cada vez tem menos mas que a América Sul continua a ter em barda e isso faz com que haja um certo equilíbrio em termos de formação de jogadores de topo entre Europa e América Sul

        O “problema” aqui da América Sul é que no feminino é mais complicado haver futebol rua para as miúdas, não estou a ver as meninas de uma favela do Rio de Janeiro, São Paulo, Buenos Aires ou Montevideu andarem a jogar futebol rua com os meninos e se o fazem é sempre em quantidades menores que os meninos, ora isso faz com que a nível feminino a América Sul tenha mais dificuldades para equilibrar do que tem no masculino, porque por si só já são inferiores a nível de treino e formação e depois não têm o futebol rua para equilibrar como têm nos homens

        Posto, acredito que será sempre mais difícil ao Brasil, Argentina, Uruguai, Colômbia e afins se imporem no futebol feminino como se impõem no masculino

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