Portugal – como previsível, a postura foi completamente diferente, com a equipa recuada e os médios próximos dos defesas, deixando a Nani e Ronaldo as tarefas atacantes. A verdade é que a estratégia funcionou, pois em 90 minutos a Croácia nem na baliza de Patrício acertou, e foram raras as oportunidades de perigo concedidas. Mas, mais uma vez, o contra-ataque não funcionou, muito pelo facto da defesa ter dificuldades em construir (Cedric e Fonte raramente o fizeram), e dos médios estarem demasiado longe dos avançados. Foram 90 minutos de coesão defensiva, com alguns momentos de posse de bola, em especial após a troca de Gomes por Sanches, mas basicamente viu-se um conjunto solidário à espera de um golpe de génio, ou de um golpe de sorte. O último aconteceu, numa fase em que a precisão táctica já dera lugar ao caos, fruto do desgaste, e em que o coração e vontade dos jogadores já mandava mais que a cabeça ou pernas.
Portugal – como previsível, a postura foi completamente diferente, com a equipa recuada e os médios próximos dos defesas, deixando a Nani e Ronaldo as tarefas atacantes. A verdade é que a estratégia funcionou, pois em 90 minutos a Croácia nem na baliza de Patrício acertou, e foram raras as oportunidades de perigo concedidas. Mas, mais uma vez, o contra-ataque não funcionou, muito pelo facto da defesa ter dificuldades em construir (Cedric e Fonte raramente o fizeram), e dos médios estarem demasiado longe dos avançados. Foram 90 minutos de coesão defensiva, com alguns momentos de posse de bola, em especial após a troca de Gomes por Sanches, mas basicamente viu-se um conjunto solidário à espera de um golpe de génio, ou de um golpe de sorte. O último aconteceu, numa fase em que a precisão táctica já dera lugar ao caos, fruto do desgaste, e em que o coração e vontade dos jogadores já mandava mais que a cabeça ou pernas.
Patrício – nada fez durante o tempo regulamentar, a não ser jogar com os pés; no prolongamento sofreu com o assalto croata, vendo a bola passar perto diversas vezes.
Cedric – meteu Perisic “no bolso” e foi intransponível. Ofensivamente não existiu, pois raramente subiu e quando o fez, concluiu com cruzamentos sem grande nexo. Entre improvisar atrás, ou despachar para a frente, preferiu sempre o segundo método, ressentindo-se a equipa no aspecto atacante.
Pepe – imperial! Secou Mandzukic, ganhou todos os duelos, aéreos ou pelo chão, e teve um raio de acção largo, que permitiu manter os avançados croatas longe da área portuguesa. No assalto final, teve um punhado de cortes fundamentais.
Fonte – certinho a defender, foi cortando as bolas que apareciam na sua zona. Ciente das limitações, também não improvisou no que toca a saídas de bola.
Guerreiro – ainda tentou dar profundidade a flanco, mas a noite não era para atacar. Defensivamente irrepreensível, anulou os extremos croatas e disfarçou bem a menor estatura.
William – enorme jogo do trinco português. Bem ajudado por Adrien, e pelos centrais que dele se aproximavam, não só recuperou ou intersectou bolas, como foi um tampão que atrasava a troca de bola croata no centro, obrigando o jogo a ir para as linhas. Foi dos poucos a conseguir colocar a bola jogável na frente. Quebrou fisicamente no prolongamento, mas ainda teve pernas ajudar.
Adrien – começou mal, ficando fora de jogadas por entradas mal calculadas. Ganhou confiança, e a sua disponibilidade física permitiu-lhe encher o campo, pressionando em várias zonas do terreno e anulando a zona de influência de Modric. Usou e abusou da “falta útil”, ainda conseguiu algum envolvimento atacante, mas nesse capítulo foi o Rei dos maus passes.
João Mário – fechou os flancos, e tentou levar a equipa para a frente, sem grande sucesso. Alguns apontamentos técnicos e muito sacrifício equilibram uma série de passes falhados e incapacidade em ter bola.
André Gomes – muitos passes curtos falhados e dificuldades em fechar levaram o valenciano a ser o primeiro substituído. O estilo de jogo em nada o beneficia.
Nani – missão de sacrifício; primeira parte interessante, desceu bastante na segunda, e surpreendeu ter ficado em campo tanto tempo. Foi dele o passe para Ronaldo, que daria origem ao golo da vitória.
Ronaldo – Pouco se viu, teve zero hipóteses de finalização (até ao lance do golo), e de resto nada fez de útil, pois cada bola que lhe chegava era de imediato perdida. É também verdade que, mesmo muito marcado, os colegas teimaram em passar-lhe o esférico. Para a História fica o lance do golo, no qual participou.
Renato Sanches – impôs o físico na progressão, sendo quase que impossível tirar-lhe a bola através de contacto. Ajudou William na pressão e permitiu libertar Adrien, e Portugal, com a sua entrada, ganhou capacidade de sair a jogar. Faltou decidir melhor alguns lances, com passes mal medidos. Foi dele o primeiro remate luso (na única jogada de envolvimento até então), e a recuperação e arrancada que terminaram no golo de Quaresma.
Quaresma – talismã! O jogo era para ele, entrando numa altura em que não havia pernas ou cabeça. Estava no sítio certo para entrar nos livros.
Danilo – entrou para defender e dar altura, e cumpriu. No prolongamento mal houve táctica, e Danilo foi para o meio batalhar e ganhar duelos individuais ou bolas soltas.
Croácia – Kalinic deu a entender que ia ser um passeio mas mais uma vez os croatas caíram sem a medalha. A entrada foi boa, o domínio até foi da Croácia, mas as oportunidades nos 90 foram quase nulas. No prolongamento curiosamente na fase em que mais acreditaram e estiveram perto de marcar permitiram a transição que deu a passagem a Portugal. Srna foi o grande dinamizador, destacando-se pela qualidade no cruzamento, mas as restantes unidades estiveram algo abaixo do que se esperava. Perisic e Rakitic estiveram desinspirados, Mandzukic pareceu limitado fisicamente e Modric, além de estar demasiado preso atrás, quando se quis adiantar esteve quase sempre bem vigiado. Por outro lado, Corluka e Vida estiveram bem na defesa, ao contrário de Strinic, que teve dificuldades no lado esquerdo.


