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Sam Kerr marca golo incrível mas Inglaterra marca encontro com a Espanha na final do Mundial

Imagem: FIFA

Passou a melhor equipa e teremos na final as duas seleções que mais têm trabalhado e apostado no futebol feminino nos últimos anos, sendo que já é certo que vai haver um campeão Mundial inédito. A Inglaterra realizou a exibição mais sólida neste Mundial, conseguiu impor o seu futebol de posse e resistir às investidas da turma australiana, esteve sempre no controlo do jogo e viu as individualidades corresponderem da melhor forma (não se sentiu a ausência de Lauren James). Hemp voltou a ser decisiva (está a candidatar-se a melhor jogadora do Mundial), com um golo de oportunidade e uma grande assistência, Russo também continua de pé quente e Greenwood ou Bronze fizeram os seus melhores jogos até agora. Mérito ainda para Earps, que segurou a equipa após o 2-1 com uma grande defesa, sendo que já tinha também negado o 1-0 logo a abrir. Para a Austrália, é o fim de campanha que ficará na história e pela qual devem estar orgulhosas. A goleada sobre o Canadá nos grupos será lembrada durante muito tempo, a eliminação da França foi igualmente uma grande façanha e a maior vitória foi ter-se acreditado até perto do fim que era possível termos as Matildas na final. Nesse sentido, foi pena Kerr não ter sido acompanhada de outra forma (a avançada do Chelsea mostrou o quão diferenciada e completa é carregando a equipa na fase mais difícil do jogo, fez um golo de antologia e permitiu à equipa crescer, ficando ainda a centímetros do 2-2).

A Inglaterra qualificou-se pela 1.ª vez para a final de um Mundial de futebol feminino, ao bater a Austrália por 3-1. As Leoas, campeãs europeias em título, fizeram uma grande exibição e tiveram a dupla de avançadas novamente em destaque, com Russo e Hemp a contribuírem cada uma com um golo e uma assistência, de nada valendo o monumento de Sam Kerr para as anfitriãs. A primeira oportunidade até pertenceu às australianas, com Sam Kerr a ganhar na profundidade e a obrigar Earps à primeira defesa do dia, mas logo a Inglaterra respondeu e passou a assumir o jogo, chegando à vantagem ao minuto 36′, num grande pontapé de Ella Toone. No segundo tempo, a toada manteve-se, com as Matildas a oferecerem a iniciativa e a tentarem aproveitar as transições e Kerr começou a ganhar preponderância até marcar um autêntico golaço (talvez o melhor do torneio), num contra-ataque conduzido e finalizado por si com um tremendo pontapé de muito longe. No entanto, a igualdade durou apenas 8 minutos, com Lauren Hemp, que já tinha sido decisiva nos quartos, a aproveitar a atrapalhação de Carpenter para ganhar posição e rematar para o 2-1. Nos minutos finais, a Austrália carregou à procura de levar o jogo para prolongamento (Cortnee Vine e Sam Kerr ficaram muito perto do golo), mas foi na outra baliza que as redes voltaram a balançar, com Alessa Russo a mandar as Leoas para a final depois de um enorme trabalho de Hemp.

XI Austrália: Arnold, Polkinghorne, Catley, Foord, Fowler, Hunt, Raso, Gorry, Kerr, Carpenter, Cooney-Cross.
XI Inglaterra: Earps, Bronze, Bright, Greenwood, Carter, Daly, Walsh, Stanway, Toone, Russo, Hemp.

VM-Desporto
Author: VM-Desporto

6 Comentários

  • Francisco Parrinha Guerreiro
    Posted Agosto 16, 2023 at 1:39 pm

    Como disse há uns dias, com o crescimento do investimento no futebol feminino de países com know-how futebolístico, é uma questão de tempo até as selecções tradicionalmente fortes no masculino serem também dominadoras no feminino.
    Se juntarmos a isso algum mediatismo que a modalidade possa ter no feminino, ou seja, a possibilidade de começar a mexer com algum dinheiro, então teremos mesmo os mercados mais estabelecidos do futebol a injectar algum capital. E esses mercados, salvo a excepção actual da Arábia Saudita, ainda operam principalmente na Europa.

  • miguelcg
    Posted Agosto 16, 2023 at 2:29 pm

    Honestamente, poucos jogos vi deste mundial feminino – enfadonhos, ganha e perde bola, muita disputa e pouco critério e definição – posso estar a ser injusto, mas do pouco que vi foi isto.

    Esta história dos “golaços” que surgem porque simplesmente as GR não têm altura para chegar às bolas parece-me no mínimo caricata. Desconhecendo, parece-me que a baliza tem as mesmas dimensões dos masculinos, uma jogadora com relativa capacidade técnica tem capacidade para rematar à trave, mas as GR não têm altura para lá chegar.

    Por curiosidade, fui procurar e constatei que a GR inglesa tem 1.73m. Ora se a trave está a 2.44m, não me parece justo e dá azo a “golaços” destes, em que o equivalente no futebol masculino, seria um valente frango…

    Se a altura da rede de voleibol é diferente de femininos para masculinos, pela necessidade de se chegar lá acima, no futebol não deveria existir o mesmo critério?

    É só uma reflexão, se calhar a baliza até é mais baixa e eu é que não sei.

    • Lord Bendtner
      Posted Agosto 16, 2023 at 3:00 pm

      Sobre o golo subscrevo, a bola mesmo tendo sido desviada não foi bem colocada, foi o típico balão que se vê no futebol feminino.
      Relativamente às medidas que eu saiba é tudo igual, o problema é que se dizes que deviam mudar as medidas publicamente (Fabio Capello já o disse por exemplo) és cancelado atualmente. As mulheres sabem que se alguma vez isso acontecer vai destruir completamente o objetivo delas, que é lutar pela igualdade no futebol (infelizmente ainda há pessoas que acham que poderá competir com o masculino). Não deixa de ser verdade que tem vindo a aumentar a qualidade ao longo dos anos, mas todos sabemos que nunca chegará a esse patamar mais alto.
      Até perceberem que o futebol feminino é menos popular exatamente por serem menos atléticas, e não por machismo (até devem haver mais mulheres a acompanhar o masculino do que o feminino), vão continuar a insistir em manter as mesmas medidas.
      Também concordo que devessem reduzir, as guarda-redes são claramente as mais prejudicadas e gozadas pelo público.

  • Kafka
    Posted Agosto 16, 2023 at 3:01 pm

    Tal como disse no jogo da Espanha, é estranho haver tão poucos remates de fora da área a meia altura, porque as guarda redes são medíocres e são baixas logo nunca chegam ao cima da trave, portanto qualquer bola que para lá vá é golo

    A única explicação q encontro para não estarem sistematicamente a tentar remates como este, é a falta de força que as mulheres têm e portanto a maioria das vezes a bola não chegaria lá com velocidade e tensa o suficiente

    Porque estes remates é ouro puro as guarda redes não chegam lá acima, é sempre golo

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