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| Imagem: Daily Mail |
Há 20 anos só um sul-americano jogou na Premier League. Esta época, já jogaram 38.
Depois da Itália e Rússia também o debate sobre a redução do n.º de estrangeiros chegou a Inglaterra. A ideia da Federação inglesa é reduzir até 50 por cento o número dos jogadores na Premier League que sejam de fora da UE.
A FA, que quer ver já este novo modelo em prática na próxima época, pretende assim evitar que jogadores medíocres joguem nos campeonatos ingleses e criar condições para que apenas futebolistas do «mais alto nível internacional» e cuja transferência corresponda a uma «significativa contribuição para o desenvolvimento do desporto actuem na Premier League. Uma espécie de 2 em 1: manter a qualidade da Liga e criar condições para os ingleses terem mais espaço, ou se não o tiverem que seja por estarem tapados por reais mais-valias. Nesse sentido a Federação inglesa enviou à Premier League e à Football League um esboço com alguns critérios que pretende ver serem usados:
1) apenas clubes da Premier League serão alvo das restrições, por obrigação (mas sem excluir outras divisões);
2) impedir que os jogadores abrangidos neste quadro de transferências sejam emprestados a outro clube;
3) reduzir dos 70 primeiros para os 50 primeiros do ranking FIFA os países de origem dos jogadores;
4) reduzir de 75% para 30% a percentagem exigida de jogos em que se representou a respetiva seleção nacional que esteja nos 30 primeiros do ranking FIFA nos últimos dois anos;
4) reduzir de 75% para 30% a percentagem exigida de jogos em que se representou a respetiva seleção nacional que esteja nos 30 primeiros do ranking FIFA nos últimos dois anos;
5) a introdução de uma exceção para qualquer nacionalidade se o valor da transferência atingir o patamar que neste momento ainda é proposto entre os 10 e os 15 milhões de libras (entre 12,6 e 18,9 milhões de euros);
6) reduzir os recursos do processo elegibilidade apenas aos casos de incorreção processual.



0 Comentários
Pedritxo
A maioria atual dos jogadores que vem das americas tem qualidade, dos 38 uns 25 sao bons, portanto nao sera por ai e penso que a premier league pode perder com a decisao, pois os seus clubes tem dinheiro para contratar as melhores estrelas e ja as contratam, nao e como em Portugal que vem qualquer um porque nao ha dinheiro
Kafka I
Eu por acaso até acho que estas regras irão é aumentar o número de estrangeiros em especial de Brasileiros e Argentinos, devido ao ponto 4…
Anónimo
Eu acho isto tão ridículo.. O futebol é ou pelo menos deveria ser universal.
Luís Freitas
cards
se a ideia vingar a premier league vai sofrer com a decisão
Gustavo Gomes
Tristeza.. numa altura em que as fronteiras deixaram de ter valor físico, vem uma vaga nacionalista que vai deitar tudo abaixo.. Geralmente depois das crises há sempre vagas nacionalistas.. esperamos que esta não seja tão grave.
Leandro Gomes
mas não é nem nunca foi fácil um jogador medíocre extra-comunitário conseguir ir para a premier League, vejam o exemplo recente do Talisca, que foi bloqueado logo à entrada segundo disse Mourinho
Kafka I
O ponto 4 não vai funcionar precisamente ao contrário? ou seja, aumentar o número de extra-comunitários? pois se antes era preciso ter 75% dos jogos e agora passará a ser precisos 30%, ficará muito mais fácil contratar Brasileiros e Argentinos…
carlos costa
A reducao tem como objetivo reduzir a possibilidade de excecoes, que era algo que agora acntecia com quase todos os jogadores. ag ou tem 30 ou nao ha excecao nenhuma…
João-Pedro Cordeiro
O ponto 4 realmente não faz sentido e parece-me completamente contrário aos restantes e ao objectivo final. Já quando li as propostas no dia em que saíram tive de o ler umas 3 vezes para ver se tinha lido bem.
Tiago
pois era, esta foi sugestão do Mourinho, com esses 30% já ia o Talisca para o chelsea
João Dias
Se a Inglaterra que é da UE pode fazer isto porque raio é que em Portugal ninguem ousa fazer isto?
Kafka I
Para além disso volto-te a lembrar que Portugal não tem só obrigações com os Comunitários, pois Portugal também tem acordos com o Brasil e com os Países da CPLP, que apesar de não ter conhecimento profundo sobre os acordos com o Brasil e com a CPLP, creio que os mesmos visam precisamente acordos relacionados com o empregos e afins, portanto a Federação Portuguesa, para além de em momento algum poder mexer no limite de comunitários, terá ainda de ver até que ponto poderá mexer no limite de Brasileiros/Angolanos e afins (mas quanto a Brasil e CPLP admito que não tenho conhecimento aprofundado portanto não posso falar muito)
Kafka I
João Dias,
Eu já te expliquei vezes sem fim isto, mas tu insistes em não perceber…
Mas agora vou fazer ao contrário, explica-me lá tu o que é que a União Europeia tem a ver com extra-comunitários, é que fiquei imensamente curioso com essa tua afirmação "Se a Inglaterra que é da UE"…
Anónimo
Não mistures a União Europeia com o Espaço Schengen.
A Liga Portuguesa, sendo uma organização de um país membro do Espaço Schengen, não pode restringir o movimento de dinheiro, bens, informação e pessoas com os outros membros (26 em total), o Reino Unido não sendo um deles.
Para além disso, a notícia fala de jogadores extra-comunitários (sul-americanos especificamente) pelos quais a UE se está a marimbar, e a Liga Portuguesa não vai fazer nada nesse aspecto, pelo menos a curto/médio prazo, porque os extra-comunitários são neste momento os maiores valores das equipas nacionais e os que (ainda) dão o maior retorno sobre investimento.
João Dias, eu gosto da tua preocupação com o jogador português, mas tu as vezes também tens que tirar os teus óculos cor-de-rosa. Primeiro, o futebol profissional moderno basea-se no dinheiro, não na nacionalidade. Segundo, imagina se estivéssemos a falar sobre uma outra profissão qualquer, os teus comentários seriam vistos como algo racistas e que contradizem muitos dos objectivos da União Europeia e do Espaço Schengen.
Pedro
Tiago
Em Portugal também deviam abrir os olhos mas mesmo assim na regra 5 bastava entre 3 e os 6 milhões.
Mário
Aposto que se a Inglaterra quiser a União Europeia não vai impedir
Kafka I
A Inglaterra mesmo que quisesse não podia restringir jogadores da UE, porque dentro do Espaço Europeu, a livre circulação de pessoas é um direito
https://ec.europa.eu/social/main.jsp?langId=pt&catId=457
"Livre circulação – cidadãos da UE
A livre circulação dos trabalhadores é um princípio fundamental consagrado no artigo 45.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia e desenvolvido na legislação secundária da UE e na jurisprudência do Tribunal de Justiça. Ao abrigo deste princípio, os cidadãos da UE têm direito a:
-procurar emprego noutro país da UE;
-trabalhar noutro país da UE sem necessitar de uma autorização de trabalho;
-residir noutro país da UE para aí procurar emprego ou trabalhar;
-permanecer noutro país da UE mesmo após aí ter deixado trabalhar;
-usufruir do MESMO TRATAMENTO que os nacionais do país em questão no que se refere ao ACESSO ao emprego, CONDIÇÕES de trabalho e TODOS os outros benefícios sociais e fiscais."
O acordo do Schengen é diferente deste acordo da União Europeia, mas a Inglaterra mesmo não fazendo parte do acordo de Schengen, faz parte do da União Europeia, logo nunca poderia restringir o direito ao trabalho de cidadão Comunitário..
João Jonet
Comentário politico no VM? Os três principais partidos ingleses que representam 88% do eleitorado NÃO são euro-céticos portanto não vejo essa saída assim tão próxima quanto isso. De qualquer dos modos tem razão sem estarem no espaço schengen não tem de ter em conta a livre circulação de trabalhadores até podiam restringir jogadores da UE na PL
Luís bcn
1- Toda a gente sabe que no reino unido são euro-cepticos e mais cedo ou mais tarde vao sair da UE.
2- O reino Unido nao faz parte do espaço schegen
Kafka I
???? A União Europeia impedir? Impedir o quê? a União Europeia está-se a "barimbar" para os extra-comunitários…não é por ser a Inglaterra a querer ou deixar de querer, a União Europeia é que não tem nada a ver com extra-comunitários…
Miguel Veríssimo
Esta norma não contraria o Direito Europeu. Estamos a falar de uma restrição contra cidadãos de Estados terceiros portanto não ha problema.