Os Palancas, com Cavaleiro, Hélder Costa, Fábio Abreu, Dala e Nzola, apresentam uma frente de ataque interessante para o contexto Africano.
Ivan Cavaleiro é a principal novidade nos convocados de Angola para os jogos frente ao Egipto e Líbia, de qualificação para o Mundial’2022. O avançado do Fulham, que foi internacional AA por Portugal, junta-se assim a um grupo que também conta com Hélder Costa, outro elemento que atuou pela Equipa das Quinas.
Os convocados de Pedro Gonçalves:
Guarda-redes: Kadu (Oliveirense, Por), Hugo Marques (Cape City, Afs) e Ricardo Batista (Casa Pia, Por);
Defesas: Anderson Lucoqui (Mainz, Ale), Bartolomeu Kissanga ‘Bastos’ (FC Rostov, Rus), Inácio Miguel (Mafra, Por), Jonathan Buatu (Sint-Truiden, Bel), Kialunga Gaspar (Sagrada Esperança), Kevin Bokuso (Nec Nijmegen, Hol), Mukoni Lourenço ‘Clinton Damata’ (Brugge, Bel), Núrio Fortuna (Gent, Bel) e Victor Vindinho (Petro de Luanda);
Médios: Fredy (Antalyasport, Tur), Giovane Bamba (FC Ouchy, Sui), Herenilson do Carmo (1.º de Agosto), Show (Lille, Fra), João Fortes ‘Batxi’ (Desportivo de Chaves, Por) e Valdomiro Lameira (BB Erzurumsport, Tur);
Avançados: Jérémie Béla (Birmingham, Ing), Ambrosine Salvador ‘Zine’ (1.º de Agosto), Fábio Abreu (Al-Batin, Ara), Ivan Cavaleiro (Fulham, Ing), Gelson Dala (Al-Wakrah, Qat), Mbala Nzola (Spezia, Ita), Hélder Costa (Leeds, Ing), Simone Miranda ‘Lépua’ (Sagrada Esperança), Vladimiro Felix “Vá” (Pafos, Gre) e Zito Luvumbo (Como 1907, Ita).


22 Comentários
Amigos e bola
Normal. Não tinha qualidade para a seleção portuguesa.
Foi mais um devaneio do Paulo Bento, para o levar à seleção.
Joao Silvino
É à fartazana. E se tivesse uma 3ª nacionalidade ainda ia dar uma perninha lá, caso Angola não funcione. Que ridículo esta brincadeira das nacionalidades.
Af2711
Ainda há o Fortuna do Gent, o central Bastos, Fredy e Show.
Angola pode fazer uma boa CAN no ano que vem.
Bio
Volto a referir, obviamente que os jogadores de futebol, como qualquer indivíduo, podem ter duas nacionalidades. Contudo, para evitar estas “nacionalizações” forçadas (e esta nem é das piores), acho mesmo que o jogador devia UM país para o qual será seleccionável a uma certa idade (21 anos, por exemplo) e a partir desse momento deixa de poder ser chamado a outras selecções.
No futebol já começa a ser um caso preocupante, mas noutros desportos então é absurdo. Basta ver os JO…
Manel Ferreira
Mas essa regra dos 21 anos já existe na FIFA. Foi é aliviada no ano passado para permitir que um jogador represente uma outra selecção se tiver feito um máximo de 3 jogos antes de ter 21 anos, que é o caso do Ivan que ainda não tinha 21 anos quando se estreou na selecção A.
E acho que não e permitido mudar de selecções se já tiver jogado um Europeu ou Mundial pela selecção original.
De resto, um jogador que não tenha antepassados de um país onde não nasceu, continua a ter que passar 5 anos nesse país para poder representar a selecção.
Apesar de tudo, a FIFA continua a ter bastantes regras para isto, nada a ver com outras modalidades.
Bio
A regra da FIFA não obriga o jogador a escolher o país que quer representar aos 21 anos. O que diz é que se ele tiver jogado até 3 jogos antes dos 21 por uma determinada selecção pode ser elegível para outra posteriormente.
As selecções são encaradas por muitos jogadores como mais um clube que eles podem representar e ganhar uns trocos em prémios.
A competição por países deve ser por “amor à camisola”, representado o país com que mais te identificas.
Ou vais-me dizer que um brasileiro nascido no Rio sempre sonhou jogar pela selecção ucarniana, por exemplo?
Joga_Bonito
Não consigo perceber como ainda há quem apoie isto. As selecções estão tornadas um jogo de interesses individuais dos seus jogadores e empresários. Em jovens jogam pelas melhores selecções das que têm passaporte. Se não vingarem é que se lembram do país de raiz? Já para não falar da questão que se coloca se isto não é um roubo de talentos a países mais pobres que vêm jovens a saírem precocemente e que fazem 6 anos num qualquer outro país mais rico e só querem jogar nas selecções mais fortes. Por esta lógica quem ficará para jogar em selecções como as da Papua, Nepal, Tuvalu, etc? No caso português então, eu já em me dou ao trabalho de ver as selecções que Cabo Verde ou Moçambique poderiam ter mas não têm porque os seus jogadores só querem jogar por Portugal. Eu também adorava jogar pelo Brasil mas cada pessoa tem de representar e dar a retribuição ao país que o viu nascer. Se for o caso como o Cavaleiro, que nasceu em Portugal mas não tem nível para a selecção não deve jogar por Angola, mesmo que tenha raízes lá. Isso vai criar um sentimento de gestão oportunista de carreira, porque se sentia angolano não jogou quando tinha 19 anos lá porquê? Se forem jogadores que nasceram fora, mesmo que tenham vindo pequeninos para cá, não devem jogar por Portugal, mas sim pelo pais em que nasceram.
Porque os países quando investem em infra-estruturas de desporto fazem-no calculando resultados que esperam obter através da população que têm. Contudo, se todos os jovens quiseram jogar por outros países temos nações que investem muito no desporto para depois não terem retorno.
Ok, eu sei que isto gerará injustiças em certo ponto. Haverão jogares privados de jogarem pelo país que mais sentem proximidade, mas tem de haver controlo nisto e em última instância se nasces num país tens de amá-lo, mesmo que até possas sentir mais afinidade com outro.
Como a identidade é algo complexo e podes ter várias ascendências podes-te sentir parte de várias comunidades. Mas aquela a que tens de dar o contributo desportivo é a que te viu nascer lá, tens de contribuir para o potencial do país que te viu nascer. Por exemplo, eu detesto o Pepe como pessoa em muitas coisas, mas até acho que se sente mais português que outros que por lá andam para quem a selecção é um festival de vaidade. E sei que há luso-descendentes e imigrantes do Palops que torcem sempre por Portugal, mesmo em África e com a questão do colonialismo, o apoio à selecção de Portugal e aos clubes portugueses foi sempre imenso. Não duvido que gostem de Portugal mas isto prejudica o desenvolvimento desportivo destas nações. Ninguém quer jogar por Cabo Verde, São Tomé, Angola, Timor.
Não faz sentido luso-descendentes que não nasceram em Portugal, ou imigrantes nascidos nos Palops jogarem por Portugal. Faz sentido todos os que nasceram em Portugal, independentemente de serem etnicamente portugueses ou não, jogarem por Portugal.
Isto das selecções está-se a tornar um forrobodó de interesses de jogadores e empresários e deve parar. Até há casos mais graves em que por detrás de algumas nacionalizações há jogadas políticas que visam usar atletas nacionalizados à pressa para serem objecto político de instrumentalização de um país em guerra com o outro. e isto vai gerar tensão, ódio e violência no desporto. A minha proposta é esta. Só se pode representar o pais em que se nasceu. Se não se sentir desse país não jogue por ele, sou até a favor que a FIFA permita que um jogador invoque alguma objecção de consciência em alguns casos para não jogar pelo seu país de nascimento, por exemplo, envolvendo conflitos separatistas. Até porque se vai para lá contrariado mais vale não ir. Agora este caos que está instalado nas selecções tem de parar.
Estigarribia
Joga_Bonito,
Também a mim isso me faz confusão. E se o Ivan Cavaleiro já foi internacional AA por Portugal, a FIFA não devia permitir que isto acontecesse. Isto é um desvirtuar da selecção. Mas nada me espanta: as selecções actualmente são controladas pelos empresários manhosos que pululam o futebol. Não sei o que se pode fazer para acabar com isto.
Saudações Leoninas
Joga_Bonito
Eu propus a medida de só permitir jogar pelo país onde se nasceu como meio de pelo menos controlar este caos. Mas mesmo assim continuaria a haver problemas nestes conflitos de interesses. Uma coisa que nem tem tanto que ver com esta questão mas que já defendo há tempos é a limitação do número de jogadores que um empresário pode ter sob contrato e a proibição de os treinadores terem empresários. É que sendo o treinador quem escolhe os jogadores isso coloca claros conflitos de interesses. Na selecção de Portugal o Mendes manda em tudo e este poder foi contruído lentamente, manda nos treinadores e nos jogadores porque os agencia. Isto deve ser proibido, regulamentar que um empresário tem de ter um limite de jogadores que agencia.
Não tarda ainda teremos presidentes de clubes a serem agenciados por empresários e a plantarem nos clubes toda a casta de refugo, agora de forma mais descarada.
Estigarribia
Nem mais. Essa influência do Mendes na Selecção de Portugal também ajuda a explicar o porquê do Pote, mesmo tendo sido o melhor marcador do campeonato em 20-21, ter ido só fazer turismo ao Europeu de 2021. Do tipo, é agenciado pelo Jorge Mendes? Não. Então não joga…
Sinceramente os empresários de futebol já deveriam ter sido extintos já que não trazem nada de bom ao futebol e só andam nisto para lavarem o dinheiro. Não sei como a FIFA não acaba com eles.
Saudações Leoninas
Kafka
Isso de roubo de talento aos países mas pobres, também há o inverso, roubo de talento aos países mais ricos
A Selecção francesa tem sido bastante prejudicada, havendo vários jogadores franceses que andam a jogar por várias seleções africanas… A França quase que podia fazer outra selecção que no mínimo se apurava para o Mundial/Europeu, só com jogadores franceses que jogam porque seleções africanas
Joga_Bonito
Sim, isso é o outro lado da moeda. Os jogadores que preferem jogar por equipas mais pequenas, onde são estrelas, mandam e desmandam e sabem que são sempre convocados. É o individualismo levado ao extremo.
TOPPOGIGGIO
Kafka mas isso vai dar ao que o Joga_bonito está a dizer: jogam por esses países por conveniência uma vez que dificilmente jogariam pela França e/ou caso o fizessem não seriam a estrela da companhia… Não considero um “roubo” no sentido em que os países que acabam por representar (além da possibilidade de ser “A” estrela) não lhes oferece mais do que a França ofereceria (sendo essa eventual vantagem oferecida o motivo para se deixarem seduzir e assim seclinarem o “convite” francês. Nem todos os casos são iguais mas partilho da opinião do Joga_bonito.
TOPPOGIGGIO
*declinarem
JoaoMiguel96
Muito bom ver o Inácio na seleção. É daqui da minha zona, de Mafra, e tem feito uma carreira bastante sólida.
No Mafra tem sido dos melhores, tanto a defesa central como a médio defensivo.
Estigarribia
João,
Subscrevo o que dizes. Vi o jogo entre o Mafra e o SC Covilhã para a Taça da Liga e gostei da exibição dele. Se tiver a cabeça no sítio e não se deslumbrar pode ter uma carreira interessante porque o talento e o potencial estão lá.
Saudações Leoninas
coach407
Não conhecia o Inácio até esta época, mas tenho ficado impressionadíssimo. Ainda hoje contra o Académico voltou a fazer um excelente jogo.
Parece-me claramente jogador de I Liga.
AndreCruz
Custa-me tanto ver tanto comentário xenófobo por aqui. Qualquer português pode ser chamado à seleção portuguesa. Ponto final parágrafo.
Pyros
Xenofobia? onde? O que alguns users discordam – a meu ver bem, mas YMMV – que as seleções estão a tornar-se de “conveniência”.
Daqui a pouco mais vale que o critério para as seleções seja a residência fiscal…
Bio
A mim custa-me especialmente ver pessoas utilizar o racismo ou a xenofobia como argumento para qualquer discussão actualmente, em casos onde não tem nada a ver com discriminação.
Sinceramente acho que só desvaloriza os verdadeiros casos de racismo e xenofobia, que devem ser repudiados.
Abbas
Parece que para alguns é impossível alguém ter duas nacionalidades em simultâneo.
DNowitzki
Muitas vezes, o jogador A ou B é convocado para ser amarrado àquela seleção. Depois, se vinga, ótimo, porque já é nosso; se não vinga, paciência!
Faz muito bem o Cavaleiro em jogar por Angola se tem ligações ao país. É curioso como os critérios mudam consoante os interesses.
Depois há o clubismo, que, obviamente, já foi esparramado aqui, que traz consigo o julgamento de caráter das pessoas. Assim sendo, o Fernando Santos, por exemplo, é um vassalo do Mendes. A facilidade com que escrevemos estas coisas sobre as pessoas, sem termos o mínimo de provas ou factos que o consubstanciem, além de “achismos”.