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“Já conquistei o meu lugar na história do ténis”

NEW YORK, NY - SEPTEMBER 11: Stan Wawrinka of Switzerland celebrates with the trophy after defeating Novak Djokovic of Serbia with a score of 6-7, 6-4, 7-5, 6-3 during their Men's Singles Final Match on Day Fourteen of the 2016 US Open at the USTA Billie Jean King National Tennis Center on September 11, 2016 in the Flushing neighborhood of the Queens borough of New York City. (Photo by Elsa/Getty Images)
Imagem: Firstpost

Open da Austrália, Roland Garros e US Open já fazem parte do currículo, pelo que para completar o ramalhete, “só” falta mesmo vencer Wimbledon. Será, por certo, um dos objectivos do suíço para a próxima época, ele que está a viver um novo capítulo da sua vida desde 2014.

Stan Wawrinka começou a desenhar um novo capítulo na sua carreira aquando da conquista do Open da Áustralia, em 2014. Daí para cá, o suíço tornou-se um dos tenistas mais temidos do circuito e a encabeçar a lista de principais candidatos ao título em qualquer torneio que participe. “Tenho que acostumar-me a lidar com o favoritismo. Salvo em algumas excepções, agora sou quase sempre favorito”, começou por observar, em entrevista à revista suíça “Schweizer Illustrierte”. Contudo, o antigo campeão do Portugal Open reconhece que ainda há muito para melhorar. “Cometo vários erros tácticos e por vezes não tomo as melhores opções, e isso faz o meu adversário crescer no encontro. É importante analisar a razão pela qual isso acontece”.

Stan Wawrinka conta actualmente com três títulos de campeão de torneios do Grand Slam no seu palmarés, mas assegura que esses êxitos não lhe tiraram a humildade. “A vitória no Open da Austrália foi a que mais mudou a minha vida. Roland Garros consolidou o meu lugar na história. Houve muitas pessoas que me reconheceram como sendo um dos melhores tenistas depois de vencer em Paris, especialmente em França e na Europa”, contou.

A 28 de Março de 2017, Wawrinka completará 32 anos de idade, mas colocar um ponto final na carreira é algo que ainda não lhe passa pela cabeça. “Eu amo este desporto, independentemente de ganhar ou perder. Mesmo que já tenha 31 anos, não penso em deixar de jogar, ainda sou jovem. Quero desfrutar do ténis o máximo de tempo possível”, afirmou o número 3 mundial, que deseja manter-se em bom nível no circuito durante “mais três ou quatro anos”.

Aconteça o que acontecer daqui para a frente, Stan Wawrinka sublinha que já conquistou o seu lugar na história da modalidade, registe ou não futuros êxitos. “Existem dois mundos diferentes, mas isso não acontece só no ténis, como também na vida. A tua vida será diferente se ganhares mais vezes. Por isso, Federer é conhecido mundialmente, tem muito reconhecimento. Ele ganhou muitos torneios Major e, mais recentemente, a Taça Davis [2014]. Não importa o que acontecer no futuro, eu já cravei o meu nome no ténis”.

“Ever tried. Ever failed. No matter. Try again. Fail again. Fail better” é a frase de Samuel Beckett que Stan Wawrinka tem tatuado no seu braço esquerdo.

João Correia

VM
Author: VM

1 Comentário

  • Kafka
    Posted Outubro 12, 2016 at 1:56 pm

    E parecendo que não, como quem não quer a coisa, já “só” lhe falta vencer Wimbledon para completar o Grand Slam de carreira

    Agora ele já não caminha para novo e a idade vai começar a pesar, no entanto Wimbledon também é do ponto de vista físico o menos exigente dos 4 Grand Slams e portanto quiça não venha a conseguir já na próxima época, estou a torcer para que sim

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