
Chelsea 1-2 Liverpool (Diego Costa 61′; Lovren 17′, Henderson 36′)
Mais um jogo grande, mais uma vitória do Liverpool. Os Reds, que esta época já derrotaram o Arsenal e Leicester, foram ao terreno do Chelsea vencer por 2-1, subindo, à condição, ao 4.º lugar da Premier League. Um resultado que até peca por escasso já que o conjunto de Klopp, com uma excelente circulação de bola e pressão, engoliu por completo os Blues nos primeiros 55 minutos (o Chelsea mal passou do meio campo) e acumulou oportunidades para vencer por uma margem mais confortável. Henderson apontou um golaço (remate ao ângulo fora da área), Wijnaldum e Lallana deram espectáculo no momento com bola (sempre muito confortáveis na recepção, passe e decisão), e Milner destacou-se a lateral esquerdo, numa partida que voltou a demonstrar que o problema do Liverpool é a falta de regularidade (teve provavelmente o arranque mais complicado do campeonato e o único encontro que perdeu foi contra o Burnley). Já o conjunto de Conte foi uma desilusão, uma equipa sem ideias no momento ofensivo, que não soube contornar a pressão adversária e que apenas apareceu em 2, 3 momentos de transição e em lances de bola na área sem grande critério, a excepção foi a jogada do golo, com Matic (que neste sistema perde alguma influência) a fazer a diferença.
Quanto à partida, o Liverpool começou claramente melhor, com uma pressão asfixiante sem bola e conseguindo instalar-se no campo da equipa da casa. A excelente entrada em jogo materializou-se aos 16’, quando Coutinho cruza da esquerda e Lovren aparece livre de marcação para abrir o marcador. O golo não alterou as bases do desafio, continuando os reds a impressionar com a sua intensidade, verticalidade e capacidade para ter sempre a equipa muito junta, acabando por chegar ao 2-0 já perto do intervalo, num golo monumental de Henderson, que aproveitou um corte algo infeliz de Cahil para, de fora da área, bater Courtois. Na segunda parte, os blues procuraram reagir e conseguiram reduzir a desvantagem aos 61’, numa excelente incursão de Matic na esquerda, com o sérvio a assistir Diego Costa para o 2-1. No entanto, a turma de Conte não aproveitou o golo para partir para cima do Liverpool, que passou a adoptar uma postura de conservação da posse de bola, tendo mesmo tido uma enorme oportunidade aos 79’, com Origi, na pequena área, a cabecear mas Courtois a fazer uma grande defesa. Para a parte final os blues tentaram chegar ao empate mas nunca conseguiram superar a defensiva dos visitantes, tendo mesmo a vitória ido para o Liverpool.
Destaques:
Chelsea – Exibição pobre. Os blues, depois do empate frente ao Swansea na passada jornada, apresentaram-se a um nível fraco, não conseguindo contrariar a pressão do adversário (poucas vezes conseguiram circular com qualidade) nem ser uma equipa forte sem bola, permitindo que o Liverpool se instalasse no seu campo sem incomodar em demasia o portador da bola. Conte terá de melhorar a equipa para as próximas jornadas, sendo que corre o risco de ver já o City a 5 pontos. Individualmente, Courtois sofreu 2 golos mas impediu que o terceiro golo chegasse, ao passo que na defesa David Luiz, no primeiro jogo após o regresso ao clube, esteve a um bom nível, sem os erros que por vezes o caracterizam. Um dos grandes problemas da equipa esteve no meio-campo, onde Oscar esteve muito escondido do jogo e Kante e Matic (que esteve muito bem no lance do golo marcado) sem capacidade de acrescentar qualidade à posse (neste campo a ausência de Cesc, que voltou a ser suplente, sente-se bastante). Na frente, Hazard não manteve o nível das jornadas iniciais (incapaz de desequilibrar) e Diego Costa marcou praticamente na única oportunidade de que dispôs.
Liverpool – Excelente encontro, a provar que qualidade para estar no topo da Premier League não falta aos reds (o problema é a falta de regularidade). Mais uma vez, a turma de Klopp impressionou num jogo grande, mostrando uma enorme adaptação às ideias do seu técnico: agressividade pouco vista sem bola, que asfixia o adversário; equipa muito junta e compacta, facilitando assim quer a pressão quer a circulação; e verticalidade nas saídas para o ataque. Veremos é se o Liverpool será agora capaz de manter este nível nas próximas jornadas. No plano individual, Milner (um jogador com uma atitude competitiva e experiência que lhe permitem ser opção em quase todas as posições do terreno) esteve impecável como lateral-esquerdo, ao passo que Lovren não só esteve impecável a defender como ainda marcou o golo que abriu o marcador. No meio-campo, Henderson não só funcionou como pêndulo como fez um golo de levantar o estádio, enquanto que os interiores Lallana e Wijnaldum foram uma das chaves da excelente prestação da equipa, estando impecáveis quer na pressão quer com bola, impressionando pela precisão no passe e recepção. Na frente, os “artistas” Coutinho e Mané não desequilibraram como em outras ocasiões, mas ainda assim foram mantendo em sentido a defesa do Chelsea.


27 Comentários
Videira
Bruno César > Milner
Ahahah ?
Turiacus
Realmente dá um gosto enorme ver o Liverpool nestes grandes jogos, sempre muito forte e muito pressionante e só não tem ganho por mais porque ainda assim tem falhado muito (é o exemplo do empate contra o Tottenham que podia ter ganho muito bem o jogo). Só é pena que realmente seja mais perdulário nos jogos contra equipas com menos estofo mas esperemos que consiga acertar essa regularidade ao longo da época e volte ao top4 do campeonato inglês para, pelo menos, voltar à liga dos campeões.
Adoro ver o Milner, é um jogador impressionante com uma garra e uma competitividade realmente fantástica e com esta adaptação a DE quase que faz esquecer que o Liverpool não se reforçou nessa posição no mercado de transferências. E claro, uma menção honrosa aquele golo absolutamente fantástico do Henderson que me fez ignorar tudo que a minha mãe me estava a dizer durante os minutos em que deu repetidamente a repetição do golo ahaha
Luis ES
O Liverpool tanto ganha às grandes equipas como depois perde pontos com equipas mais acessíveis.
jpcacelas
Destaco três momentos do jogo:
1- A primeira parte da partida em que o controlo é todo do Liverpool, com uma bela circulação e a quebrar constantemente as linhas do meio campo londrino, chegando ao último terço sem grande dificuldade onde oportunidades foram criadas. Em contraste, os blues falharam bastantes passes e mal conseguiram criar, um futebol com pouco critério.
2- À entrada para o segundo tempo, o Chelsea toma as rédeas do jogo, tal como deveria ter sido obrigação desde o minuto 0 a jogar em casa. No entanto, pareceu haver pouco entrosamento e um futebol mal trabalhado, até porque oportunidades de golo claras só mesmo o golo e outro remate de Diego Costa que acaba defendido por Mignolet, passarinhos no último terço, completamente inofensivos.
3
Ricardo Silva
Boa análise, só aponto um erro. Os Red Devils são os jogadores do Manchester United e não do Liverpool!
jpcacelas
Lapso meu! No entanto, quando ia corrigir e clico em “Enviar” o VM lembrou-se de submeter só metade do texto, não sei o que se passou..
El Pistolero
Nenhum dos 3 médios do Chelsea é bom ofensivamente. A equipa ataca com 4 jogadores onde um se esconde da bola e com os laterais. Azpi joga no lado contrário ao que devia e Ivanovic falha imensos cruzamentos e dribles.
A chave deste jogo foi o Wijnaldum. Sempre a tranquilizar o jogo e a equilibrar a equipa. O Matip foi um grande upgrade no centro da defesa e o Milner até a lateral tem estado muito bem.
The Boss
O Mourinho por bem menos é facilmente criticado…o Chelsea com o plantel que tem já devia estar a praticar um futebol de outra categoria. Bom início na segunda parte mas um deserto de ideias por volta dos 70 minutos e pasme-se, o senhor Conte decidiu não fazer nada e esperar até ao minuto 83 para finalmente meter alguém. Em relação ao Liverpool, é esperar para ver se este futebol coeso dá sinais de vida contra clubes de menor dimensão.
Proudhon
O Liverpool quando está bem pode ganhar a qualquer equipa (City e United incluídos) o problema é a consistência da equipa e, sobretudo a falta de qualidade da linha defensiva. Chelsea a ser o mesmo das jornadas iniciais, pouco futebol mas uma intensidade que perturba os adversários, de qualquer forma só intensidade não ganha jogos. Espero que este ano o Liverpool, sem competições europeias, possa andar lá em cima a época toda
Gunnerz
Vai ser o campeonato mais fácil de sempre.. Para o City.
Ricardo
Jogo fantástico, jogadas rápidas, equipas em transição, assim deveria ser o futebol.
fausto
deu gosto ver o liverpool tratar bem a bola e mesmo quando o tempo determina que ela deixe de rolar dá gosto ver o pós jogo pela cumplicidade do klopp com os seus jogadores.
quanto ao chelsea, bolas bombeadas para o diego costa e bola para o hazard nao chega. apzpiculeta mediocre como sempre que o vejo jogar e kante ofensivamente é muito limitado e mesmo no momento defensivo foi impotente.
HeberPrincipe
Muito bom ver o Liverpool novamente a vencer os grandes fora de casa, mas é igualmente importante que consiga a mesma consistência contra os menores.
radiofutebol
A verdade é que continua a valer tanto uma vitória contra o Chelsea como contra o Burnley, não sei se o Klopp pensa assim :P
Kafka
E o City se amanha vence pode começar a ir embora…
Grande exibição do Liverpool e vitória merecida perante um Chelsea inoperante e sem ideias a nivel ofensivo e defensivamente este Chelsea não tem a defesa da Juve, o que torna tudo mais complicado para Conte…
Pedro o Polvo
É muito cedo para qualquer campeonato, em especial o inglês. O City não vai ter uma tarefa fácil, mas como disse no dia 1, é o principal favorito, para mim o melhor plantel treinado por um dos melhores treinadores do mundo.
ogoid
but can he do it on a cold rainy night in stoke
radiofutebol
Tem de ser. O City nas 4 primeiras jornadas enfrentou o último classificado, penúltimo, ante-antepenúltimo e o United. Portanto, equipas como Stoke e Sunderland que têm 1 ponto, West Ham com apenas uma vitória frente ao Bournemouth (equipa que o City enfrente amanhã). Se tivessem começado mal é que seria de admirar…
Luis La Liga
Mas o campo do Stoke nao era dos mais dificeis do campeonato ingles? Todas as equipas nao sao extremamente dificeis e muito competitivas?
radiofutebol
Uma coisa é no inverno, outra é no Verão. Mas não deixa de ter o seu mérito em ter ganho lá.
vitorino
luis, por curiosidade, és adepto de algum clube tuga?
Luis La Liga
Sou benfiquista, mas nao fanatico
Kafka
Na mouche Luis La Liga
Kafka
Ahhh?
Então mas não era a Premier League que vocês diziam que todos podiam ganhar a todos? agora afinal contra os últimos já é fácil?
Já começa o processo de desculpas para desvalorizar o Guardiola
Mas em Maio voltamos a falar….
Effenberg
Kafka e Luis La Liga:
O City na 5ª Jornada da época passada estava em 1º com 4pts de avanço sobre o Leicester (2º) e com ZERO golos sofridos.
Agora pergunto-vos como acabou o campeonato.
Luis la Liga
Foi uma boa primeira parte, mas a segunda foi muito fraca. Liverpool pos-na retranca e o CHelsea com Matic e Kante fica muito mais limitado de ideias na fase de construção.
SlyRP
Pôs-se na retranca no final do jogo, porque mesmo na segunda parte, o Liverpool teve um período de 15/20 minutos que controlou o jogo, teve até algumas hipóteses para marcar.
Curiosamente, praticamente depois do golo do Chelsea, onde se esperava que acontecesse o contrário.