Já lá vão os tempos em que a equipa de Matosinhos tinha jogadores como Penteado, Osvaldo Silva, Frasco ou Antchouet. Fundado a 28 de Novembro de 1907, os ”Bébés do Mar” contam no seu currículo com feitos notáveis, entre eles uma Taça de Portugal conquistada ao Porto, sendo a única equipa portuguesa e uma das poucas do mundo que participou nas competições europeias estando na terceira divisão de futebol (Taça Uefa – 2002/2003). É conhecido pela raça e fanatismo dos seus adeptos (por vezes excessivo, é certo) mas conta sempre com um número assinalável de espectadores, seja em casa ou como visitante. Desde sempre um clube que aposta na formação, o LSC, como é conhecido entre os adeptos, andou a defraudar os sonhos dos seus jovens atletas que ambicionavam chegar à equipa principal nos últimos tempos. Desde o regresso à primeira divisão, em 2007-2008, até à época transacta (2011-2012, com excepção de 2 ou 3 elementos que subiram a equipa de séniores) que a turma de Matosinhos insistentemente contratou jogadores oriundos da América Latina e sem o mínimo de valor ou interesse em defender um clube histórico mas com dificuldades financeiras. E os resultados estavam a vista. Uma equipa sem garra foi despromovida na época 2009-2010 e alcançou uns humildes 6º e 11º lugares nas épocas que se seguiram. Esta época tudo parece ter mudado. A equipa de futebol conta com 29 elementos, sendo que 22 são portugueses (14 formados no clube !) e 7 são estrangeiros (Hernani, Cabo Verdiano, nasceu em Portugal e Anderson, nigeriano, também fez parte da formação do LSC). E esta aposta parece dar frutos. A equipa encontra-se no oitavo lugar da honra (ou sexto, visto que as equipas B’s do Sporting e do Benfica não podem subir) e com todas as possibilidades de subir de divisão. É visível o gosto com que os formados no clube envergam a camisola do conjunto do Mar e também os restantes portugueses e ”estrangeiros” parecem começar a sentir também o clube (Hernani chorou a época passada quando o Leixões ficou fora da luta pela subida). Existirá mão do treinador nesta revolução ? Ou a iniciativa fez e faz parte da estrutura diretiva ? Conseguirá o Leixões ter a companhia dos grandes na próxima época ?
Visão do Leitor : Ricardo Fonseca


