Exibição muito pobre do conjunto de Valverde na ressaca da goleada no El Clássico. Lenglet entrou na segunda parte para ser o herói nos descontos, naquele que foi o seu 1.º golo com a camisola dos blaugrana.
O Barcelona venceu o Leonesa por 1-0 nos 16-avos da Taça do Rei. Num jogo muito difícil para o campeão espanhol, que esteve 80 minutos sem acertar na baliza da formação Segunda Divisão B, Lenglet, no minuto 91, deu a vitória ao Barça. Livre de Ousmane Dembélé e o central francês cabeceou para o fundo das redes. Valverde entrou em campo com: Cillessen; Semedo, Brandariz, Cuenca e Miranda; Sempre, Vidal e Dénis Suárez; Dembélé, Malcom e El Haddadi.


4 Comentários
T. Pinto13
O Lenglet vai ganhar bastante confiança. Não deixa de ser curioso que nenhum dos 3 grandes de Espanha conseguiu resultados avolumadoa contra clubes de divisões inferiores e bastante mais fracos.
josevilela
Porque jogaram a 1ª mao fora e desde que o resultado nao fosse uma goleada, sabem que depois em casa resolvem o jogo á vontade.
O Barcelona hoje parecia que tinha lá ido fazer um favor.
Luis ES
O Real venceu por 0-4…
SenyorPuyol
Bem, visto que estes jogos pouco passam de um teste para as unidades menos rodadas, pouco havia para analisar neste jogo a não ser avaliar o nível dessas mesmas unidades. Notou-se bastante a falta de rotinas, o que preocupa, mas acaba por ser normal para um 11 que nunca jogou junto.
– Cillessen – Nada a dizer, tal como no ano passado, extremamente seguro. Tenho pena que não tenha mais minutos, mas com Stegen assim, nada há a fazer.
– Semedo – Não o percebo, vinha aumentando o nível e parecia estar a recuperar a confiança, mas hoje, se Cillessen não foi o jogador a quem fez mais passes, foi o segundo ou terceiro, e alguns deles desde o meio campo adversário. Precisa de voltar ao ganho de confiança que estava a mostrar.
– Chumi e Cuenca – Gostei de ambos, é certo que era um jogo contra avançados da Segunda B, mas gostei dos dois centrais. Cuenca até me convence mais nos aspectos defensivos mas Chumi tem outros argumentos na saída de bola e transporte da mesma, se continuar a trabalhar, ambos têm 18/19 anos, se continuarem a trabalhar podem acabar por dar centrais interessantes.
– Miranda – Tem de dar mais, fez uma boa pré-época mas não gostei muito que ficasse ele no plantel em vez de Cucurella. Se quer ser uma alternativa válida a Alba, não pode tremer tanto num jogo destes, ainda está verde. Teve pormenores interessantes, mas tem de ser mais assertivo na recepção e condução.
– Samper – Ninguém merece uma nova lesão no primeiro jogo depois de tanto tempo sem competir. Não posso avaliar bem a prestação dele pois não sei até que ponto estava a ser afectado por moléstias.
– D. Suárez – Quem me dera que não fosse tão irregular. Tem uma inteligência, uma versatilidade e uma técnica fantásticas, mas peca por desaparecer em vários troços do jogo. Gostei dele hoje, mas sabe sempre a pouco quando se compara com o futebol que poderia dar.
– Vidal – Qualquer dia poder-me-há convencer que foi uma boa contratação, ainda não foi este o dia. Não faz a mínima ideia onde tem de estar em campo, curiosamente só começou a jogar melhor quando Valverde o colocou como pivot, onde não pode fugir muito daí e onde nem foi muito testado.
– Malcom – Hoje provou-me porque é que não tem jogado. Até mostrou vontade, mas com a bola nos pés esteve francamente mal, recepções falhadas, maus passes, um remate que saiu pela linha lateral… Ou é falta de confiança ou então precisa de trabalhar bem mais.
– Munir – Até gostei, está melhor que na sua anterior passagem pela equipa principal, não vou fingir que é um grande avançado, não o é, mas para o fraco acompanhamento que teve na frente de ataque, até conseguiu ganhar o seu espaço e moveu-se bem. Tem é de entender que a bola nem sempre tem de ir para a frente, recuava muito bem para arranjar espaço mas depois estragava tudo ao tentar virar-se para a direcção da baliza.
– Dembélé – O típico jogo de Ousmane quando tem pouco espaço, várias perdas de bola, tentativas de progressão para um espaço que não tem e uma apatia que me chegou a enervar. Tem de fazer bem mais para reconquistar a titularidade, tem rasgos de génio, quando quer é excelente (como exemplo, em dois livres na mesma posição, manda o primeiro num balão para as bancadas e no segundo dá um cruzamento com conta, peso e medida para o golo de Lenglet), mas ser genial só às vezes, para mim, não chega.
– Aleñá – O miúdo não engana, que qualidade, falhou alguns passes em zonas perigosas, há que limar isso, mas de resto, o nosso jogo foi dele, apareceu em todo o lado, boa capacidade de progressão, muita qualidade na posse, um ou outro toque de classe. Não fosse aquela lesão em Junho que o fez perder toda a pré-época e podia-nos ter livrado de contratar Vidal. Este rapaz tem de estar no plantel principal.
– Lenglet – Entrou bem, permitiu-nos jogar mais avançados, não teve muito trabalho e estreou-se a marcar (já vinha ameaçando). Prestação positiva no geral, cada vez mais feliz com a contratação de Lenglet.
– Arthur – E por falar em feliz com uma contratação, Arthur. Esteve pouco tempo em campo, mas chegou para ganhar a falta que deu o golo. Sobre a sua qualidade, já me pronunciei noutros posts e terei oportunidade de o fazer mais vezes ao longo da época.