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Leões regressam às vitórias (já não venciam desde 24 de Setembro); Golo (madrugador) de Wolfswinkel e defesa incrível de Patrício no último minuto (minhotos ainda atiraram ao poste já nos descontos) aliviam a crise do Sporting e deixam o Braga mais longe dos líderes; O 1º triunfo de Vercauteren, a estreia do júnior Dier (fez a assistência), a excelente exibição de Beto (3 grandes intervenções), o maior domínio dos gverreiros e o desperdício leonino foram as principais notas do encontro

Sporting 1-0 Sp. Braga (Wolfswinkel)

O Braga teve mais remates, mais ataques, mais cantos, mais posse de bola, mas no final quem sorriu foi o Sporting. Os leões, fruto de um golo madrugador de Wolfswinkel, chegaram à vantagem, e depois sofreram, tiveram alguma sorte, mas conseguiram regressar às vitórias (quebraram um jejum de 8 jogos sem vencer). Resultado injusto pelo que se passou em campo (melhor 1ª parte do Sporting, melhor 2º tempo do Braga), que merecia ter tido mais golos (Patrício e Beto foram enormes), mas que na perspectiva do clube leonino poderá ser o 1º passo para fugir à crise, já no que diz respeito aos gverreiros é um revés na luta pelo título.
No que diz respeito à partida. O clube leonino entrou forte, marcou logo aos 3m (excelente cruzamento de Dier e Wolfswinkel a finalizar), o Braga respondeu com uma cabeçada de Éder (grande defesa de Patrício), mas depois só deu Sporting. Os leões estavam agressivos (na positiva), com intensidade, conseguiam recuperar a bola com facilidade e em zonas adiantas do terreno, e tiveram duas excelentes oportunidades (Wolfswinkel e Elias isolados foram travados por Beto) para ampliar o marcador até ao intervalo. Contudo, na 2ª parte tudo mudou. O clube leonino recuou (Vercauteren fez por isso com as substituições) e o Braga dominou por completo. Os minhotos colocaram mais jogadores na frente, começaram a criar oportunidades e só ia dando Patrício (o guardião ia travando os remates do Braga, destaque para as tentativas de Éder, Barbosa e Viana). No Sporting, só Capel respondia (o espanhol isolado voltou a ser travado por Beto). Já na etapa complementar, os minhotos tiveram as melhores oportunidades para chegar ao empate, 1º Patrício roubou o golo a Douglão com uma defesa por instinto, depois Alan atirou ao poste.

Destaques


Vercauteren – 1º triunfo desde que chegou a Alvalade, este Sporting fez uma excelente 1ª parte (aliás pareceu uma cópia do que eram os leões de Sá Pinto nos jogos de maior cartel: mais agressivo, mais intenso, mais perigoso nas transições), foi inteligente ao ter colocado Pranjic a médio (há muito o VM menciona que é onde o croata rende mais), mas na 2ª parte menorizou o clube leonino. É certo que o momento é delicado, é certo que os leões necessitavam urgentemente de ganhar, é certo que os jogadores estão num momento psicológico complicado, mas a jogar em casa, demonstrar este receio (quase como se fosse uma equipa pequena a defrontar um grande com substituições e uma postura táctica super-defensiva), e dar assim o domínio ao adversário é muito curto (aliás já não tinha dado resultado frente ao Genk e como o belga reconheceu diante dos gverreiros o clube leonino acabou por ser feliz). Para o Sporting continuar a vencer, terá de demonstrar muito mais (os jogos tem 90m e não só uma parte, e um clube “grande”, principalmente a jogar em casa tem de ser dominador).

Peseiro – O Braga não soube reagir à pressão e intensidade do Sporting na 1ª parte, mas no 2º tempo os minhotos demonstraram porque são um candidato ao título. Dominaram a partida com uma posse de bola e movimentações ofensivas de grande qualidade, tiveram várias oportunidades de golo e só Patrício contrariou  o bom jogo dos minhotos. No entanto, continua a ser estranho a aposta em Djamal (Custódio fez muita falta, mas deveria ter sido substituído por Amorim) e na frente Salvador terá de dar uma prenda de Natal ao seu treinador: Alan, apesar dos seus 33 anos, é o único puro desequilibrador.
Patrício/Beto – Foram enormes. Os principais responsáveis pelo resultado não ter ficado 3-3 ou 4-4. Beto fez 3 intervenções importantes quando Wolfswinkel, Elias e Capel estavam isolados e não permitiu que o Sporting ampliasse o marcador; já Patrício juntou a uma defesa enorme na 1ª parte (depois de uma cabeçada de Beto), a várias intervenções de qualidade no 2º tempo (a que se inclui uma quase impossível a remate de Douglão no minuto 90) e impediu que o Braga chegasse ao empate. De longe os 2 melhores em campo.

Eric Dier – Ainda é júnior (nasceu apenas em 1994), mas não acusou a pressão da estreia e ainda acabou por ser decisivo com a assistência para o único golo da partida. Uma equipa não perde devido a um jogador (Cédric), mas ter um parte do corpo ferida (um pouco como acontecia com o Benfica o ano passado com Emerson) acaba muitas vezes por condicionar o resto, e isso tem acontecido no clube leonino. Hoje, com o inglês o Sporting teve mais competência na defesa, mais altura nas bolas paradas (e mesmo assim sofreu bastante nessa vertente) e no geral (apesar de na 2ª parte ter acusado algum desgaste) foi uma exibição conseguida do central adaptado a lateral. Veremos se Rubio (é muito melhor que Betinho), Tobias (é o central do Sporting mais promissor), Zezinho e João Mário, à semelhança do que aconteceu com Dier também merecem uma oportunidade na equipa A.

Wolfswinkel  – Criticado, assobiado, mas continua a ser o abono de família do Sporting. Mais um golo, mais alguns desperdícios também, mas também muita luta na frente. Tivesse o clube leonino outro avançado como o holandês.

Alan – Depois de Beto foi a melhor unidade do Braga. Assumiu o jogo, desequilibrou, empurrou a equipa para a frente, ganhou várias faltas e ainda esteve nas duas situações que marcaram o encontro na perspectiva dos minhotos: golo de cabeça (anulado por Proença) e bola no poste já nos descontos.

Éder – Incrível a evolução do ex-Académica. Parece melhorar de jogo para jogo (veremos qual será o seu limite). Hoje demonstrou que é um dos 2 avançados mais fortes a jogar em Portugal em termos de capacidade para ganhar as bolas de frente quando salta com os centrais, impôs várias vezes o seu físico, podia ter marcado duas vezes de cabeça e foi um dos destaques do Braga.

Sporting Pranjic acrescentou intensidade e dinâmica no meio campo, Carrillo com a sua irreverência foi um dos destaques no 1º tempo (na 2ª parte apagou-se), a dupla Elias-Schaars acrescentou muita capacidade de luta no meio (o brasileiro juntou a isso algum perigo quando apareceu em zonas ofensivas), Insúa voltou a estar atabalhoado (muito precipitado em termos ofensivos e a definir sempre mal), a dupla Xandão-Rojo foi competente, e Capel acabou por ser um dos melhores no 2º tempo (em oposição com Carrillo, o espanhol esteve apagado na 1ª parte e soltou-se na 2ª).

Sp. BragaDjamal acusou as suas limitações com bola no meio campo, Elderson não deu profundidade do lado esquerdo, a dupla Douglão-NAC cometeu algumas falhas na 1ª parte (mas o brasileiro foi um dos mais interventivos em termos ofensivos no 2º tempo), Viana dominou o meio campo (podia mesmo ter feito o golo), Amorim apesar de ter dado pouco dinâmica acrescentou sempre qualidade quanto teve bola, Micael apareceu menos que tem sido habitual, e Hélder Barbosa entrou bem na partida e conseguiu alguns desequilíbrios.

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