
Por uma unha negra, mas o #44 da Mercedes não conseguiu repetir o feito de 2015 e festejar no Texas. Ao contrário de fins-de-semana anterior, desta vez as declarações preocupadas de Toto Wolff não foram bluff e a Mercedes teve algumas dificuldades em ritmo de corrida – várias voltas atrás de Kimi e Max deixaram os pneus de Lewis em mau estado -, enquanto a Ferrari consegue finalmente uma vitória na estratégia das paragens – não mandou entrar nem o finlandês nem Seb durante o VSC a contar apenas com uma paragem contra duas dos adversários, o que acabou por acontecer. Notas positivas para Raikkonen, que finalmente acaba com uma “seca” histórica aos 39 anos, e Verstappen por mais uma corrida da “cauda à cabeça”; pela negativa o wingman Bottas que, depois de deixar passar Hamilton duas vezes sob ordens de equipa, não conseguiu segurar Vettel e permitiu que os danos pontuais fossem mínimos.
Ficou perto, mas Lewis Hamilton adiou a conquista do seu quinto campeonato de Fórmula 1 por uma semana, após finalizar em 3.º no Grande Prémio dos EUA enquanto o rival Sebastian Vettel ficou logo atrás. Numa corrida emocionante em Austin, o britânico da Mercedes largou da pole position e a precisar de mais 8 pontos que Vettel para garantir já o título, enquanto o alemão da Ferrari fez 2.º na qualificação mas largou da 5.ª posição após ser penalizado por ignorar bandeiras vermelhas durante os treinos livres. Mas Kimi Raikkonen, o outro piloto da “Cavalo Rampante”, surpreendeu no arranque e assumiu a liderança da corrida, enquanto cá atrás Vettel se envolveu com Daniel Ricciardo e fez um pião, obrigando nova corrida de trás para a frente e minimizar os danos. Max Verstappen, que largou do 18.º lugar após penalizações, subiu muitos lugares e surpreendeu Valtteri Bottas na estratégia das paragens, colocando-se no 2.º posto. As últimas voltas tiveram Raikkonen, Verstappen e Hamilton separados por menos de 4 segundos e o britânico ainda tentou ultrapassar o holandês da Red Bull para se sagrar campeão, mas a luta intensa acabou com uma saída larga da “seta prateada”, que fica a precisar apenas do 7.º lugar no México para igualar os 5 título de Fangio. Este despique permitiu a Raikkonen chegar tranquilamente à bandeira de xadrez e matar um “borrego” histórico de 113 corridas entre vitórias, já que o último triunfo do finlandês tinha acontecido no início da época de 2013 na Austrália. Já Vettel conseguiu ultrapassar Bottas para o 4.º lugar na última volta, mas precisará de um milagre – 3 vitórias combinadas com maus resultados de “Hammer Time” – para reentrar na luta do Mundial de pilotos (Hamilton 346 pontos – Vettel 276 pontos).
Entre os outros pilotos, destaque para a “dobradinha” da Renault com Hülkenberg 6.º e Sainz 7.º, os Force India de Ocon e Pérez que acabaram de novo nos pontos, mais uma desistência de Ricciardo (a oitava da temporada) com nova falha no motor, e um incidente logo a abrir que ditou o fim da corrida para Alonso e Grosjean.



2 Comentários
Leandro
Grande Kimi, excelente trabalho e estratégia. Mas o destaque tem de ser Max Verstapen, que corrida descomunal, que craque de outro mundo, começar em 18º e acabar em segundo a a menos de um segundo de Kimi e à frente de Hamilton que começou em 1º… não é normal. Como eu gostava de vê-lo com o carro de Bottas.
Mantorras
O puto é um fenómeno, é inegável. Só o temperamento o poderá afastar de ser campeão um dia, eu gostava de o ver na Ferrari :)