A prova que os treinadores brasileiros também têm qualidade? Cuca, que já venceu esta competição com o Atlético Mineiro, pegou numa equipa que na Era Jesualdo era amorfa, jogava pouco, que vivia de queixas, de não ter reforços, isto ou aquilo, e transformou-a num conjunto empolgante, que chega à final depois de arrasar o Grémio e Boca, que na teoria eram favoritos. E o Palmeiras que se cuide, já que o Peixe tem força na defesa com Veríssimo e Peres, e quando ganha espaço no ataque, Marinho (faz a diferença como poucos na América do Sul), Soteldo e Kaio Jorge por norma castigam.
O Santos apurou-se para a final da Libertadores ao receber e derrotar o Boca Juniors, por 3-0. O Peixe, que tinha empatado a 0 na Bombonera, marcou aos 16′ por Pituca, valorizando assim uma 1.ª parte em que teve 14 remates contra 2, e decidiu a meia-final com uma grande entrada no 2.º tempo, tendo Soteldo (49′) feito o 2-0 com um tiraço, e Lucas Braga ampliado logo a seguir, depois de um grande lance de Marinho. Fabra para complicar a vida ao Boca ainda foi expulso, ao pisar Marinho, e o jogo deixou de ter história. A final entre Santos e Palmeiras está agendada para 30 de Janeiro no Maracanã.
https://twitter.com/LibertadoresBR/status/1349527279366451203


32 Comentários
Miguel SADSC
A imprevisibilidade do futebol sul americano é fascinante. Um dia são horríveis, noutro luta-se por campeonatos e libertadores. No brasileirão, tanto se está em 3º como no ano seguinte se luta para não descer e o Santos parecia um clube destruído, sem recursos e de repente está na final da Libertadores. Mais crédito ainda a Gallardo que mete constantemente o River nesta luta todos os anos. Consistência lá não é a palavra de ordem.
Fim da oligarquia
E mesmo o Gallardo nunca ganhou um campeonato argentino por incrível que pareça.
Na Europa seria praticamente impossível casos como o do Santos agora ou o Corinthians que tiveram sucesso desportivo em períodos em que até os ordenados estavam atrasados.
Por isso não se deve olhar com os olhos de cá para analisar aquela realidade que é completamente distinta .
GoldenFCP
O Cuca está a ridicularizar todos aqueles que o metiam na linha dos ultrapassados(luxemburgo,dunga,mano menezes,scolari,etc).
Que trabalho notável numa equipa com finanças deploráveis e com instabilidade politica.
Kafka
Teria imensa piada se a final fosse Jesualdo contra Abel, mas secalhar com Jesualdo ou Santos não teria lá chegado
Quanto a este Boca, chegou às meias finais aos solavancos, mais com coração do que fruto da qualidade, portanto também não é uma surpresa assim tão grande
Com estes finalistas, nenhum deles sendo a minha equipa do Brasil, a escolha é fácil, desejo a vitória do Palmeiras por causa do Abel e pelo que seria a dobradinha de Portugal na Libertadores
Dennis Bergkamp
Fabra a fazer a sua melhor imitação de Totti on Ramelow.
DNowitzki
O Cuca humilhou o trabalho do Jesualdo, que foi miserável. O mesmo aconteceu no Vasco: Sá Pinto foi uma nódoa. Saiu e o Vasco melhorou imenso.
Dito isto, convém notar que, na Argentina, não há competição a sério há um ano. Fosse uma época normal e os resultados destas meias seriam bem diferentes.
Já agora, se o Abel praticou um feito enorme porque o Palmeiras tem um plantel «não tão bom», digam-me o que se poderá dizer do do Santos.
Jay-Jay Okocha
Mas o Inácio teve em grande. E há uns anos o Paulo Bento marcou uma geração
AbbasK
Veríssimo é centralão, guerreiro, um central na linha de Ruben Dias. Estou confiante nessa contratação, pena que chegue tão tarde (por isso, torcia pelo Boca).
Tiago Silva
Concordo, também noto muitas semelhanças, o Rúben é melhor claro, não fosse ele um dos melhores do Mundo. Mas é um líder naquela defesa do Santos e mesmo com toda esta novela conseguiu manter a qualidade no seu jogo.
coach407
Centralão é a palavra que melhor o descreve. É mesmo o típico “centralão”, aquele jogador que parece que está em todo o lado, muito dinâmico, muito forte nos duelos e tem a vantagem de vir do futebol brasileiro que, ao contrário do que a maioria das pessoas diria, para mim é uma vantagem e vejo com natural jogadores como David Luiz, Thiago Silva, Marquinhos, Felipe, Éder Militão, etc, chegam à Europa e afirmam-se com naturalidade. Claro que existem exceções, mas normalmente dá sempre a ideia que não é por uma questão de qualidade. O Sidnei no Benfica não falhou por falta de qualidade, ficou pesado e com alguns problemas de profissionalismo. Ainda assim, não teve dificuldade em ser um bom central da La Liga, jogando sempre. Claro que esta regra não pode ser aplicada a qualquer central que vem do Brasil porque se vais buscar centrais manhosos é complicado… estou a falar dos bons centrais do Brasil.
Os centrais no Brasil estão muito habituados a estarem expostos constantemente às situações de transição, estão na praia deles no controlo da profundidade porque os avançados no Brasil costumam ser quase todos fantásticos nos movimentos de rotura e, normalmente, são muito fortes nos duelos 1 vs 1 porque é uma situação de jogo estranhamente (para nós) frequente no Brasil.
Além disso, no Brasil os centrais também são obrigados a sair com bola e sob pressão. Ainda assim, normalmente têm mais facilidade em fazer um passe vertical ou longo no Brasil de que em Portugal onde as equipas são muito mais fortes na marcação e na ocupação do espaço, o que significa que o Lucas Veríssimo terá de se habituar a uma saída de bola mais complexa onde a precisão do passe e a decisão é muitíssimo mais relevante que no Brasil. Além de ser mais difícil sair em Portugal, os passes falhados dos centrais também são muito mais cobrados porque é um jogo muito mais “à xadrez” onde todos os passos contam, sobretudo no nível Benfica. Por cá é inadmissível um central falhar um passe. No Brasil é lidado com mais naturalidade. Ainda assim, por norma têm as competências técnicas básicas para se adaptarem ao futebol português que é bastante técnico no nível Benfica, devido ao facto de jogarem sempre em espaço reduzido.
Outro aspeto que é fundamentalmente diferente é o tipo de avançado em Portugal versus o típico avançado no Brasil. Portugal (tal como a Grécia) é dos países com o tipo de avançado mais posicional no Mundo. É o verdadeiro país onde o Mitroglou senta o Raúl Jiménez, onde o Paulinho que é super lento é uma estrela, é o país dos Derley, dos Dyego Sousa. Pontas de lança que jogam ali numa zona central, não caem muito na linha, não recuam muito e não são particularmente fortes na profundidade nem tecnicamente (os grandes têm alterado este paradigma nos últimos anos). Estes jogadores dificilmente chegariam ao Brasileirão. São visto como demasiado limitados para o futebol brasileiro, sobretudo por serem super lentos.
O típico avançado brasileiro é no estilo do Tiago Tomás, do Samuel Lino, do Lima, do Rodrigo (a jogar a 9 mesmo), do Gelson Dala… Isto é algo que depois se reflete nos 9 da seleção brasileira. Têm dificuldade em formar pontas de lança de top nos últimos anos (ainda há pouco o Fred era titular) porque normalmente são fracos contra organizações defensivas de topo mundial. O Firmino caiu-lhes do céu, no Hoffenheim era essencialmente um 10, 2º avançado ou extremo que é normalmente o que acontece aos 9 brasileiros, acabam na linha ou nas costas de outro ponta de lança. Agora é um falso 9, num estilo que favorece o típico brasileiro, mas que, normalmente, não é aposta nessa posição no topo mundial. O Gabriel Jesus também é outro jogador que já jogou a extremo na seleção brasileira. Um ponta de lança de 1,75m, algo que praticamente “não existe” no topo mundial. E o que existe (Aguero) joga precisamente na mesma equipa. Felizmente também está com o Guardiola, um treinador que já jogou com o Messi a 9, o outro avançado é o Aguero e ainda no último jogo jogou com o Phil Foden a ponta de lança portanto é dos poucos treinadores que não precisa do típico ponta de lança. Mesmo jogadores como Aguero ou Lautaro Martínez saem da América do Sul e na Europa são colocadas com outro ponta de lança ao lado com a maioria dos treinadores, devido a essas potenciais dificuldades físicas.
Isto para explicar a diferença do 9 brasileiro para os outros (sobretudo o português). O caso do Gabigol é dos que ilustra melhor a diferença. É um 9 no Brasil. Em Portugal é um 2º avançado ou um extremo, dificilmente apanha um treinador que o coloque a 9.
No fundo no Brasil os avançados que se destacam dão-se menos à marcação (normalmente), recuam mais ou caem nas alas, são tendencialmente bastante mais rápidos, mais fortes no ataque à profundidade, mais evoluídos tecnicamente, mas depois deixam a desejar em ataque continuado, não são boas referências dentro de área, são baixos, mais frágeis fisicamente.
Ainda assim, isto para mim não é mau do ponto de vista de um defesa. Prefiro um defesa que esteja habituado a jogar sem referência de marcação, contra avançados mais rápidos, técnicos e que “massacrem” na profundidade e depois venham para Portugal de que propriamente um central do futebol português ir jogar para o Brasileirão, um central agarrado (lento), habituado a uma organização defensiva coletiva fantástica, habituado a que a bola esteja sempre coberta, habituado a jogar em bloco sem partir o jogo, habituado a avançados que não são particularmente rápidos… No fundo são centrais que estão muito protegidos.
Nos 2 pontos onde vejo que os centrais no Brasil não precisam tanto de se superar (organização defensiva e saída de bola contra um bloco recuado, coeso e forte taticamente), o Lucas Veríssimo tem tudo para ser ótimo já que tem uma boa saída de bola e é muito forte fisicamente, nos duelos é talvez o melhor central do Brasil, é alto e concentrado pelo que é o central teoricamente “ideal” para lidar com o típico avançado posicional.
PS: Obviamente estou a falar de tendências, há pontas de lança mais posicionais no Brasil (Pedro e outros) e também há “falsos avançados” em Portugal mais baixos, mais rápidos e mais técnicos como Tiago Tomás ou Lima. Simplesmente a formação do Brasil aponta mais para o Tiago Tomás de que para um André Silva, Paulinho, Paciência ou Lucas João.
Tiago Pjanic
Pensei que fosse dar Boca até pelo efeito “Maradona”.
Abel neste momento luta por 3 competições. Tem o jogo em casa do 1o classificado São Paulo no meio da final a 2 mãos contra o Grémio. Tarefa difícil. Se sacar uma, vai ser muito bom, duas será histórico, se ganha as três competições é REI DO MUNDO.
Vamos palmeiras!
Fim da oligarquia
È quase um milagre este Boca ter chegado ás meias finais. Equipa muito fraca em todos os aspetos e sem qualquer padrão de jogo,
Não os tinha visto na fase de grupos mas quando vi a segunda mão com o Internacional onde já eram para ter sido eliminados, percebi que muito dificilmente ganhariam este ano porque juntam pouco jogo a pouco talento.
Já o Santos a fase a eliminar foi espetacular com a excepção da segunda mão com a LDU e tem muitas chances de ganhar até porque podem gerir bem o Brasileiro .Tem o jogador neste momento com mais capacidade de decidir por si só e o Soteldo está bem melhor do que há uns meses.
Inzaghi09
Cuca a provar que o Jesualdo, apesar de todas as adversidades, tinha equipa para fazer muito muito muito mais e que afinal, os treinadores brasileiros talvez não sejam todos tão fracos como os pintam.
Este Santos joga um futebol muito agradável, Soteldo, Marinho e Kaio Jorge são muito bom jogadores e o Veríssimo tem tudo para acrescentar no futebol português, caso se confirme.
Em relação ao Boca, confesso que esperava mais, e a equipa apesar de não ser incrível, até partia como favorita mas foi vergada pela qualidade técnica e velocidade do Santos.
Nota ainda para a atitude do Fabra, foi nojenta e espero que seja severamente punido.
Para a final é muito difícil fazer previsões, acho que pode calhar para cada lado, sendo que em futebol jogado o Santos é superior, mas o Palmeiras tem melhores jogadores e uma equipa mais experiente, o que nestes jogos conta muito.
Por fim, queria dizer que o futebol sul americano pode ter muitos defeitos, mas é extremamente apaixonante, sendo que se valoriza o espetáculo e faz com que o talento sobressaía, algo que às vezes na Europa é esquecido, sendo que os jogadores são muitas vezes castrados das suas melhores qualidades, o que prejudica e muito a espetacularidade do jogo.
Kacal
Eu bem avisei que o Santos podia surpreender e nem achava o Boca assim tão favorito e que não jogavam assim tão bem, confirmou-se. O Santos tem feito bons jogos e tem um trio de ataque forte e um líder lá atrás, estão motivados e agora na final é 50-50 a meu ver.
Estigarribia
Vi metade da primeira parte do Santos – Boca Juniors, para ver como jogava o Lucas Veríssimo. Admito que não conhecia o jogador e tenho que dar a mão á palmatória: é mesmo um grande defesa-central e será uma excelente solução para a defesa do Benfica. Mas terá que correr atrás da dupla Otamendi-Vertonghen, que neste momento têm mais jogos nas pernas.
Saudações Leoninas
Flavio Trindade
JJ pôs um emoji revoltado neste post.
Não só fica sem Lucas Verissimo mais uns dias, como corre o risco de ver o Abel vulgarizar o seu “melhor trabalho”.
Por falar em Lucas Verissimo, espero que estes jogos das fases finais da Libertadores tenham servido para dissipar as dúvidas sobre a sua qualidade.
Poderia ter chegado por 7M no Verão mas a mega estrutura preferiu dar 15 pelo capitão da Argentina…
OMotoqueiroGuti
Não vulgariza o melhor trabalho do Jesus porque o Jesus agarrou uma equipa algo desorientada e levou-a a uma mão cheia de conquistas, batendo recordes.
Jesus, por não estar num bom momento no Benfica, é o alvo do momento. Acho que por isso a lógica até tem sido outra: os que não gostam dele é que querem a vitória do Abel só para desvalorizar as conquistas do Flamengo.
No futebol é assim: um dia és rei no outro já não prestas.
Marco Silva no Benfica para quando? Ah, espera… Afinal… ?
Jesus é um bom treinador, mas nem sempre corre bem. Corre sempre bem a Guardiola ou a Klopp? Acho que não. Mesmo Mourinho, dependendo da jornada, passa rapidamente de ultrapassado a “regressado”. É consoante as modas.
Aliás, criticar somente Jesus é muito desonesto. Pedia um central mais rápido e dão-lhe o Otamendi. Aliás, duvido que haja coragem para o sentar quando chegar o Veríssimo. Tem demasiado estatuto para isso.
coach407
Realmente o que o Jorge Jesus tem demonstrado é que não gosta nada do Otamendi. Aliás, nem lhe deu a braçadeira de capitão mal chegou nem nada. Não disse que ele era o líder, que era titular da Argentina, que fez não sei o quê no Manchester City e que, apesar dos erros, fez grandes jogos e erros daqueles acontecem a todos.
Mas pronto isto é tudo só para parecer bem. O que ele nunca disse (que queria um central rápido) para ti é factual. O que ele realmente disse, elogiou e concretizou com atos (nunca o tirou da equipa e deu-lhe a braçadeira desde sempre) é uma comunicação mentirosa dele.
Mas atenção que nisso eu concordo com o Jorge Jesus. O Otamendi é um excelente central. Por mim jogava ele e o Veríssimo, saltava o Vertonghen. Dizer que ele não acha o Otamendi bom é que é pura especulação. Ele só disse e teve atos que apontam precisamente para o sentido oposto.
Comparar o Jorge Jesus ao Guardiola e ao Klopp… Esse argumento de “não ganha sempre como X não ganha” vale zero porque o X já ganhou MUITOOOOOOOOO mais que o Jorge Jesus logo não é por X, de vez em quando, não ganhar que passa a ser fundamento para o JJ que tem 66 anos e não ganhou nada que faça cócegas a esses treinadores. Se vale fazer dessas comparações, também posso dizer que o Jesus é fraco e ter ganho algumas vezes vale zero porque o Zé Mota também ganhou algumas vezes, até ganhou uma Taça de Portugal com o Aves, algo que o Jesus nunca fez.
Comparar com os que “perdem” algumas vezes como Klopp ou Guardiola é tão justo como comparar com os que “ganham” algumas vezes como Zé Mota. Como o Jesus perdeu muito mais que Klopp e Guardiola é estúpido usar esse argumento. Como ganhou bem mais que o Zé Mota também é estúpido. Tentar arrastar o Jesus para perto da mesa do Klopp e do Guardiola como fundamento para “não é por isto que ele é mau porque o X também perdeu” como se o resto dos fatores fossem minimamente comparáveis…
OMotoqueiroGuti
Nem sei por onde começar…
Não sei se sabes, mas o Jesus sempre disse queria o Semedo. Porquê? Pela grande capacidade atlética dele, ou seja: velocidade incluído.
Eu não disse que ele não gostava do Otamendi. Deves estar nervoso por causa do confinamento, mas tens de ter calma. O facto de ele o elogiar não retira que ele pretendia alguém com um perfil diferente do argentino.
Ele elogia o argentino? Ele diz que é um excelente jogador? Não está a mentir, mas seria esse o perfil que Jesus pretendia? Acho que não. Aliás, o argentino veio no pacote de Ruben Dias, foi uma forma de transferir o jogador.
Não acredito que fosse o que o treinador pretendia tendo já um jogador como Vertonghen, contratação que creio ter sido feita antes da chegada de Jesus. Ou seja: mais um exemplo de como nós treinadores nem sempre têm o que pretendem. Mas Vertonghen é bom? É, sim.
Mas claro… Deves achar que “bom bom” seria criticar abertamente o argentino que, como sabemos, foi recebido com alguma hostilidade pelo seu passado portista e pela forma desastrada como começou a jogar.
Continuando… Só me dás razão quando falas em diferenças de nível entre Jesus e Guardiola. Se estes, que são tão bons e maravilhosos, falham… Imagina Jesus.
É o primeiro ano dele e é necessário tempo para as coisas emcarrilarem.
Mas eu penso assim, e não sou absurdamente exigente com os profissionais do futebol. Sabes porquê? Porque eu próprio fui, e ainda sou, atleta noutro desporto e percebo que as coisas nem sempre são como nós queremos.
Tu, que provavelmente buscas nas vitórias do teu clube a alegria que não tens na vida, é estás algo alterado. Até pela adjetivação que fizeste ao meu comentário mostra isso.
Voltando aos exemplos dos treinadores: falei também do Mourinho, exemplo paradigmático de como o valor de um profissional pode variar de dia para dia. E Jesus, por não estar num bom momento, está a ser algo desconsiderado.
É fácil perceber onde quis chegar. Quis mostrar que não treinadores milagreiros.
Há uns anos havia um: Marco Silva. Pois…
AbbasK
Vulgarizar? Tenho um amigo brasileiro do Palmeiras e a loucura com Abel tem zero a ver com a do Flamengo com Jesus, o futebol não é tão avassalador. Não percebo essa necessidade de aproveitar tudo para tentar desvalorizar o JJ.
Flavio Trindade
Também tenho amigos do Palmeiras e claro que a loucura não se compara porque seria a mesma coisa que comparar o Benfica com o Braga…
Em termos de impacto social há o Flamengo e o Corinthians e todo o resto (e atenção que esse resto também são grandes e também têm implantação social) já não se comparam a esses dois.
Sobre o futebol do Flamengo do ano passado com este Palmeiras poderiamos falar mas não o vou fazer…
Basta comparares os calendários das duas equipas, o número de jogos de cada uma, a situação do covid com mais impacto nesta época do que na outra, os jogos com público e sem público, o número de competições que estão a disputar…
Aliás eu não desvalorizo o JJ já que a minha opinião sobre ele na última década não mudou uma vírgula.
O que eu não faço é sobrevalorizar o JJ como a maioria da imprensa em Portugal e como muitos adeptos o fazem.
Basta ver que neste mesmo comentário equivaleram o JJ ao Klopp e ao Guardiola como se tivesse alguma coisa a ver.
LevonAronian
Não sigo as competições sul-americanas, mas percebe-se o que se quer dizer com a competitividade e emoção nessas competições quando os finalistas da principal competição estão em 6 e 9 lugar no seu campeonato
coach407
Quando eu disse que o nível de dificuldade de vencer a Libertadores é igual à Copa do Brasil + River Plate + Boca Juniors + Deslocações foi um escândalo, mas não foi preciso esperar muito para confirmar as semelhanças com a Copa do Brasil. A versão mais soft é dizer que é uma junção entre Copa do Brasil e da Argentina, mas o peso do Brasil é claramente superior.
Final entre Palmeiras e Santos, os atuais 6º e 9º do Brasileirão, demonstrando que nem é preciso ser uma equipa brasileira que está a fazer uma grande época a chegar lá. Há equipas de meio da tabela que também chegam lá. Não é preciso sequer ser um clube sólido, há equipas cheias de dívidas e impedidos de inscrever jogadores pela UEFA devido ao fair play financeiro e que também chegam lá na mesma.
E nem o argumento do “há quanto tempo o Flamengo não vencia uma Libertadores?” serve porque eu pergunto “nesse período quantas Copas do Brasil é que o Flamengo venceu?”. Venceu 1 Libertadores e 2 Copas do Brasil. A diferença faz sentido por 2 principais fatores: 1) River e Boca e 2) O Flamengo participou mais vezes na Copa do Brasil (todos os anos) de que na Libertadores portanto, mesmo que o nível de dificuldade fosse exatamente o mesmo, seria de esperar que tivessem conquistado mais Copas do Brasil que Libertadores só pelo fator de número de participações. E não terem sido qualificados para essas Libertadores não quer dizer que não tivessem reais hipóteses de vencer porque o Santos está em 9º – lugar que não dá qualificação para a Libertadores – e está na final.
O facto de, de vez em quando, vencerem equipas que nem são brasileiras nem são o River/Boca é outra semelhança à Copa do Brasil. Estas equipas equivalem às equipas brasileiras da 2ª metade da tabela, mas que conquistam Copas do Brasil de vez em quando.
É o caso da última Copa do Brasil conquistada pelo Flamengo. Em 2013, o Flamengo ficou em 16º lugar (1 ponto acima dos lugares de descida), mas conquistou a Copa do Brasil. Uma vez que a Libertadores só pode ter umas 6/7 equipas brasileiras e estas equipas, de vez em quando, são surpreendidas na Copa do Brasil por equipas do fundo da tabela, isso também pode acontecer na Libertadores sendo que essas equipas de fundo da tabela são substituídas pelas restantes equipas da América do Sul que, de vez em quando, lá fazem uma surpresa, exatamente como acontece na Copa do Brasil.
Com isto não estou a dizer que vencer a Libertadores é fácil. Não. Estou a dizer que é apenas ligeiramente mais difícil que vencer internamente, mas vencer internamente no Brasil está longe de ser fácil. Não é propriamente como ser campeão em Portugal ou ganhar a Taça de Portugal. É muito mais difícil.
Ainda assim, acho evidente que não é preciso ser um treinador de top mundial para vencer a Libertadores. Basta ser um Abel, um Cuca, um Renato Gaúcho, um Scolari, um Reinaldo Rueda, um Edgardo Bauza, um Muricy Ramalho, um Celso Roth, um Abel Braga e tantos outros. E não é por se chamar “Jorge Jesus” que passa a ser algo divinal e merece ser eleito melhor treinador do Mundo.
DNowitzki
Enm suma, no Real, Liverpool ou Bayern não é assim tão difícil vencer a LC. Um treinador mediano também é capaz de a ganhar com estas equipas.
coach407
Como eu referi explicitamente, eu não disse em lado nenhum que vencer a Libertadores é fácil, tal como vencer a Copa do Brasil não é nada fácil.
coach407
Mas sim, se o Barcelona só disputasse a Champions contra equipas espanholas, o PSG e o Lyon e depois o resto seriam Paços de Ferreira, Bragas e tal eu também diria que a Champions seria igual à Taça de Espanha mais o PSG e o Lyon.
Jay-Jay Okocha
Percebi desde a segunda linha onde querias chegar.. mas só na última é que o disseste. Concordo contigo, mas foi muito longo, e com algumas incoerências. Equipas impedidas de inscrever jogadores pela UEFA chegam a final da libertadores ? O argumento da copa do Brasil é no sense. Basicamente foste dar uma volta onde te perdeste n vezes para chegar a conclusão que o Jorge Jesus não é um fenômeno. Só para o teu sossego, deixa me dizer-te que só ele é acha isso. Cumprimentos.
coach407
Não é pela UEFA, é pela FIFA. O Santos está sob “transfer ban”, está com problemas financeiros gravíssimos como toda a gente sabe, está a tentar despachar os jogadores todos e a apostar nos putos. Mesmo assim chegou à final da Libertadores.
Em relação à Copa do Brasil, é simplesmente factual. As semelhanças são demasiadas.
levezinho31
Acho este comentário completamente absurdo.
Copa do Brasil + Boca e River? Nos últimos seis anos as finais da libertadores tiveram 2 equipas brasieliras (flamengo e grémio), 5 equipas argentinas (river plate (2x), boca, lanus, san lorenzo ), 1 equipa da colômbia (atletico nacional), 1 equipa do equador (independiente del valle), 1 equipa do méxico (tigres) e 1 equipa do paraguai (nacional). Acho que não é preciso dizer mais nada.
A questão das duas equipas brasileiras estarem em 6.º e 9.º lugar também pouco quer dizer sobre a qualidade da Taça dos Libertadores mas sim sobre a cultura de futebol no Brasil que secalhar o coach407 não conhece, mas a posição na liga brasileira nada diz sobre a qualidade das equipas pois no Brasil há a cultura de rodar a equipa na Liga e guardar os jogadores principais para a Libertadores, como aliás o Jorge Jesus evidenciou numa célebre conferência de imprensa onde ele foi questionado por não descansar os jogadores nos jogos para a liga. Portanto, em nada espanta que as equipas brasileiras que estão na final da libertadores não estejam no topo da liba brasileira porque provavelmente têm andado a rodar a equipa na liga desde a fase de grupos da libertadores.
E não tenho especial apreço pelo Jesus mas desvalorizar o que ele fez no Brasil tal como está exposto neste comentário é risório. O Jesus pegou no flamengo a 6 ou mais pontos do líder do campeonato na altura e transformou completamente a equipa, sendo constantemente elogiado pelos comentadores depostivos do Brasil pela qualidade do jogo e pela forma como potenciou jogadores que até então eram medianos ou maus (Willian Arão, Gabigol, etc). E o que dizer então de algúem que acha que conquistar a Libertadores com uma equipa que não ganhava desde o tempo do Zico é um feito medíocre, e mais ainda ter conquistado as duas competições no mesmo ano, liga brasileira e libertadores. Os portugueses devem ter uma especial inclinação para desvalorizar os seus compatriotas, é a unica forma que vejo de explicar este desprezo pelo que o Jesus fez no Brasil.
coach407
Em relação à Libertadores, os resultados são evidentes: Desde 2010, tens 7 clubes vencedores da Libertadores do Brasil (2010, 2011, 2012, 2013, 2017, 2019 e 2020), 3 argentinos (2014, 2015 e 2018) e 1 colombiano (2016). Portanto, desde 2010, tens 2 vencedores que não se enquadram em Brasil + River + Boca que são o San Lorenzo e o Atlético Nacional. 2 em 11.
Como eu referi no meu comentário, aponto este fenómeno ao equivalente ao que acontece na Copa do Brasil em que, de vez em quando, também não são as equipas da 1ª metade da tabela que vencem e novamente os factos são indestruíveis: desde 2010, na Copa do Brasil também existem 2 grandes surpresas, tal como na Libertadores, com o Palmeiras a vencer a Copa do Brasil em 2012 (desceu de divisão em 18º lugar, na época seguinte estava portanto na Série B e na Libertadores) e quando o Flamengo venceu em 2013 (16º classificado do Brasileirão).
Como eu referi, o 16º e o 18º do Brasil não disputam a Libertadores normalmente, logo são representados pelas outras equipas como San Lorenzo ou Atlético Nacional portanto o nível mantém-se constante porque, na minha opinião, as equipas que lutam para não descer no Brasil são do mesmo nível destas equipas logo a Copa do Brasil tem o mesmo grau de dificuldade. Não é pelo San Lorenzo e o Atletico Nacional terem vencido a Libertadores que passam a ser melhores que as equipas da 2ª metade do Brasil que também vencem Copas do Brasil. Aliás, o San Lorenzo venceu a Libertadores e ficou em 11º na Argentina.
Em relação ao argumento da cultura, não há nenhuma cultura especial no Brasil nesse aspeto de rodar. O Grémio na época passada rodou a equipa no Brasileirão porque simplesmente não estava na luta por nada no campeonato. Entre ficar em 2º, 3º, 4º ou 5º no campeonato é absolutamente indiferente quando comparado com a possibilidade de vencer na Libertadores. Posto isto, é evidente que vais poupar no campeonato, qual é a dúvida?
Isso não é nenhuma questão do Brasil. O Bayern ou o PSG também rodam a equipa toda antes dos jogos importantes da Champions. Porquê? Porque já estão a passear no campeonato. A mesma coisa é feita pelas equipas que já não afastadas do título e já não têm nada de especial a perder.
O Flamengo estava a lutar pelo título logo não rodou tanto. Tinha coisas a perder, ao contrário do Grémio. Qual é a dificuldade de perceber isto? Não é no Brasil, é no Mundo todo. Apostas as fichas onde tens hipótese de ganhar. É estúpido fazer de outra forma. Em todo o lado.
Em relação ao último parágrafo, eu não desvalorizei o Jorge Jesus porque eu acho que vencer a Copa do Brasil é bastante difícil logo vencer o Brasileirão ou a Libertadores é ainda mais difícil. Se calhar são as pessoas que desvalorizam a Copa do Brasil e não sou eu que desvalorizo a Libertadores. Talvez seja um misto de ambos. Eu acho que as pessoas sobrevalorizam a Libertadores e desvalorizam a Copa do Brasil, mas o nível das equipas é muito semelhante, tirando River e Boca, mas o único ponto que eu fiz do Jorge Jesus é que não é nenhum treinador de topo mundial. Isto é desvalorizar? Eu acho que é constatar um facto. O Abel também não vai passar a ser de topo mundial para mim só por ganhar a Libertadores.
Valorizo mais o Jorge Jesus ter conquistado o Brasileirão ou ter eliminado o Emelec nos penáltis, o Internacional, o Grémio e o River Plate de forma totalmente borrada? Valorizo mais a conquista do Brasileirão. Este percurso na Libertadores de eliminar equipas brasileiras mais fracas, um Emelec horrível nos penáltis e quando defrontou uma equipa do mesmo nível ter vencido com enorme sorte é um percurso que já vi muitos treinadores banais a conseguir.
Acho mais difícil vencer o Brasileirão, claro. Vencer as duas é incrível e por isso é que o Jorge Jesus fez um trabalho incrível no Brasil. Nunca disse o contrário em lado nenhum. Só não passa a ser um Deus por causa disso. Foi meia época espetacular, parabéns.
zZou
Santos não deu hipótese nenhuma. Boca Juniors sem ideias no processo ofensivo e exagerou no chutão. Incrível como em alguns jogos as equipas brasileiras parecem pachorrentas e lentas e noutros ogos, como o de ontem, jogam a uma intensidade e velocidade acima da média.
PS: O Benfica levará um grandíssimo defesa central.
Af2711
E assim de repente o Santos pode encaixar mais de 30 milhões de dólares com a competição. Este dinheiro bem empregado no clube (que agora tem uma nova presidência) poderia permitir um respiro financeiro.
Estive bem reticente com o Cuca quando chegou, por seus últimos trabalhos terem sido com um futebol pragmático. Confesso que calou-me e chegou muito além do que todos poderiam imaginar. Enorme trabalho.