De acordo com a Agência Lusa, a Liga de Clubes vai votar favoravelmente à integração das equipas B na Liga de Honra (Orangina) na Assembleia-Geral de amanhã. Tal como acontece, por exemplo, em Espanha, estas equipas não poderão subir para a Liga ZON-Sagres, nem participar na Taça de Portugal e Taça da Liga. Assim, a Liga de Honra irá contar com 22 equipas, pois às 16 existentes irão juntar-se as equipas B de Benfica, FC Porto, Marítimo, Sporting, Sp. Braga e Vit. Guimarães. No final da temporada 2012/13 serão despromovidos três emblemas, permitindo a subida dos primeiros classificados da II Divisão Zonas Norte, Centro e Sul. As equipas B irão receber maioritariamente jogadores até aos 23 anos (poderão colocar 3 jogadores mais velhos na ficha de jogo) e têm a obrigatoriedade de colocar na ficha de jogo 10 jogadores formados localmente.
Será que a criação das equipas B vai ajudar na afirmação ou valorização do jogador português?
No plano teórico sim, contudo, se as equipas B seguirem o exemplo das equipas “pai”, as melhorias serão poucas ou nenhumas. Aliás, só vai do interesse destas 6 principais equipas que assim conseguem mais uma maneira de potenciar jovens jogadores de outros países. Não é de todo surpreendente que o Benfica, por exemplo, já tenho contratado 9 jogadores estrangeiros a pensar na equipa B. Como tal, e para evitar que as equipas B sejam apenas um “trampolim” para os jogadores estrangeiros, seria importante que houvesse uma medida (caso não seja legal impedir a utilização de estrangeiros, ou mesmo que houvesse um acordo de palavra) que obrigasse os clubes a convocarem 70 a 75% de jogadores lusos para os encontros. Pois essa medida de ter 10 jogadores formados localmente na ficha de jogo, pouco ou nada vai adiantar se os mesmos forem estrangeiros (hoje em dia até nos sub-15 há jogadores estrangeiros).
Os clubes nacionais têm o exemplo do Marítimo (Baba, Sami, M. Boeck, Djalma, Ruben Ferreira, entre outros passaram pela equipa B), ainda que com poucos portugueses envolvidos, e o do Barcelona. Os catalães têm uma equipa B de luxo (3º classificado da II Liga Espanhola na temporada passada) com 99% de jogadores de nacionalidade espanhola e que quando são chamados à equipa principal, não acusam a pressão, mostram qualidade e crescem como profissionais (4-0 ao BATE Borisov não é para todos e não se explica apenas pela fraca qualidade do adversário).
Por outro lado, esta medida poderá ser discriminatória em relação aos restantes clubes nacionais, pois apenas poucos emblemas conseguem colocar em prática as equipas B. A maioria dos clubes não tem recursos para gerir uma equipa B, enquanto que as equipas de divisões inferiores poderão ser afectadas pela presença das equipas B dos grandes nacionais.
Que outras medidas poderiam ser aplicadas pela Liga de Clubes no sentido de potenciar o jogador português, em relação às equipas B?

