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Liga Europa: Sporting empata na Dinamarca; Leões muito perdulários (falharam uma dezena de oportunidades claras de golo) podiam ter resolvido já a eliminatória

AC Horsens 1-1 Sporting (Spelmann 15′; Carrillo 78′)

O Sporting desperdiçou na Dinamarca uma oportunidade clara para golear um frágil adversário, resolver a eliminatória e ganhar ânimo para este inicio de temporada. Os leões desperdiçaram várias oportunidades (mais de 10, fora de casa terá sido mesmo o jogo com maior caudal ofensivo dos comandados de Sá Pinto nos últimos tempos) claras de golo (muitas na cara do guardião dinamarquês), e a espaços voltaram (devido à maneira como sofreram o 1-0 e não iam conseguindo marcar) a revelar algum nervosismo e pouca clarividência no último terço. No entanto, o empate alcançado, deixa os leões praticamente com um pé na fase de grupos da Liga Europa.

No que diz respeito ao jogo, o clube leonino dominou por completo. Aos 4m já tinha desperdiçado 3 oportunidades flagrantes de golo (duas por Wolfswinkel, numa o holandês percorreu vários metros isolado) e outra por Boulahrouz. Mas como quem não marca sofre. O Horsens praticamente no 1º ataque que fez fruto de uma infantilidade de Insua, chegou ao 1-0. Os leões não sentiram o golo, e foram desperdiçando lances ofensivos, Insua e Adrien podiam ter dado outra sequência a alguns bons movimentos do conjunto leonino. Ao intervalo o resultado penalizava a ineficácia do Sporting. O 2º tempo começou nos mesmo moldes, Rønnow  (a figura do encontro) fez uma defesa do outro mundo depois de uma cabeçada de Rojo, mas os dinamarqueses responderam (e nos únicos minutos que incomodaram os leões, assustaram o Sporting). Primeiro Fagerberg atirou ao poste, no lance seguinte (com a defesa leonina a meter água) Patrício negou o golo a Kiesltrup. Sá Pinto sentiu o perigo, e depois de ter metido Labyad (substitui um nulo Schaars), apostou em Capel para o lugar de Jeffren. O Sporting melhorou com as substituições mas continuava ineficaz, Wolfswinkel voltou a falhar isolado, e Carrillo desperdiçou igualmente uma boa oportunidade. Até que Capel isolado por Labyad assistiu o peruano e o La Culebra empatou a partida. Até final, os leões ainda podiam ter feito o 2-1 mas o marcador não se alterou. Resultado injusto (o Sporting é e foi muito superior ao Horsens…podia ter goleado por uns 2-6) mas os leões apenas se podem queixar de si próprios.

Destaques

Sporting – Partida diferente das que protagonizou esta época (incluindo a pré-temporada). Os leões não tem marcado porque não criam oportunidades de golo (aliás raramente rematam). Hoje, frente ao Horsens, o cenário foi diferente. O clube leonino criou inúmeras oportunidades, rematou, pressionou na frente, e pecou apenas pela finalização (Wolfswinkel esteve particularmente mal). Sá Pinto esteve bem ao nível do banco, mas o emblema de Alvalade tinha a obrigação de vergar este frágil adversário.

Insúa – Lento, apático, a maneira como consentiu o golo do Horsens (podia ter anulado a jogada em 3 ocasiões) foi demasiado infantil. Em termos ofensivos, criou perigo com dois livres perigosos e um bom cabeceamento, mas não deu a profundidade habitual.

Rojo/Boulahrouz – Sentiram algumas dificuldades com a altura e capacidade física dos dinamarqueses, e mesmo na saída de bola não foram particularmente felizes.

Cedric/Elias – O lateral direito não acrescentou qualidade no seu corredor (muitos erros na maneira como solicitou o ala e vários “chutos” para a frente disparatados), enquanto que o médio foi menos intenso que nas últimas partidas.

Wolfswinkel – Exibição para esquecer. Apesar das facilidades que encontrou, falhou vários golos fáceis (dois quando seguia isolado).

Adrien/Labyad – O médio foi o jogador dos leões mais esclarecido no 1º tempo (o que melhor decidiu, e que melhor jogo criou). Esteve forte no passe, nas tabelas e pressão (na 2ª parte perdeu alguma importância, mas nesta fase está melhor que Schaars. O holandês acrescentou muito pouco); já o marroquino, entrou bem na partida, procurou ter bola, rematou e ainda foi decisivo no lance do golo leonino.

Carrillo – Marcou o golo dos leões. Desequilibrou com a sua técnica em vários lances, noutros pecou pelo excesso de individualismo, mas parece claro que quando conseguir juntar a sua técnica, potência, velocidade a um maior poder de decisão será a principal figura do Sporting.

Jeffren/Capel – O 1º apesar de alguns pormenores (principalmente na 1ª parte) parece algo frustrado (está a necessitar de um golo, ou de uma exibição convincente, já que é notória a maneira como não reage bem aos momentos); por sua vez o ex-Sevilha (não surpreendeu que tivesse começado no banco já que não tem acrescentado nada ao jogo do Sporting) entrou bem na partida, e ainda assistiu Carrillo para o empate.

Marítimo 1-0 FC Dila Gori (Fidélis 64′)  – Os madeirenses conseguiram um resultado importante, mas podiam ter ampliado o marcador. Destaque para a boa exibição de David Simão, para o golo de Fidelis (já é o 3º nesta LE), e para a atitude do Marítimo depois do 1-0 (procurou essencialmente defender o resultado em vez de o tentar ampliar).

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