Qual o modelo ideal? Na teoria as equipas ficam mais competitivas com menos jogos, mas curiosamente quando o FC Porto foi campeão sem derrotas, e o Benfica só teve uma, foi nesta fórmula de 16 equipas, sendo que a 18 temos assistido a uma maior dificuldade dos ‘grandes’ em imporem-se.
A Liga anunciou que está a estudar a redução do campeonato para 16 equipas em 2022/23. O organismo justifica esta possibilidade de maneira a “evitar uma sobrecarga do calendário desportivo, tendo em conta a proximidade do Campeonato do Mundo do Catar, permitindo por outro lado a preparação do novo ciclo da UEFA 2024-2027”. A Liga Portugal pretende ainda reformular a Taça da Liga e que as meias-finais da Taça de Portugal voltem ao modelo de um jogo, mas em estádio neutro.
As propostas saídas do conjunto de reuniões das Jornadas Anuais da Liga Portugal:
-“Possibilidade de redução da Liga NOS para 16 equipas em 2022-23, evitando uma sobrecarga do calendário desportivo, tendo em conta a proximidade do Campeonato do Mundo do Catar, permitindo a preparação do novo ciclo da UEFA 2024-2027;
– A criação de um Playoff entre o 3.º e o 4.º classificado da Liga Portugal SABSEG, a ser disputado numa partida, em casa do 3.º classificado – o vencedor disputaria depois um segundo Playoff, frente ao 16.º classificado da Liga NOS, estando em disputa o acesso à Liga NOS. Este mesmo formato da Liga Portugal SABSEG seria, então, replicado para a Liga 3;
– As meias-finais da Taça de Portugal passarem a ser disputadas apenas a uma mão e em estádio neutro;
– No que toca à Allianz CUP, passar a ser disputada em 3 fases diferentes. Uma 1.ª fase, com 16 equipas da Liga Portugal SABSEG + 12 equipas da Liga NOS (exceção das equipas participantes nas competições internacionais). A 2.ª fase seria disputada entre as 14 qualificadas da fase inicial + 2 equipas que disputarão a UEFA Europa Conference League. A 3.ª fase seria disputada numa fase de grupos com 12 equipas (8 da 2.ª fase + 4 melhores classificados). 4 grupos de 3 equipas cada, onde o vencedor de cada grupo se qualificaria, então, para a Final 4;
– Aposta na potenciação, na sustentabilidade ambiental, na imagem e polivalência das infraestruturas;
– Criação de um Guia de Acessibilidades, auxiliando as Sociedades Desportivas a tornarem os Estádios a tornarem-se acessíveis;
– Atualização da Sanção Desclassificação, mantendo o mesmo critério quer se trate de uma desclassificação na 1ª ou na 2ª volta, para que as equipas não sejam beneficiadas ou prejudicadas, em virtude de uma qualquer equipa;
– Licenciamento de seis estádios alternativos pela Liga Portugal, nos casos de interdições ou suspensões de recintos, tanto na Liga NOS, como na Liga Portugal SABSEG”.


90 Comentários
Joga_Bonito
Sou contra as duas medidas. Sou contra a reduçaõ de equipas e ainda mais contra a ideia de meias finais em campo neutro. Tudo isto são passos para afastar os adeptos do futebol, cortar o apoio dos adeptos aos clubes e preparar a elitização do futebol, com jogos apenas transmitidos pela tv sem adeptos. Sim, porque para já começam por tirar a final do Jamor, agora são as meias finais em campo neutro, amanhã são finais da Taça na China e daqui a uns tempos são jogos apenas em formato tv, sem adeptos, a horas absurdas. Fica o aviso!
Estigarribia
Joga_Bonito,
As meias-finais da Taça de Portugal em campo neutro só fará sentido, na minha opinião, se for no Jamor, á semelhança do que se faz em Inglaterra em Wembley.
Saudações Leoninas
Joga_Bonito
Sim, aí até perceberia, mas haveria sempre o problema das deslocaçºoes dos adeptos. Os clubes grandes não teriam problemas, porque têma deptos um pouco por todo o país, mas os pequenos poderiam ser penalizados com essa medida
Estigarribia
E já agora em relação á Supertaça de Portugal seria interessante em cada época realizar-se esse jogo num país de língua oficial portuguesa ou em países onde há uma grande comunidade portuguesa, como, por exemplo, Suíça, Canadá ou Luxemburgo.
Saudações Leoninas
Joga_Bonito
Exacto. Curiosamente não tem sido isso que tem sido proposto, antes se quer começar a criar caminho para jogos em países que nãao têm adeptos portugueses ou da lusofonia, unicamente pensando em interesses comerciais que vão acabar é a matar a galinha dos ovos de ouro.
zZou
E porque não em modelo final four no final do ano no jamor ou no tal campo neutro?
Litmanen
Eu acho que faz pouco sentido Portugal ter 18 equipas na primeira liga.
Na Rússia por exemplo, que é um país de dimensão quase infinitamente maior que o nosso, desde que reduziram para 16 equipas conseguiram aumentar a competitividade interna, e por consequência, a externa. A evolução deles poderá servir de exemplo de sucesso para esta redução.
Joga_Bonito
Isso é partir do pressuposto que tudo o que os outros fazem servem para nós. Eu defendo muito a ideia de que todas as boas ideias podem e devem ser implementadas, mas nem tudo o que se faz lá fora é bom porque lá fora resulta. Cada país pode ter as suas especificidades e dar-se bem com isso, não temos de ir atrás de tudo o que os outros fazem. A liga portuguesa já chegou a ter muita qualidade quando se tinham 18 equipas, quer em jogadores nacionais quer em estrangeiros. Atribuir a falta de qualidade ao número de equipas é pois falaccioso, é preciso é perceber porque se perdeu qualdiade. A ideia de reduzir clubes é como dizer “temos má qualidade com 18, então vamos ficar com 16 equipas e assim cortam-se alguns mais fracos e não se nota tanta má qualidade”. Isto é errado e desvia o futebol português da procura de respostas do porquê da baixa de qualidade dos últimos anos.
Sporting1906
Há pessoas que simplesmente são contra tudo o que é mudança. Reduzir o campeonato para 16 equipas faz todo o sentido, 18 equipas na 1ª liga são demasiadas para Portugal. E jogar as meias-finais da Taça a 1 mão e em campo neutro pode ser a oportunidade de acabar a Taça com uma espécie de final 4 que seria definitivamente melhor do que o modelo actual.
Joga_Bonito
Há pessoas também que se deixam levar por tudo o que é modinhas, ideias importadas dos outros sem reflectirem nisso, apenas e só porque são apresentadas com ar de modernidade. Porque tudo o que é novo é bom, tudo o que vem de fora é bom.
Prefiro pensar por mim e racionalmente e defender tanto manter o que é bom como mudar o que é mau. Já aqui defendi inovações, como suprimir a taça da liga e criar uma taça da lusofonia que daria muitas receitas e visibilidade maior aos clubes de todos os países e seria uma forma de potenciar a enorme diáspora da línguaa portuguesa. Ao invés, só se sugerem ideias nocivas ou então importadas de lá de fora com o argumento “se os outros fazem eu também faço”. É a vida…
Estigarribia
Há aqui muito por onde pegar. Mas vamos por partes.
Em relação á Primeira Liga, a redução já deveria estar feita á mais tempo. Um país como o nosso ter 18 equipas na Liga NOS é demasiada equipa no campeonato e só atravanca o calendário desportivo. Ainda assim, deveriam descer três equipas á Liga de Honra.
Por outro lado, em relação á Liga de Honra, a ideia do playoff é interessante, mas seria preferível entre os 3°, 4°, 5° e 6° classificados, como acontece no Championship.
Já sobre a Taça de Portugal, as meias-finais já há muito que deveriam ser novamente a uma mão. Não sei quem foi o iluminado que se lembrou de as pôr a duas mãos. E, tal como em Inglaterra é Wembley, as meias-finais deveriam ser no Jamor, quando devidamente restaurado.
Por fim, quanto á Taça da Liga, sinceramente deveria ser extinta, já que não acrescenta nada, nem dá direito às competições europeias. O seu fim seria um alívio no calendário futebolístico em Portugal.
Saudações Leoninas
G_Star
Concordo com quase tudo, menos com o ponto da Taça da Liga, acho que faz sentido, mas num modelo também semelhante ao inglês, ou seja, sempre a 1ª mão e a eliminar, abolindo a fase de grupos que é ridicula.
Joao Silvino
Mas isto é para estar sempre a mudar? Não chegaram a nenhuma conclusão na última vez? Se mudaram de novo para 18 é porque devem ter achado que era melhor não?
Bino Costa
Não, mudaram para pôr o Boavista na primeira outra vez, não porque acharam que o modelo falhou. Foi só para tapar um buraco.
Marcio Ricardo
As pessoas esquecem, ou não querem lembrar, que às vezes no modelo atual o campeonato fica quase um mês sem ser jogado. Sou contra reduzir. Menos receitas para os clubes, que já passam por aflições financeiras e, além do mais, não vejo onde isto possa trazer competitividade ao campeonato.
Academista
É para se matar ainda mais as equipas pequenas… A ideia é ter 3 equipas fortes e o resto ter poucas e fracas para não cansar muito e cumprir calendário porque não uma liga a 3? Taça da liga devia ter um formato que não protegesse as equipas grandes, que pudessem as equipas chamadas pequenas ganhar alguma coisa..
Filipe22
Foi o que pensei também. Em setembro e outubro há muitos dias sem jogos de clubes, em então novembro, em Portugal, são umas 3 semanas. Acho que são 4 se contarmos só com a Primeira Liga
Alex03
1)16 equipas fará sentido tendo em conta o nosso tamanho e a futura centralização.
2) Playoff na 2º liga é interessante, mas não nos moldes falados. Faria muito mais sentido fazer um playoff do 3º aos 6º classificado por exemplo pois do 3º e 4º em casa do terceiro parece uma medida. para encher chouriços já que o impacto é nulo no interesse. Estes playoffs poderiam ser feitos a 1 jogo em estádio neutro com uma maior organização da Liga, como faz com a Taça da Liga. Pelo menos chamaria muito mais interesse que apenas “mais 1 jogo de segunda liga, num campo de segunda liga”.
Com tal playoff para mim acaba o playoff entre o antepenúltimo da 1º liga e o vencedor deste playoff, até para o espetáculo que seria os playoff na segunda liga acabacem com uma coroação a sério e não um “50% está feito”.
3)Meias finais em estádio neutro só fara sentido por exemplo fazer-se no Jamor. Para tal é preciso obras
4) Podem mudar os formatos que quiserem na Taça da Liga, mas penso que só quando se tornar uma prova de eliminatórias a 1º mão até a final four , ninguém a irá levar muito a sério , pois a fase de grupos antes da final 4 é claramente um filtro final para os mais fortes.
TBL
Parece-me gralha (não do VM mas do comunicado, porque está em todos os jornais desportivos) que o vencedor do playoff entre o 3º e o 4º da II Liga jogue com o 16º da I Liga. Havendo só 16 clubes, parece-me que será com o 14º da I Liga, o que me parece interessante.
Tiago Silva
Concordo com esta medida, há muitas equipas que não crescem simplesmente porque apenas lutam para se manter na Primeira Liga e acabam por se desenvolver apenas quando sobem de divisão. Com a redução de equipas o campeonato torna-se mais competitivo e haverá mais jogos entre as melhores equipas, quer numa primeira liga quando estão na Primeira Divisão como uma segunda linha na Segunda Divisão. Agora teria que haver sempre uma maior distribuição de receitas de forma a que os clubes mais pequenos não percam com esta medida.
Quanto aos jogos das Taças, a Taça da Liga até estava bem pensada no formato antigo, era apenas reajustar algumas coisas, dar maiores oportunidades a outros clubes para disputar esta competição e todos começarem numa primeira eliminatória e na fase de grupos não haver cabeças de série que é só ridículo. Na Taça de Portugal, concordo com os jogos a uma mão, mas penso que não deveriam ser em campo neutro, mas sim ditados por um sorteio.
Sanchez
Nunca se decidem…
MMR
Se em vez de andarem a tirar jogos dos clubes numa época (os clubes não têm só 11 jogadores, ponham isso na cabeça!) deviam era eliminar as pausas para selecções a meio dos campeonatos.
No fim do campeonato reuniam-se um mês e faziam os apuramentos. O mais ridiculo é em pleno Covid continuarem com as pausas para selecções xD
Que é que se ganha com uma liga com menos clubes na primeira?
Competividade? Como? Como é que menos equipas aumenta a competividade?
Direitos televisivos? Menos jogos significa menos dinheiro.
Lançam mais jovens? Com menos jogos menos margem há
Mas que sobrecarga de calendário é que há? A nossa mentalidade é que tem de mudar, temos 20 e tal jogadores, é rodar a equipa
Judge_Dredd
O problema do futebol portugues não é competitividade mas sim qualidade.
MMR
Certo mas diminuir o numero de equipas em nada melhora a qualidade. Isso é uma questão de mentalidade e não de ter menos equipas
Tiago Silva
Percebo o que dizes, mas somos um país muito pequeno para manter 18 boas equipas numa primeira divisão. Na minha opinião o número de jogos não deveria diminuir, mas sim o número de equipas, havendo depois mais jogos entre essas equipas.
MMR
Somos é mal organizados, e vamos logo pelo caminho fácil.
Vê quantos jogadores das camadas jovens cada clube tem no seu plantel.
Jogar com qualidade tem de ser aprendido, e nós não caminhamos nesse sentido
Mantorras
Aumenta a competitividade, mas e marginalmente… nao faz aquela diferenca louca. Faz alguma.
A tua primeira proposta, em relacao as seleccoes, acho uma ideia muito boa mesmo. Jogadores indisponiveis? Nao.
Desculpas inventadas para nao irem ou tratamentos diferenciados? Nao.
Viagens e cansaco desnecessario? Nao.
Lesoes na seleccao? Nao tiram o jogador do clube durante a epcoa.
Alem disso, ia permitir um mini estagio de longe a longe e fazer com que as seleccoes fossem mais parecidos com os clubes, no sentido de ter tempo concentrado de trabalho…
Isso e a champions ser a uma mao em campo neutro a partir dos quartos era top.
stanpanan
A redução para 16 clubes foi feita na epoca 2006/2007, e desde 2009 a 2014 os resultados portugueses nas competições europeias como um todo foram melhores (até pode ter sido circunstancial, mas não deixa de ser factual), é só ver o numero de pontos que fomos conseguindo por país, chegando ao máximo de quase 19 pontos numa epoca, mesmo na epoca onde o porto foi campeão europeu e vencedor da taça uefa fizemos 10 pontos, nos anos seguintes fizemos medias de 7 pontos por ano, de 2009 a 2014 tivemos a melhor altura de pontos para portugal, com medias acima dos 10 pontos por ano, nos ultimos anos a media baixou para abaixo dos 10, indicativo do numero de clubes? fica ao critério de cada um a conclusão.
A mim parece me que o aumento de 16 para 18 não trouxe benefícios nenhuns, apenas foi uma forma de a federação resolver o problema Boavista e ceder a pressões de clubes, que pretendem mais receitas, os grandes com mais jogos mais bilhetes e transmissões, os pequenos porque querem é estar na primeira liga onde está o big money.. Mas o problema é bem mais fundo que quantos clubes temos na 1ª liga, desde as receitas televisivas mal divididas, a campeonatos com falta de regras claras, iguais para todas, limitação de estrangeiros fora UE, incentivos a utilização de jovens, problemas culturais com os clubes grandes a sugarem demasiadas atenções (adeptos, receitas, etc) para si mesmos, que torna perpetua a incapacidade dos clubes de crescerem, e um rol de faltas de organização desportiva que torna o nosso campeonato pouco competitivo, pouco atraente, muito pouco transparente, onde os grandes são demasiado protegidos…
Manel Ferreira
Sim, foi circunstancial. Os grandes eram melhores nessa altura do que são hoje, ponto final. Houve ali um período 2010-14 em que sobretudo Benfica e Porto tiveram equipas de altíssimo nível. Mas os outros clubes tinham mais ou menos as mesmas prestações que têm hoje. Aliás, o V. Guimarães no ano passado fez a melhor época europeia desde os anos 90. De lembrar que, em 2008-09, já com 16 clubes, Portugal chegou a estar em 10º do ranking atrás da… Roménia. Não vejo essa ligação entre pontuação e número de clubes, há demasiados casos a favor/contra os dois lados.
Posto isto, não sou contra a redução para 16 e aceito o argumento de que é o número mais apropriado para um país como Portugal. Menos que isso é que não posso concordar. 10/12 então é patético para um país de futebol como é Portugal. Não somos um país de desportos de Inverno onde, de vez em quando, lá se dá importância a futebol.
Acho que muito do pessoal que sugere isso não percebe o terramoto que ia ser para montanhas de clubes pequenos/médios em PT. Ia haver muitos clubes que, pura e simplesmente, iam fechar portas ou deixar de ser profissionais quando percebessem que a subida (e permanência) na Liga eram quase impossíveis. Ia ficar tudo concentrado em 7/8 clubes e não ia haver potencial de crescimento nenhum nem projetos para isso. Os clubes iam andar todos obcecados com permanência e não ia haver espaço para mais nada. Esqueçam os Rio Aves/Paços/Moreirenses dos últimos 15 anos, esqueçam aposta em jovens jogadores (que já hoje é pouca, imaginem num contexto de sobrevivência extrema!), esqueçam tudo o que seja projeto a longo prazo.
Percebo a desilusão com vários aspetos do futebol português, mas reduzir drasticamente o número de clubes é daqueles casos em que a cura é pior que a doença. Curiosamente, muito do pessoal do “reduzam para 10” e “que se lixem os clubes pequenos, que vão mas é trabalhar para ser grandes” são depois os mesmos que fazem um basqueiral tremendo com as reduções da Champions ou a concentração nos maiores países. Aí, já somos todos amigos dos pequenos…
stanpanan
Sim, referi que poderia ser circunstancial, mas não deve ser dissociado da análise. Mas concordo basicamente com o que disseste, reduções brutais não fazem sentido, nem sequer há modelos noutros países que aparentem funcionar. Continuo a dizer que o problema do campeonato português é estrutural e cultural, e está demasiado subjugado a interesses, principalmente dos clubes grandes, mas enquanto o vulgo comum adepto bebe e come clubes grandes (contra mim falo que sou adepto do Benfica), dificilmente haverá motivação e coragem para criar se regras para haver mais justiça e as devidas mudanças
FVRicardo
Eu concordo com a redução, apesar do futebol praticado estar a melhorar (já não se vêm tantas perdas de tempo, anti-jogo, etc) neste momento temos 10 equipas a lutar para não descer, no ano passado foram 7, 8 contando com o Aves (despromovido muito cedo). Respeito quem tenha opinião diferente.
stanpanan
Não concordo com o futebol praticado esteja a melhorar, arrisco me a dizer que este ano é dos anos que pior de joga em Portugal nos últimos largos anos, e ter mais clubes a lutar para não descer é claramente nivelar o campeonato por baixo.
FVRicardo
Eu vejo equipas com dificuldades na tabela a jogar bem à bola. Farense, Boavista (peca por autênticas paragens mentais dos jogadores), Portimonense e Gil Vicente por vezes, o próprio Nacional com Freire fez grandes jogos, mesmo perdendo.
Há 4/5 anos via 6/7 equipas a jogar futebol e o resto a defender como podia e a abusar do anti-jogo.
No entanto respeito a tua opinião.
stanpanan
Também respeito a tua opinião, a interpretação que tenho e de ver muito mau futebol, mas o bom ou mau futebol é sempre subjetivo :)
DNowitzki
Redução para 12 clubes, com três voltas, sendo a terceira em campo neutro. Mantém-se o número de jogos, não se perdem receitas, pelo contrário, pois teremos mais jogos “grandes”.
Tiago Silva
Como é que a terceira seria em campo neutro, terias que arranjar uma data de jogos e estar a atribuir um estádio para cada um. Não sei se é a melhor ideia, penso que deveria ser a 2 voltas com um playoff ou assim, ou então a 4 voltas com 10 equipas ou assim.
DNowitzki
Exato! Até dava para rodar pelo país todo. Poderias ter um clássico em Viseu, Aveiro, Chaves…
stanpanan
Entendo a ideia, até posso concordar, mas esse modelo já testado e usado em outros campeonatos não é sinonimo força dos clubes na europa, temos o exemplo da Suiça e da Escócia, se bem que há outros fatores que devem se ter em conta que não só o numero de clubes.
Abbas
Apoio essa proposta.
Hirok "The Truth"
Tornávamo-nos numa liga Escocesa ou algo que o valha que tem 12 equipas ou lá o que é.. Isso de 3 voltas é só ridículo, 16 seria o ideal, mesmo as 18 não está mau, o problema são as taças da carica e taças de Portugal com meias finais a 2as voltas, isso é que tem de mudar, e as equipas pequenas beneficiam por estar na 1a divisão se reduzíssemos muitas era menos umas a ganhar algum dinheiro dos direitos televisivos, pq na 2a divisão não se ganha quase nada
Tiago Silva
Mas imagina que teríamos um campeonato mais competitivo na Segunda Liga. Não iriamos ter mais receitas em termos de direitos televisivos?
zZou
Eu há muito que defendo algo que penso ser a melhor solução.
1ªLiga – 14 equipas
2ªLiga – 2grupos de 14 equipas (p.e. 1grupo Norte/Centro e outro Sul/Ilhas, dividindo as equipas por proximidade)
Hoje temos 1ªliga e 2ªliga com 18 equipas cada. Total de 36.
No formato que proponho teríamos um total de 42 equipas em 2 campeonatos mais competitivos. Os direitos tv seriam divididos em bolo maior para cada equipa da 1a liga, e as da 2ª liga eram “compensadas” (pelo diferencial que há entre os direitos tv das 2ligas) pela proximidade nas deslocações.
Penso que resultaria em maior competitividade, mais equipas nos nossos campeonatos nacionais de topo (mais equipas, mais treinadores, mais jogadores, maior montra) , redução nos calendários e crescimento mais sustentado.
Depois desceriam entre 2 a 4 equipas da 1ª liga, subindo o mesmo número das 2ªs ligas (sendo que o campeão de cada serie subiria sempre diretamente). Sobre isto depois várias formas de ver as coisas. Eu apostaria em 4 a descer da primeira e os 2 primeiros das 2ªs ligas a subir. Maior rotatividade nos fluxos dos direitos desportivos e só haveria cerca de 4/5 equipas que nem desceriam nem iriam a competições europeias. Acho demasiado monótono termos cerca de 10 equipas que nem vão às competições europeias nem descem.
Só uma simples ideia antiga.
Manel Ferreira
O problema com essa proposta é que ias ter vários clubes num io-io constante entre as duas divisões sem possibilidade nenhuma de se estabilizar e acrescer. As pessoas já criticam o Nacional por ser um io-io, imaginem agora 3/4 Nacionais.
E não percebo o problema de haver clubes descansados cedo. Isso acontece em todo o lado e também deve ser valorizado, já que trabalharam para atingir cedo os seus objetivos. elogia-se o crescimento do Rio Ave e bem, mas como é que eles chegaram lá? Foi com epocas estaveis, sem andarem sempre obcecados com a descida. rizar Gh
zZou
É aí que discordo. Percebo que possa parecer estranho mas acredito que esse io-io possa realmente acrescentar valor tanto na 1a como na 2a liga. E, nesta proposta, com esse sobe e desce e menor despesa nas 2as ligas acredito que seria um double win. O rio ave teve anos seguidos bem gerido e a lutar (e a conseguir) várias vezes pela europa.. e não pela simples manutenção. Para um “rio ave” acabaria por ser igual. Mas admiti entre 2 a 4 descidas. Por exemplo a estabilidade por si só acomoda equipas. Falaste do rio ave, mas e o Belenenses e VitSetubal p.e. que andaram anos estagnados e a safarem-se nas últimas horas, em que os ajudou? Por vezes descer não é mau para reestruturar e repensar o processo. Olha o Aves, p.e., clube mais estável da história da 2a liga, o que adiantou? Subiu 4 ou 5 vezes em cerca de 30 anos e nunca conseguiu estabilizar na 1a liga. E não falando da emoção que traria. Vejo mais benefícios nesse io-io do que prejuízos.
Tiago Silva
Gostei bastante da ideia, uma primeira liga mais competitiva e uma segunda liga mais próxima, até porque esta aproximação geográfica dos jogos, atrai mais adeptos para os jogos pelas deslocações não serem tão grandes. Eu sei que vivemos num país pequeno, mas ajuda sempre, para além de haver mais equipas em escalões mais elevados. Quanto a subidas e descidas, propunha que subiam 4 no total como disseste, mas propunha umas eliminatórias estilo Championship, do 2º ao 5º de cada região e depois jogavam a 2 mãos o 2º do Norte vs 5º do Sul, etc. A equipa que ganhava esse torneio subia diretamente e a que ia à final disputaria novo jogo a 2 mãos com o primeiro dos 4 em zona de descida na primeira liga.
Como é que proponhas quanto ao número de jogos. 14 equipas dão 26 jornadas o que me parece curto, é o maior senão da tua proposta. Mas gostei bastante.
zZou
Quanto ás subidas e descidas é onde tenho maiores dúvidas mas a tua proposta parece-me interessante. Se os clubes se queixam do número de jogos penso que a redução para 26 daria precisamente para equilibrar e defender as equipas que vão às competições europeias. Uma equipa portuguesa que vai ás competições europeias faz cerca de 50/55 jogos por época (e depois ainda há as seleções a sobrecarregar os jogadores). É demasiado. Só com essa medida reduzimos para cerca de 42/47 jogos. Não me parece nada pouco. Quanto ás equipas que não vão à Europa podia-se compensar com uma 1a fase de grupos de Taça da Liga p.e., entrando as equipas “europeias” só numa 2a fase. Neste caso “simularia” as competições europeias para as equipas que estão fora e conseguias ter mais equipas a competir na taça da liga, valorizando-a.
No entanto percebo, que à primeira vista passar de 34 para 2 jogos de campeonato, que pode ser um passo demasiado. Mas o mesmo princípio com 16 equipas, passando para 30, já ajudaria. Ainda assim acho as 14 equipas o ideal.
Judge_Dredd
Sobre reduzir acho inevitavel.
O modelo competitivo tem de ser adaptado ao nivel da pratica de modalidade(numero de praticantes federados) e como é sabido temos menos praticantes do que a Suiça e Austria que tem populações identicas(aliás tem até menos habitantes).
Somos dos paises com menos percentagem de praticantes relativamente à população total(cerca de 2% apenas).
Como tal produzimos muito poucos futebolistas profissionais para alimentar 36 equipas profissionais(não confundir com futebolistas de elite), o que leva a uma importação excessiva(toda gente se queixa de demasiados estrangeiros nos campeonatos profissionais).
Eu defendo um corte radical com o status quo, elitizando a 1 Liga com 10 equipas a 4 voltas e revitalizando o produto de uma II Liga(18 equipas) para se tornar mais atraente em termos comerciais
A 3Liga deverá ter as mesmas 18 equipas.
Mas como somos um país avesso a tomar decisões que á primeira vista podem ser vistas como prejudiciais embora com ganhos portentosos em termos futuros, acho que 16 equipas deve ser o maximo de arrojo que alguma vez conseguiremos.
lipe
Penso que a Taça da Liga já não tem lugar no futebol português, se é que alguma vez o teve.
Concordo em absoluto com as meias-finais da Taça de Portugal serem a uma só mão, é uma aberração serem a duas. Aliás, se não me engano, desde que são a duas mãos, nunca houve uma final de Taça sem pelo menos um dos 3 grandes presentes (não que antes acontecesse muitas vezes, mas com meias-finais a duas mãos fica praticamente impossível).
A questão de se jogar em estádio neutro ou até no Jamor também é algo com o qual discordo. Deveria ser apenas um sorteio puro, sem condicionantes. O jogo da final, na minha opinião atenção, deveria ser jogado num estádio que fosse conveniente a ambos os clubes. Por exemplo, uma final Braga x Porto ser jogada em Lisboa tem pouco sentido e uma final Porto x Benfica jogada em Coimbra seria mais conveniente para muitos adeptos.
Quanto à redução do número de clubes, penso que o problema do nosso campeonato não é só o elevado número de clubes, é sim o número de clubes que chegam a uma determinada fase do campeonato e simplesmente não têm nada pelo qual lutar: já se safaram da descida de divisão e não conseguem chegar aos lugares de Europa. Então ficam só ali, na “terra de ninguém”, a jogar pelo salário e pouco mais. Isto pode ser evitado com a existência de mais um lugar de descida de divisão, como está a acontecer este ano, e mesmo com 16 clubes penso que se deveria manter o sistema de descerem 2 e o antepenúltimo disputar um play-off com o 3º da segunda liga.
Estas medidas em conjunto com a centralização dos direitos televisivos pode vir a ser muito positiva para o futebol português, mas só o tempo dirá.
Flavio Trindade
Já vai tarde.
É evidente que o modelo competitivo tinha que ser ajustado para as 16 equipas novamente.
Os anos dourados das equipas portuguesas na Europa foram precisamente aqueles em que a Liga tinha 16 equipas.
Isto só mudou devido à anormalidade da Direção da nossa liga e aos alargamentos forçados devido às questões políticas.
Na generalidade concordo em absoluto com a medida.
Boris Yeltsin
Premier League: 20 equipas
La Liga: 20 equipas
Ligue 1: 20 equipas
Serie A: 20 equipas
Bundesliga: 18 equipas
Tugão: … 16?
stanpanan
Há que ter em conta a população de cada país que referiste…
Espanha – 50 Milhões
Italia – 60 Milhões
Inglaterra – 55 milhões
Alemanha – 80 Milhões
Portugal – 10 Milhoes
Boris Yeltsin
Em campo, normalmente, são 11 contra 11 em cada jogo.
njfernandes
Nao tem a ver c o numero de pessoas disponiveis para jogar, mas sim c o numero de pessoas a ver. Se tens 50Milhoes de espectadores em comparaçao c 10M, geras mt mais receitas e consegues sustentar mais equipas.
BenDover
Agora falta comprar o número de habitantes e o PIB de cada um desses 4 países com os do Tugão e depois talvez não seja assim tão descabida a redução de equipas.
Boris Yeltsin
O calendário é o mesmo para cada país. Se somos um país com treinadores, jogadores, equipas e seleção ao nível dos melhores do mundo, a nossa Liga tem que se comportar como tal.
BenDover
Por um lado concordo mas por outro, a nossa liga e país é demasiado pequena para a grandeza dos jogadores e treinadores que Portugal produz.
Os melhores nem jogam cá. A continuar assim chegará facilmente o dia em que teremos a totalidade dos convocados da selecção em campeonatos melhores que o nosso e os jogadores que fiquem por cá não têm grande hipótese de chegar à selecção. Já estivemos mais longe disso.
Quanto aos treinadores, os bons saem da liga portuguesa à primeira oportunidade, não é aqui que vão provar o que quer que seja.
DM
Reino Unido: 66.65 milhões de habitantes, uma equipa para cada 3.33 milhões
França: 67 milhões de habitantes, uma equi para cada 3.35 milhões
Itália: 60.36 milhões de habitantes, uma equipa para cada 3 milhões
Alemanha: 83 milhões de habitantes, uma equipa para cada 4.6 milhões
Tugão: 10.28 milhões de habitantes, 18 equipas, uma equipa para cada 571 mil, mesmo com 16 equipas ficamos com uma equipa para cada 642.5 mil habitantes.
O ideal era o campeonato ter 12 equipas e ser jogado a 3 voltas ou mesmo 10 equipas e ser jogado a 4 voltas. Assim poderiamos ter um campeonato competitivo e fazer algo lá fora até lá…
Boris Yeltsin
3 voltas? 4 voltas? Só falta virem com ideias de Aperturas e Clausuras.
Xyeh
Estes teus números só provam que afinal os portugueses não estão assim tão errados em apoiar praticamente apenas FCP, SLB e SCP, dá 1 clube a +/- cada 3.3 milhões de habitantes, deviamos ter uma liga só com os 3 grandes e o resto lutava pelo primeiro lugar para disputar umas taças com os grandes quando estes tivessem disponibilidade.
Kafka
Xyeh
Achas portanto que devemos ter a mesma oferta para menos procura é isso?
Já ouviste falar que em qualquer economia ou mercado se deve ajustar a oferta à procura de forma a exponenciar ao máximo as empresas que desse mercado
Seja em que economia fôr, quando não ajustas a oferta à procura, o nível baixa, porque não tens receitas suficientes para sustentar tanta oferta
Xyeh
Estava a ser sarcástico, eu acho que o campeonato devia ser reduzido no número de equipas mas acima de tudo é preciso dividir os direitos televisivos isto para tornar o campeonato mais competitivo mas isto vai reflectir-se nas equipas ditas grandes e o ser um campeonato competitivo não quer dizer que vamos conseguir competir a nível internacional, vamos dividir os recursos e vai ser cada vez mais complicado para os grandes encontrarem pérolas e segurarem esses jogadores.
njfernandes
Nao so os direitos televisivos. Tudo o k é lucros da liga deveria ser dividido igualmente por todos.
BenDover
Isso. Agora pergunta ao homem do café central quantas grades de minis é que ele vende num interessante Farense vs Tondela
lipe
“Não estão assim tão errados” … Enfim. O facto de os portugueses praticamente só apoiarem 3 clubes é dos factores que mais contribui para que o nosso campeonato seja a pobreza que é.
BenDover
Para a nossa população, dividir por 18 clubes dava cerca de 571 mil adeptos por clube (num mundo perfeito). Ou seja, para encheres um estádio como em inglaterra tinhas que ter 10% da totalidade dos adeptos a ver o jogo.
Agora sem sarcasmo. A Islândia teve 10% da população nos estádio durante o Euro2016 mas isso é uma utopia.
lipe
Estas contas no fundo fazem pouco sentido; assumem que praticamente toda a gente no país é adepta de um clube, quando na verdade para muita gente o futebol é perfeitamente indiferente.
Obviamente que não digo que os adeptos deveriam estar perfeitamente divididos entre os 18 clubes. Seria suficiente se, por exemplo, os 3 grandes “só” tivessem adeptos nas suas cidades e arredores, o que seria bem mais que suficiente para os sustentar. Isso deixaria o resto do país “livre” para apoiar os clubes das suas cidades. Braga e Guimarães são excepções mas deveriam ser a regra. Quão melhor não seria o nosso futebol se, por exemplo, em Setúbal, Coimbra, Aveiro, no Funchal e até em cidades como a Amadora, o clube local fosse o mais apoiado ? Há uma série de clubes portugueses que, pela cidade onde estão sediados, têm um enorme potencial de crescimento. Falo de clubes como o Vitória de Setúbal, a Académica, Estrela da Amadora, Beira-Mar (apesar de este mais cedo desaparecer do que ressurgir), o verdadeiro Belenenses e acima destes, o Marítimo, que para mim é capaz de ser o clube mais mal aproveitado de Portugal. É o “maior” das ilhas, tem à sua disposição praticamente toda a ilha da Madeira, um sítio onde as pessoas são fervorosamente orgulhosas das suas origens, e não se consegue afirmar como o primeiro clube entre a população. O Marítimo é capaz de ter tantos adeptos verdadeiros como o Famalicão por exemplo, o que é uma pena.
RomeuPaulo
Inglaterra – aprox. 55,98 milhões hab.
Espanha – aprox. 46,94 milhões hab.
França – aprox. 67,06 milhões hab.
Itália – aprox. 60,36 milhões hab.
Alemanha – aprox. 83,02 milhões hab.
Portugal – aprox. 10,28 milhões hab.
Boris Yeltsin
Onde é que a dimensão geográfica e populacional influencia?
O Brasil tem 200 milhoes de habitantes, devemos ter 40 equipas no Brasileirão, é essa a lógica? O que dizer então da Russia que só tem 16.
RomeuPaulo
O número de atletas e o número de clubes é influenciado pela dimensão populacional.
Depois é preciso perceber que não existe apenas uma competição nacional, existem 3 (na próxima época 4), sendo que a última divisão nacional tem de criar vagas para as 20 equipas das associações distritais, ou seja 20 descidas.
Para um país da dimensão de Portugal e com o poder económico que existe, se queremos ter um campeonato de qualidade, é necessário reduzir o número de equipas, senão estamos a promover a mediocridade.
16 é um bom número, embora, se quisessem ser mais arrojados, eu não desgostava de ver um campeonato com 12 equipas, onde ao fim de 2 voltas (22 jornadas), os 6 primeiros iriam disputar o apuramento de campeão e os 6 últimos a fase de manutenção (10 jornadas).
Kafka
Boris Yeltsin
A dimensão geográfica influencia porque senão tens população não tens receitas suficientes para alimentar tantas equipamentos de topo
Ou tu achas que a La Liga, Premier League, Série A e Bundesliga são as 4 melhores da Europa apensa por obra e graça do espírito santo?
Tudo é uma questão de oferta e procura, se tens menos população tens de ter menos clubes para adaptar-se a oferta à procura e assim ajustar o total de receitas ao número de equipas que existentes para assim o nível ser maior
Se tu e a tua namorada juntos ganharem total de 3 mil eur (1500 eur cada um), só se fores completamente insensato é que terás 10 filhos, porque não tens receitas suficientes para os sustentares aos 10 e como tal os teus filhos passarão fome
Já o Elon Musk ou o Bill Gates, até podem ter 150 filhos se quiserem que todos terão uma vida abastada
No futebol é igual, se só tens 10 milhões habitantes vais ter menos receitas, logo tens de ter menos clubes para que o nível seja maior…. A Alemanha tem mais receitas logo pode ter mais clubes, porque os 80 milhões habitantes que tem geram receitas suficientes para alimentar 18 equipas de topo
Tiago Silva
Na mouche Kafka, belo exemplo!
Kacal
O ideal até seria reduzir para 12 ou assim com 3 voltas como já referiram aqui. Talvez com aquilo do “grupo campeonato” e “grupo despromoção”, seria interessante! Imaginemos uma Liga com Porto, Benfica, Sporting, SC Braga, Vitória SC, Paços de Ferreira, Rio Ave, Gil Vicente, Famalicão, Boavista, Moreirense e Santa Clara talvez. Penso que o nível ficaria mais alto e depois a centralização dos direitos que não sou muito expert no assunto, mas parece-me também interessante. Poderíamos ter uma Liga mais competitiva e boa de assistir. Mas penso que 16 é o número possível e o indicado por enquanto.
Carlitos
A taça da liga passar a dar acesso às competições europeias é que nada…
SCP99
Em resposta ao negrito, isso deve se ao facto de nesses anos Benfica e Porto terem melhores equipas e ao facto de estarem menos desgastados. Neste modelo de 18 equipas mesmo com plantéis da mesma valia desses anos dificilmente haveriam campeões sem derrotas. As equipas portuguesas fruto das limitações orçamentais que têm não conseguem fazer um plantel competitivo na competições europeias e ao mesmo tempo vasto o suficiente para um campeonato “limpo”.
Quanto à ideia acho ótimo e digo mais para mim 14 equipas era o ideal. 14 equipas no campeonato, acabar com a taça da liga e fazer todas as equipas participar na taça de Portugal a partir da eliminatória inaugural com sorteio 100% aleatório. Acrescentar ainda playoff de descida.
Se para já forem 16 já é um bom começo!
BrunoAfonso 12
Tem mais haver com a qualidade do que com o facto de estarem menos desgastados. O Benfica até fez mais jogos nas épocas 12/13 e 13/14 (56 e 57 jogos). Desde 2012/13, a única época que o Benfica fez mais jogos foi no ano em que o Lage substituiu o RV, fez 60.
Rodrigo 77
Felizmente esta ideia ridícula não vai passar pela votos na Assembleia Geral.
Há de certeza mais clubes contra, do que estão a favor.
Por isso é um não assunto.
Potter
A desculpa para reduzir o número de equipas nunca podia ser a sobrecarga dos jogos, porque se for devia-se era mexer no calendário. Todos os jogos de taças deviam ser disputados a uma mão e deviam ter carácter eliminatório. Caso existissem empates, ia-se a prolongamento ou a penalties. Esta simples alteração traria mais interesse aos jogos e aumentaria as hipóteses de clubes de menor dimensão em progredir numa competição nacional e quem sabe até de a vencer, sendo que os clubes que fossem eliminados veriam automaticamente o seu número de jogos ficar mais reduzido.
Se a desculpa for as receitas, há que pensar bem quem beneficiaria com este modelo. Quem diz que as receitas aumentariam porque passaria a existir mais jogos entre os ditos grandes, tem uma certa razão. Mas essa riqueza iria beneficiar quem senão aqueles que já são mais ricos e que têm dominado o campeonato nos últimos quarenta anos? A riqueza seria repartida entre os participantes da 1ª Liga? As que participam noutras divisões profissionais não teriam direito a nada? E a distribuição seria de forma igualitária ou os clubes que “geram mais” receita receberiam também a maior fatia ou a totalidade desses ganhos?
A competitividade e as receitas só vão aumentar quanto o campeonato português se tornar atrativo. Neste momento, com todas as polémicas semanais, sanções ridículas e desorganização dentro da estrutura dirigente, nem um português tem interesse quanto mais um estrangeiro.
njfernandes
Durante 10/15 anos, entre o porto de mourinho e o benfica de jesus, a liga portuguesa foi atractiva, e todos os problemas que se apontam hoje sempre existiram. Enquanto as mentalidades nao mudarem, esses problemas nunca desaparecerao. Distribuiçao equatitativa de receitas e todos os agentes do jogo a promoverem a credibilidade da competiçao sao pontos essenciais que nunca serao alcançados
Daniel Alves
Quando aumentaram a Liga para o Boavista poder voltar, deviam tê-lo feito já a pensar em voltar aos 16 clubes no seguinte.
Concordo com a redução para 16 equipas, embora eu até fosse mais longe. Para mim seria assim:
12 equipas, com fase regular de 3 voltas (26 jogos).
Na 2ª Liga, dividia entre Zona Norte e Sul, com 8 equipas cada. Os 4 primeiros das duas zonas apuravam-se para um grupo de apuramento de campeão, os últimos 4 de cada zona iam para a fase de manutenção.
Em ambas íamos ter 26 jogos no final da época.
Em relação aos play-offs de subida ou manutenção, eu não sou a favor deles. Eu sei que ajuda a trazer emoção, mas as equipas tiveram o mesmo nº de jogos para conseguirem subir ou manterem-se, se não conseguiram é pena, mas paciência. Se a ideia é mesmo ter play-offs, não vale a pena elaborar demasiado. O antepenúltimo da 1ª Liga joga com o 3º da 2ª Liga. Ou então façam um play-off na 2ª Liga semelhante ao Championship, com o 3º, 4º, 5º e 6º a jogarem entre si.
Em relação à Taça de Portugal, finalmente acabam estas meias finais que parecem um favor aos grandes. Metam tudo a 2 mãos ou estejam quietos. E se a ideia é fazer os jogos em campo neutro, que tal fazer como Inglaterra e pôr esses jogos no estádio da final? Outra alteração que fazia era acabar com as repescagens e pôr todas as equipas a entrar ao mesmo tempo.
Na Taça da Liga, além do lugar europeu a que devia dar acesso, não sei como devia ser organizada. Só acho que não pode ser igual à Taça de Portugal, não vejo sentido em ter duas competições iguais em que só muda o troféu que ganhas no fim.
njfernandes
Cada volta de 12 equipas sao 11 jogos, o que terminaria com 23 jogos, nao 26. Mas nao vejo como conseguia convencer os clubes a arriscar terem que jogar em casa do rival esse terceiro jogo? A cada ano no dia do sorteio terias rebeliao nas ruas por parte de metade das equipas a reclamar de que a liga estava aldrabada para beneficiar a outra metade. Eu nao acho ma ideia mas num campeonato em que a credibilidade esta pela hora da morte, simplesment parece impossivel de alcançar
Daniel Alves
O jogo da 3ª volta seria na casa da equipa em pior classificação no final da 2ª volta. Por exemplo, se o Benfica está em 1ª e o Porto em 2º, o jogo era no Dragão. Se a classificação fosse ao contrário, o jogo era na Luz.
Pringle
Fase regular com 12 equipas. No final da fase regular, divide-se os pontos de todas as equipas. Os 6 primeiros fazem o apuramento de campeao e os 6 ultimos o apuramento de descida, descem os 3 ultimos. Tudo a 2 voltas, isto da um total de 32 jogos (fase regular, mais apuramento campeao/descida). O calendario fica mais ou menos com os mesmos jogos e se calhar trazia mais emoção pois todas as equipas tinham que lutar ate ao fim por objectivos
JJoker
Querem interesse no produto futebol e pessoas nos estádios, a fórmula é esta.
Não percebo a dificuldade em instituir isto….
RomeuPaulo
Eu gosto bastante desse modelo e acredito que fosse aquele que a curto prazo trouxesse mais competitividade e qualidade à liga, além de trazer jogos que eu diria serem mais apelativos para os adeptos.
GabCel
concordo com o modelo…. o problema é obrigar todos os outros clubes, menos os 10 regularmente mais fortes, a aceitar isto.
Para piorar, haverá sempre o Benfica ou Porto contra isto consoante o que o outro fizer. Apesar de termos termos muito mais jogos competitivos potenciar em muito a performance internacional, sendo ambos os maiores beneficiados deste modelo.
Tiago Silva
Isto, mas talvez 14 equipas, os 6 primeiros fazem o apuramento de campeão e os 8 últimos fazem o apuramento de descida. Desciam 3 diretamente e uma ia a playoff. Na Segunda Liga, 28 equipas, 14 do lado Norte e 14 do lado Sul sem playoffs. Os primeiros subiam diretamente, do 2º ao 5º iam a um mini-torneio em que jogavam 2ºNorte vs 5ºSul, etc. Quem ganhava o torneio subia diretamente e quem ia à final jogava com o 11º da Primeira Liga. Talvez acrescentar uma Taça entre as 28 equipas da Segunda Liga para terem mais jogos. Faria um modelo deste género.
Fasc92
1Liga: 16 equipas (descem 2); 2Liga: 20 equipas (sobem 2, descem 4); 3Liga: 4 séries, 20 equipas cada (sobe o primeiro e descem os últimos 5 de cada série). Extinção do CP, Liga Revelação e Taça da Liga.
MCAP
Boa noite a todos, não costumo comentar, mas este tema acho muito interessante até porque tenho uma opinião diferente da maioria do pessoal.
Se formos ver as melhores ligas do mundo o fator mais importante do sucesso das mesmas é não sabermos á partida qual o resultado final se ganha A ou B, isto acontece em praticamente todas as ligas das BIG 5.
Vão dizer que em Alemanha o Bayern ganha sempre, mas depois temos os restantes jogos que são uma incógnita.
Em Inglaterra todos os jogos são uma incógnita, apesar de á uns anos para cá existir menor imprevisibilidade, mas continua a haver pois ainda podemos ver que o primeiro pode perfeitamente perder com o ultimo.
Em Itália tirando este ano tínhamos o mesmo caso de Alemanha onde a Juventos ganhava a maioria dos jogos e era mais forte.
Para alem disto, nas principais ligas (BIG 5) joga-se um futebol muito mais atrativo, onde seja o primeiro ou o ultimo classificado disputam o jogo de forma a ganhar e não 11 jogadores a trás da bola e a fazer 50 faltas por jogo.
Se formos a pegar nas faltas temos de colocar os árbitros que apitam a tudo o que toca, e os comentadores e alguns dirigentes da treta que passam 1 mês a falar da falta Y e X que devia ter sido marcada no meio campo que deu o golo e perdeu-se pontos.
Enquanto não existir uma Liga/Federação forte que tenha coragem de aplicar multas e sanções fortes para os dirigentes/ treinadores que falam mal dos árbitros, que não defender uma abordagem mais larga ás regras do jogo de forma a que os jogos sejam fluidos e interessantes não vamos ter um produto atrativo como tem as grandes ligas.
Para concluir, se temos um pais com os melhores jogadores, melhor seleção, melhor arbitro, melhor equipa da europa, porque não temos uma boa liga? será a solução a redução de equipas ou a manutenção e aumento das mesmas?
Saudações.
Kacal
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MCAP
Obrigado Kacal