O Benfica entrou bem no jogo, a conseguir ter posse de bola e a ter o domínio do jogo, no entanto uma falha monumental da defensiva encarnada, com culpas claras de Júlio César e dos defesas do Benfica, permitiram que Kuyt completamente sozinho na pequena área conseguisse inaugurar o marcador na sequência de um pontapé de canto. Depois disso a turma de Jesus desorientou-se, perdeu o controlo da bola, e rapidamente em mais uma falha da defesa encarnada e do seu meio campo defensivo permitiu que Lucas isolado conseguisse fazer o 2-0, até final Sidnei ainda desperdiçou a melhor oportunidade do Benfica em todo o jogo.
Na 2ª parte, o Benfica tentou responder, ganhou muitos cantos, mas foi traído por um contra-ataque rápido bem finalizado por Fernando Torres. Depois disso Cardozo ainda colocou os encarnados outra vez em jogo, ao concretizar um livre directo, mas Torres já perto do fim voltaria a aproveitar mais uma falha da defesa encarnada que não fez bem a linha do fora de jogo, e silenciou o encontro.
Em suma, uma vitória justa do Liverpool, embora por números algo desproporcionados, onde a qualidade do trio composto por Kuyt, Gerrard e Torres acabou por fazer a diferença.
Destaques:
Jesus – Optou por uma equipa mais alta, de modo a contrariar o bom jogo aéreo do Liverpool, com a inclusão de Sidnei e Ruben Amorim, mas acabou por se dar mal, pois David Luiz na esquerda não conseguiu anular Kuyt, e a dupla Sidnei-Luisão teve bastantes dificuldades para contrariar a velocidade de Torres.
Sidnei e Luisão – São dois centrais de marcação, e na minha opinião devido a esse facto não se completam. Hoje Luisão denotou algumas dificuldades com a velocidade de Torres, e acabou por ter culpas nos golos, ao colocar os jogadores do Liverpool em jogo.
Ramires e Di Maria – As exibições menos felizes da época, evidenciaram algum cansaço e tiveram pouco em jogo.
Cardozo – Voltou a facturar na sequência de um lance de bola parada. Contudo perdeu a hipótese de fazer o que na altura seria o 2-1, ao falhar a recepção da bola depois de um excelente passe de Di Maria que isolou o paraguaio.
Carlos Martins – Talvez a melhor unidade encarnada, o único a conseguir ter posse de bola. Não se percebeu a sua saída, quando Aimar era claramente uma unidade mais apagada.
Liverpool – Atacou poucas vezes, mas sempre que o fez, demonstrou astúcia e pragmatismo. Hoje as suas figuras foram decisivas no desfecho final.
Kuyt – O melhor em campo. Marcou um golo, deu a marcar, e com todo o seu voluntarismo encheu o campo.
Gerrard – Duas assistências, uma a isolar Lucas, que provam toda a sua qualidade.
Torres – Tínhamos referido na antevisão a esta eliminatória, que seria ele quem mais poderia desequilibrar. Bisou na partida e demonstra ser um jogador à parte, hoje tal como na Luz, semeou o pânico na defensiva encarnada.
Resultados da noite:
Atl. Madrid 0-0 Valência
Standard Liège 1-3 Hamburgo
Wolfsburgo 0-1 Fulham


