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Liverpool bate o Benfica por 4-1 e dita o fim do sonho encarnado na Europa!

Liverpool 4-1 SL Benfica (Kuyt 27´, Lucas 34´e Torres 59´e 82´; Cardozo 70´)
Terminou hoje a aventura europeia do Benfica, fruto de um jogo onde apesar do bom começo e do domínio inicial, as falhas defensivas e o pragmatismo dos ingleses foram factores determinantes no resultado final.

O Benfica entrou bem no jogo, a conseguir ter posse de bola e a ter o domínio do jogo, no entanto uma falha monumental da defensiva encarnada, com culpas claras de Júlio César e dos defesas do Benfica, permitiram que Kuyt completamente sozinho na pequena área conseguisse inaugurar o marcador na sequência de um pontapé de canto. Depois disso a turma de Jesus desorientou-se, perdeu o controlo da bola, e rapidamente em mais uma falha da defesa encarnada e do seu meio campo defensivo permitiu que Lucas isolado conseguisse fazer o 2-0, até final Sidnei ainda desperdiçou a melhor oportunidade do Benfica em todo o jogo.

Na 2ª parte, o Benfica tentou responder, ganhou muitos cantos, mas foi traído por um contra-ataque rápido bem finalizado por Fernando Torres. Depois disso Cardozo ainda colocou os encarnados outra vez em jogo, ao concretizar um livre directo, mas Torres já perto do fim voltaria a aproveitar mais uma falha da defesa encarnada que não fez bem a linha do fora de jogo, e silenciou o encontro.

Em suma, uma vitória justa do Liverpool, embora por números algo desproporcionados, onde a qualidade do trio composto por Kuyt, Gerrard e Torres acabou por fazer a diferença.

Destaques:

Jesus – Optou por uma equipa mais alta, de modo a contrariar o bom jogo aéreo do Liverpool, com a inclusão de Sidnei e Ruben Amorim, mas acabou por se dar mal, pois David Luiz na esquerda não conseguiu anular Kuyt, e a dupla Sidnei-Luisão teve bastantes dificuldades para contrariar a velocidade de Torres.

Sidnei e Luisão – São dois centrais de marcação, e na minha opinião devido a esse facto não se completam. Hoje Luisão denotou algumas dificuldades com a velocidade de Torres, e acabou por ter culpas nos golos, ao colocar os jogadores do Liverpool em jogo.

Ramires e Di Maria – As exibições menos felizes da época, evidenciaram algum cansaço e tiveram pouco em jogo.

Cardozo – Voltou a facturar na sequência de um lance de bola parada. Contudo perdeu a hipótese de fazer o que na altura seria o 2-1, ao falhar a recepção da bola depois de um excelente passe de Di Maria que isolou o paraguaio.

Carlos Martins – Talvez a melhor unidade encarnada, o único a conseguir ter posse de bola. Não se percebeu a sua saída, quando Aimar era claramente uma unidade mais apagada.

Liverpool – Atacou poucas vezes, mas sempre que o fez, demonstrou astúcia e pragmatismo. Hoje as suas figuras foram decisivas no desfecho final.

Kuyt – O melhor em campo. Marcou um golo, deu a marcar, e com todo o seu voluntarismo encheu o campo.

Gerrard – Duas assistências, uma a isolar Lucas, que provam toda a sua qualidade.

Torres – Tínhamos referido na antevisão a esta eliminatória, que seria ele quem mais poderia desequilibrar. Bisou na partida e demonstra ser um jogador à parte, hoje tal como na Luz, semeou o pânico na defensiva encarnada.

Resultados da noite:

Atl. Madrid 0-0 Valência
Standard Liège 1-3 Hamburgo
Wolfsburgo 0-1 Fulham

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