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Manchester City – O principal exemplo de uma má política de mercado!

O Manchester City, pretende recuperar algum do dinheiro investido em 6 jogadores que não têm espaço no plantel. A máxima dos Citizens nos últimos tempos tem sido contratar principalmente em quantidade, a maior prova disso, é jogar apenas com Tevez na frente e ter no banco Adebayor, Jô, Balotelli e Santa Cruz (quase 100 milhões de euros). Devido a esta situação, o plantel liderado pelo italiano Roberto Mancini é muito extenso, o que provoca alguma insatisfação entre os jogadores suplentes, que  com alguma facilidade poderiam jogar com regularidade em qualquer equipa de top Mundial.

O City tentará então passar já em Janeiro de um clube comprador para um clube vendedor, pretendendo vender os seguintes jogadores por preços bem inferiores aos que foram contratados: 

Emmanuel Adebayor – O avançado togolês de 26 anos foi comprado por 30,4 milhões de euros, e o City colocou o seu preço de venda nos 14 milhões de euros, ou seja menos de metade do valor pelo qual foi adquirido. Com a titularidade de Tevez, Adebayor fica sem espaço no 11 titular, o que leva a equipa de Manchester a procurar vendê-lo. 

Shaun Wright-Phillips – O extremo inglês foi contratado por 9,9 milhões de euros, e o City colocou-o no mercado por 5,8 milhões de euros. Com a contratação de James Milner e Silva no passado defeso, Wright-Phillips foi perdendo ainda mais espaço no plantel, e inclusive raramente é opção no banco. 

Roque Santa Cruz – O ponta de lança paraguaio é o maior exemplo da má política de mercado do City. Custou 21 milhões de euros e está no mercado por apenas 4,6 milhões de euros! Apesar de já ter 29 anos, é um avançado com nome no futebol mundial que pouco tem jogado, sendo mesmo a 3ª ou 4ª opção no plantel. 

Jô – O avançado brasileiro que fartou-se de marcar golos pelo CSKA, e já foi associado ao Sporting custou ao City 19,9 milhões de euros, depois de empréstimos a Everton e Galatasary está à venda por 3,8 milhões de euros. O jogador tem apenas 23 anos, uma boa margem de progressão, mas a sua pouca utilização no City tem atrasado a sua evolução. 

Wayne Bridge – O lateral esquerdo inglês foi contratado por 14 milhões de euros ao Chelsea, e foi colocado à venda por 5,8 milhões de euros. Já tem 30 anos, e com a contratação do sérvio Kolarov  (outro que pouco tem jogado) perdeu a titularidade. Boateng, Zabaleta e até Lescott tem sido as opções para o lado esquerdo da defesa. 

Shay Given – O guarda-redes irlandês, depois de uma passagem pelo Newcastle, nas últimas épocas tinha sido titular no City. Ele que foi contratado por 8,1 milhões de euros, mantém-se com o mesmo valor de mercado. Com a afirmação do jovem Joe Hart na baliza, Given perdeu a titularidade e manifestou o seu desagrado com a situação, pedindo aos dirigentes do City para o transferirem em Janeiro. 

Estes 6 jogadores mencionados custaram ao City cerca de 102,3 milhões de euros mais algumas dezenas de milhões referentes a salários e prémios de assinatura, e caso os Citizens os consigam vender, recuperarão 58,5 milhões de euros, o que significa que ficam a perder cerca de 43,8 milhões de euros, mais o que investiram nos seus salários e nos seus prémios de assinatura. Sendo, que esta situação já não é nova, pois ainda no último defeso o clube de Manchester vendeu Robinho ao AC Milan por quase 1/3 do valor que pagou pela sua transferência.

Consideram que existe alguma possibilidade de um destes jogadores se transferir para Portugal? Ou os clubes portugueses não têm capacidade financeira para corresponder a estes valores, não só a nível de transferência como ao nível dos seus salários? Conseguirá o City chegar ao título, enquanto continuar com esta política de mercado? 

Tomás Cunha

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