O Besiktas apresenta mais portugueses que os “grandes” de Portugal, o Zenit já é conhecido de tudo e todos por ter estado no grupo do Porto, o Legia será igualmente abordado pelo VM mais tarde, mas importa agora dar especial destaque ao Manchester City. Nunca escondemos que é a equipa da actualidade que mais nos entusiasma (ainda na passada segunda-feira salientamos isso na análise do Chelsea-City), o seu futebol ao 1º toque com a irreverência de jogadores como Balotelli, Aguero e principalmente Silva (provavelmente o jogador mais entusiasmante da actualidade), a juntar à qualidade de Milner, Nasri (não está a jogar 1/10 em relação ao que produzia no Arsenal), Yaya ou Dzeko é notável, e quanto a nós, apesar do Barcelona ser o grande papão do futebol Mundial, é o futebol dos Citizens que neste momento mais nos atrai (infelizmente City e Barça não se vão defrontar esta época, pois seria sem dúvida o confronto do ano). Se estamos perante uma equipa perfeita? Longe disso. A prova é que ficaram em 3º na fase de grupos da LC (apesar de nos 2 duelos com o Nápoles o resultado não ter ditado o que se passou em campo, mas a sorte e o azar também fazem parte do futebol). O que os vai levar a concentrar todas as forças na conquista da Premier League. Se isso vai ajudar o Porto? Só o futuro o dirá, mas se Mancini como aconteceu com “Harry” Redknapp (Tottenham) optar por exercer uma rotatividade na Liga Europa, os azuis e brancos tem a garantia que a tarefa só estará em parte facilitada, pois a qualidade do plantel do City é tremenda, senão vejamos:
11 mais utilizado por Mancini (especialmente nos jogos com um grau de dificuldade superior): Hart, Micah Richards, Lescott, Kompany, Clichy, Barry, Yaya Touré, Milner, Silva, Aguero e Balotelli.
Ora, se Mancini optar por apresentar um 11 totalmente novo contra o Porto, seria algo, como: Pantilimon (guardião romeno com mais de 2 metros), Zabaleta (não é inferior a Richards), Kolo Touré (titular vários anos no Arsenal), Savic (associado a Sporting e Porto no último defeso), Kolarov (não é inferior a Clichy), Nigel de Jong (até há pouco tempo um titular indiscutível do City e na Holanda), Hargreaves (tinha tudo para ser um dos melhores médios do Mundo, mas as lesões deram cabo da sua carreira), Adam Johnson (um dos jogadores ingleses mais evoluídos tecnicamente, seria titular de caras no Liverpool por exemplo), Nasri (a época passada no Arsenal era provavelmente o melhor jogador da Premier League e o melhor francês da actualidade), Tévez (deve sair, mas a sua saída também pode levar a que o City contrate mais um avançado) e Dzeko (quanto a nós superior a Balotelli e o “avançado perfeito”). Se chega para vencer o Porto? Quanto a nós é inclusive suficiente para bater qualquer equipa que está nesta Liga Europa. Mas da teoria à prática a distância é enorme, e se o Nápoles conseguiu segurar os Citizens, o Porto (ou o Sporting) também pode conseguir, até porque as equipas portuguesas na nossa opinião não são inferiores ao conjunto italiano. Ainda para mais quando esta equipa do City, apresenta alguns problemas, não tanto a defesa como alguns apontam, pois Kompany e Lescott para o jogo físico da Premier League chegam e sobram (aliás com a ausência de centrais de Top no futebol actual, não há muitos superiores à dupla do City), mas mais a competitividade (nos jogos com menos importância), experiência (sem ser Yaya, a restante equipa praticamente nunca ganhou nada), e todos os egos que fazem parte deste conjunto (ninguém quer ser suplente, ainda para mais estas estrelas, e por outro lado, alguns elementos gostam de exagerar nas suas atitudes, ainda ontem Balotelli teve uma picardia no treino com Micah Richards). A estes 3 problemas gerais, junta-se a ausência dos irmãos Touré devido à CAN (vai ser disputada entre 21 de Jan e 12 de Fev, sendo que o Porto-City é a 16 de Fev), principalmente Yaya (veremos como é que Mancini vai superar isso, e como é que irá afectar o rendimento dos Citizens), que é um dos pilares nesta equipa.


