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Maradona, Michael Jordan e Ayrton Senna: Os melhores de sempre…Conseguir títulos é uma coisa, ser eterno e ter “carisma” só está ao alcance dos predestinados!

“Champions aren’t made in gyms. Champions are made from something they have deep inside them – a desire, a dream, a vision. They have to have the skill, and the will. But the will must be stronger than the skill.”  Muhammad Ali

Nas diversas modalidades, no passado e no presente, foram e são, alguns os grandes campeões. Atletas com troféus, individuais ou colectivos, nacionais ou internacionais, idolatrados por multidões, referências na história da respectiva modalidade. No entanto, desse grupo de desportistas de eleição, podemos ainda extrair um conjunto, muito mais restrito. Aqueles, que antes de serem figuras desportivas, são figuras da sociedade. São os atletas a quem também podemos designar como “campeões”, mas que em relação aos outros destacados anteriormente adicionam duas características, que os colocam no mais alto patamar: são eternos e “carismáticos”. E isso, só está ao alcance dos predestinados. Quer seja pelas ideologias políticas, pela sua firmeza, pelas suas capacidades intelectuais, pela sua grande capacidade de cativar o povo, ou pela sua coragem, um dia que o seu corpo já não coexista connosco no planeta, o seu nome, esse, estará para sempre na boca das pessoas.
Diego Armando Maradona, Ayrton Senna e Michael Jordan, representam a primeira linha deste mesmo lote. Os seus actos, as suas palavras, representavam muito para a sociedade, tinham o “dom” de conseguir parar o mundo. Maradona, é ainda hoje em dia, notícia pelas mais variadas razões. Centenas de jogadores terão no seu currículo mais títulos do que “El Dios”, Messi pode bater todos os recordes do Mundo do futebol, mas nenhum consegue competir com o génio e o carisma que este apresentava dentro e fora dos relvados. Kobe ou qualquer outro basquetebolista, poderão alcançar mais anéis de campeão do que MJ, mas na NBA existe claramente um antes e um depois de “Air Jordan”. Michael Schumacher é o piloto mais galardoado da história da F1, mas nunca será recordado como o brasileiro (um às ao volante, com uma simpatia tremenda, que conquistou milhões de adeptos pelo mundo inteiro).
Hoje em dia, ainda facturam milhões em publicidade, e sempre que são relembrados, é com uma enorme saudade. Qualquer ser humano, mesmo que não aprecie desporto, desejaria que as suas carreiras fossem eternas.
Numa segunda linha de figuras, podemos incluir Muhammad Ali, um super campeão no boxe (56 vitórias em 61 combates, 37 delas por KO), mas acima de tudo um ícone cultural, alguém que defendeu as suas ideias com firmeza e inteligência, bem como Roger Federer, o melhor tenista de todos os tempos, alguém que passeia classe pancada após pancada, um verdadeiro gentleman dentro e fora dos courts. Desta lista, não podem também ser excluídos Usain Bolt, Kelly Slater e Gary Kasparov, que mesmo não sendo o xadrez um jogo espectacular de ser visualizado, as suas capacidades intelectuais, aliadas às suas ideologias políticas e aos duelos intermináveis contra Karpov, fazem dele um exemplo no desporto.

A. Carvalho

43 Comentários

  • Magno Neiva
    Posted Maio 17, 2013 at 12:52 am

    Para mim, El D10S será sempre o maior ícone do futebol. O verdadeiro BadBoy, o completo underdog, que é o mais imperfeito dos humanos e ao mesmo tempo tão parecido com aqueles que o idolatram. Tendemos a colocar sempre num patamar de excelência as grande superestrelas, dizendo que elas são superprofissionais e todos os dias trabalham para serem melhores. Maradona nunca foi isso, foi apenas tudo aquilo que lhe apeteceu ser. Nunca olhou para recordes, sempre olhou para a loucura. Fartou-se de cometer erros, mas conseguiu sempre a redenção dentro e fora do campo. Por ser tão humanamente "defeituoso" tornou-se diferente dos demais. Fez com que todos lhe reconhecessem um talento sobrenatural numa personalidade fadada para a derrota. No fundo, por nunca querer ser um ícone dos recordes, tornou-se num ícone do povo. E até a fama ajudou no caminho para a destruição. Por isso, pela personalidade cheia de demônios e por ser verdadeiramente único, é a figura maior do futebol. E, claro: Mundial do México.
    Nos demais desportos, a mesma coisa: Na F1, Senna também era amado porque fazia o que mais nenhum fazia: assumia o risco, era puro e verdadeiro consigo mesmo e errava, mas quando conseguia algo era mil vezes mais válido. E de tanto tentar arriscar perdeu a vida a fazer aquilo que mais amava. O único piloto que se sabia que ia chover, todos sabiam que ele ia ganhar, pq era o único que sentia o carro!
    Jordan, começou como uma escolha secundária do draf. Ninguém dos Bulls o foi esperar ao aeroporto, vejam como a lenda começou a construir-se! Nunca esquecerei, ainda criança, do jogo em que ele quase desmaiava devido a uma gripe enorme. O que ele fez nesse jogo: Levou a equipa às costas e concretizou o último lançamento!
    Ainda Roger. Adoro ténis. E adoro dois jogadores: Agassi, porque foi um miúdo genial, perdeu-se, casou com a Graff, limpou a cabeça, jogou torneios challenger e passado um ano tornou-se número 1 do ATP.
    E Roger! Se fora do court nunca fez nada que possa ser criticado e que o tivesse obrigado a uma redenção para ser mais espectacular, dentro do court, é o único que vive para o bom ténis. Para as pancadas difíceis. Para os momentos geniais. Para o ténis puro. Hoje Nadal e Djoko ganham-lhe. Mas não dão show. São calculistas, esperam pelo erro, perdem imenso tempo a servir para desconcentrar os adversários, simulam lesões para quebrar ritmos, pressionam o público, e isso é jogo, também é genial do nível psicológico, mas Federer já provou vezes sem conta que sabe fazer o mesmo e quando o faz ganha, mas não lhe apetece aborrecer o público para ganhar, está disposto a perder e mandar a pancada única que ficar a bater bolas. Por isso, diferente dos outros atletas que mencionei em personalidade, mas igualmente único!

    • Ze C Castro
      Posted Maio 13, 2016 at 10:44 pm

      Estás tao enganado em relação ao Nadal. Por toda as atitudes que tem dentro e fora do court, o perder tempo nao será certamente para desconcentrar o adversário mas para ele próprio se concentrar. Nunca o vi simular lesões e, ao contrário do Roger e Djokovic, nunca o vi partir uma raquete quando as coisas lhe corriam mal (pode ter acontecido, mas nunca vi).
      Nadal é, aliás, um símbolo do desporto vivo. Com todas as lesões que teve, nao pára de lutar e, nesta altura dificil que vive onde as pessoas passam a vida a compará-lo com o seu auge, não deixa de ser humilde e trabalhar para continuar na elite do ténis. Inacreditável aquilo que ele tem sabido sofrer e os resultados esta epoca já são melhores que a desastrosa epoca anterior onde o mundo o dava por acabado.
      E nao esquecer as suas pancadas características, os seus passing shots em que toda a gente dava o ponto por acabado, mas o Nadal simplesmente puxa pelo melhor de si e concretiza shots impossiveis. Defensivo, mas espetacular.

      Zé Manic

  • Anónimo
    Posted Maio 16, 2013 at 11:37 pm

    Incrivel como o VM, um blog que na minha opinião é o mais respeitado e inteligente a falar de futebol, consegue dizer que Maradona foi o melhor de sempre.
    E onde fica o Pelé? digam-me?
    Alias, o papo furado que Pelé não foi o melhor de sempre pq não saiu do Brasil, chega a ser ridiculo, logo que Pelé foi tri-campeão mundial, em uma seleção onde todos os jogadores jogavam no Brasil e todos os craques brasileiros ficavam no Brasil, logo a liga nacional era tão forte ou mais que qualquer liga europeia da epoca. Outra questão: Como podem dizer que o Maradona foi o melhor, se ele só jogou 4 ou 5 temporadas ao mais alto nivel? No Boca ele nem foi o melhor do time, no Barça, ele não fez a metade que fez Ronaldinho ou Messi, no Sevilla foi nulo. Meu Deus, onde estão com a cabeça?

    Mil desculpas, mas esse texto onde o Maradona é endeusado foi o mais fraco que eu vi no VM até hoje.

    Natan Fox

  • José Silva
    Posted Maio 16, 2013 at 11:25 pm

    VM, gostava de ver também um post sobre os atletas portugueses com mais carisma… Este artigo está muito interessante

  • DC
    Posted Março 21, 2013 at 12:55 pm

    Apesar de o Federer ser o tenista com mais títulos, um jogador que gosto muito de ver jogar, julgo que se o objetivo era atletas incontornáveis e que projetaram a modalidade a níveis antes inimagináveis, o tenista a incluir seria Pete Sampras (até pelos eternos duelos com Agassi).
    De resto, parabéns por mais uma vez, fazerem um artigo muito interessante.

  • Icaro
    Posted Fevereiro 28, 2013 at 9:59 pm

    Apenas não concordo com a segunda linha… Pois para mim está na primeira
    De resto, bom artigo

  • André
    Posted Fevereiro 28, 2013 at 9:57 pm

    excelente mesmo… so penso q faltou referir michael phelps

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