3º – Rooney
Outrora, dividiu o protagonismo com C. Ronaldo, mas actualmente é a figura maior do United e da Premier League. Jorge Jesus há pouco tempo para o definir, afirmou “Rooney é o melhor jogador inglês. Aliás, acho que ele de inglês tem pouco. É uma mistura de brasileiro, argentino, espanhol, português.” A verdade é que o avançado apresenta uma vontade dentro de campo como poucos no futebol mundial, juntando à sua força física, uma técnica, qualidade de passe, visão de jogo e capacidade de finalização muito acima da média. Mesmo tacticamente e em termos defensivos, podia ser um 8 ou até mesmo um 6, tal é a qualidade que demonstra. Nos dois últimos anos, os seus golos levaram o Manchester (embora com elencos inferiores ao Chelsea e City) à glória interna, bem como a excelentes desempenhos no que diz respeito à Liga dos Campeões (o Man Utd chegou à final em 2011). Um jogador temperamental (dentro e fora dos relvados) é certo, mas depois de se ter estreado na Premier League aos 16 e ter saído para o United por quase 40 milhões aos 18 (transferência mais cara da história a envolver jogadores com menos de 20 anos), e com toda a dimensão planetária (justificada devido à sua enorme qualidade) que alcançou, custa um pouco acreditar que nunca tenha sido premiado pela FIFA com um pódio entre os melhores do Mundo (veremos se será desta que o organismo que tutela o futebol vai premiar o inglês, a nível colectivo as conquistas do Man Utd falam por si, e em termos individuais lidera já a lista de melhores marcadores da Premier League com 9 golos, curiosamente todos eles distintos, uns de cabeça, outros de livre, uns na sequência de jogadas individuais, outros a dar uma resposta positiva a passes dos seus companheiros, mas todos eles com um denominador comum: classe).
A. Mesquita

