Para vencer na categoria rainha? Esta época acabou por não corresponder às expectativas, já que o português era o principal favorito. Mas por inércia nas qualificações ou maior capacidade das SKY Racing Team VR46 passou mais uma classe sem juntar o título Mundial ao currículo.
Miguel Oliveira não foi além do do segundo lugar no Grande Prémio da Malásia de Moto2, o que permitiu a Francesco Bagnaia festejar já o título na classe intermédia de motociclismo apesar de ainda faltar disputar uma corrida, ficando o português como vice-campeão mundial. Recorde-se que o piloto de Almada também já tinha sido vice-campeão do Mundo em Moto 3.


5 Comentários
Andremiguelis
Discordo da apreciação do VM ao dizer que era o principal favorito! Talvez o Segundo ou Terceiro! Acho que no início da época era consensual admitir Alex Márquez na pole para campeão, devido á equipa ser a vencedora nos últimos anos e pela imprensa e estatuto que tem ( ser irmão de Marc) e não tanto pela qualidade!
Apesar disso fica um sabor agridoce, foi duas vezes Vice e infelizmente parece que nunca irá saborear o título de campeão de motociclismo. ( Espero estar enganado mas temos campeão Márquez ainda por muitos anos)!
Parabéns Oliveira e para o Ano o objectivo penso que seja ser o melhor Rookie, e desenvolvimento da nova moto!
Zamorano
Bem visto. Apesar de tudo, penso que as KTM ainda estão aquém das melhores Kalex… Na categoria rainha será muito difícil, mas não impossível.
Força Miguel!
Andremiguelis
No final da época passada com as vitórias do Miguel ficou a sensação de que a KTM iria ombrear com as Kalex, mas o que é certo é que durante toda a temporada, foram raras as vezes que se mostrou melhor moto.
Ainda assim aposto quase todas as fichas que para o ano temos Brad Binder campeão de Moto2! Mais uma vez vai beneficiar de todo o trabalho realizado durante estas 2 épocas.
Mantorras
Exacto, ja em moto3 foi assim.
Mantorras
Aos 23 anos Miguel Oliveira continua a escrever páginas de ouro na história do motociclismo nacional. O piloto luso continua a fazer aquilo que nunca ninguém havia feito e que provavelmente muitos imaginariam que nunca seria feito. Depois de um histórico vice-campeonato de Moto3 em 2015 agora chegou um novo vice-campeonato, mas em Moto2, série considerada por muitos especialistas como a mais competitiva do mundo do motociclismo. Basta em cada fim de semana olhar para a folha de tempos de uma qualificação ou treinos livres e ver o exorbitante número de pilotos que ficam separados por menos de um segundo.
É verdade que não estamos a falar de títulos mundiais, mas Miguel Oliveira tem tido um papel preponderante no desenvolvimento da modalidade em Portugal e consequentemente despertar o interesse, nomeadamente entre aqueles que querem ser os ‘Migueis Oliveiras’ de amanhã, para uma realidade que muitos viam como inatingível. O luso tem vindo a derrubar barreiras atrás de barreiras e agora entrará na elite do motociclismo mundial, o MotoGP. Categoria onde vai partilhar a pista com nomes como Valentino Rossi, Marc Márquez, Jorge Lorenzo e outros tantos. Ídolos nossos e do próprio Miguel Oliveira que dentro de poucos dias fará parte deste verdadeiro comboio dos duros.
Mais do que qualquer título ou recorde só o facto de Miguel Oliveira, um jovem português nascido em Almada nos idos do milénio passado, chegar ao MotoGP é merecedor de uma ‘medalha’ distintiva. Nunca nos poderemos esquecer que o piloto português será em 2019 o único representante de uma nação em MotoGP que não tem um Grande Prémio no calendário. Facto que acaba por dizer tudo num universo onde a politização da Dorna, entidade promotora do Mundial, é uma constante.
Política à parte e puxando a fita da cassete um pouco atrás vemos um ano de 2018 onde Miguel Oliveira brindou nos com diversas corridas de altíssimo nível e sempre pautadas por um arreganho que só os predestinados conseguem. Só assim são explicadas as grandes cavalgadas que Oliveira foi obrigado a fazer em praticamente todos os Grandes Prémios, depois de qualificações muito modestas e que poderiam levar o futuro piloto da KTM Tech 3 a baixar os braços. Mas não, em cada domingo lá estava o piloto da Red Bull KTM Ajo sempre pronto a dar tudo assim que as luzes verdes do semáforo apagavam. Para todos aqueles que assistem as suas exibições é um verdadeiro privilégio tudo isto e a sensação de estarmos a ver história, que poderá nunca mais ser repetida, é impagável.
Por tudo isto pensamos nós que Miguel Oliveira, fruto da sua bem sucedida carreira e que tem ainda muito pela frente, já está nesta fase convertido a um bem que é património nacional. Um orgulho de uma nação inteira que tem aqui, como em outras tantas atividades, um grande embaixador dos seus valores nos quatro cantos do mundo. Seja o que for o futuro desta saga, resta a quem está de fora desfrutar e nunca deixar ao abandono este bem singular só porque sim.