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AC Milan e Roma banem Corriere dello Sport devido a capa polémica

Através de um comunicado o AC Milan e a Roma anunciaram que vão ‘banir’ o  ‘Corriere dello Sport’, depos do jornal italiano ter feito hoje manchete com o título “Black Friday” e as imagens de Lukaku, do Inter de Milão e de Smalling, do AS Roma. “Acreditamos que jogadores, clubes, adeptos e comunicação social devem estar unidos na luta contra o racismo no futebol e todos temos a responsabilidade de ser muito precisos nas palavras que escolhemos e nas mensagens que entregamos. Em resposta à manchete da ‘sexta-feira negra’ publicada hoje pelo jornal, o AC Milan e a AS Roma decidiram banir o Corriere dello Sport das suas instalações de treino até ao final do ano e os nossos jogadores não vão realizar qualquer atividade com o jornal durante este período”, pode ler-se no comunicado conjunto dos dois clubes. O jornal também já veio comentar a polémica, através de uma nota no seu site oficial: “Plataformas digitais? Diria caixotes do lixo. Feito de rancores nobres, indignação barata. Um bom pensamento por dia mantém o médico longe. Hoje em dia, exércitos de pessoas corretas reúnem-se na Internet para tornar brancas suas belas almas. Depois de identificar o racista de serviço, vá, dois toques no teclado e fica limpa a nódoa, sentem-se um homem melhor num mundo melhor. Branco, preto, amarelo. Negar a diferença é o típico obstáculo macroscópico do racismo antirracista. A moral dos moralistas de domingo, quando quinta-feira também é domingo. ‘Black Friday’, para quem quer e pode entender, foi e é apenas o elogio da diferença, o orgulho da diferença, a magnífica riqueza da diferença. Se não entendem é porque não podem fazê-lo, ou porque o fazem. Um título inocente, ainda que perfeitamente argumentado pelo Roberto Perrone [n.d.r. jornalista], transformado em veneno por quem só tem veneno em si”,

59 Comentários

  • Medean_Lion
    Posted Dezembro 6, 2019 at 1:28 pm

    Ah… ainda me lembro quando fomos todos Charlie. Sim, ficámos indignados quando muitos disseram que uma revista humorística deveria ter a liberdade para gozar/brincar com algumas das figuras mais icónicas do Islão. Oh… quantos posts se fizeram em honra da liberdade de expressão, baluarte de uma sociedade democrática….

    Volvidos alguns anos… tudo mudou. Porquê? Modas. Ou, se preferirem, marketing. Um marketing muito selectivo, contudo.
    Um adjectivo: patético.

  • Tim Cahill
    Posted Dezembro 5, 2019 at 10:13 pm

    Eu cá acho racismo. Assim como achei no caso do Bernardo. Mesmo se for sem maldade ou intenção e só pura ignorância, é racismo.

    Mas eu acho normal que a maioria das pessoas neste blog não entendam isto porque a maioria são homens brancos heterossexuais que nunca foram descriminados. Não percebem os traumas das palavras nem muito menos os traumas de gerações passadas (e atuais) de violência e humilhação.

    Num país como Portugal que não se diz racista e que até li uma jornalista dizer que fomos colonizadores bons (como se não tivéssemos raptados escravos e os levado para o Brasil), onde é normal fazer a piada do preto, do preto que fala de certa maneira, que é burro, onde comediantes ainda fazem (ou faziam até à pouco tempo) a black face do professor chibanga, é normal que não se entenda isto.

    • Humberto Cruz
      Posted Dezembro 6, 2019 at 5:53 am

      É preciso não ser branco e homossexual para entender o racismo? É preciso não ser branco e homossexual para nunca ter sido discriminado ou magoado por palavras? O homem branco heterossexual deve ser burro para não perceber os traumas que palavras podem causar. Vens falar de racismo mas o pior que vi nesta notícia foi esse teu comentário. Queres ensinar aos outros preconceito quando és tu o mais preconceituoso aqui. O Mendy é negro, negá-lo é impossível. O Bernardo comparou o a uma personagem negra. Ia compará lo a uma amarela?! És tu racista por veres racismo naquela comparação. Em lado nenhum o Bernardo faz juízos de valor e considera o Mendy pior por ser negro.
      Fazer o professor chibanga não pode ser. Piadas com pretos não pode ser. Piadas com alentejanos pode. Piadas com loiras pode. E a coerência, deixaste a em casa? Dos comentários mais absurdos que por aqui li. E sim, para grande mal meu, sou homem, branco e heterossexual. Não sou é burro.

      • Tim Cahill
        Posted Dezembro 6, 2019 at 10:54 am

        Eu apenas fiz uma inferência (que tens todo o direito de não concordar) que homens heterossexuais brancos nunca foram descriminados logo não entendem em primeira mão o que é o ser. Onde está a discriminação ? Pergunto mesmo com vontade de saber e aprender porque eu não quero de todo ser incoerente e ilógico, muito menos discriminatório. Talvez pudesse ter dito “têm mais dificuldade em entender”, não inferir e deixar apenas a sugestão?

        Aliás eu nunca disse não pertencer a esse grupo, só que aqui na Bélgica não sou branco, só em Portugal.

        Mas se achas que te discriminei porque disse que tu eras homem branco heterossexual e fiz uma generalização de características mentais, como não achas discriminação quando o Bernardo manda ao mendy um boneco preto com generalização exagerada de características físicas?

        • Medean_Lion
          Posted Dezembro 6, 2019 at 11:51 am

          Os franceses têm uma piada sobre os portugueses. Cá vai: Quando um filho de de portugueses nasce em França, os pais mandam a criança contra a parede. Se ficar colado, é rapaz e trabalhará nas obras. Se cair ao chão, é menina e trabalhará nas limpezas.
          Acho a piada genial, e sou português. Não levo a mal porque não tenho problemas de auto-estima mas, apesar de ser branco e (muuuuuitttoooo) hetero, foi contudo vítima de bullying.
          É tudo uma questão de força mental.

          Mas dou mais exemplos: há um livro do Asterix onde uma personagem “lusitana” diz que, pelo facto de ser lusitano, não sabe cantar. Também consideras isso um acto xenófobo? Mas há mais: o lusitano era o mais baixinho de entre os escravos. Porquê? Porque, de facto, os portugueses são em média os mais baixos da Europa. Ah! e Sim, houve escravatura entre “brancos”. E muitos iam para a arena.

          • Tim Cahill
            Posted Dezembro 6, 2019 at 1:02 pm

            “É tudo uma questão de força mental” – não posso responder seriamente a alguém que acha que o problema do bullying se resolve com força mental. Só espero que o seu filho ou filha se sofrer de bullying tenha essa força mental, porque do pai ainda é capaz de levar uns cálduços se chorar. Ou então acontece como os outros que se suicidam – escreva na sua campa “bom rapaz/rapariga mas sem força mental”.

            • Medean_Lion
              Posted Dezembro 6, 2019 at 1:16 pm

              E sobre a piada ou sobre a personagem do Asterix? Alguma coisa a dizer? Claro que não. Racismo só conta quando é contra os não-brancos. Certo? Claro que sim.

              Mas tu comparas bullying a este tipo de piada? Incrível. És muito sensível. Tenho a certeza que nunca mais vais ler Asterix…

              • Tim Cahill
                Posted Dezembro 6, 2019 at 1:42 pm

                Não respondi porque não há muito a responder. Mas pronto, se queres muito eu tento.

                A dos portuguese me França é claramente xenofobia. Se não entendes isto que é assim tao claro, também não sei como explicar.

                A do Asterix (confesso que não conheço mas pelo que descreves) é só uma descrição de uma pessoa. Não percebo como é equiparável a usar a expressão “Black Friday” onde o termo “black” não tem função descritiva no contexto de jogador de futebol. Se eu escrever um livro e descrever o Lukaku e o Smalling como pretos, é descritivo. Assim é só desnecessário e faz questionar os motivos pelo qual o título foi feito.

                Depois é assim, eu não acho o termo sensível ofensivo como quiseste que fosse. Sorry.

                • Medean_Lion
                  Posted Dezembro 6, 2019 at 1:59 pm

                  Não é discrição de uma pessoa, não. No livro a personagem diz expressamente que é lusitano e QUE POR ISSO não sabe cantar. Está a fazer uma generalização. É ofensivo? Incrível…
                  Sensível? Disse que eras muito sensível, sim. Tudo o que é em demasia faz mal. Deixa-me adivinhar: és daqueles que acha que há uma narrativa segundo a qual a cultura machista não gosta de homens sensíveis e/ou que mostrem emoções. Claro que sim… por isso é que grandes poetas, músicos, compositores, pintores, foram enaltecidos na cultura europeia ou, se preferires, na cultura branca.
                  Tens de tentar melhor…

                  Black Friday? Foi uma piada. Eles são pretos/negros/o adjectivo que aches menos ofensivo e jogam na sexta (friday) um contra o outro. E então? E se fosse Latin friday ou Viking Tuesday? Hilariante…

        • Filipe Ribeiro
          Posted Dezembro 6, 2019 at 11:31 am

          Homem branco nunca foi descriminado??? As coisas que eu leio, bem olha sai aí da Bélgica e vai para a África do Sul e se não te acontecer nada entretanto, depois vem aqui comentar se há ou não discriminação ao branco.

    • SenyorPuyol
      Posted Dezembro 5, 2019 at 11:50 pm

      E curiosamente um dos users que comentou este post dizendo que não vê nada a apontar nesta capa… é imigrante em Portugal. Sim, falo de mim.

      Mas pronto, se calhar como sou um homem heterossexual e nem tenho uma tez muito escura (mesmo quando cheguei aqui passava bem por europeu se me mantivesse calado) não tenho direito a falar da causa feminista, LGBT ou anti-racista. Limitar-me-ei então a falar de xenofobia.

      Um comentário “xenófobo”, para mim, só se interpreta como tal por duas vias:
      – Ou a pessoa que o faz ressalta expressivamente a sua intenção de ofender.
      – Ou sou eu que o quero interpretar assim.

      Eu fui alvo de comentários passiveis de ser interpretados como xenófobos? Pode-se dizer que sim. Considero-me uma vítima de xenofobia? Nem um pouco.
      Xenofobia não é perguntar-me se trago “substâncias ilícitas” para uma festa, xenofobia seria retirar-me qualquer possibilidade de concorrer a um emprego por se notar o meu sotaque numa entrevista. É com essas desigualdades que deve haver revolta, não contra um “black friday” numa capa de jornal.

      Vivemos numa sociedade onde quem quer ser imbecil pode sê-lo com qualquer um e onde quem se quer ofender pode ofender-se por qualquer coisa.
      Vivemos numa sociedade em que se critica um “Professor Chibanga”, mas é-se indiferente a uma paródia de uma “tia de Cascais”.
      Se é verdade que a ideia que se transmite na esfera pública que Portugal é um exemplo de bom acolhimento e tolerância não está assim tão próxima da realidade, também não deixa de ser verdade que esta “luta” pelos direitos, de procura por igualdade tem pouco…

      A questão dos “colonizadores bons”, também já vi em assembleia um deputado a pedir um salário mínimo como “ato de amor”… Falta de noção há em todo o lado.

      Mas sobre o argumento das gerações passadas… Enfim, o que dizer sobre isso? Como os Espanhóis assassinaram metade do meu continente no século XVI, hoje em dia devo esperar um tratamento diferenciado de cada vez que vou a Espanha, simplesmente não tem lógica!
      Se chego a Madrid e vejo que fazem uma piada sobre o sotaque de um anadaluz, então que me tratem igual, eu também tenho sotaque!!
      Mas não, como eu seria uma minoria social, eu devo ficar ofendido enquanto o andaluz ao meu lado se ri e pede mais uma rodada para continuar a conversa.

      • Tim Cahill
        Posted Dezembro 6, 2019 at 10:39 am

        Primeiro que tudo, também não vivo no país em que nasci. E aqui tenho uma pele mais escura que os demais. Não senti xenofobia directa mas já me disseram directamente que recebia menos por ser português. Por isso posso perceber um bocadinho a sua experiência.

        Eu acho que piadas fazem-se com toda a gente: os gordos, os magros, os gays, as loiras, os pretos, os espanhóis… isso quer dizer que é aceitável? Se um miúdo fizer piadas que o colega é gordo, é bullying. Mas como somos todos adultos e não descrimina dores, são só piadas? O problema é que uma inocente piada, comentário, imagem ou título de jornal têm consequências não só nos visados mas também na normalização da discriminação na sociedade. Aliás os miúdos aprendem com quem?

        Eu quando falei de gerações passadas falo de traumas recentes mesmo. Martin Luther King ainda podia ser vivo hoje, isto não se passou assim há tanto tempo. Como comparação é igual a fazer piada com judeus, ainda dói e é muito desrespeitoso.

        Para terminar, cada pessoa tem o seu nível de sensibilidade e os seus traumas, logo não é por não te ofender que não é ofensivo.

        • SenyorPuyol
          Posted Dezembro 6, 2019 at 11:41 am

          A minha experiência não tem nada de especial. Tal como disse na minha primeira resposta, não me sinto vítima de xenofobia. Apenas disse que o seria se (e só se) sofresse essa discriminação a nível de direitos fundamentais.

          Agora, palavras? Se os meus colegas portugueses têm alcunhas e recebem piadas, o tratamento igualitário para comigo é fazerem-me o mesmo!
          Não dirigir-me piadas sobre o meu sotaque ou as minhas raízes quando é hábito pegar em qualquer característica para o fazer com todos os outros seria tratar-me de forma diferente, e portanto, discriminar-me pela minha condição.

          A normalização da discriminação aparece quando tudo passa a ser considerado discriminativo, por favor, quando se chega ao ridículo de dar tanta magnitude a qualquer ato inocente pelo simples facto de usar uma “palavra proibida”, os movimentos reivindicativos apenas perdem força, são descredibilizados. Não se pode reclamar um direito de igualdade limitando ao mesmo tempo a liberdade de tratar de igual forma… É tão difícil entender que até se torna contraditório?

          Os miúdos aprendem com quem lhes diz que não podem falar da diferença.
          Exemplo pessoal, tenho um primo meu que veio recentemente para Portugal com a família, um dia que vai buscar a filha pequena ao infantário ouve outra criança a dizer à mãe “ensinei a minha amiga com o sotaque a dizer “medalha”” (custa-nos um pouco aprender o som “lh”). Quer saber o que disse a mãe da criança? “Não digas isso! Tem respeito!”
          O meu primo apenas pensou “em que é que a criança faltou ao respeito? Chamou “amiga” à minha filha, nem sabe a nacionalidade, apenas disse que tem sotaque (porque o tem) e teve a atenção de ensinar-lhe algo da língua que vai passar a falar”.
          Esta estigmatização de que não se pode falar da diferença é o que cria os tabus e no futuro leva as crianças (e não só) a usá-los como arma quando querem ofender porque são “temas proibidos”. Se ninguém os tratar como “temas proibidos” as crianças vão usar outra coisa para “atacar”. Por favor, são crianças.

          É claro que cada um tem a sua sensibilidade, mas lá está, não é por ofender terceiros que passa ser uma ofensa a quem se dirige. Se passamos a considerar ofensivo, no sentido lato, tudo o que ofender uma ou mais pessoas, a frase “Mesmo se for sem maldade ou intenção e só pura ignorância, é racismo” também será ofensiva.

          • Tim Cahill
            Posted Dezembro 6, 2019 at 12:51 pm

            O problema é que não estamos nesse estado de evolução (se é que alguma vez o estaremos) em que dizer que a pessoa é isto ou aquilo não tem conotação nenhuma social. Tem.

            Se eu contar uma história de um homem muito burro que não sabe fazer contas de matemática é igual a eu contar uma história de um preto muito burro que não sabe fazer contas de matemática? A etnia não interessa para a história, então porque tenho de a dizer? Disse alguma coisa de errado contra o grupo de pessoas? Não. Mas fui racista? Sim, porque faço uma associação (ainda que implícita) que pretos são burros.

            O mesmo seria com uma frase à primeira vista positiva: ele é preto mas é inteligente. Mais uma vez só citei a cor da pele e a característica psicológica. Mas fui racista.

            É um racismo implícito e escondido porque está enraizado na sociedade. Porque ser preto é considerado ser diferente assim como gordo ou gay, por isso é que há piadas ou comentários.

            Agora se eu disser: conheço uma pessoa que sofre muito de racismo porque é preta. A cor de pele é relevante para a história e contexto, logo entende-se.

            Eu não sei se consigo explicar melhor o meu ponto e nem sei se está luta interessa, principalmente num blog de desporto onde a maior parte não percebe, não quer perceber ou simplesmente não concorda com a minha visão da vida. Mas felizmente o ac Milan, a Roma e a federação inglesa concordam e pode ser que assim mais e mais pessoas abram os olhos.

            • SenyorPuyol
              Posted Dezembro 6, 2019 at 2:22 pm

              Esse primeiro parágrafo é um exemplo perfeito de preconceito sobre a expressão alheia. Se queremos lutar contra o preconceito (que agora estou a entender que é o seu objectivo… preconceito e racismo não são a mesma coisa) lute-se contra qualquer forma.
              As coisas só têm a conotação que se quiser dar, ou neste caso, interpretar.

              Sobre o exemplo que deu, se a história for exemplificativa e não-concreta, não faz sentido envolver a cor da personagem no discurso, por isso, sim seria racismo.
              Se a história for descritiva e concreta, apenas está a recorrer a uma característica para identificar a pessoa a que se refere.
              A menos que haja um tom claramente pejorativo na expressão da palavra “preto”, não há racismo implícito em descrever as características da pessoa, há racismo em implicar e interpretar uma associação que não é estabelecida directamente.
              Você ao criar (interpretar) essa associação, estaria a ser mais preconceituoso e racista que quem conta a história. Isto na minha opinião.

              No seguinte exemplo, há preconceito, não racismo. Este pressupõe preconceito E discriminação (atenção ao “e” maiúsculo), aqui não se cumprem as duas premissas, apenas uma.
              Reprovável? Sim. Racismo? Desculpe mas parece-me que o seu conceito de racismo é excessivamente abrangente. Mais uma vez, opinião minha, peço que não me leve a mal.

              Há piadas e comentários sobre tudo. Se queremos ser iguais, não podemos pedir tratamentos especiais. A sociedade não se torna racista por fazer piadas sobre negros, tornar-se-ia racista por fazer APENAS piadas sobre negros.
              Se me disser que a sociedade é preconceituosa, concordarei consigo. Agora, englobar a censura de piadas no movimento anti-racismo, peço desculpa, mas para mim é descredibilizador.

              Se você está a falar com alguém que, segundo o seu conceito, pode falar de discriminação, e mesmo assim precisa de “abir-me os olhos”, algo não estará a correr bem na sua “luta” não acha? Que tipo de “luta” contra a discriminação encontra uma manifesta discordância por parte de um possível alvo de discriminação?
              Será que são os outros que não percebem ou não querem perceber?

              • Tim Cahill
                Posted Dezembro 6, 2019 at 3:02 pm

                Eu não levo nada a mal e até acho bastante interessante a sua opinião.

                Entendo perfeitamente o que diz e até admito que possa ter razão quanto à terminologia, mas para mim ambos são maus e reprováveis, até porque o preconceito está muitas vezes ligado a discriminação.

                E percebo o que diz de se for descritivo não é racismo. A questão é que é desnecessário e leva a interpretações, no fundo impõe-se a questão de quais as verdadeiras intenções de dizer isso. Será que há um preconceito/racismo por trás? Aliás, qual a necessidade de dizer assim se não há um racismo escondido?

                Quanto ao último parágrafo, eu não me referia a si directamente que deveria abrir os olhos. Mas acho que não é por não se sentir afectado ou ofendido que não o é. E mais que outras pessoas mais sensíveis e mais susceptíveis não sintam o peso das palavras, principalmente pessoas que já sentiram discriminação na pele.

                A minha luta é só por um mundo melhor, para todos, e com toda a ingenuidade que essa frase implica.

            • Medean_Lion
              Posted Dezembro 6, 2019 at 1:23 pm

              Bom, acabo de descobrir que a população brasileira tem de ir a tribunal. Motivo? O sem número de piadas sobre portugueses, nas quais o lusitano é visto como burro e atrasado. Ah, espera: são vítimas do passado esclavagista. Sendo assim, já é permitido. Certo?
              Não tenho adjectivos para descrever o quão ridícula é essa lógica. Mesmo típica de uma criança.
              Jovem, os portugueses são “vítimas” de imensas piadas por essa Europa fora. Vou deprimir por isso?
              Caso não saibas, há muito inglês que diz que os portugueses não são brancos. E dizem-no de forma irónica. Vou deprimir por isso?

            • André Dias
              Posted Dezembro 6, 2019 at 1:11 pm

              Excelente comentário.

    • Filipe Ribeiro
      Posted Dezembro 5, 2019 at 10:54 pm

      Em que escola aprendeste isso?
      De escravos raptados é mais não sei o quê??
      O branco não pode ter trauma da escravatura também é?
      Na história não houve escravos brancos é isso?
      Epá está doutrina da treta já cansa, vão aprender história antes de virem dizer baboseiras.

      • Tim Cahill
        Posted Dezembro 6, 2019 at 10:25 am

        Certo, Portugal nunca levou escravos pretos de África para o Brasil. Desculpa, pensei que tinha lido que Portugal até começou uma nova rota de exploração ao fazer isso mas como os meus livros e pesquisa estão errados, podes me citar algum artigo que diga o contrário?

        • Filipe Ribeiro
          Posted Dezembro 6, 2019 at 10:47 am

          Sabes a diferença de levar e raptar? Ou também não aprendeste isso na escola?
          Sabes que o maior número de escravos negros a chegar ao Brasil foi depois da independência?
          Claro que não sabes que isso não interessa saber hoje em dia.

          • Tim Cahill
            Posted Dezembro 6, 2019 at 12:26 pm

            Sim, tem razão. Levar um escravo e raptar uma pessoa é diferente. Os escravos iam por livre e boa vontade, nem nunca foram apanhamos como animais da selva nem nada.

            • Filipe Ribeiro
              Posted Dezembro 6, 2019 at 12:42 pm

              Sim foram apanhados como animais da selva, mas sabes por quem?Não sabes que havia escravatura de tribos em África?
              Vocês não lêem livros ou estavam a dormir nas aulas?
              Portugal um país pequeníssimo uma população diminuta ia andar no meio do mato à procura de negros para o escravizar, não faziam mais nada de vida.

            • Medean_Lion
              Posted Dezembro 6, 2019 at 12:42 pm

              Sim, muitos foram apanhados pelos próprios africanos, caso não saibas. Muitos foram vendidos, caso não saibas. Lê História.

          • Medean_Lion
            Posted Dezembro 6, 2019 at 11:42 am

            Não ligues. É só mais um exemplo de uma pessoa que foi vítima da lavagem cerebral típica de um revisionismo histórico característico de alguma Esquerda.

            Homem branco e heterossexual nunca foi vítima de discriminação? Agora estes discursos importados dos Estados Unidos estão a fazer carreira cá. Parecem aquelas dobragens manhosas de séries estrangeiras: é tudo muito plástico e descontextualizado.

            Alguém diga ao senhor Cahill para se preocupar mais com a pobreza e o nepotismo existente em África às mãos dos governantes africanos. E alguém lhe explique que muitos escravos africanos foram vendidos pelos próprios africanos. E alguém lhe diga que o esclavagismo foi típico em praticamente todas as culturas mundiais, independentemente da cor ou etnia.

  • Mike-UK
    Posted Dezembro 5, 2019 at 9:55 pm

    Ia jurar que algumas pessoas que aqui estão a criticar a capa foras exactamente as mesmas a defender o Bernardo Silva.
    Ele há coisas…

    • Francisco Torgal
      Posted Dezembro 6, 2019 at 1:33 am

      Acho que tem mais que ver com a distinção de uma brincadeira entre amigos e de fazer capa sobre 2 pessoas, que calculo não serem conhecidas dos profissionais do jornal.
      Para mim a capa, sem contexto, não é ofensiva, porque não considero chamar branco ou preto a alguém algo ofensivo. As pessoas têm cores/tons de pele diferentes, isso é facto e não acho mal apontar-se, o mal só começa quando isso é causa de discriminação ou insulto e aqui pareceu ser mais pouco cuidado com as palavras.
      Só não sei se tendo em conta os casos de racismo em Itália se o timing foi muito bom…

  • Leonidas
    Posted Dezembro 5, 2019 at 9:20 pm

    Para analisar este caso, é preciso ter noção de todos os casos de racismo que têm acontecido na Série A.

  • Af2711
    Posted Dezembro 5, 2019 at 9:15 pm

    Eu não vi motivo para tanto escândalo. O contexto Itália e tudo que vem acontecendo lá pode ter sido a razão para essa indignação. Não vou me estender no comentário, porque já me manifestei no caso da multa do Bernardo.

  • SenyorPuyol
    Posted Dezembro 5, 2019 at 8:23 pm

    Afinal qual é o mal da capa?

    Esta hipersensibilidade está a chegar a níveis preocupantes que apenas vão levar à descredibilização das reivindicações realmente sérias. É apenas a minha opinião, que fazer tanto alarido por isto torna-se até contraproducente para as reais lutas contra o racismo.

    Por defeito, não costumo apoiar a imprensa em qualquer polémica que a envolva. Mas neste caso, parece-me uma excelente resposta do Corriere dello Sport. Spot on.

    • Bruso
      Posted Dezembro 5, 2019 at 9:58 pm

      Completamente de acordo e gostei bastante da resposta do Jornal. Hoje em dia virou moda os homens serem mais feministas que as mulheres e mais ofendidos com racismo do que os negros que são vítimas de racismo.

      • Kacal
        Posted Dezembro 6, 2019 at 12:17 am

        Não sabemos se os visados (Smalling e Lukaku) ficaram ofendidos com isto. Podem ter ficado. Eu não achei mal no caso do Bernardo porque foi uma brincadeira entre amigos, aqui já acho.

        • SenyorPuyol
          Posted Dezembro 6, 2019 at 10:11 am

          Mas quem se indignou publicamente e a quem o jornal dirigiu a resposta não foram Smalling ou Lukaku, foram os omnipresentes “social justice warriors”.

          • Kacal
            Posted Dezembro 6, 2019 at 8:19 pm

            Certo SenyorPuyol, mas antes de fazerem uma capa destas deviam pensar nessas pessoas, eles é que poderão sentir-se ofendidos. Pelo menos é assim no meu pensamento.

      • SenyorPuyol
        Posted Dezembro 5, 2019 at 11:01 pm

        Bem apontado!

    • Af2711
      Posted Dezembro 5, 2019 at 9:15 pm

      Penso da mesma forma.

    • Khal Drogo
      Posted Dezembro 5, 2019 at 9:10 pm

      Estou de acordo.

    • Joga_Bonito
      Posted Dezembro 5, 2019 at 8:28 pm

      Isto.

  • Joga_Bonito
    Posted Dezembro 5, 2019 at 8:08 pm

    O título do Corriere della Serra é um pouco para o parvo mas também cortar relações por conta disto?
    Até que ponto isto não será desculpa para algo distinto disto?
    Acho que as pessoas não se dão conta que estão a criar questões do nada, a levar isto do PC a tal ponto que chegará uma altura em que tudo é racismo. E nessa altura, não haverá ponto de retorno. Imaginem que por exemplo um craque branco em Itália (pegue-se em CR por exemplo) tivesse uma má noite e alguém fizesse uma capa a dizer “o abate do tigre branco” isto seria visto como racismo?
    Diga-se de passagem que eu detesto este media, há já anos que não lhes ligo nenhuma, mas também acho isto absurdo e as pessoas não se dão conta de que estão a alimentar uma paranoia do PC que em breve ficará fora de controlo.
    Se o meu Benfica desse barraca e alguém fizesse barraca e alguém fizesse esta piada “o afundamento do submarino vermelho” isto era racismo do quê? Ou se o Porto se enterrasse numa noite qualquer de futebol, fazer como já vi “noites de terror no Fantasporto”. Ou o Sporting a perder e alguém dizer “o Leão foi abatido” isto ofende o quê?
    Pode-se não gostar, eu não gosto por razões objectivas, porque detesto este marketing básico de vender, mas acho que se está a passar um limite do aceitável no que toca ao PC. Só espero que aqueles que hoje promovem isto não se arrependam amanhã quando isto se voltar contra ele.

    Não pode ter havido aqui uma coincidência inocente em que o jornal brincou com a Black Friday e por acaso os dois jogadores são negros? Não pode ter sido uma piada parva mas sem mais conotações?

    Não será isto uma forma de fugir ao real combate ao racismo em Itália, nomeadamente em certas claques? Ou em questões mais complexas e de que pouco se fala que é a visão sobre certos jogadores africanos que sempre são desprezados em certas questões? Veja-se a má imagem (sem fundamento) dos Gr africanos, as acusações sistemáticas de aldrabice nas idades (como se os outros povos não tivessem também aldrabices de toda a casta, como o doping ou os empresários a comprar transferências milionárias), a sistemática ridicularização dos meios campistas negros como burros, o desprezo pelos atletas que vêm do Norte de África (Zyech é o caso mais claro).
    Até que ponto isto não é fumaça para o real problema?

  • Kacal
    Posted Dezembro 5, 2019 at 7:04 pm

    Que texto mais ridículo… para mim admirar a diferença e respeitar a diferença é nem sequer mexer com ela, ou seja, se todos somos diferentes e estamos bem com isso, não há Black nem White, há PESSOAS, logo para que dizer “Black Friday”? São jogadores como outros quaisquer, para que sinalizar a destacar desta forma? É que nem os destacaram por outro motivo qualquer, o Lautaro Martínez também está em grande forma, porque não o destacaram? Para mim é só parvoíce.

  • Tiago Silva
    Posted Dezembro 5, 2019 at 6:49 pm

    Mais ridículo do que o texto é as declarações do jornal depois que não cabem na cabeça de ninguém!

  • Berto
    Posted Dezembro 5, 2019 at 6:22 pm

    O que se está a passar em Itália há muito que já ultrapassou o limiar do razoável. Espanta-me e que quem supervisiona, Federação, UEFA não tomem medidas. O Calcio está a precisar de uma pausa e-ou punições exemplares.

  • André Dias
    Posted Dezembro 5, 2019 at 6:18 pm

    Black Friday é um título que implica promoções/saldos mas Smalling está por empréstimo e Lukaku custou 65M. Conclui-se portanto que é um título apenas utilizado pela conotação racial. Isto num país em que os jogadores são frequentemente vítimas de racismo. AC Milan e Roma tomaram a atitude certam. Só é pena que a Federação Italiana ou a Serie A não se tenham antecipado e dado o exemplo.

    • Fantantonio
      Posted Dezembro 5, 2019 at 7:16 pm

      Basta ouvir as declarações de altos responsáveis de certos clubes e da federação acerca desses mesmos casos de racismo para perceber porque é que não se anteciparam, para muitos deles é perfeitamente banal este tipo de comportamento.

    • Mexicano
      Posted Dezembro 5, 2019 at 7:02 pm

      Não deixa de ser irónico que acuses alguém de racismo simultaneamente englobando como teu caso um preconceito contra um país inteiro…

      • André Dias
        Posted Dezembro 5, 2019 at 7:39 pm

        Informa-te sobre o que se passa em Itália ou visita a palavra “preconceito” no dicionário.

    • João Lains
      Posted Dezembro 5, 2019 at 6:59 pm

      Isso é a tua interpretação. Eu também posso dizer que o Transfermarkt avaliava o Lukaku em 85 milhões no momento em que foi vendido e portanto 65 milhões é uma verdadeira pechincha. E o mesmo é válido para o Smalling que
      para todos os efeitos chegou a custo zero. Eu gostei da capa quando a vi. Achei muito bem conseguido.

      • André Dias
        Posted Dezembro 5, 2019 at 7:38 pm

        Gostares da capa não a torna aceitável.

        • salt_my_dish_bartender
          Posted Dezembro 5, 2019 at 8:19 pm

          Não ficaste indignado quando a FA suspendeu o Bernardo por uma piada racista?
          Porque é que isto não há de ser aceitável? Porque é uma piada com a raça dos jogadores? Qual é o mal mesmo? Se fosse com dois jogadores brancos e manchete “white friday” seria igual certo? Não há tratamento especial para ninguém.
          Se a razão para haver diferença no tratamento é contextual, por se tratar de Itália, onde o racismo dentro dos recintos tem sido um problema, não acho que seja uma agravante para o problema. Quanto muito, acho que deixar as pessoas à vontade com este tipo de piadas é muito mais favorável do que as banir completamente de as fazer – não é que a piada em questão seja ofensiva ou de mau gosto, é só um word-play. Estudos corroboram que positive reinforcement é muito mais eficaz na aprendizagem de comportamentos do que negative reinforcement, portanto não creio que esta seja a solução para o problema…
          Não sei o que ganhas com essa indignação para com esta manchete.

          • Voodoo11
            Posted Dezembro 5, 2019 at 10:27 pm

            Mais uma vez o argumento do “e se fosse branco”. É assim tão difícil entender que isso não é argumento? Nem é preciso sair do mundo do futebol para se perceber isso. Que jogador branco sofreu de racismo?

            • salt_my_dish_bartender
              Posted Dezembro 5, 2019 at 11:47 pm

              Voodoo11, 1o eu não fiz o argumento, propriamente, estava a inferir que era o que ele tinha pensado no caso do Bernardo, porque o tinha defendido.
              Mas acho que apenas seria grave se a situação se aplicasse a ameaças à integridade, desigualdade de oportunidades ou ostracização. As pessoas brancas ou pretas sabem que são brancas ou pretas, e uma piada baseada nesta constatação não devia ofender as mesmas. Sobretudo a piada em questão e neste contexto.
              Acho que se inverteres o contexto, um jogador branco poderia sofrer o mesmo tipo de tratamento a jogar em África. Seria igualmente aceitável, a meu ver, fazer uma piada semelhante! Porque é uma piada e não mais que isso.

          • André Dias
            Posted Dezembro 5, 2019 at 9:37 pm

            Não é aceitável porque houve negros que consideraram a capa ofensiva e que se sentiram vítimas de racismo. Para mim isso é suficiente.

            Sou branco, não compreendo como é ser de outra raça que não a minha. Mas se houve pessoas negras que se sentiram ofendidas com esta capa, só tenho que aceitar e respeitar. Não tenho o direito de ditar o que as ofende.

            É uma questão de bom senso, algo que faltou ao Corriere dello Sport.

            • salt_my_dish_bartender
              Posted Dezembro 5, 2019 at 11:57 pm

              Então eu vou começar com uma piada lendária: “What do you call a white girl that can outrun her brothers? A redneck virgin” Take that white people.
              Achas que se uma pessoa branca de Trás os Montes ficasse ofendida por esta piada, que eu teria de ser reprimido por fazê-la? Achas que é aceitável submeteres-te a este tipo de constrangimentos?
              Eu percebo que há pessoas que possam ficar ofendidas, não disse o contrário! Têm direito a isso. Mas bolas, tens de ser responsável por antecipares tudo o que possa ser uma ofensa para todas as pessoas? Não eras capaz de viver assim. Ainda por cima, trata-se de uma piada! Não tem malícia nenhuma! O conteúdo é elogioso para os mesmos jogadores.

              Sobre as pessoas que ficaram ofendidas, incluindo o próprio Lukaku, eu acho que em parte tbm resulta destas posições que os clubes tomaram – os seres humanos adoram fazer parte de uma boa onde de indignação e sentirem-se incluídos. Há mesmo experiências onde as pessoas mudam respostas que sabem certas para respostas erradas, depois de saberem que os demais escolheram as respostas erradas! Acho que isso também motiva parte desta onda de indignação – as pessoas querem fazer parte de um grupo.

              • André Dias
                Posted Dezembro 6, 2019 at 10:26 am

                Houve transmontanos que ficaram ofendidos quando o José Cid fez um comentário semelhante.

                Ninguém te obriga a ficar constrangido. Queres fazer piadas, faz. Mas quando fizeres piadas em público, és responsável pelas tuas palavras e só tens que acatar as consequências. Não faças como a malta do Corriere dello Sport, que em vez de pedir desculpa ainda deram aquela resposta.

                • salt_my_dish_bartender
                  Posted Dezembro 6, 2019 at 11:12 am

                  Eu sinto-me responsável pelo que digo. E se alguém ficar ofendido, consigo simpatizar – não me deixa indiferente. Mas não creio que seja sinónimo de ter de pedir desculpa, por fazer uma piada sem qualquer tipo de malícia.
                  Se for preciso enfrentar consequências, acho natural mas não vou deixar de defender este tipo de liberdades de expressão (piadas, sublinho). Acho muito perigoso que este tipo de correntes de indignação ganhe poder sobre aquilo que podes pensar ou dizer – quase como ideologias fascistas.

                  • André Dias
                    Posted Dezembro 6, 2019 at 11:27 am

                    A nossa liberdade acaba onde começa a dos outros. Eu também defendo a liberdade de expressão mas isso não me dá o direito de dizer aquilo que me apetecer sem qualquer respeito e consideração pelos outros.

                    Eu acho perigoso normalizar a discriminação com piadas ignorantes e confundir isso com humor. Por exemplo, a personagem “Tibúrcio” do Fernando Rocha é do mais racista que pode haver mas a maioria dos portugueses acha piada e não vê nada de errado naquilo.

    • Dracarys
      Posted Dezembro 5, 2019 at 6:35 pm

      Tão simples quanto isto.

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