clássico cinematográfico que preconiza a possibilidade de vários lutadores de diferentes artes marciais se
defrontarem num torneio com regras convergentes. Talvez a primeira imagem pública de um confronto
com esta natureza, mas que existe desde a Grécia Antiga com o Pankrase e que foi cimentada pela família
Gracie já no Século XX, com o Brazilian JiuJitsu. Cruzando o Vale Tudo Brasileiro, o Pride Japonês e
mais recentemente a UFC (Ultimate Fighting Championship), o MMA possibilita a integração de diferentes
artes marciais como o Muay Thay, o Wrestling, o Boxe, o JiuJitsu, entre outros, e a representatividade
dos diferentes países, estilos e abordagens de luta tornam-no num fenómeno desportivo e económico.
fãs cada vez mais alargada, com um suporte publicitário em crescendo e com a popularidade
dos atletas a concorrer com outros desportos. São inúmeras as referências, por outros atletas,
desde Balotelli a Beckham, a Cristiano Ronaldo (que conheceu Cain Velasquez e mais recentemente
Fabricio Werdum, que visitou o Real Madrid), para não falar da popularidade do americano Jon Jones e do
brasileiro Anderson Silva, que tem a empresa Nine de Ronaldo a gerir a sua imagem. É de referir também a
presença feminina no MMA, com lutadoras como Gina Carano, que participou no filme HayWire no papel
principal, ou Ronda Roussey, anterior atleta de Judo que conta com uma legião de fãs, quer masculina,
quer feminina. Espectáculo visual de natureza agressiva, os estudos têm demonstrado que não existe
diferenciação negativa nas lesões e consequências destas, em comparação com outros desportos de combate. Para além de possuir menor numero de rounds do que por exemplo, o Boxe, e qualquer indicio de lesão ou
inactividade do atleta ser um indicador fundamentado de interrupção do combate por parte do árbitro
gigante para a expansão do MMA. Com o ressurgir de George Saint Pierre, o regresso de Alistair Overeem
no final do ano, a afirmação de Jon Jones e a continuação da construção do mito Anderson Silva como o
maior atleta de MMA de todos os tempos, a UFC continuará a rentabilizar financeiramente uma indústria
que cresce a olhos vistos e nós, apreciadores, continuaremos a assistir a grandes combates e a acompanhar o
desenvolvimento desta modalidade tão espectacular.
Para quando um lutador português no UFC? Ou um evento em Portugal?


