Para serem aplicadas pela UEFA? Há uma básica que é impedir que um jogador pegue na bola (fazem-no para queimar tempo ou impedir transições rápidas) em qualquer circunstância, a menos que seja o que vai bater o livre ou fazer o lançamento.
A MLS introduziu duas novas regras para suavizar o anti-jogo. A saber:
– Jogador que fique no chão por 15 segundos devido a uma possível lesão terá de permanecer pelo menos dois minutos fora do campo (exceções: GR, lesões graves ou na cabeça, faltas para cartão);
– Jogador substituído terá 10 segundos para deixar o campo, caso contrário o elemento que o vai substituir tem de esperar pelo menos um minuto para entrar na pausa seguinte, fazendo a equipa jogar com menos um nesse período (exceções: substituições de GRs ou por lesão).


39 Comentários
prpaulorossi
Finalmente alguém se lembra de colocar como regra o primeiro parágrafo… Ao tempo que refiro que isso irá ajudar a equipa que sofre falta e que não existirão confusões provocadas pelos espertos que retardam a continuação do jogo… Até julgo ser dos poucos desportos coletivo onde não existia nenhuma educação nesse sentido.
Totti
Não desgosto de todo, penso que se tem de começar por algum lado, portanto tudo melhor do que atual já é uma vitória em termos de anti-jogo
Luigi
Finalmente alguém começa a fazer alguma coisa pelo futebol. Cada vez mais lento e manhoso.
Ainda é curto mas é um princípio ???
Bruno Cunha
– A do tem 10 segundos para sair do campo já defendo que devia existir há algum tempo.
– Já a dos 15 segundos até me parece bem mas o tempo tem que ser aumentado e ser um pouco melhor esclarecida: a partir de que momento começa o tempo a contar por exemplo?
=========
Outras que gostava de ver adicionadas:
1. Apanha bolas é um elemento neutro no jogo que tem como objetivo repor a bola o mais rápido possível.
2. Mais aperto na questão dos 6 segundos que o guarda redes pode ter a bola na mão (há vezes que atinge os 25-30 segundos).
3. Tempo para efetuar um lançamento ser cronometrado como no futsal. Se passar esse tempo – lançamento para a outra equipa.
4. Tempo para efetuar um pontapé de baliza. Se passar esse tempo – canto para a outra equipa.
Mantorras
Outra coisa que acho que resultaria facilmente era colocar “a mesa” a contar os tempos e marcar este tipo de infraccoes. Quer em relacao ao tempo no chao ou ao tempo que os GRs tem a bola na mao, ou o tempo para sair de campo nas substituicoes, o tempo de descontos, etc. Com o sistema de comunicacao entao faz mesmo todo o sentido. E subscrevo as tuas 4 sugestoes. Nao tem logica nenhuma demorar-se tanto tempo a repor a bola em jogo.
Joao Goncalves
Gosto da regra de impedir pegar na bola. Semelhante à do Andebol, que depois de uma falta, o atleta terá que largar a bola. E é de fácil análise.
Ricardo10_
Bastava uma medida e acabava logo o anti-jogo…Pararem o cronometro como no futsal! Teriam que reduzir obviamente o tempo de jogo de cada parte, talvez 30 ou 35 minutos. Mas está difícil lá chegarem…
Thomas Spurs
O problema é a TV. Quem coordenava a programação? Era um caos.
Neville Longbottom
Nao entendo. É o mesmo problema com os outros desportos…
Ricardo10_
Tinham de se adaptar, fazem a média ao tempo médio que começa a demorar os jogos e está feito. Várias modalidade também não se sabe bem quanto tempo demoram e isso não é grande problema. Até no futebol, há jogos que duram 93 minutos, outros 115 e outros mais se houver prolongamentos e penaltys.
Antonio Clismo
Iria certamente aumentar a circulação estéril que dá sono, como as equipas do tiki-taka tanto aplicam nos seus jogos. Acaba por ser uma outra forma de anti-jogo se pensarmos bem nisso.
Fireball
Se não consegues tirar a bola ao adversário a culpa é tua. Ou do facto do adversário ser melhor.
Neville Longbottom
Sabes o que é anti-jogo?
T. Cruz
Essa medida não acabava logo com o anti-jogo.
Continuariam a fazê-lo para diminuir o ritmo de jogo. O tempo pára é verdade, mas matam o ritmo à equipa que está por cima.
Criando uma desvantagem numérica, as equipas vão pensar duas vezes antes de entrar neste anti-jogo.
PauloBritish1904
É este o caminho!
Sand0can
Eu acho que que os árbitros têm é que ser mais rigorosos ainda na atribuição do tempo extra. Com parâmetros de avaliação claros e transversais, complementado com o tempo extra ser cronometrado (como no futsal). Se tivermos 12, 15 ou 17 minutos em cada jogo, e no fim quando já estão de rastos o tempo é cronometrado, as mentalidades vão mudar e os intervenientes serão com o tempo educados de uma forma natural. No fundo é isso de que se trata, tornar a o “malabarismo” ineficiente e se possível prejudicial. In short, ser mais inteligente do que os espertos.
Fireball
Tentou-se fazer isso e começou a dar confusão logo e voltou tudo atrás. Os árbitros pelo menos aqui agora têm medo de dar descontos grandes desde aquela vez que deram 20 minutos ao Porto e foram massacrados por isso.
Mantorras
Sinceramente, acho mesmo que estas regras sao excelentes. Nao sao dificeis de aplicar, aka, subjectivas, sao bastante objectivas ate, e resolvem grande parte dos problemas. A unica que pode ser ligeiramente injusta e beneficiar o infractor e a regra dos 15 segundos por lesao, mas aceito bem. As outras sao muito bem pensadas e so espero que nao sejam mais uma coisa que depois nao se aplica, como os 6s que os GRs podem ter a bola na mao. Essa e outra regra que ajudaria muito a fazer correr o jogo, se aplicada, porque daria a hipotese da equipa “atras do resultado” pressionar forte, encostando por alguns segundos, e obrigaria os GRs a decidir rapido a reposicao, o que resultaria em “bater mais vezes” e faria o jogo correr/partir.
Antonio Clismo
Se obrigassem os jogadores a jogar com bolas de ténis nas mãos, deixavam de se agarrar mutuamente durante o jogo todo diminuindo os contactos para ludibriar os árbitros. Costumam fazer isso no futebol de formação para ensinar os miúdos a não usarem as mãos e a fortalecerem a sua tração nos membros inferiores.
Fireball
Sim, isso é uma solução brilhante, vamos colar bolas de ténis às mãos dos jogadores em cada jogo. Prático de aplicar sem dúvida.
maZe
Acho que o melhor mesmo é os jogadores usarem camisas de forças. Assim deixa de haver a ambiguidade de marcar faltas por mão na bola. Os lançamentos laterais passam a ser feitos por jogadores suplentes.
Neville Longbottom
Nao se bebe de manha.
Louis
Finalmente uma ideia com que concordo a 100%. Se os miudos conseguem, os profissionais não?
Caso achem isto despropositado para mim é desistir e apostar na próxima melhor solução: todos os jogadores tinham de estar todos dopados! Assim nem iam conseguir estar muito tempo no chão porque com a pica que a jarda dá só iam querer correr de um lado para o outro
afseabra
Em que planeta vives? Amarrar bolas as mãos dos putos? E que tal jogares com os braços amarrados?
Antonio Clismo
Existe a regra dos 6 segundos para os GR lançarem a bola… e raramente vejo algum GR a cumprir escrupulosamente essa regra… Os árbitros deixam sempre até ao limite..
MuchoG
A primeira é interessante, apesar de poder ser explorada usando sempre o guarda-redes para queimar tempo, mas ajudaria de certeza.
__
A segunda parece ser um no brainer. Mesmo com a regra que o jogador tem de sair do campo pelo caminho mais curto, vemos muitos ignorar esse regra (sem castigo) ou a demorar muito na mesma.
__
É esperar para ver como resulta na MLS e esperar que seja implementado na Europa.
Mike-UK
Ainda me lembro de quando se lançou a regra dos 6 segundos de bola na mão do guarda-redes, e do entusiasmo acerca disso.
Chegamos a ver tempos de 15/20 segundos, se não mais……. o VAR existe para trabalhar 10 minutos por jogo, que lhes seja atribuída a tarefa de cronometragem em situações como estas (e muitas outras – não faltam boas ideias), que eles comuniquem imediatamente com o árbitro para que seja aplicada a respectiva penalização, e logo se garante o rigor que estas regras de limite de tempo devem ter, e que não têm tido de todo.
Kafka
Apesar da regra dos 6 segundos existir, nunca vi a mesma ser aplicada, apesar de ser um facto q desde q ela existe, os gr passaram a demorar menos tempo, mas mesmo quando estão mais de 6 segundos com a bola, os árbitros não marcam falta na mesma
Pao com Presunto
Se o VAR trabalha 10 minutos por jogo, um vigilante numa empresa num turno de noite nem devia receber salário.
Mike-UK
Mais comparações entre presunto e caviar, se não te importas….
Boneco21
Ao contrário da maioria, por norma não gosto destas alterações ou sugestões. E isto porque acho que, embora a intenção seja boa, a aplicação rapidamente mostra a fraqueza destas regras. Neste caso, a segunda regra é muito facilmente contornada, por exemplo… Se há 10 segundos, excepto em caso de lesão, “basta” simular uma lesão e já se pode demorar 2min a sair do campo. E quanto à primeira regra, simplesmente não concordo, porque em muitos lances irá beneficiar o infrator, já que há muitas faltas que aleijam e não são necessariamente para cartão. Acho que as regras atuais já dão uma boa base para se diminuir o anti-jogo, se os árbitros assim o entenderem. Eu acho é que tem de partir dos árbitros. O problema é que nós tendemos a esquecer-nos que, muitas vezes, o anti-jogo também sabe bem ao árbitro, que pode descansar durante uns segundos, especialmente na parte final dos jogos.
Valentes Transmontanos
Concordo.
MGBG
O não agarrar a bola, facilmente se arranjam novos estratagemas para impedir a rápida marcação (cair em cima da bola, a bola emaranhar-se “acidentalmente” nas pernas do jogador. Mas pode ser um inicio, tem de se começar por algum lado.
A segunda acho mais complicada, ou dão um curso de medicina aos árbitros ou não vejo como estes vão decidir se a lesão é grave ou não.
E se a falta é dura mas não para cartão?
E se a equipa está a perder e um dos seus jogadores leva uma pancada dolorosa? Terá igualmente de permanecer fora durante dois minutos, beneficiando o infrator?
pdomingues
Porque é que em vez de combater o anti-jogo não se promove o jogo?
Passo a explicar, porque é que em vez de criar regras para penalizar o anti-jogo, como as referidas, não se criam regras que promovem o jogo, tipo rugby, ponto extra se perdes pela margem minima, Ponto extra se marcas 3 golos. De repente um jogo que acaba 4-3, em que hoje 1 equipa leva 3 ponto a outra nada. Uma leva 4 pontos pela vitoria, a outra leva 2 pq promoveu o espetaculo.
Premiar equipas por tempo util de jogo. Por exemplo despenalizar amarelos se o jogo tiver um tempo util de jogo superior a 60-65%
Premiar resulta sempre melhor que penalizar. O premio tem é de valer a pena.
Manel Ferreira
Acho que isso ia dar azo a mais conspirações e acusações de facilitismo. Por exemplo, uma equipa que já marcou 5 e tem a vitória garantida, de repente pode “deixar” a outra equipa marcar três. Imagina isto num fim de campeonato, em que cada ponto conta. Imagina que a um clube convém mais que fique o clube X do que o Y (em Portugal, por exemplo, preferir um clube da Grande Lisboa/Porto em oposição a um clube das ilhas, por exemplo, em que as viagens são longas) e que o clube aceita ser goleado desde que lhe deixem marcar os 3 golos e assim ganhar dois pontinhos.
Isto digo eu, que nem sou adepto de conspirações, imagina quem for!
Falas em prémios, mas também se deve premiar quem sabe defender bem, o que não é o mesmo que anti-jogo. Nem atacar à bruta e defender mal é necessariamente rejeitar o anti-jogo e ser pró-espetáculo. O futebol mais tático também pode ser bonito, numa perspetiva de “batalha de xadrez”, ou ver como a equipa mais forte vai desfazer a teia que a equipa mais fraca apresentou. Futebol competitivo também é isto, e não um jogo de All-Star.
Arranjar pontuações que vão para além de vitória-empate-derrota vai ser sempre muito complicado.
Neville Longbottom
Na verdade é precisamente isso que acontece no rugby. E a mentalidade do rugby português não é nada daquelas que vemos na televisão, é igualzinha à do futebol português.
BoaMike
Boa opção essa do tempo útil despenalizad cartões
Dos golos não sou da mesma opinião porque equipas podem jogar defensivamente sem fazerem anti jogo.
Niall joaQuinn
Só vejo uma forma de acabar com o anti-jogo: reduzir o tempo de jogo para 60 minutos e parar o cronómetro nas paragens, como se faz em tantos e tantos desportos.
O único inconveniente seria a incerteza das transmissões televisivas e dos jogos de fim de época que deveriam começar e desejavelmente terminar à mesma hora, mas o anti-jogo deixaria de ser tema.
DNowitzki
Penso o mesmo: 60 a 65 minutos de jogo efetivo.