Após o anúncio da despedida de David Beckham da MLS muito se especula sobre o futuro do soccer americano. Desde a chegada de “Becks” em 2007 que o número de espectadores, bem como a divulgação e o interesse por este desporto por parte do povo americano, aumentou consideravelmente: a média de espectadores por jogo aumentou de 15.500 para 18.800; o número de equipas e consequentemente de jogos também aumentou, o que redundou numa subida de 100% dos acompanhantes do soccer americano (de 3.250.000 em 2007 para 6.000.000 em 2012). Tal fenómeno só se tinha verificado aquando da passagem do rei Pelé pela MLS, na década de 70. Beckham não era o melhor jogador do mundo quando rumou à MLS (embora até tenha ficado em 2º lugar da Bola de Ouro em 2001) mas era certamente o jogador mais mediático, factor que foi determinante no impacto que teve no soccer americano. Com o seu abandono, a evolução do futebol nos EUA corre o risco de estagnar se não se encontrar uma alternativa de sucesso ao jogador inglês. E embora a tarefa de substituir Beckham se apresente bastante complicada – são poucos os nomes com a capacidade para promover e “carregar” uma liga inteira – e os resultados dessa substituição sejam completamente imprevisíveis. Alguns elementos, podem juntar-se a jogadores como Henry, Keane, Juninho Pernanbucano, Nesta, etc, no sentido de dar continuidade ao “trabalho de “Becks” e ajudar a desenvolver um campeonato que a médio e longo prazo, poderá ter um impacto importante no futebol Mundial (é vital que o futebol encontre outros pólos mediáticos):
Kaká – Com 30 anos, com o seu percurso já praticamente concluído na Europa e com o estatuto de eterno suplente no Real Madrid, o brasileiro seria sem dúvida a melhor aposta para ocupar o lugar de principal vedeta da MLS. O brasileiro é neste momento o jogador mais mediático de entre todos os jogadores passíveis de rumarem à liga americana. Melhor jogador do mundo em 2007, campeão do mundo pelo Brasil e campeão europeu pelo A.C. Milan, e ainda nomeado embaixador da ONU para o Programa Alimentar Mundial em 2004, o brasileiro poderia ser a escolha perfeita para tomar o lugar de Beckham e iniciar uma nova era na MLS.
Didier Drogba – O jogador costa-marfinense, apresenta o perfil necessário para dinamizar o soccer americano e dar continuidade à sua evolução, embora o seu ingresso na liga americana seja bastante complicado de concretizar devido a ter assinado no início desta temporada com o clube chinês Shangai Shennua precisamente com o propósito de promover o futebol chinês. Só que essa experiência não correu da melhor forma e a sua continuidade no clube chinês está neste momento posta em causa. Um dos melhores jogadores africanos de todos os tempos e uma presença forte, o mediatismo de Drogba poderia ser determinante na continuidade da evolução do soccer americano.
Lampard – Já com 34 anos e com poucos minutos jogados no Chelsea, mas ainda com muito futebol nas pernas, o inglês ainda seria uma mais valia para a MSL. Foi considerado o 2º melhor jogador do Mundo em 2005, tem um currículo que fala por si, e o facto de ser inglês faz com que tenha logo uma atenção mediática importante.
Como vai ser o futuro da MLS sem Beckham: igual, melhor ou ter um retrocesso? A presença do inglês na liga norte-americana vai ficar para sempre na história do futebol Mundial (este desporto precisa por motivos financeiros, mas não só, de se expandir)? Qual seria o jogador indicado para dar continuidade ao que o inglês conseguiu: mais espectadores, mais praticantes (principalmente entre os jovens), mais atenção?
Visão do Leitor (perceba melhor, como pode ter um papel activo no VM, aqui!): André Sá


