O britânico voltou a mostrar-se imbatível, mesmo lutando novamente sozinho contra todos. Os EUA atenuaram alguns desaires na velocidade com o bis nos 4×400, enquanto que a sul-africana Semenya mostrou não ter concorrência à altura.
Mo Farah juntou o título dos 5000 metros (sem quenianos… a correr pelo Quénia) ao conquistado na dupla légua, repetindo o feito de Londres 2012. A prova foi lenta até cerca de duas voltas do fim, altura em que o britânico foi atacado de todas as maneiras, mas voltou a superar a concorrência no sprint final. A corrida foi marcada por muitos movimentos suspeitos (o que levou a três desclassificações), indo os restantes lugares do pódio para o americano Pal Chelimo (desclassificado e entretanto reintegrado) e o etíope Hagos Gebrhiwet.
Nos 1500 metros assistiu-se a um passeio até perto do final, o que acabou por penalizar o favorito, o queniano Asbel Kiprop. O beneficiado da corrida a passo foi o americano Mathew Centrowitz, que bateu o argelino Makhloufi e o neo-zelandês Michael Willis.
No dardo, um lançamento de 90.30 metros chegou para o alemão Thomas Rohler chegar ao ouro. O queniano Julius Yego, actual campeão do mundo, assegurou a prata, enquanto que o campeão de Londres, Keshorn Walcott, de Trindade e Tobago, ficou com a medalha de bronze.
Na prova mais polémica do evento, a sul-africana Caster Semenya (que teve de se esforçar mais para obter cumprimentos do que para ganhar a corrida) bateu facilmente Niyonsaba, do Burundi, e a queniana Wambui.
Nas estafetas, que fecharam o atletismo de pista, domínio total dos EUA (atenuando o bronze perdido nos 4×100 na secretaria). O quarteto feminino ainda foi apertado pela Jamaica, mas prevaleceu com Allison Felix a fechar, ficando o bronze para a Grã Bretanha. Os homens dominaram com facilidade (a maior oposição veio do Botswana, que no último percurso caiu fora do pódio), batendo a Jamaica e os campeões em título, as Bahamas.
A maratona masculina foi vencida pelo queniano Eliud Kipchoge em 2:08.44 horas, num percurso muito escorregadio devido à chuva. Kipchoge superou o etíope Feyisa Lilesa (2:09.54), medalha de prata, e o norte-americano Galen Rupp (2:10.05).
Os dois portugueses presentes nesta prova tiveram prestações muito modestas, com Rui Pedro Silva a terminar no 123.º posto, com mais 22.08 minutos do que o vencedor, e Ricardo Ribas na 134.ª posição.

