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Mudou o Ano, mas os protagonistas são os do costume

Vai ser o ano de Contador, Nibali, Froome ou Quintana? Quem se poderá intrometer entre estes 4? O que esperar de Rui Costa (2014, apesar dos percalços nas Ardenas e Tour, foi quase perfeito)?

Após um defeso onde discutiu-se mais os níveis de hemoglobina e reticulócitos do perfil hematológico de Roman Kreuziger que propriamente a dança das transferências que costuma animar o defeso dos outros desportos, finalmente a época de 2015 no ciclismo está aí com a primeira prova World Tour, o Tour Down Under, a partir de dia 20.
Assim, levado o defeso que trouxe ainda a revelação de controlos positivos na equipa satélite da Astana, a entrega da investigação policial a Michele Ferrari no Comité Olímpico Italiano, a polémica acerca da atribuição à Astana da licença World Tour e a queda da Europcar para o escalão ProContinental por falta de orçamento, seguem-se algumas linhas sobre o que podemos esperar desta época de 2015 que se avizinha.
Entre as estrelas das provas por etapas, se 2014 assentou na construção da rivalidade entre Alberto Contador e o à altura aparentemente invencível Chris Froome, 2015 promete uma disputa não a dois mas entre quatro grandes estrelas: Contador, Froome, o vencedor do Tour Vincenzo Nibali e o campeão do Giro Nairo Quintana. O grande palco para esta disputa será o Tour de 2015 que constituirá o grande objetivo para todos aparte Contador que aposta na dobradinha Giro – Tour. Serão duas corridas um pouco estranhas dado que em 2015, ao contrário do habitual, o Giro está desenhado para corredores fortes no CR enquanto o Tour assenta melhor aos trepadores (talvez por as duas jovens estrelas francesas da atualidade Thibaut Pinot e Romain Bardet serem ambos trepadores). Contador, que já provou poder ganhar grandes provas a 95% e contará com Ivan Basso como “super-gregário”, terá de lidar no Giro com Richie Porte, Fabio Aru e Rigoberto Úran, enquanto se antevê no Tour a presença de todos os corredores de topo nesta categoria aparte Aru, o que implica um grande desafio ao nosso Rui Costa: o Tour 2015 presume-se talvez o mais disputado da última década. Entre os sprinters, 2014 foi o ano de Marcel Kittel e Alexander Kristoff. Kittel mostrou-se o mais rápido e Kristoff o mais forte conseguindo aliar uma grande velocidade à capacidade para ganhar corridas duras como a Milão – San Remo. Por outro lado Mark Cavendish teve um ano terrível e procurará reconquistar o nº1 entre os sprinters em 2015. A ele, juntam-se dois jovens rivais a atingir a total maturidade competitiva: Arnaud Démare, estrela da FDJ e o seu ex-colega de equipa Nacer Bouhanni agora na Cofidis. André Greipel, John Degenkolb ou Sacha Modolo estarão também na disputa.
Quanto às clássicas das Ardenas, um dos grandes objetivos de Rui Costa em 2015, o fato mais relevante parece ser Michal Kwiatkowski, atual campeão do mundo de fundo, ter tirado da ideia as grandes provas por etapas. Já as clássicas do norte vivem cada vez menos da rivalidade entre Fabian Cancellara e Tom Boonen. Por um lado Boonen é cada vez menos o líder incontestado da agora redenominada Etixx-Quickstep, onde Nicki Terpstra e Zdnek Stybar assumem-se também como grandes candidatos, Sep Vanmarcke e Greg Van Avermaet parecem ter atingido o nível de grandes candidatos, e ainda Peter Sagan transferiu-se para a Tinkoff-Saxo, uma equipa poderosa que o torna ainda mais favorito. Na disciplina do contrarrelógio a grande novidade é o abandono anunciado de Bradley Wiggins, atual campeão do mundo da especialidade, após a primeira metade de 2015 com o objetivo de focar-se exclusivamente na pista para os Jogos do Rio 2016. No entanto isto não significará vida fácil para Tony Martin, Tom Dumoulin está à espreita para disputar o título de melhor contrarrelogista do mundo.
2015 é também um ano extraordinário no que respeita à entrada de jovem talento no pelotão. Entre as novas caras, destacamos o prodígio australiano Caleb Ewan (Orica), um sprinter que não tardará a vencer; Magnus Cort Nielsen outra grande promessa do sprint que assinou também pela Orica; o belga corredor por etapas Louis Vervaeke que assinou pela Lotto; o trepador colombiano vencedor do último Tour de l’Avenir Miguel Angel Lopez (Astana); e ainda os especialistas em clássicas Dylan Teuns (BMC) e Mike Teunissen da Lotto NL (em 2015 temos outra equipa denominada Lotto, esta a antiga estrutura Belkin).
Em relação aos portugueses no World Tour, notamos as palavras do Diretor Geral da Lampre – Merida “2015 é tudo por Rui Costa” que este ano tem a companhia do seu irmão, Mário Costa, o que poderá libertar um pouco Nélson Oliveira. Uma grande responsabilidade recai também sobre Tiago Machado, transferido para a Katusha para assumir a liderança em algumas corridas. André Cardoso e José Mendes continuarão nas estruturas que os acolhiam em 2014 e Fábio Silvestre, depois de um ano de adaptação, poderá ter em 2015 o seu ano de afirmação estando já prevista a sua estreia no Giro. Por fim, Ricardo Vilela transferiu-se para a Caja Rural tendo já o bom exemplo do percurso de Cardoso que usou esta equipa espanhola como um degrau para chegar à Garmin, e Edgar Pinto transferiu-se para a Skydive Dubai onde poderá obter bons resultados nos calendários europeu e, principalmente, asiático.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Luís Oliveira

0 Comentários

  • Mateus
    Posted Janeiro 16, 2015 at 6:14 pm

    Eu não sou nenhum especialista, mas acho que a ida do Rui Costa à volta à Suiça, afecta o seu rendimento no Tour, não seria melhor ir à volta à Espanha (se este ano for defender o tri)?

    Mateus

    • Rui Farinha
      Posted Janeiro 16, 2015 at 6:26 pm

      Com as Ardenas como objectivo, é difícil estar a 100% na volta à Suíça, pelo que o Rui ao correr lá vai tentar revalidar o título mas principalmente elevar a sua forma, porque entre essas duas fases da época quase não vai competir. O Tour é essencial em termos de equipa, porque senão a Lampre passava a maior volta a passear, e de certeza que os patrocinadores nunca iam deixar isso acontecer, e o Rui é o único com categoria para fazer algo

    • Rodrigo
      Posted Janeiro 16, 2015 at 6:38 pm

      Tudo depende de quando se quer o pico de forma. Imensos ciclistas preparam-se no Dauphine e na Volta a Suíça, pelo que e possível conciliar com o Tour.

    • Mateus
      Posted Janeiro 16, 2015 at 6:50 pm

      Obrigado.

      Mateus

    • João Chambel
      Posted Janeiro 16, 2015 at 6:54 pm

      A volta a Suíça não afecta de maneira nenhuma a performance do Rui no Tour. Os atletas no início do ano propõem-se a objectivos e depois em conjunto completo com o staff estudam a melhor maneira de atingir o ou os picos de forma pra esses objectivos. A volta a Suíça pro rui tem um duplo efeito, porque de há dois anos pra cà deixou de ser apenas uma corrida de antevisao pro Tour, como passou a ser também um objectivo.
      Todos os ciclistas com pretensões ao Tour fazem sempre uma prova duas semanas antes (ou volta a Suíça ou criterium dauphine, este último onde costumam estar os grandes favoritos)

    • Kafka I
      Posted Janeiro 16, 2015 at 7:49 pm

      Na minha opinião interfere, dependendo da forma como o Rui COsta encarara a Volta a Suiça, ou seja, se for lá par a correr a sério e vencer então isso influencia porque está a gastar energias desnecessárias…em contrapartida se for lá só para rolar e ganhar forma, então até pode ser bom…no entanto ele tem levado a Volta a Suiça a sério, portanto tem-se passado a 1ª opçaõ, veremos como será este ano

    • luis o.
      Posted Janeiro 17, 2015 at 12:52 am

      Não há uma resposta definitiva a esta questão… Ir à Volta à Suiça para ganhar pode implicar alguma perda na última semana do Tour. Mas também uma das grandes qualidades dele é que tem um nível base muito alto por isso pode arriscar-se a ganhar na Suiça mesmo estando a apontar para o Tour. Este ano, com tantas etapas decisivas logo na primeira semana, pode valer a pena estar já a bom nível na Suiça. Caso houvesse uma daquelas primeiras semanas dedicadas aos sprinters, aí talvez fosse uma desvantagem.

    • AndreC
      Posted Janeiro 17, 2015 at 11:37 pm

      Historicamente para estar a top durante todo o Tour, tanto no dauphine como na suiça não se deve estar já a top, como acho que o Rui tem estado nos últimos anos. E como o Rui não tem o nível de Froome, wiggins, etc, devia entrar na volta a suiça com um nível um pouco mais baixo do que nos tem habituado

  • Mateus
    Posted Janeiro 16, 2015 at 6:21 pm

    Este ano que nomes sonantes vêm ao Algarve?

    Mateus

    • luis o.
      Posted Janeiro 16, 2015 at 7:21 pm

      Kwiatkowski, Tony Martin, Greipel e Vanmarcke. Dos que costumam vir faltam o Contador e o Rui Costa. O Contador vai à Volta à Andaluzia e a malta do Omã abriu os cordões à bolsa para ter lá o Rui. Tanto a Volta à Andaluzia como ao Omã, ao contrário do Algarve, passam na Eurosport.

    • Mateus
      Posted Janeiro 17, 2015 at 2:48 am

      Obrigado.

      Mateus

  • Pedro Antunes
    Posted Janeiro 16, 2015 at 6:31 pm

    O problema do Rui Costa é a sua equipa (ou falta dela). É uma equipa que em termos de qualidade dos corredores já não é forte mas se falarmos da equipa técnica então é um desastre. Basta ver a sua seleção para o tour do ano passado: Rui Costa + Nelson Oliveira + 6 figuras de corpo presente + 1 sprinter. Há que haver prioridades, se se aposta na geral leva-se uma equipa para atacar a geral, se se aposta em etapas levam-se ciclistas para ganhar etapas.

    Se o objetivo for ajudar o Rui a equipa tem de ser: Rui Costa, Nelson Oliveira, Mário Costa, Ruben Plaza, Filippo Pozzato, Kristian Durasek, Prezmyslaw Niemiec, e mais dois. É o que de melhor se pode retirar daquele plantel.

    • luis o.
      Posted Janeiro 16, 2015 at 7:26 pm

      Felizmente a equipa técnica da Lampre mudou esta época. Saiu o Matxín ex DS da Saunier Duval que não dava muita credibilidade à equipa e entrou o Philippe Madiot que no ano passado era um dos DS da Tinfoff-Saxo.

  • Pedritxo
    Posted Janeiro 16, 2015 at 6:38 pm

    Grande texto, concordo em tudo, apesar de os nomes serem os mesmos ha sempre supresas, portanto quero ver quem ira se mostrar este ano.
    Rui Costa certamente fara uma boa epoca,tem o seu irmao ao seu lado oque e sempre bom, vai ajuda-lo psicologicamente, portanto Rui este ano tem que ser teu.
    Estou bastante curioso para tiago machado e fabio silvestre.

    • luis o.
      Posted Janeiro 16, 2015 at 7:45 pm

      Sim tanto o Tiago Machado como o Fábio Silvestre têm aqui um ano determinante. O Tiago está já a ser dado pela imprensa internacional como um dos grandes candidatos ao Tour Down Under junto ao Richie Porte e ao Cadel Evans, por isso as espectativas não são só nossas.

      Já o Mário Costa não tem só de ajudar o Rui mas também fazer melhor que o Juraj Sagan no campeonato dos bros!

  • Johnny W.
    Posted Janeiro 16, 2015 at 6:52 pm

    Grande Poste sobre esse lindo desporto. Como fã incondicional do Alberto o meu sonho seria que ele tentasse o impossível como tentou Miguel Indurain antes dele, e conquistar pela 1 vez na história as 3 grandes seguidas (se por algum milagre vencesse giro e tour de certeza que iria tentar), no entanto receio que a ida ao giro reflicta uma baixa performance no Tour. Sonho com o Contador do Giro 2011 haha. Também estou curioso para ver a performance do jovem Aru, que o ano passado deixou boas indicações. Para terminar, alguém sabe se a Team Wiggins vai participar em alguma prova? Do que eu vi a maioria dos corredores da equipa, tal como Bradley, são ciclistas de perseguição, de pista, o que me deixou curioso.
    Cumprimentos

    • luis o.
      Posted Janeiro 16, 2015 at 7:34 pm

      Parece-me que a equipa do Wiggins será uma equipa de desenvolvimento dos jovens ingleses, uma espécie de Sky B. A corrida mais importante que farão será qualquer coisa como o Tour da Grã Bretanha.

      Em 2011 o Contador não sabia se ia ao Tour e então fez o Giro a fundo o que implicou que não estivesse no Tour a 100%. Este ano a ideia será tentar vencer o Giro sem estar a top (como fez em 2014 na Vuelta) e então aparecer no Tour a 100%.

    • luis o.
      Posted Janeiro 16, 2015 at 7:36 pm

      Entre os portugueses lá fora falta no post a referência ao Bruno Pires! Que continua na Tinkoff.

    • Johnny W.
      Posted Janeiro 16, 2015 at 8:10 pm

      luis o. obrigado pelo esclarecimento sobre a team wiggins! Sim, em 2011 Contador apostou tudo no giro, e apesar de lhe ter sido retirado para mim mostrou a força do homem. A etapa 19 que ele cede ao Tiralongo e a 12 a Rujano mostra o seu carácter. Se me lembro bem deu 6 minutos de avanço a Scarponi, 7 a nibali,11 para Purito e 13 ou 14 para Kreuziger (top 5 acho) XD

    • Kafka I
      Posted Janeiro 16, 2015 at 8:17 pm

      Jonhnny

      Se o Contador vencer Giro e Tour, faz automaticamente as 3 seguidas, visto ter ganho o ano passado a Vuelta que foi a última

      Referir no entanto, que já houve um ciclista na história capaz de vencer 4 grandes voltas de forma consecutiva, mais concretamente o Eddy Mercks, pois na altura dele, o calendários das 3 grandes voltas era 1º Vuelta, 2º Giro e 3º Tour, tendo o Mercks vencido em 1972 a 2ª volta do ano que era o Giro e a 3ª que era o Tour e em 1973 venceu a 1ª volta desse ano que foi a Vuelta e a 2ª volta desse ano que foi o Giro..

      Nunca o conseguiu foi num ano civil, mas de forma consecutiva conseguiu vencer 4, que é um recorde que acho que vai perdurar para "sempre"

      Referir ainda que há já houve outro ciclista capaz de vencer as 3 grandes voltas de forma consecutiva (mas também em anos diferentes), mais concretamente o Hinault, que em 1982 venceu a 2ª volta do ano (Giro), a 3ª volta do ano (Tour) e em 1983 venceu a primeira volta do ano (Vuelta)…

    • Johnny W.
      Posted Janeiro 17, 2015 at 2:16 pm

      Sim, sim Kafka, eu queria dizer no ano civil, doutra forma os tempos de descanso seriam muito maiores, a dificuldade de ganhar giro tour vuelta seguidos com o tempo de descanso entre eles tão parco é que torna o "triunvirato" quase impossível.

  • Rodrigo
    Posted Janeiro 16, 2015 at 7:04 pm

    Excelente texto Luís Oliveira, alias como sempre.

    Em relaçao ao ano de 2015, preve-se, de facto, uma grande disputa entre estes 4 elementos no que a provas de etapas diz respeito. Desta vez o foco para todos e o Tour, sendo que o Contador por tambem pretender obter uma vitoria no Giro, algo inalcançavel desde Pantani, podera sair prejudicado. Froome tentara voltar a dominar, depois de um 2014 abaixo das expectativas, enquanto que Quintana parece ter conquistado de vez a liderança na Movistar, perante um Valverde que se devera focar na Vuelta e nas Classicas, sendo um gregario de luxo do colombiano. Por fim, Nibali esta bastante moralizado depois do ultimo Tour, onde venceu de uma forma superior e de certa forma surpreendente, tendo em conta a grande diferença para os seus opositores. Tem igualmente uma super equipa (os 4 tem), pelo que e impossivel fazer prognosticos nesta fase.

    Em relaçao aos restantes, diria que Pinot e Bardet podem voltar a fazer das suas no Tour, em face de uma prova mais adequada as suas caracteristicas. Joaquin Rodriguez tentara de novo vencer uma Grande Volta pela primeira vez, tarefa que se afigura cada vez mais dificil, mas creio que o catalao se poderia concentrar nas Ardenas e na Vuelta, prova onde pode ter mais hipoteses de conseguir esse objectivo. Depois temos um Aru, um Uran, um Porte ou um Van Garderen que tentarao tambem somar a sua 1ª Grande Volta.

    Nas Classicas, diria que nas classicas do pave Sagan pode ser o seu ano, uma vez que tem pela primeira vez uma equipa competente. Stybar, Terpstra, Van Avermaet e Lars Boom sao outros homens que poderao estar na luta, bem como os tradicionais Boonen, Cancellara e Hushovd. Curiosidade tambem para acompanhar Boasson-Hagen na sua nova equipa, sendo que sera uma pena que nao confirme todo o talento que possui.
    Ja nas Ardenas, existem sempre muitos candidatos. Kwiatkowski sera um dos nomes mais fortes, ate por abdicar das grandes voltas, mas Valverde, Rodriguez, Sagan, Albasini, Gerrans ou Gilbert sao sempre homens talhados para este terreno e capazes de tudo.

    No contra-relogio, Tony Martin continuara a dominar, mas Dumoulin e Phinney tentarao assaltar o ceptro de melhor contra-relogista do mundo. Cancellara duvido que volte a ter hipoteses, enquanto que o Wiggins tem outras prioridades.

    Por fim, os portugueses. O Rui Costa tera uma tarefa sempre dificil no Tour, ate por nao ter uma equipa tao competente como a dos rivais. Alem disso, ja o referi que para mim nao e um ciclista talhado para a alta montanha e para ambicionar um top-10. Num Tour mais montanhoso do que nos ultimos anos isso sera um factor ainda mais prejudicial ao ex campeao do mundo que, em minha opiniao, se deveria concentrar nas Classicas, em revalidar o titulo na Suiça e em tentar uma gracinha no Giro ou na Vuelta.
    Em relaçao aos restantes, continuarao a ter as suas oportunidades para aparecer (Tiago Machado com uma oportunidade numa grande equipa), mas a maioria continuara com o papel de ajuda aos seus lideres, algo sempre importante e crucial nesta modalidade.

    • luis o.
      Posted Janeiro 17, 2015 at 12:57 am

      Concordo! Referiste a odisseia do Rodriguez na senda de vencer um Grand Tour e de facto está cada vez mais difícil com o 36º aniversário para ser comemorado este ano. Tenho a ideia que ele tinha encarado a época de 2014 como uma espécie de tudo ou nada mas ganhou uma segunda vida com os percursos no Tour e Vuelta deste ano. O Tour será muito difícil pela concorrência, mas conto vê-lo este ano a um nível bem acima de 2014 apesar dos anos irem passando e quem sabe se não é desta que mata o borrego!

    • Rodrigo
      Posted Janeiro 17, 2015 at 9:25 am

      No Tour acho que se sera sempre complicado porque a concorrencia e tremenda e por norma nenhum deles costuma ter um dia mau, ao contrario do Purito.

  • Logen
    Posted Janeiro 16, 2015 at 7:15 pm

    Penso que pelo percurso ,claramente Contador/Nibali (Contador como claro favorito) são os dois nomes para vencer o Tour .
    Quintana surge para mim como o 3ºnome , se tudo correr normalmente dentro3/4anos terá a hegemonia na prova rainha ,mas penso que ainda é cedo para vencer (existindo Contador/Nibali)
    Froome ,bem, para mim a "máquina perfeita" mas não é um trepador como o Espanhol/Italiano e irá sofrer com a alta montanha ,o pódio é uma possibilidade mas a vitória a meu vêr não!
    As crianças Francesas estarão no Top 20 ,e com vitórias em etapas concerteza!
    O Rui ,grande corredor tem provavelmente o seu ano de afirmação neste Tour ,pelo que um lugar entre os 8primeiros terá de ser sempre um objetivo!
    Joaquin Rodriguez ,batalhador que adoro ,será um adversário a ter em conta para os 5primeiros.
    P.S O ciclismo muda as nossas previsões de semana para semana…Espero acima de tudo um ano sem lesôes graves, e um Tour cheio de emoções e com os intervinientes a 100%.
    Logen

    • Rodrigo
      Posted Janeiro 16, 2015 at 9:51 pm

      Quintana e o mais forte na alta montanha dos 4. Falta-lhe e a experiencia que o Nibali e, sobretudo, o Contador ja possuem.

    • luis o.
      Posted Janeiro 17, 2015 at 12:32 am

      Veremos o que acontece mas na avaliação doa 4 grandes candidatos não colocaria o Froome tão afastado dos demais mesmo na alta montanha. A julgar pela forma com que o Richie Porte se apresentou nos campeonatos da Austrália, sem ponta de gordura e a bater no CRI dois especialistas que estão prestes a tentar bater o recorde da hora, a Sky não está para brincadeiras em 2015…

    • Logen
      Posted Janeiro 17, 2015 at 12:40 am

      Luis o. Concordo plenamente ,aliás a Sky tem o coletivo mais forte ,e Porte tem os seus argumentos,mas na minha perspetiva Nibali/Contador serão os mais fortes candidatos á vitória ,esta volta a França foi desenhada a favor dos mesmos .
      Rodrigo percebo o teu ponto de vista ,aliás é dos ciclistas que mais me entusiasma mas julgo que pelo factor experiência que tu mesmo referiste ainda não será o "ano".
      Obviamente ,isto é tudo muito subjetivo ,quedas/picos de forma/lesões mudam qualquer prognóstico.
      Obrigado

    • Rodrigo
      Posted Janeiro 17, 2015 at 9:26 am

      Tambem me parece que a Sky aparecera de novo muito forte. 2014 correu muito mal.

  • Anónimo
    Posted Janeiro 16, 2015 at 7:34 pm

    Alguém me sabe dizer o que se passa com Taylor Phinney? À uns anos era dado como um ciclista com potencial muito superior ao de, por exemplo, Sagan mas desde que foi para a BMC pouco se houve falar nele.
    Ass: João Ribeiro

    • Johnny W.
      Posted Janeiro 16, 2015 at 8:26 pm

      Acho que se virou para os jogos olímpicos, perseguição, e contra relógios. A última vez que ouvi falar dele foi quando partiu a perna o ano passado no US Pro Cycling Championship por causa de uma mota ao que parecia na altura.Deve ter parado para recuperar.

    • luis o.
      Posted Janeiro 16, 2015 at 8:32 pm

      O Phinney estava a ter um 2014 bom mas infelizmente teve um acidente muito grave que envolveu um atropelamento e uma enorme fractura exposta numa perna nos campeonatos nacionais dos EUA. Ou seja não corre desde maio do ano passado e deverá regressar para tentar estar próximo do seu nível apenas para junho e o objectivo da época deverão ser os campeonatos do mundo nos EUA mas não se sabe até que ponto a lesão é totalmente recuperável. Por enquanto já treina mas ainda tem de equilibrar a massa muscular nas pernas antes de aparecer em corridas..

    • Rodrigo
      Posted Janeiro 16, 2015 at 9:52 pm

      Apareceu bem no final da epoca, mas , de facto, ja esperava que estivesse noutro patamar nesta fase. A BMC tambem nao tem funcionado propriamente bem (sao raros os ciclistas a destacarem-se na equipa norte-americana), mas o ciclista tambem nao esta a confirmar o potencial que se via nele. Temo que seja outro Boasson-Hagen.

    • Pedro R.
      Posted Janeiro 17, 2015 at 4:33 am

      https://i.telegraph.co.uk/multimedia/archive/02989/Finney_2989144k.jpg

      neste link pode-se ver o porquê de o phinney ter estado desaparecido de combate e por ter tido um atraso na sua evolução, esperemos que seja só um atraso…a imagem do link fala por si

    • Anónimo
      Posted Janeiro 17, 2015 at 11:04 am

      De facto não sabia dessa lesão arrepiante do Phinney. Percebe-se o atraso na evolução, mas 24 anos no ciclismo não é quase nada, ainda tem tempo.
      Ass: João Ribeiro

  • Kafka I
    Posted Janeiro 16, 2015 at 7:55 pm

    Excelente análise Luís Oliveira

    Vencer o Giro e Tour nos dias que correm, parece-me extremamente dificil (para não dizer "impossivel"), no entanto se há corredor no Mundo, que já demonstrou capacidade para desafiar esses "impossiveis" é precisamente o Contador, portanto apesar de eu achar que ele não vai conseguir, Contador é Contador, portanto não vou dizer com 100% de certeza que não conseguirá..

    Analisando de uma forma mais frias, ainda bem que ele até vai às 2, porque sendo o Nibali o meu ciclista favorito, digamos que ficará mais "fácil" uma possivel revalidação do título alcançado o ano anterior…se bem que cuidado com o Froome, porque depois do decepcionante 2014, de certeza que vai querer dar TUDO este ano e voltar às vitórias

    PS: Ainda não tive oportunidade de olhar para o trajecto do Tour de 2015, mas alguém sabe se voltará a ter uma etapa de Pavet? como a fantástica etapa de 2014 naquele cenário "dantesco"

    • Anónimo
      Posted Janeiro 16, 2015 at 8:15 pm

      Sim Kafka, vai ter Pavet.

      Nuno

    • luis o.
      Posted Janeiro 16, 2015 at 8:39 pm

      Sim, este ano volta a haver pavè mas mais suave que no ano passado. Há também uma chegada ao Muro de Huy onde acaba a Flèche Wallone mesmo ao jeito do Purito e começa com umas etapas na costa da Holanda próprias para os abanicos e onde o Quintana pode ter muitas dificuldades por ser muito levezinho. De resto pouco CRI o que amuou o Froome e o Alpe d'Huez à 20ª etapa.

    • Rodrigo
      Posted Janeiro 16, 2015 at 9:59 pm

      Existira sim, na 4ª etapa. Sete sectores correspondentes a 13 km de pavé.

      Alem disto a 3ª etapa termina no Muro de Huy, tradicional chegada da Fleche Wallone e existiram bonificaçoes entre as etapas 2 e 8.
      Teremos o regresso do Alpe D'Huez e passagem pelo famoso Galibier.

      Resumindo, com este percurso e com o leque de estrelas temos tudo para assistir a uma grande prova.

    • Kafka I
      Posted Janeiro 16, 2015 at 11:48 pm

      Obrigado pelo esclarecimento

  • Anónimo
    Posted Janeiro 16, 2015 at 8:17 pm

    Já aguardo para as longas jornadas de ciclismo com os comentários do Olivier Bonamici. Desporto espectacular onde a minha parte favorita são as montanhas (paisagens dos alpes são qualquer coisa…)
    Espero que ganhe o enorme Contado, meu ciclista favorito e azarento no ultimo Tour. Espero que ganhe o 2015.

    Nuno

  • LuisRafaelSCP
    Posted Janeiro 17, 2015 at 11:33 am

    Gostava de ver um ano em grande para Froome, Sagan e Rui Costa!

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