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Mundial de Clubes: Barcelona “dá uma lição ao Santos” e conquista o seu 2º título Intercontinental

Santos 0-4 Barcelona (Messi 16´ e 81´, Xavi 23´ e Fabregas 44´)

Um Barcelona completamente dominador, venceu e goleou um “frágil” Santos, conquistando assim o seu 2º título Intercontinental. O encontro praticamente não teve história tal foi a superioridade dos catalães perante um conjunto brasileiro que não pressionou, demasiado receoso (entrou em campo com 5 defesas), que não conseguiu ter bola e com um Neymar completamente engolido pelo Barça (à excepção de uma oportunidade de golo onde Valdés foi superior, praticamente não apareceu). O jovem brasileiro no final do jogo (e com uma humildade notável para um jovem de 19 anos) disse tudo: “Isto foi uma lição (curiosamente, foi o título do post escolhido pelo VM), defrontamos a melhor equipa do Mundo e hoje aprendemos a jogar futebol”.
Destaques

Santos – Exibição muito modesta do “Peixe”, sem ser Ganso (pensa demasiado rápido em relação ao resto dos companheiros de equipa), praticamente todos desiludiram. Rafael na baliza fez igualmente uma exibição razoável, mas Neymar não existiu, Borges lutou na frente mas esteve sempre muito sozinho, Danilo saiu logo aos 30´, Leo sofreu muito com Dani Alves, Edu Dracena foi o pior em campo, e Arouca apenas apareceu a espaços. No entanto, é preciso frisar que o Santos foi dominado como foram dominadas as principais equipas da Europa pelo Barcelona, nos últimos anos.

Barcelona – Mais um exibição de grande nível do conjunto catalão. Domínio total, 71% de posse de bola, várias oportunidades claras de golo (o resultado até peca por escasso), e a confirmação que estamos perante a melhor equipa da história do futebol. Xavi este ao nível habitual, Iniesta demonstra que é um jogador sem igual no futebol Mundial (é notável a maneira como sai das zonas de pressão), Dani Alves foi das melhores unidades em campo (apesar dos 2 golos fáceis que falhou), e Valdés quando foi chamado a intervir disse “presente”.

Guardiola – Durante o encontro foi impossível descortinar em que táctica actuou o conjunto catalão. Se era claro que com bola Puyol, Pique e Abidal formavam o trio defensivo, na frente de ataque Dani Alves e Thiago (um lateral e um médio) eram muitas vezes as unidades mais adiantadas. Seja em 4-3-3, 3-1-4-2, ou 3-1-3-3, a qualidade não muda, a posse de bola, criatividade, capacidade de encontrar espaços, e principalmente a pressão é sempre impressionante. Hoje, voltou a actuar com 9 jogadores da cantera de inicio. E sem Villa, com Alexis tocado e Pedro a regressar de lesão, colocou Thiago na esquerda do ataque, mas o resultado e a qualidade exibicional foi igualmente brilhante.

Messi – Eleito o melhor jogador do Mundial de Clubes (Xavi ficou em 2º, Neymar em 3º). Bisou, desequilibrou, aproveitou da melhor maneira a lentidão de Dracena, deixou em campo toda a sua qualidade técnica e transporte de bola, e foi o melhor em campo.

UEFA/FIFA – Apesar de acreditarmos que o Real vai vencer a La Liga (os merengues vão ganhar todos os jogos do campeonato, à excepção da deslocação a Nou Camp, e este Barça devido ao cansaço das vitórias poderá voltar a deslizar como já aconteceu esta época), a Taça do Rei e a LC (caso evite o Barcelona). Algo tem de ser feito para contrariar este poderio dos catalães, em jeito de brincadeira (mas aproveitando o exemplo da NBA, onde recentemente David Stern proibiu CP3 de se transferir para os Lakers), Platini nunca devia ter permitido que o Barcelona contratasse esta época Fabregas (ele que depois de Iniesta e Xavi é o melhor médio do Mundo, ou pelo menos, um dos poucos com capacidade para contrariar o jogo de posse dos catalães). É que se considerarmos a idade de Pique (24), Messi (24), Fabregas (24), Thiago (20), Pedro (24), Busquets (23), Dani Alves (28), Iniesta (27), isto sem contar com a qualidade que está na equipa B do Barça, e se os catalães forem juntando todos os anos a este elenco 2/3 reforços de Top, o futebol Mundial corre o risco de assistir a um domínio do Barcelona até 2018. O que do nosso ponto de vista não seria benéfico para o futebol, principalmente em termos de espectáculo, incerteza, competitividade e entusiasmo.

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