A fase decisiva do RWC começou e da melhor maneira possível, quatro grandes confrontos entre as melhores selecções do Mundo. Seguem em frente Austrália, Nova Zelândia, País de Gales, e França. França vs Gales e Nova Zelândia vs Austrália prometem proporcionar dois grandes espectáculos na luta pelo bilhete de ouro que dá acesso à grande final da competição máxima do rugby mundial.
Quartos-de-final
País de Gales e Irlanda defrontaram-se em Wellington numa partida em que os galeses entraram sem qualquer medo e a toda a velocidade, garantindo logo nos minutos inicias o primeiro ensaio do dia. Os irlandeses tentaram responder logo de seguida e usufruíram de três penalidades em que decidiram não chutar aos postes e em vez de isso, tentar o ensaio. Todas elas foram completamente falhadas, ora por erros ofensivos ora por mérito da defesa de Gales. Na segunda parte a Irlanda entrou logo a reduzir a desvantagem, mas os galeses não se intimidaram e responderam com um ensaio por Mike Philips aos 51’ e outro por Jonathan Davies aos 64’. A selecção do trevo bem se pode queixar de si própria pois podia ter feito bem melhor no momento de concretizar o seu domínio no primeiro tempo. A Irlanda caiu assim aos pés de uma jovem e fantástica nação que tem muita garra, ambição e alimenta o sonho de chegar à grande final. Por sua vez, a França após duas duras derrotas na fase de grupos reergueu-se e venceu a Inglaterra, numa partida em que se reconciliou com os adeptos de rugby e voltou a mostrar, em alguns momentos, a principal característica que a notabiliza: Uma qualidade notável de jogo manuseado. Depois de ir para intervalo a vencer por 16-0 , os gauleses tiveram na segunda parte bastante trabalho para levar de vencida a selecção britânica, com o resultado final a fixar-se num equilibrado 19-12. Na meia-final França vai defrontar o País de Gales. Noutra partida desta eliminatória, a África do Sul foi derrotada pela Austrália por 11-9. Apesar dos problemas que os australianos atravessaram nas formações ordenadas e da reduzida posse territorial, venceram graças a uma exibição defensiva memorável. Os wallabies têm que agradecer à sua linha defensiva e em especial a David Pocock, que realizou uma partida assombrosa e foi o melhor homem em campo. Os Springboks apesar da sua posse territorial falharam nos momentos decisivos e não conseguiram materializar o seu domínio. A Austrália avança para a meia-final. Nova Zelândia vs Argentina era o único embate em que se podia tentar prever o resultado pois os neozelandeses partiam para esta partida com todo o favoritismo e venceram os argentinos por 33-10. No entanto este embate esteve longe de ser um “mar de rosas” para os all blacks . A equipa sul americana entrou em campo determinada a lutar pelo resultado sem qualquer receio e defendeu bastante bem as investidas adversárias, deixando-se ir abaixo apenas nos últimos quinze minutos. Os Pumas fizeram o trabalho de casa e tinham a lição bem estudada, contudo cometeram demasiadas penalidades que a prejudicaram bastante, ainda assim o resultado no inicio da segunda parte era de 12-10 favorável aos da casa. Apenas aos 76’ o neo neozelandês Read conseguiu furar a defensiva azul e branca e partiu para o resultado final de 33-10.
Meias-finais
País de Gales vs França – A partida que opõe dos dois candidatos do velho continente obriga os galeses a tentarem surpreender e contrariar o favoritismo do seu adversário, se quiserem marcar presença na partida decisiva terão que se superar. No entanto, França é realmente favorita a vencer e caso consiga pôr em prática toda a sua qualidade, poderá vencer a fantástica, jovem e aguerrida equipa de Gales que com certeza tudo fará para que tenha um dia perfeito, e tem condições para isso. Espera-se com certeza um embate emocionante.
Nova Zelândia vs Austrália – Pode-se considerar uma final antecipada, este embate tem tudo para ser um magnífico jogo de rugby . Espera-se uma partida equilibrada, onde os all blacks são favoritos à vitória, mas os wallabies também têm o mesmo objectivo e vão lutar para o alcançar. Se os anfitriões da competição conseguirem pôr todo o seu nível em campo, juntando o factor casa, com o apoio de todo um país que sonha com o título mundial, poderão levar de vencida a Austrália. No entanto os Australianos também têm as suas armas pois são um colectivo bastante forte não o são apenas defensivamente como demonstraram frente à África do Sul.
Prognósticos?
Francisco Paiva


