É o terceiro clube de Mourinho em Inglaterra, algo pouco habitual nos técnicos que treinam clubes de topo na Premier League, sendo que o próprio chegou a afirmar que tinha uma ligação muito especial aos adeptos do Chelsea e que nunca treinaria o Tottenham.
José Mourinho rejeitou que possa ser visto como um antigo adepto do Chelsea e, confrontado com as declarações de 2015, onde afirmara que nunca treinaria o Tottenham por gostar demasiado dos adeptos Blues, afirmou que é um homem de muitos clubes e que é daquele em que trabalha: “Sim, isso foi antes de eu ser despedido. Os adeptos não me podem ver como o senhor Chelsea. Sou o senhor FC Porto, o senhor Inter, o senhor Real Madrid e o senhor muitos outros clubes… O meu clube é o Tottenham. Não sou do Chelsea, do Man. United, do Real Madrid ou do Inter. Sou de todos eles. Eu sou do clube onde estou. Os adeptos têm de me ver como o Mr. Clube para ter esta aventura e trabalhar em diferentes países e fazer o que chamo de Grand Slam: vencer em Espanha, Itália e Inglaterra. Não quero parar. Em todos os clubes por onde passei dei tudo e aqui não vai ser diferente. Recordo-me que ganhei a Liga dos Campeões pelo FC Porto e uns dias depois estava a jogar contra eles. É a vida. Eu durmo com os pijamas do clube onde estou”. Por outro lado, o Special One frisou que a Premier League é o seu campeonato de eleição: “A Premier League é o meu habitat natural. Considero o melhor campeonato e onde me sinto mais feliz e confortável. Wenger foi provavelmente o último de uma geração de treinadores heróis. Foi realmente incrível o Maurício ter estado cinco anos e meio aqui. Não me surpreenderia se amanhã se tornasse treinador de outro clube inglês. O futebol moderno é mesmo assim”.


4 Comentários
Mantorras
A vida e feita de mudanca, e normal, mas se queremos por vezes o “cracha” da lealdade, e gozarmos dessa imagem perante a critica, nao podemos depois nao querer o “cracha” do “afinal foi da boca para fora”.
Explicando, ninguem pode ficar realmente chateado com o homem por ele agora contrariar o que disse antes, mas ele tambem nao pode voltar a dizer algo do genero e esperar que o levem a serio.
André Dias
Sou benfiquista e não fiquei minimamente chateado por Jorge Jesus ir para o SCP ou Maxi para o FCP. São profissionais e têm que seguir o rumo que acham mais acertado para as suas carreiras, não tenho absolutamente nada contra. Contudo, chateia-me quando alguém sente a necessidade de fazer juras de amor a um determinado clube para depois as trair, como fez por exemplo Fábio Coentrão.
Todos sabem o que Mourinho disse no passado e agora está a tentar retirar algum peso às suas declarações porque sabe que foi um hipócrita ao aceitar este cargo.
Bruno Cunha
Não é as saídas para os rivais que tem de ser criticadas. O futebol é um negócio cada um faz o que é melhor para si.
Mas o respeito pela instituição e pelos adeptos tem que se manter e tanto Maxi como Coentrao foram nojentos nesse aspeto.
Jesus acabou por ser o menos mau mas não deixou de mandar as suas bicadas.
Kacal
Quantos de nós já não dissemos “nunca” e não foi bem assim? De certeza que alguma vez na vida já nos aconteceu a todos ou quase todos vá e o melhor é nunca dizer nunca claro, mas por vezes acontece. Por vezes acontecem certas situações na vida que alteram as coisas, neste caso o facto de ter sido despedido do Chelsea e depois a relação azedar um pouco entre ele e os adeptos quando estava no Man Utd, contribuiu. E o Tottenham hoje em dia é muito mais apetecível que em 2015 o que também explica a mudança de opinião, mas para mim é um sinal de inteligência e adaptabilidade. Para mim dizer nunca é como dizer “Em condições normais nunca vou fazer isto, é quase impossível”, QUASE, mas em condições anormais porque acontece algo que tudo muda, fazemos. E sim, a vida de treinador é assim mesmo, são dos clubes que representam. E não me espantaria também ver Pochettino no Man Utd a breve prazo saindo Solskjaer.