Dirk Werner Nowitzki. Um nome estranho e difícil de pronunciar mas facilmente reconhecido pelos amantes do basquetebol. O gigante alemão é um dos destaques do desporto mundial pelos dias que correm, e a maneira notável como guiou os Mavericks à vitória na NBA, limpando sem dificuldade os Lakers de Kobe, os Thunder de Durant e os Heat de Wade/Lebron, elevam-no a um nível estratosférico. O facto de ter permanecido em Dallas na esperança de obter um anel de campeão faz de todo este seu percurso algo ainda mais assinalável. Depois de em 2006 ter acusado a pressão aquando da final frente aos Heat de Wade, desta feita, juntamente com J. Kidd, J. Terry ou T. Chandler, o camisola 41 não vacilou e liderou um conjunto equilibrado, recheado de qualidade e experiência até ao título.
O jogador de 2,13m lutou muito para chegar ao topo de um desporto, onde actualmente é o melhor e mais temido. Nascido na cidade de Würzburg, a história do MVP das finais pauta-se pela dedicação, pelo esforço e por um talento fora do normal. Chegou à NBA em 1998, depois de ter sido escolhido pelos Mavs no draft do mesmo ano, na altura jogava na 3ª divisão (!) do seu país, mas cedo se percebeu de que tinha um potencial enorme. Numa primeira fase, o internacional germânico até começou a jogar a SF, mas rapidamente foi ganhando estatuto a PF. No início do novo milénio, juntamente com M. Finley e S. Nash, já era uma das estrelas do franchise, e desde então conseguiu acabar sempre a época regular como uma média superior a 20 pontos por jogo. A glória, a alegria e o reconhecimento a Nowitzki e aos “seus” Dallas Mavericks, surge depois do alemão ter tido a oportunidade de se transferir, quando se tornou “free-agent”. Um pouco à imagem do que LeBron James fez no ano passado. Mas, ao contrário do nº6 de Miami, Dirk aguentou a pressão, suportou a desilusão e esperou, de forma leal e humana, acreditando em Mark Cuban, na cidade de Dallas e nos seus adeptos, de que um dia o título chegaria. Cinco anos depois de uma primeira tentativa, o alemão pode agora erguer um anel e ficar com a sensação de dever cumprido. Não que se deva contentar com um simples triunfo, mas sim pelo facto de ter alcançado o que muitos tentaram e não conseguiram, ainda para mais sendo ele o expoente máximo dessa vitória. Nowitzki é o melhor europeu de sempre a jogar NBA, suplantando Toni Kukoc, Vlade Divac ou A. Sabonis. A sua capacidade peculiar de lançar ao cesto – de todas as formas e feitios – aliada à capacidade de ser um jogador completíssimo, ficará gravada na memória de todos aqueles que tiveram, têm e terão a oportunidade de ver jogar um profissional ímpar na história do basquetebol e da NBA.
A. Mesquita


