O encontro começou a um ritmo morno, mas com a França a mostrar iniciativa e a chegar ao golo logo na primeira oportunidade do jogo, com Matuidi a lançar Giroud e este a não perdoar na cara do guarda-redes islandês. Minutos depois surgiu o 2-0, com Pogba a subir mais alto que toda a gente, correspondendo da melhor maneira a um canto de Griezmann. Na resposta, a Islândia esteve perto de reduzir na sequência de mais um lançamento longo, mas o desvio de Bodvarsson saiu por cima. A partir daí, os nórdicos começaram a ter um pouco mais de bola, mas sem conseguir efeitos práticos, com a França a controlar bem. Já perto do intervalo a formação da casa conseguiu dois golos, que sentenciaram por completo a partida. Primeiro foi Payet a aproveitar uma segunda bola e a rematar de pé esquerdo à entrada da área e depois foi Griezmann a surgir isolado e a finalizar com muita categoria, picando a bola sobre Halldórsson. Na segunda parte a França entrou a gerir a bola e podia ter ampliado por Payet, mas o seu remate saiu por cima. No entanto, foi a Islândia a conseguir marcar, com Sightorsson a desviar um cruzamento de Sigurdsson. O jogo animou e pouco depois a turma de Deschamps voltou a fazer balançar as redes, com Giroud a finalizar de cabeça um livre de Payet, com o guardião islandês a ficar mal na fotografia. A formação escandinava não baixou os braços (assim como na bancada) e esteve perto do segundo, mas Lloris fez uma fantástica defesa a cabeceamento de Ingason. A partir daí o jogo acalmou um pouco, mas ainda houve tempo para os forasteiros reduzirem, com Bjarnason a marcar de cabeça. O resultado estava feito, com a França a marcar encontro com a Alemanha nas meias.
Islândia – Terminou o sonho islandês. No entanto, a turma de Lars Lagerback, sai da competição com o sentimento de dever cumprido, visto que chegar aos quartos de final no ano de estreia superou todos os prognósticos. Esta noite, a Islândia não conseguiu conter a avalanche francesa no primeiro tempo, mas mesmo assim teve uma belíssima reacção na segunda parte, atenuando a diferença no marcador. Destaque para as exibições de Sightórsson, que voltou a marcar e a destacar-se no jogo aéreo, Gylfi Sigurdsson, o estratega da equipa e que, a espaços, conseguiu sobressair pela sua qualidade de passe e visão de jogo e, por fim, Bjarnason, um dos mais guerreiros e, simultaneamente, um dos melhores jogadores da equipa, que também conseguiu inscrever o seu nome na lista dos marcadores do encontro. Já no sector defensivo, a qualidade e coesão não foram as mesmas, havendo inclusive problemas nas bolas paradas. Além disso, a pressão do meio-campo adversário foi mais forte (Gunnarsson muito sozinho neste aspecto) e os espaços foram muitos, algo que perante uma formação com tanta qualidade haveria de provocar dissabores.


