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Eagles em busca do repeat com dois chefes, quarentão Brady à procura da “sexta” e Saints em all-in numa liga em turbulência – está de volta a NFL

Os plantéis foram reduzidos ao máximo obrigatório de 53 jogadores, os playbooks estão estudados e os capacetes polidos – chegou mais uma temporada de NFL, a liga de futebol americano. Os Philadelphia Eagles, vencedores do último Super Bowl, abrem as hostilidades na noite de quinta para sexta-feira frente aos Atlanta Falcons, seguindo-se 17 semanas de duelos na fase regular e 4 de playoffs, terminando a época a 3 de Fevereiro de 2019 com o Super Bowl LIII no Mercedes-Benz Stadium de Atlanta. E esta temporada será, novamente, muito importante para o futuro de uma modalidade que vai sofrendo problemas dentro e fora dos relvados: Colin Kaepernick, quarterback que se ajoelhou durante o hino dos EUA antes dos jogos para protestar a tensão racial e causou muitas reações a favor e contra essa atitude, colocou liga e proprietários das franchises em tribunal por alegado conluio para ninguém o contratar; e uma nova regra penalizando quem baixe a cabeça ou use o capacete para o contacto inicial aumentou o número de críticos que apontam um futuro de “flag football”. Será preciso esperar algumas semanas para perceber se as questões políticas e o proteccionismo à segurança física dos jogadores terá efeitos no número de espectadores nos estádios e nas audiências, mas o entusiasmo pelo regresso da pigskin permanece intocável para muitos fãs.

Passemos então às equipas, com os campeões em título no primeiro plano. Os Eagles resolveram de forma simples aquele que se podia tornar num grande problema: Nick Foles, MVP do Super Bowl, aceitou reestruturar o contrato mesmo que isso implique ser o QB suplente de Carson Wentz (regressado de lesão), mas com bónus à espera caso seja promovido a titular (o que acontecerá na Semana 1). Mychal Hendricks e Vinny Curry, dois membros importantes da defesa, foram trocados mas as muitas entradas – destaque para Michael Bennett, Corey Nelson, Haloti Ngata e Kamar Aiken – compensaram e mantêm Philly na linha da frente para nova investida pelo anel. A concorrência na divisão Este da NFC pode ser interessante, pois os NY Giants mantiveram Eli Manning e Odell Beckham Jr., têm novo treinador (Pat Shurmur) e adicionaram peças interessantes como Jonathan Stewart, Nate Solder, Cody Latimer e Connor Barwin, além de terem escolhido o RB Saquon Barkley com a 2.ª escolha do Draft. Já os Dallas Cowboys mantém a dupla Dak Prescott-Zeke Elliott, mas o eterno tight end Jason Witten retirou-se, deixaram sair Dez Bryant (um dos melhores wide receivers da década continua sem clube) e o eterno kicker Dan Bailey, havendo dúvidas sobre o real valor da equipa neste início de época devido às lesões de Zack Martin, Tyron Smith, Travis Frederick e La’el Collins na offensive line. Para finalizar a NFC Este temos os Washington Redskins, agora com Alex Smith a QB e Adrian Peterson na corrida, que tentarão surpreender e fugir aos últimos lugares da conferência com base na sua defesa (potencial para ser top-10), mas a equipa dá mostras de ser curta em qualidade no ataque aéreo.

Na NFC Norte vai morar uma rivalidade intensa entre Green Bay Packers e Minnesota Vikings. Os “queijeiros” deixaram sair Jordy Nelson (decisão que causou muita contestação), Morgan Burnett, Jeff Janis, Richard Rodgers, Joe Thomas e o coordenador defensivo de muitos anos Dom Capers, mas juntaram Jimmy Graham (top 5 da liga em tight ends), Muhammad Wilkerson e Antonio Morrison, além de segurarem Aaron Rodgers com um contrato milionário ($134M em 4 anos + 57.5M em bónus), que será o elemento-chave para entregar uma candidatura ao Super Bowl. Já a SKOL Nation tem agora Kirk Cousins e Trevor Siemian como opções para quarterback, além de juntaram o guard Josh Andrews e o defensive tackle Sheldon Richardson com o objetivo de fazer mais e melhor que em 2017 (derrota na final da conferência frente aos Eagles). Já os Detroit Lions, agora treinados por Matt Patricia (ex-coordenador defensivo dos Patriots), perderam nomes importantes como Eric Ebron e Ngata, juntando Devon Kennard, Christian Jones, DeShawn Shead e LeGarrette Blount na esperança de lutar por um wild-card. Mesmo objetivo terão os Chicago Bears, que substituíram o treinador John Fox por Matt Nagy, e mantém esperanças no jovem QB Mitchell Trubisky mais as suas combinações com os reforços Taylor Gabriel e Allen Robinson, e nos últimos dias conseguiram de forma algo surpreendente e polémica o linebacker Khalil Mack (ex-Raiders) para dar mais força à defesa.

A Sul mora uma divisão por norma muito equilibrada, e este ano não deve fugir à regra: os New Orleans Saints perfilam-se, a par dos Eagles e Rams, como grandes candidatos à conquista da NFC, juntando Drew Brees ao reforço Teddy Bridgewater (regressado de lesão) a QB, escolheram o defensive end Marcus Davenport na 1.ª ronda do Draft e possuem uma secondary de fazer inveja a qualquer equipa, num claro sinal de que a hecatombe no Divisional Game frente aos Vikings não é para repetir. Mas os Atlanta Falcons não vão dar vida fácil a NOLA, já que as mudanças no plantel foram poucas – perderam Gabriel, juntaram o prospect Calvin Ridley – e a qualidade para novo ataque aos playoffs continua toda lá. Também os Carolina Panthers de Don Rivera e Cam Newton procurarão intrometer-se na luta pela divisão ou pelo menos conseguir um lugar no wild-card, e se o running game já era perigoso com o jovem McCaffrey mais ficou com a adição de C.J. Anderson, apesar de a secondary levantar muitas dúvidas – o ataque e Luke Kuechly terão de fazer o heavy lifting. Menos a dizer terão os Tampa Bay Buccaneers, que ficam sem Jameis Winston (suspenso) para os primeiros 3 jogos da época, num ataque já de si curto, e só a defesa – mesmo que profunda e que impõe respeito – não conseguirá ganhar muitos jogos.

Finalizando na NFC, vamos até Oeste e diretamente para a Califórnia. Os Los Angeles Rams juntaram Brandin Cooks a um ataque que já metia medo – Goff, Gurley, Woods, Kupp… -, e na defesa adicionaram Ndamukong Suh, Aqib Talib e Marcus Peters. O coletivo que o jovem treinador Sean McVay tem à disposição entusiasma, mas mais a norte aparece a ameaça dos renascidos San Francisco 49ers, agora com Jimmy Garoppolo a QB e Richard Sherman a cornerback, uma equipa à medida de Kyle Shanahan mas que no início da semana perdeu Jerick McKinnon para o resto da época, ficando sem a principal referência no ataque terrestre. Ainda mais a norte moram os Seattle Seahawks, que nesta offseason se despediram de vez da mítica Legion of Boom – além da saída de Sherman para os 49ers e Bennett para os Eagles, Kam Chancellor retirou-se -, e Pete Carroll também disse adeus a Jimmy Graham, Paul Richardson, Thomas Rawls e Jon Ryan. Ou seja, avizinha-se ano de transição para Russell Wilson, cuja maior referência para o passe será o veterano Brandon Marshall. Para completar a divisão estão os Arizona Cardinals pós-Bruce Arians e Carson Palmer, agora comandados por Steve Wilks e com Sam Bradford (ex-Vikings) a QB, enquanto o jovem Josh Rosen (10.ª escolha no Draft) vai estar à espreita para protagonizar algumas ligações com Larry Fitzgerald, mas as muitas mudanças na defesa devem significar um ano de experiências e desenvolvimento em Glendale.

Chegamos à conferência AFC, e é impossível não começar pela divisão Este sem falar nos eternos favoritos: os New England Patriots. Enquanto o cérebro de Bill Belichick funcionar e o braço quarentão de Tom Brady mexer, os Pats serão sempre favoritos ao 6.º título da franchise – não interessa se perderam Danny Amendola, Dion Lewis, Nate Solder e Malcolm Butler, e mesmo o facto de Julius Edelman estar suspenso para os primeiros 4 jogos da época é apenas um “pormenor”, pois esta equipa já passou por várias mudanças profundas em épocas interiores e acabam sempre por mostrar a sua força e coesão. Adrian Clayborn e Jeremy Hill foram as entradas sonantes, e ninguém se admire quando começarem a fazer a melhor temporada das suas carreiras. A competição fará os possíveis, mas adivinha-se um passeio dos grandes na conquista da divisão: os NY Jets têm o QB Sam Darnold, 3.ª escolha do Draft,  para desenvolver, e os Buffalo Bills passam por situação semelhante com Josh Allen (8.ª escolha), apesar de a opção neste início de época recair em Nathan Peterman. Já os Miami Dolphins, que adicionaram Amendola, Josh Sitton e Albert Wilson, terão de decidir se mantêm Ryan Tannehill como quarterback titular ou dão a posição ao reforço Brock Osweiler, mas a qualidade é tão escassa que os Bills “arriscam-se” a ficar em 2.º na divisão só porque têm a melhor defesa entre as três franchises.

Na AFC Norte mora outra equipa omnipresente neste milénio: os Pittsburgh Steelers. O famoso Triple-B de Ben Roethlisberger, Antonio Brown e La’Veon Bell até está em risco, já que o running back não ficou contente pela franchise tag que lhe permite receber apenas $14.5M quando a intenção era conseguir um contrato chorudo, mas a qualidade da equipa continua alta e mesmo a lesão grave de Ryan Shazier ou a suspensão de Eli Rogers não devem ser entrave para chegar aos playoffs com direito a descanso na primeira semana de Janeiro. Devem seguir-se os Baltimore Ravens, num ano obrigatório de afirmação para Joe Flacco após a escolha de Lamar Jackson no Draft, e desculpas não faltarão quando Michael Crabtree e John Brown chegaram para o receiving corps. Rumo ao Ohio encontramos os Cincinnati Bengals, que gostam de mexer pouco e assim foi novamente nesta offseason: deixaram sair Brandon LaFell mas mantiveram o treinador Marvin Lewis para a 16.ª (e provavelmente última) época, Andy Dalton continua como QB titular e A.J. Green é a grande referência nas receções. Adivinha-se nova temporada entre o competente e o medíocre, e desta vez com um risco acrescido: o último lugar da divisão. Tudo porque os Cleveland Browns, que venceram 4 jogos nos últimos 3 anos (e no ano passado acabaram com recorde 0-16), têm motivos para acreditar que este ano será muito melhor: Baker Mayfield, o quarterback 1.ª escolha do Draft, assumirá a liderança de uma equipa com vários reforços importantes para ataque e defesa – Carlos Hyde, Jeff Janis, Terrance Mitchell, E.J. Gaines, T.J. Carrie, … -, esperando-se ainda a continuação do crescimento de Myles Garrett e a explosão do rookie cornerback Denzel Ward (4.ª escolha do Draft). A expetativa é grande para o que esta equipa pode fazer, embora ganhar um jogo que seja já signifique uma melhoria.

Para Sul a luta também promete ser interessante: os Jacksonville Jaguars surpreenderam toda a gente ao alcançar a final da AFC e dar luta titânica aos Pats, e até a série de TV The Good Place, onde Jags e Blake Bortles são tratados com reverência, precisou de um plano de contingência no argumento caso eles vencessem o Super Bowl. O aviso ficou dado e este ano haverá maior cautela e respeito pela franchise da Flórida, já que a defesa (ponto forte da equipa) se manteve intacta, Leonard Fournette garante muitas jardas pelo chão e o veterano Bortles não deve ter problemas em avançar a bola com o talento mediano mas profundo no ar. Já os Tennessee Titans disseram adeus ao treinador Mike Mularkey e escolheram Mike Vrabel (ex-coordenador defensivo dos Texans) para o seu lugar, além de resgatarem Dion Lewis e Malcolm Butler aos Patriots, mas a grande questão prende-se com a consistência do QB Marcus Mariota – os 13 touchdowns / 15 interceptions de 2017 não são de repetir. Isto porque os Houston Texans estão prontos para conseguir o que falhou no ano passado e chegar à postseason, já que o QB Deshaun Watson está de volta após lesão e pronto a brilhar. DeAndre Hopkins também se diz preparado para mostrar o seu valor a receber bolas, Tyrann Mathieu chegou para a secondary e J.J. Watt já merece um ano inteiro saudável para recordar a todos o seu valor. Sobram as dúvidas sobre o RB D’Onta Foreman, que sofreu uma rotura do tendão de Aquiles na última época e ainda não estará presente nestas primeiras semanas, limitando um pouco o ataque. Falta falar dos Indianapolis Colts, que despediram Chuck Pagano e trouxeram Frank Reich, antigo coordenador ofensivo dos Eagles, para treinador após Josh McDaniel, OC dos Patriots, causar polémica ao aceitar o cargo apenas para voltar atrás um dia depois. Com Andrew Luck saudável (nunca fiar), a franchise de Jim Irsay até pode surpreender, mas o plantel tem mais lesões que peças importantes e o mais provável é entrarem na luta por uma pick alta.

Chegamos, por fim, à divisão Oeste, que os Los Angeles Chargers só não vencerão por incompetência. O experiente Philip Rivers comanda um ataque onde despontam Keenan Allen e Melvin Gordon, enquanto Joey Bosa, Casey Hayward e Melvin Ingram seguram as pontas numa defesa mais que competente, e só a lesão do TE Hunter Henry limita uma equipa que ninguém quererá defrontar quando chegarem os playoffs. Os Kansas City Chiefs, que após a saída de Alex Smith entregaram as chaves da casa à incógnita Patrick Mahomes, estarão na perseguição imediata com um ataque que pode ter tanto de espetacular como de turnover-prone, enquanto a defesa perdeu os patrões Marcus Peters e Derrick Johnson, obrigando o regressado de lesão Eric Berry a muito trabalho na secondary. Voando de novo para a Califórnia, os Oakland Raiders preparam-se para aquela que pode ser a última época no Coliseu, e logo com mudanças no comando técnico: Jon Gruden, que já tinha treinado os Raiders entre 1998 e 2001, saindo depois para os Buccanners e conquistando aí o Super Bowl 2003 frente… aos Raiders, está de regresso aos “piratas” e com decisões surpreendentes. Além de ver sair Michael Crabtree, T.J. Carrie, Sebastian Janikowski e Marquette King, trocou Cordarrelle Patterson para os Patriots e nos últimos dias enviou Khalil Mack para os Bears em troca de muito pouco. Na free agency chegaram Jordy Nelson, Derek Carrier e Tahir Whitehead, mas o QB Derek Carr arrisca-se a jogar sobre brasas numa época que começou com mexidas que os fãs não gostaram, e deve acabar logo em Dezembro com o “adeus” a Oakland. E acabamos este périplo bem alto, na Mile High City: os Denver Broncos mexeram por completo na posição de quarterback e têm agora Case Keenum (ex-Vikings) a titular, mas apenas Emmanuel Sanders e Demaryius Thomas parecem alvos interessantes para os seus passes. A defesa é capitaneada por Von Miller, que recebe a companhia do jovem Bradley Chubb (5.ª escolha do Draft), dando aos Broncos um equilíbrio sectorial para não fazer má figura mas que dificilmente chegará para um wild-card.

Previsões:

Jogos a não perder:
23 de Setembro (Semana 3) – Chargers @ Rams;
7 de Outubro (Semana 5) – Vikings @ Eagles;
28 de Outubro (Semana 8) – Packers @ Rams e Saints @ Vikings;
4 de Novembro (Semana 9) – Packers @ Patriots e Rams @ Saints;
18 de Novembro (Semana 11) – Steelers @ Jaguars;
16 de Dezembro (Semana 15) – Patriots @ Steelers e Eagles @ Rams;
30 de Dezembro (Semana 17) – Jaguars @ Texans e 49ers @ Rams.

6 Comentários

  • RLuz
    Posted Setembro 6, 2018 at 2:30 pm

    Mais uma época frustrante para os lados de Tampa.
    A defesa esteve muito mal sendo uma das piores de toda a liga, porque juntando um secondary soft à ausência de pass rushers consistentes numa divisão em que há 3 Qb’s MVP com ataques potentes é mais de meio caminho andado para ficar no fundo da divisão.
    Nesse sentido os Bucs draftaram um «monstro» o DT Vita Vea, contrataram alguns pass rushers para adicionar pressão na linha da frente e assim «libertar» um pouco os DB’s.
    No ataque Fitz tem 3 jogos para mostrar realmente o que vale e tem armas para o ajudar a marcar muitos TD’s.
    O problema é que ele é uma espécie de jogador de «engate», como se viu principalmente nos Bills e nos Jets.
    Não se sabe como ele irá comportar durante a época, se estiver bem penso que os Bucs poderão sonhar com os playoffs, se não a época poderá ser muito longa.
    Falando do outro QB da equipa, Jameis quanto a mim continua com os mesmos problemas desde que chegou na NFL, não lhe nego o talento e a capacidade de mobilizar as «tropas», mas as suas decisões dentro e fora de campo ficam aquém do esperado.
    Este ano para ele pode ser do tudo ou nada muita coisa e dinheiro vão estar em jogo, se as coisas correram menos bem Tampa no próximo draft poderá usar a sua escolha em outro QB.

  • Flavio Trindade
    Posted Setembro 5, 2018 at 7:05 pm

    Está de volta a NFL (finalmente!) e há já algumas notas interessantes a ressalvar.

    – Um draft monopolizado por 5 QB’s de nível alto que aguçaram o apetite de várias equipas necessitadas.
    Temos um enérgico Baker Mayfield, o braço e capacidade física de Josh Allen, um polido e tecnicista Josh Rosen, um full package em Sam Darnold e um QB que queriam converter em receiver ou o chamado híbrido Lamar Jackson.

    Junte-se a todos estes QB’s um RB de eleição e um atleta notável, Saquon Barkley, que pode mudar a franchise em NY e libertar o peso dos erros sobre Eli Manning.

    – Os contratos multimilionários assinados pelos QB’s no ativo com cada um a dinamitar o anterior.
    Começou com Garoppolo, prosseguiu com Kirk Cousins e acabou com Aaron Rodgers a rebentar a escala.
    O contrato do QB dos Packers é tão grande e com implicação na cap space da equipa, que vai deixar Rodgers a atirar a bola e a ter que correr para a apanhar a seguir, qual TE…

    Mesmo Colin Kaepernick que não arranjou contrato em lado nenhum, teve direito a um generoso sponsorship de uma marca de artigos desportivos.

    – As grandes equipas a iniciarem o seu rebuild mode.
    Fim da Legion of Boom em Seattle que só por milagre (aka Russell Wilson) estarão nos playoffs.
    Um discreto makeover nos Patriots que mantêm o génio de Bellichik, mas vão para esta temporada com Gronkowski indeciso entre jogar e ser actor, com Brady na sua última época (?) e sem substituto à vista (a não ser que Danny Etling se transforme) e com todos os atritos resultantes do caso Butler.

    – Os Browns com mais um óptimo draft e com altas expectativas conquistarem…vá lá, 2 vitórias…

    – Com os campeões Eagles ainda mais fortes mas com concorrência de peso.
    Aposto que os Vikings, os Rams e os Steelers (sem lesões) vão andar muito perto do caneco

    – Por fim, salientar que para os fãs da modalidade em Portugal, os jogos serão televisionados pelo novo player dos direitos desportivos durante esta época.

    Siga!!

  • Esmoriz Packers
    Posted Setembro 5, 2018 at 3:23 pm

    Esta época promete. Os Browns pela primeira vez desde alguns anos vão ser minimamente competitivos com o tyrod Taylor e o Mayfield no QB room dos browns e com a adição do Carlos Hyde e do Jarvis Landry. Para nao falar que têm com OC o Tood Haley (que poderá acabar a Treinador interino caso Hue Jackson não acabe a época).
    Os bills é que poderão passar mal depois de o ano passado terem conseguido voltar aos playoffs (serão a desilusão deste ano).
    Quanto aos “meus” Packers, a dispensa do Jordy foi ridícula mas com o Aaron Rodgers (que creio que seja o favorito a MVP) de volta temos sempre de apontar prós playoffs e sonhar com o título. No draft os Packers focaram-se na defesa e fomos buscar 2 corners promissores, que era a pior unidade da equipa. Esperemos é que o Wilkerson retoma a forma que chegou a demonstrar nos jets. Mas a NFC north com cousins nos vikings e o khalil Mack nos bears vai ser ainda mais apertada.
    Por fim os Pats com Brady e Belichick têm de ser (mais uma vez) os favoritos ao título e os Rams com a adição do brandin cooks, do ndamukong suh, do Marcus Peters e do aqib talib (assim como com a renovação do Aaron Donald) vão ter uma top 5 defense e uma top 5 offense e serão os favoritos a chegar à super bowl por parte da NFC. Por isso a minha previsão é Patriots-Rams na final.
    Outra boa noticia é o facto do Deshaun Watson (para mim o maior talento da liga) estar de volta a 100%. Com ele, os Texans podem sonhar.

    Por fim, acho que a previsão dos Jets é demasiado baixa. Eu acho que os Jets com o Sam Darnold, com a adição do Crowell ao backfield e uma defesa com algum talento em certas posições (principalmente a safety e na D-Line) e se mantiverem o Todd Bowles ganham no mínimo 5 a 6 jogos.

    P.s: O mychal Kendricks já foi dispensado dos Browns após ser acusado de insider trading, Oakland dispensou o m.bryant e o Eric Decker reformou-se alguns dias antes de sairem as listas dos 53 man roster.

    • Mexicano
      Posted Setembro 5, 2018 at 7:51 pm

      A dispensa do Jordy só foi ridícula para quem não viu o último ano. A juntar a isso, um dos WR – Cobb ou Nelson – tinha de sair devido ao seu salário. Obviamente foram pelo mais novo e versátil, além de ser o que complementa melhor o Adams.

      Os Rams não vão ser top 5 D. Têm o que é muito provavelmente de longe, o pior grupo de LB’s, o que numa 3-4 D é só a pior coisa que pode acontecer. Têm zero outside pass rush e estão a contar com Suh voltar aos tempos de Detroit com a sua pass rush E, ao mesmo tempo, contar que ele se habitue a fazer 2 gapping, nem que seja ocasionalmente, algo que não o estou a ver a fazer. Suh é um run stopper, não mostra grande pass rush há mais de 2 anos. A secondary dos Rams é curta. Têm dois bons safeties e dois corners above average (se o pessoal não for pelos nomes, veria a verdade em relação ao Talib e principalmente ao Marcus “alérgico às placagens” Peters).

      O ataque dos Rams é bom, mas veremos como se vai manter o sistema de McVay. A coisa mais subvalorizada na NFL é a capacidade das defesas se adaptarem após uma offseason inteira a estudar tape. E quero ver como Goff, que não mostrou ser mais que average, se vai portar. A OL está toda a apoiar-se num dos melhores LT da última década mas que faz 37 anos em Dezembro. Atrás dele tem zero.

      Quanto ao Deshaun Watson, digo o mesmo que disse em relação ao McVay. Vamos ver o que uma offseason de tape faz. Perdido no hype está a quantidade absurda de INT que teve, mais as que foram “dropped”.

      Os Jets têm dos piores rosters da liga. Zero pass rush, zero corners e dois sophomores numa posição que convém ter experiência (safety). O ataque, além de dois WR’s é um deserto de talento. Darnold vai ter muita tareia pela frente.

    • Post Author
      Sergio C. Pereira
      Posted Setembro 5, 2018 at 4:02 pm

      O problema com os Jets é que para cada motivo que dá esperança, há 2 ou 3 que levantam muitas dúvidas. Sam Darnold dá boas indicações, mas será o QB mais jovem de sempre a titular e essa inexperiência/verdura pode pagar-se cara, ainda mais quando a oline não é famosa e vai deixá-lo várias vezes sobre pressão. A secondary não é má, mas de pass rushers (excepção Leonard Williams), linebackers e principalmente special teams estão mal servidos. O Bowles nem é mau treinador mas tem uma gestão de último quarto que faz inveja ao Andy Reid. E por fim o calendário é muito difícil, 7 jogos contra equipas de playoff e 2/3 contra possíveis wild-cards. Talvez até ganhem os jogos em casa contra Dolphins, Bills, Broncos e Colts (o único que lhes dou de barato) e roubem 1 ou 2 na estrada, mas aquele duelo de divisão na Week 2 deve ser a diferença entre uma época com 1/2 vitórias e uma com 5/6.

  • Visão de Mercado
    Posted Setembro 5, 2018 at 1:53 pm

    Se estão interessados em competir no Fantasy da NFL enviem nome e email para visaodemercadonfl@gmail.com e aceitem o convite da liga “Visão de Mercado – NFL”.

    A Liga vai ter um máximo de 20 participantes.

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