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NFL, semana 1: Dallas estraga festa dos campeões; Regresso às aulas para a defesa de Pittsburgh, o Professor Peyton está de volta

Jogos da semana: 
New York Giants 17 – Dallas Cowboys 24: A defesa do título começou em casa contra um
rival de divisão. Dallas são, para os Giants, o adversário ideal para iniciar uma época como
campeão: nenhuma equipa e nenhum dono sofre mais por ver um rival receber o troféu
do Superbowl. No início houve sofrimento. Mas no final, Jerry Jones que sorria. O jogo foi
pobre. Durante a primeira parte os ataques não conseguiram ganhar balanço e os pontos
só surgiram a partir de um erro de Romo que, mesmo pressionado, lançou uma bola para o
meio do campo, permitindo uma intercepção fácil para a defesa de NY. Apesar de limitarem
os Giants a um field goald, parecia que Romo voltava aos maus hábitos de sempre. Pareceu,
mas não aconteceu. Romo seguiu, a partir daí, para uma exibição sem falhas, alterando
inteligentemente as jogadas sempre que a defesa adversária assim obrigava, e descobrindo
um surpreendente novo alvo favorito: Kevin Ogletree . Com a linha secundária dos campeões
desfeita por lesões, Romo e Ogletree aproveitaram para desequilibrar o jogo de forma
decisiva. Do outro lado do campo, a aposta de Dallas em reforçar a defesa com Corner-Backs
parece ter sido um sucesso. Os texanos cobriram quase na perfeição os alvos de Manning,
especialmente os perigosos receivers. A equipa dos Cowboys parece mais que preparada para
uma época ao mais alto nível. A dos Giants ainda não.
Denver Broncos 31 – Pittsburgh Steelers 19: Eu duvido que haja algo mais interessante no
desporto que ver um Quarterback de topo a analisar a defesa e seleccionar as jogadas a fazer
durante os 40 segundos que as equipas têm para preparar o ataque. De todos os grandes que
aprecio ver a fazer isso, Peyton Manning é sem dúvida o melhor. Tem sido, basicamente, o
seu próprio coordenador-ofensivo nos últimos anos. E é um Playcaller fenomenal. É, também,
um dos grandes QB de sempre. Vê-lo novamente a entrar em campo só não me emocionou
imediatamente porque, na verdade, não era certo que aos 36 anos e depois de 1 ano parado
e 4 cirurgias ao pescoço, ele conseguisse ainda jogar ao nível a que nos habituámos a vê-
lo. Começou lento e a defesa de Pitts castigou-o. Se calhar foi pelo melhor. No 2º período,
Peyton entrou com mais confiança e começou a dirigir o ataque em no huddle (sem formação,
diminuindo a preparação do ataque mas aumentando o ritmo e dificultando o trabalho à
defesa) usando o tal lendário playcalling – conhecimento de jogadas e capacidade de leitura
da defesa. Cada vez que a fantástica defesa de Pitts atacava Manning com um Blitz, ele lia
e ajustava. Há uma altura do jogo em que, sempre que Polamalu, o grande defensor dos
Steelers, se punha mais atrás no campo, Manning decidia apostar no run. Depois quando a
defesa, e Polamalu, se aproximavam para fechar o run, ele atava com a extraordinária precisão
do passe. A determinada altura, Polamalu avança para a linha defensiva para ir para cima de
Manning. O QB, com todos em posição, altera a jogada, percebendo que o Blitz virá. Polamalu
recua, mas segundos depois avança novamente, preparando-se para atacar Peyton. Peyton
pára a preparação outra vez e pede time-out. Foi absolutamente maravilhoso ver um mestre a
jogar contra uma grande defesa com grandes jogadores, e a desfazê-la, posse a posse, jogada
a jogada. Com Tracy Porter a confirmar ser uma grande adição de off-season para a defesa,
mostrando com Von Miller que também esse lado é de elite, Denver é um sério candidato ao
Superbowl. 
Outras notas: 
– Os 49ers mostraram que o ano passado não foi flop e dominaram um dos grandes favoritos,
na casa deles. Aaron Rodgers continua fenomenal, e os Packers são muito candidatos ainda,
embora precisem de melhorar o run para equilibrar o ataque. No entanto a história é mesmo
São Francisco e o seu ataque equilibrado e defesa monstra. 
– Os Pats, Ravens e Houston confirmaram ser das equipas mais fortes da liga e atropelaram
os adversários. A qualidade das defesas de Houston e Ravens não surpreende ninguém, mas
quando Tom Brady tem na defesa 3 rookies fantásticos, toda a liga fica assustada. 
– Washington foi a casa de Brees ganhar aos Saints. O miúdo Richard Griffin III mostrou
tremenda qualidade e a equipa de New Orleans confirmou que o ano sem treinador será
complicado. De qualquer maneira, a revogação dos castigos dos jogadores da defesa implicará
melhorias numa defesa que foi presa fácil para rookies. 
– Os Jets ganharam, Mark Sanchez jogou largo e Rex Ryan parece ter uma equipa unida com
boa atitude. Não, a sério.

Destaques da 1ª semana?

Luís Figueiredo

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