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NFL, Semana 3: Surpresas e descontrolo; Quem tem mão nesta liga?

Semana louca na liga americana de futebol. Os árbitros continuam em greve e, pelo que dizem fontes próximas das negociações, a liga e os homens das riscas nem sequer estão perto de um acordo. Assim, continuamos com pessoal amador e muita controvérsia nos jogos. Esta semana vimos lutas/rixas/moches em vários estádios, algo que é bem indicativo da cada vez mais evidente falta de controlo dos árbitros nos jogos. Vimos também 2 treinadores a perseguirem oficiais depois de jogos acabarem para pedir explicações sobre algumas chamadas feitas. Ora isto é o acumular de más decisões, da liga e dos árbitros, que levas os profissionais ao desespero. Recordemos que a liga enviou um documento oficial a todos as equipas em que avisava os staffs para não pressionarem de qualquer maneira os árbitros durante os jogos, pois eles já tinham dificuldade suficiente sem a pressão directa de treinadores. Claro que, quanto mais a liga toma estas medidas, mais se percebe o desespero em que a própria se encontra. De modo pouco surpreendente, o objectivo de facilitar a vida ao pessoal que atira as bandeiras ficou longe de ser alcançado pois o que acontece é que, agora, os árbitros precipitam-se em assumir que qualquer chamamento ou grito ou excitação por parte do banco, dirigida a eles, são tentativas de pressão ou falta de respeito. Foram marcadas faltas antidesportivas a treinadores e coordenadores, algo que nunca tinha visto antes desta semana. Não foi só isto. É que as coisas estão cada vez piores e, como veremos ao longo da análise desta semana, nota-se.
RAVENS 31 – PATRIOTS 30: O espelho do que é a liga nesta altura. Duas grandes equipas e uma grande confusão. Bill Belichick, um dos grandes treinadores da história do jogo, acabou a perseguir um árbitro no final do jogo por ele nem sequer ter revisto o chuto que decidiu o vencedor. Com 2 segundos para jogador, a equipa de Baltimore tinha o chuto para ganhar um jogo incrivelmente emocionante. A bola foi dentro dos postes? Ainda ninguém percebeu bem. A bola passou por cima do poste e não se consegue ver com certeza se foi dentro ou não. De qualquer maneira o árbitro deu a bola como boa, a vitória aos Ravens e procedeu a correr do campo para fora quase a fugir de mais outra decisão. Foi um jogo emocionante, mas absolutamente horrível. Pausas, decisões péssimas, confusões entre jogadores… o que já é habitual com estes árbitros. Seja como for Joe Flacco, Ray Rice e em especial Torrie Smith, que jogou poucas horas depois de tomar conhecimento da trágica morte do seu irmão num desastre de moto, fizeram excelentes jogos que acabaram por desequilibrar um jogo duro. Patriots estão com dificuldades em acertar o ritmo, definir o jogo pelo chão (run) e substituir o dinâmico Aaron Hernandez, Tight End que se lesionou na semana passada.
VIKINGS 24 – 49ERS 13: Senhoras e senhores, Christian Ponder. Uma das melhores equipas da liga foi claramente batida por uma que não é assim tão boa. Ou será? Com este QB que, mesmo não tendo feito um jogo perfeito, executou maravilhosamente nos momentos certos, e com esta defesa tão forte, será? E nem tiveram um jogo fabuloso de Adrian Peterson, apenas o suficiente para deixar a defesa de São Francisco em sentido de modo a facilitar o trabalho ao miúdo Ponder. Será?
CARDINALS 27 – EAGLES 6: “Será?”,parte 2. Cardinals estão imbatíveis e jogaram com Patriots e Eagles. Assim, este “será” é cada vez menos uma hipótese e cada vez mais um “é”. Facilmente uma das melhores defesas da liga, a unidade tem carregado a equipa. Apesar de ter ainda um ataque que precisa de melhorar para equilibrar a equipa, esta equipa é a surpresa do ano até agora. Quanto à equipa de Philadelphia, provaram-me que têm um ataque fraco. Não em termos potenciais, com certeza, mas mentalmente e em termos de consistência são um desastre. Não só não produzem pontos como os oferecem. A péssima protecção de Vick e total desconcentração na maioria dos momentos do jogo por parte do QB fazem com que considere uma sorte a equipa ser dona de um record de 2-1 e não de 0-3.
FALCONS 27 – CHARGERS 3: Mais 2 equipas que comprovaram a opinião que tinha delas. Falcons candidatos ao Superbowl, fizeram um jogo quase perfeito. Chargers não se sabe bem o que são, seja o que for não é nada de especial. Como outros ataques talentosos da liga, os turnovers fazem com que um ataque que podia ser bom seja pobre.
TEXANS 31 – BRONCOS 25: Foram 45 minutos de grande futebol pela equipa de Houston e 45 minutos de grande desconforto para Manning. Nos últimos 15 foi o contrário mas a defesa de Wade Phillips, a melhor da liga, subiu de nível no fim para garantir a vitória. JJ Watt? Cuidado!
SEAHAWKS 13 – PACKERS 12: Grande jogo defensivo por parte das 2 equipas. Mesmo sofrendo 9 (sim, 9!) placagens ao QB, Rodgers e o seu ataque foram melhores e, basicamente, ganharam o jogo. Depois, e acabei de ver isto em directo, os árbitros, e tenho pena em bater no ceguinho mas este ceguinho também é daqueles que gosta de levar, deram o jogo à equipa da casa. Ofereceram-no. Houve interferências de passe marcadas ao contrário, outras não marcadas e posses de bola que os árbitros decidiram mal nos últimos 2 minutos, sempre contra Green Bay. O erro crasso foi cometido na jogada decisiva, em que o QB de Seattle atirou um Hail Mary para a endzone de Green Bay. Nesta jogada de desespero não só um jogador dos Seahawks fez uma falta clara ao jogador defensivo dos Packers, como lhe foi atribuída a posse de bola que ele nunca teve. Ao disputar a bola no ar com outro membro da defesa dos Packers, foi o jogador de Green Bay que caiu com a bola no chão, havendo posteriormente uma disputa pela posse irrelevante. Depois de vermos um árbitro a contradizer outro na decisão de campo, que era já mau pronúncio, fomos dar com o oficial principal a decidir mal o lance em directo para todo o mundo ver, após aquilo que eu presumo tenham sido várias visualizações do mesmo num ecrã full hd. Quase que aposto que esta semana algo acontecerá relativamente aos árbitros da NFL. Foi pena é termos chegado a este ponto.
Outras notas:
– Giants a ganharem força, Pittsburgh a perdê-la. Chicago, Jets e Dallas ganham mas não encantam ninguém.
– Jamaal Charles, uau. 233 jardas pelo chão e 55 a receber. Ajudou a enterrar mais os Saints; Andy Dalton é o QB do futuro, não haja dúvidas. Bengals passam para 2-1 em Washington. Maurice Jones-Drew, talvez o melhor running back da NFL neste momento, é os Jaguars. E não corre só, também ganha.

Destaques da semana 3?
Luís Figueiredo

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