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NFL, semana 9: O mistério das surpresas desaparecidas

Esta semana podemos ser convencidos. Estamos confiantes de que já conhecemos bem as equipas e não há muito que elas possam fazer que nos faça perder a cabeça. Isto torna-se importante num ano que teve um início louco e completamente imprevisível. Por isso seguimos de imediato para as melhores equipas e as exibições da semana, deixando prometida uma rubrica especial regras para breve. Porque há pessoas que vão começando a ver e a gostar do jogo embora ainda não conheçam todos os termos. Assim, na altura dos Playoff, já todos trataremos a NFL por tu.
Melhores equipas:
– Pittsburgh Steelers: Nunca nos coibimos de o dizer que eles haviam de vir. E cá estão eles. Com um monte de lesões, os Steelers deram esta semana uma amostra do que se pode esperar deles no playoff. É, basicamente, tudo aquilo que esperamos deles sempre: corrida, defesa, dureza, vitória. Depois de ganharem aos Giants; depois da fantástica performance de Redman, o terceiro RB da equipa; depois de tornarem inconsequente um dos ataques mais poderosos da liga; vocês sabem de que é que nós estávamos a falar.
Chicago Bears: Ok, ok, que chatos. São bons. São muito bons. Mas admitam que a defesa marcar tantas vezes 2 TD por jogo ajuda. Admitam. É que ainda não tenho a certeza desse ataque. O Cutler é inconsistente e tem uma péssima atitude. Têm um bom grupo de receivers e um bom grupo de corredores, eu sei. E por isso é que digo que são bons. Mas elite da elite? Candidatos ao título? Depende aí do QB. Ok? Está aí alguém?
Tampa Bay Buccaneers: Não são a melhor equipa do mundo, mas também ninguém gosta de malta que seja muito boa, pois não? Metem um bocado de nojo. Podia mais um vez ter posto Doug Martin nas boas exibições, mas os Bucs já vão com 2 vitórias seguidas e são umas das equipas da NFL com jogos mais excitantes. Sim, porque a defesa é um bocado podre. Mas também porque são capazes de produzir pontos que, na verdade, não são brincadeira nenhuma. Ah, e têm Doug Martin. Esta semana… 251 jardas a correr.

Melhores Exibições:
Marshall Lynch: Os Seattle Seahawks são uma equipa muito interessante. A culpa disto divide-se entre um bom trabalho do treinador, uma boa defesa e uma máquina no running game. Lynch teve um jogo de 124 jardas, que, sendo bom, não é particularmente surpreendente. Mas a consistência deste jogador e, acima de tudo, o poderio físico (jogador com mais jardas a correr depois de contacto) fazem dele um dos melhores jogadores da liga este ano.
Andrew Luck: Preparados? Comparações com Peyton Manning no lugar? Vai! Verdade seja dita, achávamos que isto ia acontecer daqui a 3 anos, talvez 2. Mas a verdade é que Luck é muito bom. Ninguém acreditava que os Colts conseguissem exibir-se a bom nível este ano, quanto mais lutarem pelos playoff. Mas com um QB a bater o record de rookie de jardas em passe num jogo (433), permitindo que 4 dos seus receivers fizessem pelo menos 70 jardas, tudo é possível.
Jason Witten: Não fez um jogo monstruoso. E os Cowboys até perderam. Jason Witten fez um bom jogo, como faz sempre. Um dos melhores jogadores da liga nos últimos 10 anos, o Tight End de Dallas é o esteio deste franchise. Merece todas as homenagens possíveis. Esta semana bateu o record de recepções por um jogador na história do clube. Witten é um exemplo de qualidade e consistência e, desde que acompanho este desporto, uma marvilha de ver jogar.

Maiores desgraças:
Grupo de Receivers dos Packers: A minha opinião relativamente ao pessoal de Green Bay não muda: com os Giants, são a equipa com mais potencial da liga. Provavelmente porque têm o melhor QB. No entanto, quer Rodgers quer a equipa, a não ser que espalhem magia, vão sempre desiludir porque todas as semana se espera deles a tal magia. Mas há que dizer que, especialmente no grupo de receivers, a atitude tem de mudar. A quantidade de passes que eles deixam cair é completamente assustadora. Não é técnico, porque este é o melhor grupo de receivers da liga. Randall Cobb, o versátil jogador dos Packers, está a provar ser uma das armas mais interessantes da liga a nível ofensivo, logo no seu 2º ano. Assim, o trabalho mental que este pessoal tem de fazer necessita de ser feito já. Mais à frente arriscam-se a pagar caro a brincadeira.
Linha Ofensiva dos Eagles: Nem tudo tem sido um desastre em Philadelphia. Mas quase tudo. Já os criticámos muito aqui, especialmente Vick. Há que ser honestos. Nesta altura Vick não pode jogar bem porque, basicamente, não está a ser protegido. Parece que em todas as jogas ele ou está no chão ou com uma mão na cara. Podem trocar de QB, podem trocar de treinador, podem pôr uma máquina a mandar bolas para os receivers. É estragar material.
Christian Ponder: Já foi elogiado. Aqui e por essa internet fora. Agora que toda a gente percebeu o que ele sabe fazer, não demonstra qualidade para contrariar as contrariedades. Assim, e apesar da magnifica temporada de Adrian Peterson, não se espera muito mais dos Vikings este ano.
Luís Figueiredo

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