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«A nossa estratégia não passa por ter Bernardo Silva como lateral e era isso que estava a acontecer»

Nos duelos contra equipas do mesmo nível (hoje, no Mundial frente à Espanha, ou Europeu contra a Croácia e França) Portugal, apesar dos resultados positivos, tem sido quase sempre dominado na Era Fernando Santos, e hoje não foi excepção.

Fernando Santos reconheceu Portugal teve muitas dificuldades frente à Itália, apesar de ter destacado que a selecção foi melhor na segunda parte. “Houve mais sofrimento na 1.ª parte, tivemos muitas dificuldades. Sabíamos bem o que o adversário fazia. Tivemos de adaptar alguns aspetos táticos do jogo. Sabemos dos momentos do meio-campo da Itália, ganham muitas segundas bolas. Fizeram isso muito bem com a Polónia. O movimento do Insigne para dentro criava muitos problemas e o Cancelo não fechou sempre o jogo, o que fez com que o Rúben baixasse demasiado. Com isso, o Pizzi e o William não conseguiam controlar os outros três jogadores. Um dos médios fazia um movimento muito vertical, apanhava o Mário Rui em desequilíbrio contra dois jogadores. Tentei passar a mensagem para dentro de campo, chamei alguns jogadores ao pé de mim. Penso que a partir dos 25 minutos, quando perceberam o que estava a acontecer, conseguimos melhorar, mas faltou-nos bola e discernimento. Depois também caímos no exagero de sair a jogar na nossa zona defensiva, perdemos algumas bolas por isso. Quando o jogo está assim e não conseguimos acertar, o que disse ao intervalo é que é preciso chutar para a frente, para o avançado segurar. Ao intervalo as coisas melhoraram, os primeiros 15 minutos já foram mais equilibrados. A partir dai não houve mais sufoco. O jogo ficou equilibrado. A partir daí fomos em crescendo, retirando a bola à Itália, que deixou de ter condições para pressionar e teve decorrer atrás da bola. O resultado acabou por ser justo a partir do momento em que Portugal foi melhor na 2.ª parte”, começou por dizer. Já questionado sobre a aposta em João Mário, referiu: “Era importante contar com jogadores que tivessem bola. A nossa estratégia não passa por ter Bernardo Silva como lateral e era isso que estava a acontecer. Ao intervalo colocámos Pizzi numa posição que ele bem conhece e passámos Bernardo Silva para zonas mais interiores, para dar outra consistência. Depois Pizzi estava um pouco cansado e a entrada de João Mário, que é um jogador com bola, ajudou-nos e a equipa foi melhorando”.

5 Comentários

  • Tiago Silva
    Posted Novembro 17, 2018 at 11:03 pm

    Uma estratégia muito interessante por parte da Itália com um início de construção a 3 com Florenzi, Bonucci e Chilli níveis, sendo que o Biraghi subiu imenso no flanco para o Insigne jogar mais no centro, entre-linhas. Depois o Jorginho esteve mais subido para decidir, e Barella esteve um bocado perdido ali no meio.

    Depois aquela pressão asfixiante na primeira parte não nos deixou sair a jogar, aguentamos bem esse período e foi por aí que conseguimos o pontinho.

  • Jeremias
    Posted Novembro 17, 2018 at 10:52 pm

    O futebol pode não ser, na maior parte das vezes, o melhor, mas a verdade é que é de louvar a frontalidade de Fernando Santos ao falar bem e literalmente de bola

    • Pedro Leal
      Posted Novembro 18, 2018 at 9:01 am

      Concordo inteiramente contigo, é bom ver o Fernando Santos a falar do jogo, pois não só fala bem como disseste como não se me a inventar ou a arranjar desculpas.

    • Xyeh
      Posted Novembro 18, 2018 at 2:28 am

      Isto, é bom quando os treinadores falam de futebol, um dos que mais dá gosto ouvir falar é o Vitor Pereira, o Sérgio Conceição também sabe falar mas perde mais tempo com outras coisas, faz falta ao futebol português que se fale mais de futebol.

  • Le Samourai
    Posted Novembro 17, 2018 at 10:45 pm

    De facto a mudança para 4-4-2 foi o que nos permitiu segurar o jogo

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