Concorda? Faltam mais regras que limitem o anti-jogo, uma básica passava por admoestar todos os jogadores da equipa que infringiu que agarrassem a bola depois do árbitro apitar. É que actualmente, para evitar as reposições rápidas, as equipas adoptam todo o tipo de truques para não serem apanhados em desequilíbrio nas transições defensivas.
O IFAB, organismo que regula as leis do futebol, definiu algumas alterações às regras, que vão entrar em vigor no dia 1 de julho. A partir de agora “um golo marcado com a mão ou braço (mesmo de maneira acidental)” será sempre invalidado. “Um jogador que marque ou crie uma oportunidade para marcar depois de ter a posse/controlo da bola com a mão/braço (mesmo de maneira acidental)” também verá o lance ser anulado.
Outras alterações:
Posição do guarda-redes nos penáltis
Os guarda-redes vão passar a precisar de ter apenas um pé na linha de baliza na defesa de grandes penalidades, ao contrário da lei antiga, que obrigava os guardiões a manterem-se na linha
Cartões para os treinadores
Até agora os árbitros advertiam ou expulsavam. Na próxima época passam a admoestar com cartões amarelos e vermelhos.
Substituições
Os jogadores têm de sair pelo caminho mais curto e não ir ao meio-campo, à zona tradicional de substituição.
Pontapé de baliza
Vai passar a ser permitido que a bola não deixe a grande área num pontapé de baliza ou num livre no interior da área.
Bola no árbitro
O árbitro pode interromper a partida e recomeçar com uma bola ao solo sempre que a bola bater no seu corpo.


46 Comentários
Pedro Salgado
Devia existir uma adenda especifica para o futebol português relacionada com a assistência médica – um cancro. Sempre que um jogador a solicitasse teria de ficar obrigatoriamente 5 minutos fora (4º árbitro controlava) para recuperar muito bem, excepto se o jogador adversário levasse cartão. No caso do Guarda-redes parava o relógio de facto, independentemente dos descontos.
CarlosFCP
Só espero é que não acabem com a regra do golo fora
Se fizerem isso, que façam uma superliga europeia, clube que não são milionários deixaram de fazer participaçoes relevantes nas competições europeias
Não percebo como é que a maioria dos treinadores apoiam essa medida
PGDuarte
Concordo contigo.
Acabar com o golo fora beneficia (na minha opinião) a equipa da segunda mão que joga em casa, porque irão haver muitos mais prolongamentos e séries de pénaltis a jogar frente aos seus adeptos.
CarlosFCP
Como é que beneficia a equipa da segunda mão que joga em casa?
Acaba por beneficiar quem faz o segundo jogo fora porque se vir o adversário a igualar o número de golos, já não segue em frente, terá de jogar mais meia hora
Será a machadada final para os clubes mais fracos.
picoisland
Se bem li no jornal As, também haverá alteração na recarga aos penalties. Dizia que em caso de defesa do GR, o jogo recomeçaria com pontapé de baliza. Assim, passa a não existir possibilidade de recarga
Diogo Moura
Continua a faltar uma regra essencial, sempre que o GR é assistido, o cronómetro parava. É após ser assistido 3 ou 4 vezes no jogo, teria de ser substituído.
Joga_Bonito
Concordo.
Hirok "The Truth"
Não concordo com as substituições, vai tirar aquela parte bonita dos aplausos ao jogador que está a sair, (só não concordo quando estão muito tempo para sair para queimar tempo)..
O dos treinadores em vez de serem expulsos logo, irão ver apenas o amarelo, ou seja podem mandar vir ainda mais uma vez até pq cá em Portugal as expulsões aos treinadores vale 0..
A mão na bola inda bem que não é contra os defesas, pq aí ía-se ver os avançados todos a fazer tiro ao alvo as mãos dos defesas, mas mesmo assim não concordo de todo, mas tambem são situações que acontecem pouco durante o jogo, nada demais..
De resto a posição dos pontapés de baliza é igual, até pq nem é usada essa situação para queimar tempo (o que até é estranho cá no tugão mas ainda bem..)
A posição do GR é indiferente, desde que não se defenda 2m à frente quase em cima da bola como já vimos em jogos europeus..
RicardoFaria
Aquilo que mais me preocupa é o anti jogo que é feito mas que ninguém parece querer contrariar..
No dia em que se começarem a dar amarelos e segundos amarelos aos jogadores que demoram nos lançamentos, nos pontapés de baliza e por aí fora se calhar as equipas deixarão de perder tanto tempo.
Espero que alguém comece a pensar nisto em vez de regras que não mudam nada aquilo que já existe como por exemplo os amarelos aos treinadores..
Saudações DesPortistas!
PGDuarte
100% de acordo.
Algo que me tem incomodado muito é o tempo que os GR tem a bola na mão. Não sei se a regra dos 6 ou 12 seg, ou lá o que era, já caiu ou não.
Tenho reparado tanto nisso que comecei a cronometrar. Nas mais variadas equipas é um exagero o tempo que os GR demoram a repor a bola em jogo enquanto agarram, olham para trás, esperam que todos saiam, olha para a equipa, levanta os braços a mandar juntar a equipa, bate três vezes no chão e só depois chuta. Apanhei o Neuer num jogo a demorar 42 seg para repor em jogo.
RicardoFaria
Também não sei se essa regra (acho que eram 5seg) continua válida mas penso que não.
Imagina se juntares a esses 42seg, os vários momentos em que um GR ou outro colega de equipa perdem tempo.. é ridículo.
Se calhar se os árbitros mostrassem os cartões logo na 1a vez que o jogador perde tempo e depois espetassem com um vermelho, talvez as coisas melhorariam..
De qualquer forma, parece-me que este tipo de regras não vão acontecer tão cedo, infelizmente.
Saudações DesPortistas!
SENSEI
O que está errado no futebol não é ser tempo corrido ou não. É sim as mentalidades. Cronometrar o jogo pode acabar com o anti-jogo para queimar tempo, mas não acaba com o anti-jogo de atrasar reposições de bola, como bem refere o VM. Para melhor mudar as mentalidades a medida correta seria punir mais severa e frequentemente qualquer comportamento anti-desportivo, tal como o de forçar amarelos (não entendo como muita gente não vê isso como um comportamento anti-desportivo, contra a ética e verdade do jogo).
RicardoFaria
Concordo mas é muito difícil mudar mentalidades.
Punir quem faz anti-jogo é uma solução.
Relativamente aos cartões amarelos, não concordo até porque seria muito difícil de saber punir um jogador que não fosse burro (bastava uma charruada bem dada e levava o amarelo).
Saudações DesPortistas!
Khal Drogo
Tem de ser cronometrado o jogo! Duas partes de meia hora e estava feito. Acabava-se definitivamente o anti-jogo porque não havia motivação para tal.
André Dias
Concordo plenamente. Essa é a melhor forma de erradicar o anti-jogo. O cronómetro pára sempre que o jogo parar e deixa de haver perdas de tempo. É bastante simples. E tendo em conta que o tempo útil de jogo anda nos 55-60 minutos, duas partes de meia hora é o indicado.
Khal Drogo
Precisamente, André Dias. Em Portugal, se não estou em erro, o tempo útil de jogo nem chegava aos 50 minutos… Logo, estaria aqui outra vantagem: os adeptos pagavam para ver 60 minutos e viam 60 minutos.
André Dias
Exactamente. A nossa liga era uma das piores competições nesse aspecto. Cronometrando os jogos ganhavam os adeptos, tal como dizes, e ganhava o próprio futebol. Sem poder recorrer ao anti-jogo as equipas teriam que tentar outras estratégias e penso que isso seria positivo para a evolução táctica da modalidade.
Tiago Silva
Nem mais Khal Drogo, totalmente de acordo.
Khal Drogo
Infelizmente, não vejo isso a acontecer.
Hirok "The Truth"
Concordo cntg Khal Drogo, mas estamos a falar de Futebol e devido às transmissões não seria possivel, pq nunca se saberia o tempo total do jogo e para as televisões isso era mau e são elas que pagam para ter os jogos, no futsal é bonito e etc, mas é uma modalidade com pouca visibilidade em que só vemos jogos 1 ou 2 por semana e sempre dos mesmos, agora o futebol é jogos quase todos os dias uns a seguir aos outros é complicado..
Khal Drogo
Percebo o que quer dizer, Hirok. Mas como diz o André Dias, há casos bem sucedidos em desportos cronometrados.
André Dias
Nos EUA o que não falta são transmissões televisivas de sucesso e os desportos são cronometrados.
RicardoFaria
Não queria que fosse necessário entrar por aí Kahl Drogo mas talvez seja uma das melhores possibilidades.
Uma coisa é certa, a perda de tempo iria acabar e quem ganha com isso são os adeptos que pagam balurdios pelos bilhetes para ver muito pouco tempo útil de jogo.
Saudações DesPortistas!
Khal Drogo
Também partilhava da sua opinião. Mas já percebi que a única maneira de acabar com o anti-jogo será adotar uma medida drástica como a que referi. Mas duvido que algum dia venha ser implementada. Por algum motivo, interessa a quem decide que o futebol continue a ser um desporto desatualizado.
RicardoFaria
Também concordo que é preciso uma medida drástica e por isso é que falei nos vermelhos por perder tempo.
Espero que seja feito algo e rapidamente mas se calhar tens razão e há quem não queira parar com este tipo de situações.
Ps: podes tratar-me por tu eheh
Saudações DesPortistas!
Khal Drogo
Também seria uma medida interessante!
Anotado! Saudações.
Rui Miguel Ribeiro
Much ado about nothing.
ACT7
Concordo com a regra do golo marcado com a mão.
Discordo com os cartões aos treinadores, alguns treinadores tugas vão adorar os cartões, até porque no limite em vez de ser expulsos vão levar o 1o amarelo.
Faltou ao VM falar da nova moda do anti jogo que é a regra de a bola ter de sair da área, alias a minha equipa do distrital já usávamos isso à para aí 7 ou 8 anos e parece que só agora chegou a 1a liga.
ACT7
My bad, vi agora que o vm referiu isso.
Zebentao
A meu ver as regras do futebol devem ser simples e não abertas a discussão. Posto isto não entendo uma regra que dependendo do local ou situação de jogo tem interpretação diferente. Se num lance de golo bola na mão ofensiva é falta, porque não é também no mesmo lance defensivamente? E se for no meio campo também não é? E se essa falta no meio campo for considerada que originou um lance de golo? Juro que não enteno está fobia de complicar as regras.
Outra é a bola no árbitro que “pode” marcar bola ao solo quando a bola bater no seu corpo. Pode? Então quando lhe apetecer apita, quando estiver num dia mau, não apita…
Quanto às restantes, as substituições, cartão amarelo para treinadores ((espero ver muitos a
sair) e pontapé de baliza acrescenta valor ao jogo, as restantes parecem não ser relevantes…
SENSEI
Acho que o “pode” do árbitro é mais para funcionar como a lei da vantagem. Se importunar claramente a equipa ofensiva, deve parar o jogo. Faz sentido.
Joga_Bonito
Más decisões. Só concordo com a questão dos treinadores serem admoestados e com as mudanças nas substituições.
O resto é perigoso. O caso da mão agora invalidar sempre coloca questões. A FIFA sente não ser capaz de ajuizar correctamete então diz “anule-se tudo”. É a mesma ideia que na justiça se diz que quando alguém aparece com uma acusação, como teremos sempre dúvida, condene-se, porque assim evita-se supostamente que um culpado escape. Esquecem-se dos inocentes assim condenados.
É difícil ajuizar esses lances?Sim, mas casos há em que são claramente intencionais, assim como outros são não-intencionais. É cobardia pura da FIFA que procura fugir a ter a responsabilidade de decidir.
E como sempre, esta psicologia co barde far-se-á às custas de, em outros casos, ser prepotente e agir desproporcionalmente.
Um exemplo: nos mundiais a FIFA dá amarelos por tudo e por nada e nas entradas assassinas, algumas claramente para lesionar, acobarda-se.
Isto é fumaça para iludir.
E o que temos
Podes explicar porque é que a questão da bola no arbitro, posição dos redes nos pénaltis e pontapé de baliza são más decisões?
Joga_Bonito
Porque abrem portas a manipulações fáceis da situação. Os jogadores tentarão tirar partido da situação.
SENSEI
A parte relativa à justiça, posso dizer que está errada. Em “caso se dúvida”, ou se prova a acusação ou o acusado sai livre, é o chamado princípio “in dubio pro reo”.
Uma coisa que a FIFA fazia bem era basear algumas das regras do futebol nos princípios do Direito.
Joga_Bonito
Isso é o que está em princípio na lei. Eu refiro-me é à prática, onde bastas vezes as pessoas são condenadas sem provas, pressionando-se os juízes a queimar vidas humanas em nome da paranoia securitária.
Rodrigo Ferreira
Acrescentava essa regra do anti-jogo e outra relacionada com as substituições. Tal como noutros desportos podia-se substituir jogadores sem parar o jogo. Com tanto árbitro já não há motivo para confusões.
Estigarribia
Rodrigo,
Concordo com essa ideia das substituições. No futsal, por exemplo, isso é feito.
Miss Piggy
Para mim, mais do que isso do agarrar a bola, era parar o relógio em cada interrupção a partir dos 70/80 minutos. Acabava-se logo com o antijogo nas retas finais das partidas.
JoaoMiguel96
Isto tem efeitos retroativos? É só para saber se o Sporting ainda podia ganhar o campeonato do Peseiro (?).
JoseRibeiro
Foi o do Paulo Bento em 2006/2007 (se te estás a referir ao golo com a mão do Paços de Ferreira em Alvalade). E nesse caso foi bem intencional. E já agora, se for com efeitos retroactivos bem nos poderiam dar o dinheiro que nos foi roubado no acesso à Champions em 15/16 da eliminatória contra o CSKA quando o Doumbia usa a mão para marcar um golo), ou na passagem aos oitavos em 14/15 por causa d roubo contra o Schalke.
JoaoMiguel96
My bad, pensava que tinha sido com o Peseiro.
Dang, a diferença que um título ou passagens na Champions podiam fazer é por demais evidente. Sr já houvesse var nessa altura…
masterDC
Relembro também o primeiro golo do Bilbao em 2011/2012 na 2ª volta das meias finais da Liga Europa, quando no 1º golo penso que foi o Schaars a sofrer uma falta que não foi assinalada e nessa jogada deu o 1º golos dos bascos.
Khal Drogo
Oh, eu a achar que havia alguma coisa que mudasse realmente a palhaçada do anti-jogo. Enfim.
Diogo Moura
As das substituições são uma ajuda.
Khal Drogo
Tem razão. Pode ajudar alguma coisa. Mas parece-me curto…